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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Vídeo: premiere do filme-concerto 'Rattle And Hum' do U2 no Savoy Cinema em Dublin


O filme-concerto 'Rattle And Hum' do U2 estreou nos cinemas em 1988.

Abaixo, um vídeo em ótima qualidade da Premiere que aconteceu no Savoy Cinema em Dublin, onde a banda compareceu e tocou na parte da fora, entre o Savoy e o Gresham Hotel, algumas canções, como "I Still Haven't Found What I'm Looking For" e "Angel Of Harlem":

Revisitando 'All That You Can't Leave Behind' - Parte 02


Para comemorar os 15 anos de lançamento do disco 'All That You Can't Leave Behind' do U2, o Consequence Of Sound conversou com um dos produtores do álbum, Daniel Lanois, que junto com Brian Eno, foram responsáveis por levarem o U2 de volta ao coração do que eles fazem melhor: grandes hinos de rock.

Uma citação de Bono que sempre é atribuída para o registro é: "Nós estamos reaplicando para o trabalho da melhor banda do mundo". Isso soa como um grande quantidade de pressão que eles estavam colocando em si mesmos. Qual foi sua mentalidade entrando no estúdio?

Não me lembro de haver lá muito de uma agenda. Eles entraram dispostos e determinados à fazer aquilo, e a história tem mostrado que quando estamos dispostos e determinados, podemos fazer um bom trabalho. Queríamos ter aquele sentimento novamente. Não queríamos viajar pelo mundo novamente para gravar. Ficamos felizes de estar em Dublin. A equipe vencedora estava de volta, juntos, então havia um sentimento de "vamos fazer a maior parte disto". As pessoas não querem viajar tanto nesse ponto. Como uma banda, eles ficaram felizes de estar em casa. Eu estava feliz por deixar minha casa canadense para estar lá com os meus amigos irlandeses.

O processo de gravação foi longo, certo? Algo em torno de dois anos?

Parece sempre muito tempo quando olha para ele desde o começo até o fim, mas na verdade não estávamos fazendo isto o tempo todo. Nesse ponto, todos tinham famílias. Você tinha que pensar nos filhos. Tentamos uma técnica diferente. Arregaçávamos nossas mangas e trabalhávamos por 10 dias e então saíamos da cidade por um mês. Tiramos vantagem do fato de que conseguimos fazer muita coisa rapidamente. Esse ritmo trouxe comodidade para a gravação do disco, bem como para a vida familiar de todos.

Você e Bono trabalharam juntos em outro projeto ao mesmo tempo? Que de alguma forma colocou pressão sobre o processo, dividindo as coisas um pouco aqui e um pouco ali?

Sim, isso mesmo. Fizemos uma trilha sonora juntos (Million Dollar Hotel), mas não demorou muito tempo. Colocamos uma banda para tocar conosco, eu e o Bono, e foi muito doce da parte do U2 nos deixar cômodos para fazer isso. Mas eu não me lembro de haver muitas interrupções, fora isso. Nós gostamos de criatividade. Lembro-me que compusemos uma canção para a trilha sonora chamada "Falling At Your Feet". Edge disse para Bono, "você deu essas letras? E o nosso disco?" Foi uma boa letra conjunta [risos].

Há canções deste álbum que se destacam para você depois de tantos anos?

Eu fico surpreso por algumas das coisas que ouço ocasionalmente, se eu estou saindo de uma loja ou se estou na casa de alguém. Você vai ter que refrescar minha memória sobre alguns dos títulos do álbum de que estamos falando, mas obviamente "Beautiful Day" ressoa comigo. Você pode me lembrar mais alguns títulos?

"Stuck In A Moment You Can’t Get Out Of"?

Essa é uma interessante. Ela foi baseada numa antiga canção R&B. Ela tinha um tipo de sensação de uma canção de Marvin Gaye. Havia estas mudanças de acordes clássicos que não tínhamos experimentado até aquele ponto. Acho que significou muito para Bono, porque se trata de um ponto de inflexão. Talvez uma noite você está lidando com inseguranças e algo pode te levar longe demais, se é depressão ou isolamento ou o que você tem. E naqueles momentos, talvez você só precise de um amigo para dizer: "Vamos lá, vamos fazer algo diferente." Isso pode salvar a vida de uma pessoa. Se bem me lembro, foi escrita para o cantor do INXS que morreu.

Michael Hutchence.

Sim, sim. Mas é para qualquer um que esteja preso em um desses momentos.

A gravidade dessa música é enorme, mas musicalmente parece tão leve. É um grande contraste.

Bem, é um lembrete do que todos nós amamos sobre arte. É uma contradição em tonalidade. Eu gosto disso em fotografias, onde elas podem ser um pouco sombrias. Pode ser algoalegre, mas há que algum tipo de ameaça lá longe, no canto.

Parece que sempre que você e Brian Eno se juntam ao U2, coisas maravilhosas acontecem. Vocês parecem ter algum tipo de toque ou capacidade para desbloquear as melhores coisas. À que atribui isso? Como é que funciona?

