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domingo, 14 de maio de 2017

O show do U2 no Dreamfest 2016 pode ter dado a ideia do telão e passarela da 'The Joshua Tree Tour 2017'


O que se via do palco ao entrar no BC Place em Vancouver na noite de estreia da 'The Joshua Tree Tour 2017' do U2, era algo voltado para a turnê original de 1987, minimalista, e não se sabia ainda o que aquela tela poderia revelar quando a banda entrasse no palco. Um fundo dourado trazia a Joshua Tree na cor prata, esticada como no design do palco original de 1987, e algumas lâmpadas podiam ser vistas em volta dela.
Uma continuação para topo da árvore foi construído acima do palco.
A passarela em uma descida na esquerda do público, ligando o B Stage, era no formato da Joshua Tree, com a árvore pintada em prata.
Ao final da primeira parte do show que aconteceu no B Stage, o estádio se acendeu, a banda se alinhou e se despediu do público ali e começaram a caminhar para o palco principal, e se viu que o telão não funcionaria só na direita do palco (como aconteceu durante o show do Munford & Sons, a banda de abertura). Na verdade, era um telão único gigante atrás da banda!
A sombra da Joshua Tree no palco principal, com o telão todo em vermelho para "Where The Streets Have No Name", e banda se alinhou novamente na frente, cumprimentou o público, e cada um foi para sua posição.
A projeção da árvore sumiu, e o telão em widescreen em 8K com alguma curva, transmitiu as imagens em toda a sua extensão, em altíssima definição, parecendo um simulador em realidade virtual para quem assistia de perto.




A ideia para este telão, e essa passarela descendo para o público na esquerda, eles podem ter reutilizado da apresentação de 2016 no Dreamfest, como parte da conferência anual da Salesforce! O visual daquela apresentação pode ter servido para a banda testar os elementos que utilizariam na 'The Joshua Tree Tour 2017'.

A Stufish Eintertainment Architects foi a responsável pela criação do palco para o Dreamfest 2016.
O U2 tocou por uma noite apenas, uma show especial para o Dreamfest, parte da o evento anual do Salesforce 2016. O espetáculo teve lugar no famoso grande parque de estacionamento em Cow Palace. As colinas de São Francisco formaram o pano de fundo para o grande palco construído na frente.
Inspirado pelo Geneva Drive In Theatre que esteve historicamente localizada ao lado daquele local (o telão do U2 é como se fosse uma tela de cinema), o design do set foi simples, mas eficaz. Havia um grande CinemaScope em forma de telão de LED de 100 pés de largura e 45 pés de altura. Esta tela tinha uma simples moldura cênica contornando ela por inteiro e uma grande treliça vertical única em torno dos lados da tela e como suporte em todos os equipamento técnico. Acima da tela, foi criada uma estrutura de torre dupla como suporte de grandes sinais luminosos como um remanescente da unidade icônica em signografia dos anos 50 encontrada em torno dos EUA. Isso foi usado para exibir o nome da banda, o nome do evento e o aceno para o drive-in.
A área do palco foi mantida bastante íntima e então duas grandes passarelas permitiam à banda se movimentarem no meio do multidão para mais variação da performance e permitir que os fãs chegassem mais perto da banda.












sábado, 13 de maio de 2017

Você planta uma semente do demônio, você cria uma flor de fogo: um olhar para a noite de abertura da 'The Joshua Tree Tour 2017' do U2


A relação de amor e ódio do U2 com os Estados Unidos foi a semente do demônio que deu origem à sua flor ardente, 'The Joshua Tree', um dos melhores álbuns da década de 80. A fúria sobre a política externa dos EUA sob Ronald Reagan e a intoxicação com música de raízes americanas são o coração e a alma desse disco de 1987. 'The Joshua Tree' era uma ode e um argumento, e ele atirou a banda para a estratosfera.
30 anos depois, o tema no palco da América como vilã do cenário mundial permanece estranhamente relevante – e foi parte da narrativa no lançamento da turnê de 30° aniversário de 'The Joshua Tree' em Vancouver nesta sexta à noite.
"Envie uma mensagem do Canadá para os Estados Unidos," Bono gritou para a multidão, antes de liderá-la em um coro de "poder do povo; muito mais forte do que as pessoas no poder."
Em um ponto (na abertura de "Exit"), foi exibido trechos de um filme em preto e branco de um episódio de TV antigo de western, chamado 'Trackdown', em que um vigarista chamado Trump chega à cidade para alertar os cidadãos para se protegerem contra o fim do mundo, através da construção de um muro.

