Brian Eno falou em diversas entrevistas e no documentário 'Classic Albums' sobre sua tentativa frustrada de apagar as fitas multitrack da música "Where The Streets Have No Name", do U2.
A banda havia gasto um tempo excessivo, estimado por algumas fontes em 40% do tempo total de gravação do álbum, tentando finalizar a música, e Eno sentiu que começar do zero com uma nova performance seria a melhor opção.
O acidente ocorreu quando Brian Eno estava sozinho no estúdio. Ele havia preparado o gravador, pronto para gravar por cima e apagar o trabalho existente. No entanto, o assistente de engenharia, Pat McCarthy, entrou inesperadamente e conteve Brian Eno fisicamente, impedindo-o de apertar o botão de gravação.
A história é uma anedota conhecida sobre o difícil processo de criação da faixa de abertura do álbum 'The Joshua Tree', lançado em 1987. The Edge confirmou a história em várias entrevistas, destacando o quão perto eles chegaram de perder a faixa que se tornaria um grande sucesso e presença constante nos shows ao vivo.
A filosofia geral de Eno, que ele discutiu em entrevistas, como um bate-papo detalhado com a revista Tape Op, muitas vezes envolve uma preferência por processos não convencionais e "acidentes felizes" em vez da perfeição técnica, o que entrou em conflito com o processo difícil e meticuloso que a música exigia.
"Esse foi o exemplo perfeito do machado de Abraham Lincoln. Já ouviram essa história? Aparentemente, há uma pequena cabana de onde Abraham Lincoln veio. Há uma placa do lado de fora que diz: "Venha ver o machado de Abraham Lincoln. Um dólar". Você entra e lá está ele, em cima da mesa. Se você questionar o velho fazendeiro, que cuida da coisa, ele diz: "Bem, o cabo foi trocado. E a cabeça também". Bem, um machado é só o cabo e a cabeça, então como isso pode ser o machado de Abraham Lincoln?
"Where The Streets Have No Name" ficou meio assim. Tudo tinha sido substituído! Nada restou do que estava lá no começo, mas não estávamos dizendo: "Não deveríamos tocar isso desde o início?"