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sexta-feira, 22 de julho de 2016

A história por trás da composição de "Streets Of Surrender"


Julián Ruiz, jornalista, engenheiro musical e produtor musical espanhol, publicou em seu blog, Plásticos y Decibelios, uma entrevista com o cantor italiano Zucchero, que canta "Streets Of Surrender", cuja letra foi composta por Bono, sobre os ataques em Paris em 2015.
O site U2 News também publicou a matéria.

Sabemos por que a música nasceu, mas não temos a historia toda. Você pode nos contar?

Em novembro do ano passado, recebi uma mensagem de Bono, que pediu-me para ir ao concerto do U2 em Turim. E lá fui eu. Eu me lembro que cheguei às sete da noite e fui para o camarim dele. E sem mais DELONGAS ele me disse que queria me pedir um favor. Que eu tinha que cantar com eles, na última canção do show, nada mais nada menos do que “I Still Haven’t Found What I’m Looking For” do disco The Joshua Tree.

Assim, sem anestesia?

Não acho que ele me colocou cara a cara com ela, mas eu me senti como se estivesse na beira de um telhado. A sensação de vertigem. O problema era de que eu não me lembrava de quase nada dos acordes e muito menos de sua letra em inglês. Bono me disse que eu tinha duas horas, tempo suficiente. Eu não estava tão certo disso.

Bem, acho que Bono sabia que você poderia fazer isso sem problemas, certo?

Foi pior do que se pensava. Eu não tinha visto a turnê do U2 ainda. Eu nem sabia que havia um convidado na canção final, apenas cantando a música, completamente sozinho, lá no palco. Senti um pânico, até que eles se juntaram na performance comigo. Acho que foi muito bom.

O que aconteceu depois?

Bono e The Edge estavam muito felizes. Bono me disse que, em troca, eu lhe pediria um favor. E eu aproveitei. Como foi o caso com "Blue" anos antes, eu lhe disse que eu tinha uma bela canção que gostaria que ele colocasse uma letra nela. Ele disse que sim, claro. Eu sempre tive uma química muito boa com ele. Nós somos realmente amigos. Ele sempre que volta para Dublin ele prepara o "macarrão com alho e óleo", o meu favorito, do jeito que fiz uma vez na casa dele. Achei que era ótimo para meu novo álbum que eu estava gravando aqueles dias.

E aí?

Bom, eu não tive mais nenhuma notícia. Demorou semanas, mais de um mês e eu não tive nenhum contato de Bono. Eu pensei que ele não havia gostado da canção. Mas quando eu estava gravando em Los Angeles, às três da manhã, recebi uma ligação de Bono, que estava em Paris naqueles dias do mês de novembro. Ele me disse que era a letra apropriada, e que ele estava muito orgulhosa dela, porque era um reflexo, sobre os terríveis ataques em Paris, que deixou o U2 no meio daquilo. A letra é soberba.

Por isso você chamou também Mark Knopfler para tocar nela?

Me pareceu que era uma boa ideia. Mas disse a ele que não queria o típico apenas, e sim algumas harmonias com o seu dobro, aquilo que há de tão especial nos dedos das mãos de Mark. E assim fizemos.

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