"És um mentiroso, Trump," responde o herói. (O episódio de 1958 se chama 'End Of The World').



Bono, com seu chapéu de pastor, também pregou: "Numa democracia, o governo deve temer os cidadãos, não o contrário."
E, durante uma empolgante "Pride (In the Name of Love)", o discurso de Martin Luther King 'I Have A Dream' foi reproduzido na tela atrás da banda, e Bono falou sobre a "magnífica cidade de Vancouver" e como o sonho do Dr. King "é muito vivo" aqui. "Enquanto outros fecharam suas portas, a sua está aberta!"
Com a multidão cantando o coro "oh-oh-oh-oh" junto, Bono implorou: "Dr. King, em uma época de terror, nos mantenha tolerantes. Em um momento de medo, nos mantenha fiéis."
Às vezes o comentário anti-Donald Trump foi mais sutil (se pode se usar essa palavra para descrever tudo o que Bono faz). Em homenagem às mulheres em "UltraViolet (Light My Way)", os rostos de mulheres notáveis brilhavam atrás da banda – incluindo Malala Yousafzai, Rosa Parks, mas também Oprah Winfrey e Lena Dunham, bem como as canadenses Joni Mitchell e K.D. Lang. Bono dedicou a canção para "nossas mães, nossas filhas, as mulheres na nossa equipe", mas também mulheres "que resistiram e insistiram e persistiram" – uma aparente referência a um grande inimigo de Trump, a Senadora dos EUA, Elizabeth Warren. "Vocês iluminam o caminho."
Foi fácil ler um comentário sobre os acontecimentos atuais na fúria absoluta de Bono, quando ele gritou "Estou tão cansado disto!", no deslumbrante início da noite, com "Sunday Bloody Sunday".
O set do U2 começou com uma nota alta - aquele hino anti-guerra que foi seguido de outra faixa do mesmo álbum, 'War'. Enquanto a banda rugia em "New Year's Day", Bono tirava um momento para contemplar a multidão, olhando ao redor e para cima no estádio lotado, como se fosse para se lembrar - "sim, nós ainda estamos aqui, nós ainda estamos fazendo isso, nós ainda respiramos".
"Então, aqui estamos novamente nesta cidade que amamos, Vancouver", Bono falou depois das duas primeiras canções. "Estamos tentando encontrar um pouco de magia neste templo de concreto, onde nos sentimos estranhamente em casa", ele disse (a banda ensaiou por dias no BC Place), e então tocaram "A Sort Of Homecoming".
Logo, 'The Joshua Tree'. Nunca tendo ouvido uma banda tocar seu álbum clássico do começo ao fim, você imagina que será uma experiência alucinante e fantástica, onde você é transportado de volta para seu quarto de adolescente com aquele álbum girando na vitrola – mas desta vez a banda estava lá, tocando aquele disco para você.
Foi maravilhoso – mas também você perde aquela sensação de não saber o que está por vir, aquela emoção em ouvir as notas de abertura da próxima canção enquanto você grita de aprovação no momento do reconhecimento.
"Trinta anos e eu ainda não consigo tocar gaita", Bono riu quando tocou em "Trip Through Your Wires". "Larry, ajude-me aqui".
Cada faixa foi acompanhada por um filme, mostrando as paisagens e pessoas que inspiraram o álbum e divagando sobre os temas das canções. O diretor Anton Corbijn – que havia levado a banda há tantos anos atrás para o deserto da Califórnia para uma filmagem notoriamente extenuante para 'The Joshua Tree'– criou imagens lindas e emocionantes para cada faixa. Tudo começou com uma movimentação imersiva através do deserto para "Where The Streets Have No Name". (As pessoas de aparência exausta que caminhavam ao lado da estrada chamavam a atenção para os problemas atuais da administração americana com os mexicanos).
Os filmes muitas vezes se agarram em um poema lírico ou um tema – uma lua vermelha para "One Tree Hill"; a palavra "amor" soletrada nas articulações dos dedos de alguém em "Exit"; uma mulher com um biquíni de listras com estrelas e um laço em "Trip Through Your Wires"; uma fila de mulheres segurando velas, emergindo de uma névoa azul para "Mothers Of The Disappeared".
"Obrigado por escutarem nosso novo LP", Bono brincou após a canção que fecha o disco. "Trinta anos de idade".
A banda voltou para mais hits dos anos 90. Em seguida, com uma bandeira canadense enrolada em seu stand de microfone, Bono cantou "Miss Sarajevo". Atrás dele, o filme da noite: uma garota Síria que sonha em se tornar uma advogada fala ao público, de um enorme campo de refugiados de Zaatari na Jordânia. "Miss Sarajevo" tornou-se Miss Alepo, e foi devastadora e bonita.
O show terminou com a estreia de uma nova música.
Foi um show magnífico, como sempre é com o U2.
"Foi tudo bem?", Bono perguntou no fim da noite.

