O Irish Independent escreve que o magnata da música Louis Walsh, ex empresário do Boyzone, afirmou que Bono e o U2 demoraram muito para se pronunciar sobre o "genocídio" em Gaza.
Ele fez os comentários em uma participação no programa The Big Interview, da Virgin Media.
O U2 foi criticado por evitar, em grande parte, falar publicamente sobre a crise humanitária em Gaza, mas divulgou um comunicado em agosto do ano passado condenando as ações do governo israelense após os ataques de 7 de outubro.
Em seu próprio comunicado, Bono disse que vinha "refletindo sobre o assunto" até então. Ele condenou o governo israelense, bem como os ataques de 7 de outubro, e acrescentou acreditar no "direito de Israel existir".
Walsh concordou que o U2 foi "muito lento" para se manifestar sobre as ações de Israel em Gaza, acrescentando que ficou "surpreso com Bono".
"Ele está em contato com todos os políticos do mundo. Isso é o mínimo que ele poderia ter feito, com certeza. Foi tarde. Foi tarde demais. Ele deveria ter sido um dos primeiros, sabe, com certeza. É genocídio e estamos todos assistindo como se nada tivesse acontecido. Eu grito com a TV todas as noites, porque assisto à Al-Jazeera, à France24 e à CNN – além da Virgin – então fico por dentro de todas as notícias, sou meio viciado em notícias".