Foi.

Agradecimento: The Globe And Mail

Morleigh, Elijah e Sian no telão do U2 na 'The Joshua Tree Tour 2017'


Na noite de estreia da 'The Joshua Tree Tour 2017', a performance de "Trip Through Your Wires" mostrou no telão uma atraente Cowgirl! E quem é ela? É a Morleigh Steinberg, a esposa de Edge! Ela faz parte da equipe da banda!
No final da canção "The Little Things That Give You Away", o telão da banda mostrou o que pode ser a capa de 'Songs Of Experience', uma foto de Elijah, filho de Bono, de mãos dadas com Sian, a filha de Edge com Morleigh.
Os dois estão descalços, e Sian usa um capacete militar, como Peter Rowen na capa da coletânea 'U2 The Best Of 1980-1990'.

À espera de "The Little Things That Give You Away"


O U2 abriu na noite de ontem a 'The Joshua Tree Tour 2017' no Estádio BC Place em Vancouver, e apresentaram pela primeira vez ao vivo uma canção inédita chamada "The Little Things That Give You Away", que Bono introduziu como sendo "uma canção de experiência", uma referência à 'Songs Of Experience', o próximo disco da banda.



A nova canção fechou o show, e no setlist impresso apareceu com o nome de "Little Things".
Já se sabe que a canção é um dos singles do disco que deve ser lançado em breve, e pode até ser o primeiro single do álbum. Sua versão de estúdio deve ser lançada nos próximos meses.

"The Little Things That Give You Away" havia sido previamente chamada de "The Morning After Innocence".
Um mês após o lançamento de 'Songs Of Innocence', Bono deu uma entrevista onde disse que a banda já trabalhava na continuação do álbum, 'Songs Of Experience', e citou que uma canção inédita chamada "The Morning After Innocence" era um trabalho em progresso.
Em uma outra entrevista ao The Guardian, falando em relação as pessoas poderosas com quem ele tratava, Bono disse: "o meu eu mais jovem não teria gostado de nenhum deles".
E então a revelação: perguntado à Bono se ele sentia falta de certos aspectos daquela confusa, mas ainda correta juventude, ele respondeu recitando a letra de "The Morning After Innocence"
"O protagonista mais velho está pedindo por ajuda ao outro mais jovem", explicou ele. "O maior problema que enfrento agora é que compreendo a natureza dialética das coisas. Isso pode torná-lo menos claro sobre sua resposta." Ele soou melancólico. "Quando eu era jovem, eu sabia qual era a minha posição sobre tudo."
Ele então divulgou uma parte da letra de "The Morning After Innocence":

"Is that your fountain pen, navy with a nib of gold? You never could write so well or do anything you were told on 10 Cedarwood Road. I'm your older self, the song of experience, I've come to ask for some help from your song of innocence. Lead me in the way I should go. I'm running out of chances to blow, that's what you told me and you should know. Lead me in the way I should be. Unravel the mystery of the heart and its defense, the morning after innocence."

"É essa sua caneta-tinteiro, azul marinho, com um bico de ouro? Você nunca poderia escrever tão bem ou fazer qualquer coisa que te disseram na Cedarwood Road número 10. Eu sou o seu eu mais velho, a canção da experiência, eu vim para pedir a ajuda de sua canção da inocência. Me guie pelo caminho que devo seguir. Estou ficando sem chances de explodir, isso é o que você me disse e você deve saber. Conduza-me da maneira que deveria ser. Desvende o mistério do coração e em sua defesa, na manhã seguinte da inocência."

Uma linha deste trecho levantou a hipótese desta canção inédita ter sido trabalhada em cima de uma outra faixa inédita do U2 jamais lançada anteriormente.
"Lead Me In The Way I Should Go" é uma sobra de estúdio do álbum 'How To Dismantle An Atomic Bomb'. Bono comentou em 2003: "Edge está pegando fogo no estúdio. Estamos trabalhando em algo chamado "Lead Me In The Way I Should Go", que poderá ser uma grande canção. Estou muito animado com o que estamos fazendo, e eu não penso que nós estamos enfrentando algo como a síndrome do segundo álbum'."

Para a Revista Q nos últimos meses de 2015, Bono revelou que uma outra canção inédita para 'Songs Of Experience' tinha o título de "The Little Things That Give You Away", e que era um hino vibrante.
Em setembro de 2016 no This Morning da CBS, outra revelação de Bono: a canção que havia sido previamente chamada de "The Morning After Innocence", agora era chamada de "The Little Things You Give Away". Ou seja: Bono nas entrevistas citou dois títulos do que se pensava serem duas canções, mas na verdade elas eram a mesma canção; "The Morning After Innocence" foi um título de trabalho para "The Little Things That Give You Away".

Em janeiro de 2017, Bono deu uma entrevista para o U2.COM, e ao falar sobre o trabalho do próximo disco do U2, ele revelou: "minha favorita no momento é "The Little Things That Give You Away". Aqui vão alguns versos. Existe uma grande tangente no final disso que é muito revelador – mas isso é o suficiente para agora":

"The night gave you a song,
a light had been turned on,
You walked out in the world
like you belonged there
As easy as a breeze,
each heart was yours to tease
Is it only me who sees there’s something wrong here
It’s the little things that give you away
The words you cannot say
Your big mouth in the way
It’s the little things that reveal and betray
Has the hunter now become the prey
It’s the little things, the little things
That give you away
I saw you on the stairs
You didn’t notice I was there
That’s cos you were busy talking at me
Not to me
You were high above the storm
A hurricane being born
But this freedom, it might cost you your liberty
It’s the little things that give you away
The words you cannot say
Your big mouth in the way
It’s the little things that reveal and betray
Has the hunter now become the prey
It’s the little things, the little things that give you away"

"A noite lhe deu uma canção,
uma luz foi ligada,
Você caminhou para o mundo
como se você pertencesse à ele
Tão calma como uma brisa,
cada coração era seu para importunar
É somente eu que vê que há algo errado aqui
São as pequenas coisas que te entregam
As palavras que você não pode dizer
Sua boca grande no caminho
São as pequenas coisas que são reveladas e te traem
Como o caçador agora tornou-se a presa
São os pequenos detalhes, as pequenas coisas
Que te entregam
Eu te vi na escada
Você não percebeu que eu estava lá
Isso é porque você estava ocupada falando comigo
Não para mim
Você estava muito acima da tempestade
Um furacão nascendo
Mas essa liberdade, poderia lhe custar sua liberdade
É que as pequenas coisas te entregam
As palavras que você não pode dizer
Sua boca grande no caminho
São as pequenas coisas que são reveladas e te traem
Como o caçador agora tornou-se a presa
São os pequenos detalhes, as pequenas coisas
Que te entregam"

Este trecho da letra de "The Little Things That Give You Away" que o U2 vem tocou ao vivo, deixa claro que parte da letra de "The Morning After Innocence" foi mantida:

Sometimes
I can’t believe my existence
See myself on a distance
I can’t get back inside
Sometimes
The air is so anxious
All my tasks are so thankless
And all of my innocence has died
Sometimes
I wake at four in the morning
Where all the doubt is swarming
And it covers me in fear
Sometimes

No minuto final do vídeo abaixo, divulgado quando 'Songs Of Innocence' foi lançado em 2014, mostra um trecho de uma canção inédita que não entrou no álbum. Comparando com a sonoridade do verso que traz a letra acima de "The Little Things That Give You Away", se acredita que ela seja a canção "The Morning After Innocence", quando ainda era um trabalho em andamento em 'Songs Of Innocence':

"A Rainy Night In Soho", a canção escolhida pelo U2 para entrar no palco na 'The Joshua Tree Tour 2017'


A canção escolhida pelo U2 para entrar no palco na 'The Joshua Tree Tour 2017', ouvida nos sistema de som do Estádio BC Place em Vancouver na noite passada, foi "A Rainy Night In Soho" do The Pogues!

"Agora que a canção está quase no fim, talvez nunca descobriremos o que quer dizer. Mas há uma luz que seguro diante de mim. Eu não canto pelo futuro, eu não sonho o passado, eu não falo da primeira vez, eu nunca penso sobre a última vez."



The Pogues é uma banda de rock irlandesa, com uma mistura de música inglesa. Com música tradicional irlandesa a banda teve influências do punk rock e jazz. The Pogues foi formada em King's Cross, um bairro situado a norte de Londres, em 1982, por Shane MacGowan.

Após o aparecimento do movimento musical punk rock a banda emerge empregando uma mistura entre musica punk e música tradicional irlandesa. Originalmente, o nome do grupo era Pogue Mahone (Pog mo Thoin em irlandês, o que significa "Beije O Meu Traseiro"), tendo sido formado por Jem Finer, Spider Stacy e Shane MacGowan. Os três tinham um fascínio pela música irlandesa o que os impulsionou à tomada de decisão em fazerem as suas próprias versões das músicas tradicionais. Quando finalmente lançaram o seu primeiro disco, 'Red Roses For Me' em 1984, a gravadora havia exigido modificar o nome para o atual The Pogues.
Um famoso grupo de farristas e alcoólatras, capazes de transformarem um espaço em admiráveis ambientes musicais, não só pela música mas pelos distúrbios nos seus shows assim como pelas desafinações em relação à discografia. Os problemas do cantor e compositor Shane MacGowan com o álcool levaram-no a ter que se sujeitar à frequentes tratamentos de desintoxicação de álcool, na época em que lançaram as suas célebres músicas presentes no disco 'Hell´s Bitch' (1990).
Em 1991, a banda partiu para uma turnê nos Estados Unidos com a ausência de Shane MacGowan, que havia sido expulso do grupo. Este teria continuado a sua carreira com uma nova banda chamada Shane Macgowan & The Popes. Contanto, a banda The Pogues seria constituída por Joe Strummer, o ex-vocalista do The Clash. Durante a década de 90 a banda gravou um disco, e acabou encerrando suas atividades.
Em 2001 a banda voltou a reunir-se novamente, organizando regularmente alguns shows e lançando coletâneas, mas nunca mais lançaram um álbum de inéditas.

A canção "A Rainy Night In Soho" é de 1986, exatamente a época que o U2 gravava 'The Joshua Tree'. Foi lançada no EP 'Poguetry in Motion'. Elvis Costello é o produtor da faixa.

Os vídeos da noite de abertura da 'The Joshua Tree Tour 2017' - Parte 2


O U2 deu início à 'The Joshua Tree Tour 2017', turnê comemorativa do 30° aniversário de lançamento do disco 'The Joshua Tree'. A apresentação aconteceu no Estádio BC Place em Vancouver, Canadá.

Confira os vídeos da apresentação:















Os vídeos da noite de abertura da 'The Joshua Tree Tour 2017' - Parte 1


O U2 deu início à 'The Joshua Tree Tour 2017', turnê comemorativa do 30° aniversário de lançamento do disco 'The Joshua Tree'. A apresentação aconteceu no Estádio BC Place em Vancouver, Canadá.

Confira os vídeos da apresentação:























A noite de abertura da 'The Joshua Tree Tour 2017' do U2


O U2 deu início à 'The Joshua Tree Tour 2017', turnê comemorativa do 30° aniversário de lançamento do disco 'The Joshua Tree'. A apresentação aconteceu no Estádio BC Place em Vancouver, Canadá.
Os poemas 'Ain’t You Scared of the Sacred?: A Spiritual' e 'Elegy for Leonard Cohen' de George Elliott Clarke foram projetados em um pequeno telão na direita do palco antes do show, assim como outros poemas.

"O propósito das projeções é de incentivar nos concertos o público à pensar sobre os contextos sócio-políticos da nossa arte e cultura, visando estimular o pensamento em ações humanitárias," disse Clarke em um e-mail para a CBC Books.
Na turnê do álbum 'War', que antecedeu as gravações de 'The Unforgettable Fire', Bono se tornou um leitor voraz. Ele leu filosofia, ficção e poesia. Ele leu as obras do poeta Paul Celan, cuja linha "a poesia é uma espécie de regresso para casa" inspirou não apenas o título da canção "A Sort Of Homecoming", mas a música em si.

A noite começou com problemas para o público: havia apenas uma entrada para bilhetes de admissão geral – para o chão do estádio – e um sistema de verificação de cartão de crédito que parecia estar problemático, lento e as vezes fora de sistema. Os fãs na imensa fila do lado de fora ficaram com raiva e demonstraram decepção, e polícia de Vancouver pediu aos fãs "por favor" para serem pacientes.
Algumas pessoas perderam o show todo da banda de abertura, Mumford & Sons. Quando o U2 subiu ao palco, o lugar já estava cheio. Algumas pessoas disseram que entraram sem serem revistadas e até mesmo sem precisarem mostrar seus tickets para o show!

O que se via do palco ao entrar no BC Place, era algo voltado para o original de 1987, minimalista, e não se sabia ainda o que ele poderia revelar quando a banda entrasse no palco. Um fundo dourado trazia a Joshua Tree na cor prata, esticada como no design do palco original de 1987, e algumas lâmpadas podiam ser vistas em volta dela.

Uma continuação para topo da árvore foi construído acima do palco.
A passarela ligando o B Stage, era no formato da Joshua Tree, com a árvore pintada em prata, fazendo sombra à árvore de telão.


O setlist vazou antes da banda entrar no palco, e pôde se conferir que eles tocariam o que vinham ensaiando nos últimos dias, com uma primeira parte trazendo canções da primeira metade da década de 80, e que faziam parte da estrutura dos setlists da turnê original. A canção "A Sort Of Homecoming" não era tocada há 15 anos, desde a 'Elevation Tour' em 2001!
A segunda parte do show teria o disco 'The Joshua Tree' tocado em sua íntegra, tendo a primeira performance ao vivo na história da canção "Red Hill Mining Town"!
Algumas canções do álbum não eram tocadas há muitos anos, como "Exit", que havia aparecido pela última vez em 1989 na turnê 'Lovetown'.
"Mothers Of The Disappeared" foi tocada com a banda completa e de forma elétrica, o que não acontecia desde 1987, assim como "Trip Through Your Wires". "In God's Country" também foi tocada elétrica e com a banda completa, o que não acontecia desde 1989.
A terceira parte do show traria alguns grandes hits das décadas de 90 e 2000, e a apresentação fecharia com a primeira performance ao vivo de uma canção ainda inédita que estará no próximo disco da banda, 'Songs Of Experience'.


As canções tocadas no sistema de som enquanto o público esperava o início da apresentação, trazia escolhas da banda como The Clash, Smashing Pumpkins.
Como já era esperado, o sistema de som tocou "A Rainy Night In Soho" do The Pogues, o anúncio de que a banda estava para subir no palco!
Larry foi o primeiro à entrar no Palco B, que foi onde a banda deu início à primeira parte do show, de forma minimalista, como aconteceu na iNNOCENCE + eXPERIENCE em 2015. Foi ele quem deu o primeiro passo para a formação do U2 em 1976, e agora é ele novamente quem dá os primeiros passos para o início dos shows da 'The Joshua Tree Tour 2017'!
"Sunday Bloody Sunday" abriu, e em sua forma clássica: elétrica, diferente da que vinham tocando na iNNOCENCE + eXPERIENCE.
Em "New Year's Day", uma grande surpresa: além de ser tocada um pouco mais lenta, em um tom diferente, Bono cantou o verso extra "And so we are told this is the golden age", como fazia nos primeiros anos da década de 80,e também cantou a parte "Oh, maybe the time is right. Oh, maybe tonight"! Lembranças da versão 12' da canção, e do US Remix!
"A Sort Of Homecoming ganhou uma introdução diferente bem sintetizada, anos 80, que também apareceu mais pra frente na execução! Edge tocou a canção com a Gibson Explorer, e eles fizeram o canto "O coma way o coma wa o coma o coma way say I". Um das melhores performances da noite!
O palco principal continuou abandonado, todo apagado, sem nenhuma alteração em seu visual.
Veio a dobradinha "MLK" (um dueto entre Bono e The Edge) / "Pride (In The Name Of Love)". Ao final, o estádio se acendeu, a banda se alinhou e se despediu do público ali no B Stage e começaram a caminhar para o palco principal, e se viu que o telão não funcionaria só na direita do palco. Na verdade, era um telão único gigante atrás da banda, e frases de discursos de Martin Luther King ('I Have a Dream') começaram a percorrer a tela inteira!
A sombra da Joshua Tree no palco principal, com o telão todo em vermelho para "Where The Streets Have No Name", e banda se alinhou novamente na frente, cumprimentou o público, e cada um foi para sua posição. Foi uma volta ao passado até aquela arrepiante abertura da canção no filme concerto 'Rattle And Hum'!



A projeção da árvore some, e o telão em widescreen com alguma curva, transmite as imagens em toda a sua extensão. Começa uma viagem em uma estrada que não tem nome.
Assim, a segunda parte do show teria cada canção de 'The Joshua Tree' tocada ao vivo e na sequência original do disco, trazendo um vídeo em separado gravados por Anton Corbijn, o fotógrafo oficial da banda, e que trabalhou com a banda em 1986/1987 em fotos e vídeos para o disco! Outros vídeos trouxeram antigas imagens, editadas em vídeo pela empresa audiovisual que trabalha com a banda na turnê!
"I Still Haven't Found What I'm Looking For" ganhou uma introdução nova, mais parecida com a versão original.
Zabriskie Point foi o visual em "With Or Without You" (Anton estava realizando gravações lá mesmo semanas atrás, como mostra esta foto no Twitter).

Em "Bullet The Blue Sky", a banda tocou uma versão mais curta, como a do disco, sem o rap ou discursos que Bono vinha implantando ao vivo. Em outras turnês, Bono ligava parte dela com um discurso sobre um acontecimento de momento. Então, é uma surpresa que desta vez, não teve Trump! O destaque foi um filme em que os cidadãos da América Latina, velho e jovens, colocam capacetes do exército em pé na frente de uma bandeira americana pintada, essencialmente um brutal impacto das decisões tomadas a milhares de milhas longe deles com pouca consideração por suas vidas.
"Red Hill Mining Town" em sua primeira performance ao vivo depois de 30 anos, ganhou uma introdução no piano, um arranjo diferente, com sons pré gravados de metais, e Bono cantando suavemente a letra, em um tom que ele não precisa gritar como na versão original. Muito interessante! Utilizaram imagens do que parece ser a banda do Exército Da Salvação (Salvation Army Brass Band) tocando na canção (em substituição à The Arklow Silver Band na versão 2017).
"In God's Country" ganhou uma nova introdução ao vivo, foi tocada mais lenta! E o visual foi incrível, com uma solitária Joshua Tree agora centralizada no telão, no deserto, com cores azuis, as vezes em vermelho, belas imagens em alta definição.
Uma pena "Trip Through Your Wires" ter ficado 30 anos fora de um setlist do U2! A performance, totalmente próxima à versão de estúdio, teve Bono na gaita, irretocável! No telão, uma atraente Cowgirl (é a Morleigh, a esposa de Edge).
Uma enorme lua cheia apareceu no telão durante "One Tree Hill", assim como ela aparece na letra!
Um trecho de um filme antigo foi utilizado no telão como introdução para a pesada "Exit", que não era tocada desde que influenciou o assassinato em 1989 da atriz Rebecca Schaeffer. Foi apontada pelos fãs como uma das favoritas da noite (e a mais esperada por Larry para ser apresentada ao vivo)! Bono entrou vestido com um chapéu preto, sombrio, parecido com um pastor, novamente incorporando um personagem em uma turnê do U2. E ele atuou, foi até a câmera, até o público, e cantou muito bem!
Com o chapéu agora contra o peito, o som de sintetizador clássico dos anos 80, e as Mães dos Desaparecidos (ou uma referência às verdadeiras mães) no telão segurando velas, a banda tocou uma versão similar à original de "Mothers Of The Disappeared", com a parte 'El Pueblo Vencera", como na turnê original de 1987, pagando assim seu merecido tributo ao disco 'The Joshua Tree'.








A ideia para este telão, eles utilizaram primeiro na apresentação de 2016 no Dreamfest, como parte da conferência anual da Salesforce.

Não teve chapéu de cowboy, mas Bono agora tem um chapéu estilo 'pregador'!



Outra coisa que não poderia faltar para relembrar a turnê original: Bono apontando o spot de luz para Edge no solo de "Bullet The Blue Sky"!

Ao final de 'The Joshua Tree', as luzes se acenderam, o telão se apagou, e árvore do palco acendeu suas lâmpadas.

Com as canções da década de 90 e 2000 na terceira parte do show, "Beautiful Day" ganhou uma nova introdução estendida, futurista, apontando que se passou uma década e meia de 'The Joshua Tree' até ela. Aquela imagem monocromática do deserto fica para trás. "Veja o mundo em verde e azul", e "todas as cores voltaram"!

Aliás, este verso foi remixado para o show, ganhou vozes "robotizadas".

"Elevation" mostrou o telão dividido em 4 partes, cada uma delas com um membro da banda (na verdade, Adam aparecia também na parte de Larry). Versão agitada, melhor do que na turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE, mas ainda assim sem nenhuma novidade.
Diversas personalidades femininas importantes, atos e eventos históricos importantes celebram a igualdade das mulheres e as mulheres, no telão em "Ultraviolet (Light My Way)". Vimos entre muitas, Sojourner Truth, Rosa Parks, Angela Davis, Ellen DeGeneres, Lena Dunham.
A mensagem transmitida: "Poverty Is Sexist".





O final do show aconteceu novamente no B Stage, e "One" foi tocada como antigamente, diferente de como estava sendo apresentada na iNNOCENCE + eXPERIENCE, sem aquelas pausas. O telão trouxe as imagens utilizadas na ZOOTV, como o búfalo, as flores, a palavra One em diversas línguas.

A performance de "Miss Sarajevo", com o depoimento de uma jovem e um trecho de um curta-metragem francês sobre um campo de refugiados na Jordânia, trouxe um playback no verso com Pavarotti (em 2005 Bono ainda arriscou fazer a voz de Pavarotti), e foi tocada da mesma forma que a original, como aconteceu na Popmart em 1997 em Sarajevo. A canção teve o mesmo propósito que "October" e "Zooropa" na iNNOCENCE + eXPERIENCE, chamar a atenção do público para o que está acontecendo no mundo, guerras, os refugiados.
Durante a performance, um banner grande com o rosto da garota que fala no começo do vídeo no telão, vai passando entre o público nas cadeiras, no alto, e um holofote de luz vai iluminando seu caminho! Bono observa encantado.
Uma publicação compartilhada por Sherry (@u2isable) em


O show terminou com uma canção inédita chamada "The Little Things That Give You Away", que Bono introduziu como sendo "uma canção de experiência", uma referência à 'Songs Of Experience', o próximo disco da banda.
No final da canção, o telão da banda mostrou o que pode ser a capa de 'Songs Of Experience', uma foto de Elijah, filho de Bono, de mãos dadas com Sian, a filha de Edge.

Agradecimento pelas imagens: U2 Gigs - @U2

A provável capa de 'Songs Of Experience', o próximo disco do U2


Na noite de estreia da 'The Joshua Tree Tour 2017',o U2 apresentou pela primeira vez ao vivo uma canção inédita chamada "The Little Things That Give You Away", que Bono introduziu como sendo "uma canção de experiência", uma referência à 'Songs Of Experience', o próximo disco da banda.
No final da canção, o telão da banda mostrou o que pode ser a capa de 'Songs Of Experience', uma foto de Elijah, filho de Bono, de mãos dadas com Sian, a filha de Edge.
Os dois estão descalços, e Sian usa um capacete militar, como Peter Rowen na capa da coletânea 'U2 The Best Of 1980-1990'.

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