Nos dedicamos para que os resultados aconteçam. Nós dedicamos muito tempo na preparação, Eno e eu. Eu tenho minha própria sandbox e ferramentas com que trabalho, e Eno tem as suas. Podemos passar cinco dias construindo nossas estações, nossos sons e isto e aquilo, para que no calor do momento com esses caras, possamos ser colaboradores musicais. Nós tocamos bem juntos, basta nos juntar. Quando começamos as jams, nos divertimos muito e sempre surge algo. Talvez não uma música completa, finalizada, mas talvez a raiz ou a vibe de algo que podemos explorar. Chamamos isso de spotting. Se surgir isto em uma jam ou tiver alguma ideia que alguém esteja empolgado, lá vamos nós. Depois de algumas horas de trabalho, se eu fiz o meu trabalho como um note-keeper, eu falo para o engenheiro assistente sobre algumas das peças de que precisamos voltar. Algumas partes não foram originalmente feitas para a estética do registro, mas uma das grandes partes do nosso trabalho é que podemos mudar o curso em qualquer momento. Se encontrarmos algo que nós estamos animado sobre, podemos sair e trabalhar por um tempo.

Parece uma química simples.

Sim, cara. Nós trabalhamos bem juntos, temos boas jam sessions, e nós somos bons em fazer uma avaliação dos momentos de liberdade. Se tivermos sorte o suficiente para encontrar um tipo de recurso, uma fresta de luz da porta, então nós estamos no caminho certo.

Revisitando 'All That You Can't Leave Behind' - Parte 01


Para comemorar os 15 anos de lançamento do disco 'All That You Can't Leave Behind' do U2, o Consequence Of Sound conversou com um dos produtores do álbum, Daniel Lanois, que junto com Brian Eno, foram responsáveis por levarem o U2 de volta ao coração do que eles fazem melhor: grandes hinos de rock.

Do que você se lembra mais sobre as gravações, 15 anos depois?

Bem, nós gravamos em Dublin, eu me lembro. Nesse ponto, o U2 tinha um estúdio bem no sistema do canal, literalmente três pés da beira da água. Foi neste parque industrial. Naquela época, era bastante incomum, mas desde então evoluiu para uma área para caminhadas. Que é onde nós estávamos.

Em retrospecto, há algo de poético sobre gravar em Dublin, especialmente dada a reputação do registro como um "retorno ao básico" ou voltar à formação da banda. O quanto consciente foi a decisão de trazer a banda de volta para casa?

Eu acho que nesse ponto fez sentido, geograficamente e de outra forma. Em um ponto, o U2 tinha feito 'Achtung Baby', se minha história está correta. Foi sobre como fazer um registro europeu de rock'n'roll em Berlim. Então, depois de flertar também com a música americana, eles estavam felizes o suficiente para voltarem à ser Dubliners novamente. Nós não estávamos procurando por quaisquer forças externas que não fossem as pessoas na sala. Você tem os títulos das canções? "Beautiful Day" é daquele disco?

Sim, é a faixa principal.

Sim. Nós gravamos essa faixa no estúdio que eu descrevi para você. Tenho boas recordações de um setup muito bom. Isso é uma grande parte do sucesso das sessões de gravação do U2. Eles têm uma sala da banda, que é como um grande forno. Você tem que se proteger antes de ir na sala, porque é muito alto o som. E nós temos uma sala de comunicação. Eles tinham uma sala de controle muito grande naquela época. Lá é onde eu e Brian Eno trabalhávamos, e ficávamos muito tempo em nossas estações. Não éramos apenas colaboradores cerebrais do U2. Estávamos ativamente trabalhando com eles.

Eu posso imaginar. Naquele momento, era o quarto disco que vocês estavam fazendo com eles. Você acha que eram uma extensão da família, pelo menos no que diz respeito ao processo de gravação?

Ah, absolutamente. Ficou claro para todos que não éramos apenas técnicos. Nós temos habilidades musicais, então nossas estações foram muito bem-vindas. Na verdade, "Beautiful Day" foi uma das faixas que trabalhamos muito por alguns dias. Uma manhã, Eno e eu chegamos um pouco cedo. Nós tocamos bateria para este tipo de batida beatbox germânica, aquela que se ouve logo na abertura.

É muito identificável.

Sim, cara. Isso é algo que a banda sempre espera de mim e de Eno, que apresentemos à eles diferentes ângulos e maneiras de olhar para o seu trabalho. "Beautiful Day" foi um bom exemplo disso. Deixamos Larry fora do gancho. Ele não precisava fazer essa assinatura de rock'n'roll dele, aquela bateria pesada em cima. Pedimos à ele para fazer uma tarefa diferente, a música tomou um rumo diferente. Era um ponto de virada para a canção. A ideia para a música veio de Bono. Foi no meio de uma longa sessão, e no final da mesma, ele disse: "é um lindo dia. Não deixe ele ir embora." Fizemos uma pausa para o almoço, e quando voltamos nós pensamos: "Bem, isso pode ser o refrão."

Você só descobre quando você ouve isso.

Sim, cara. Então nós cortamos junto no tempo do metrônomo por causa do ângulo do beatbox, e foi isso. Isso foi o começo de muita diversão. Uma coisa sobre como fazer um disco com esses caras é que praticamente permanecermos leais na sala de gravação. Podemos aproveitar o talento na sala, então os backing vocais foram cantados por Edge, Eno e eu. Praticamente todos os hits que fizemos com eles têm destaque nos backing vocais. Não trouxemos ninguém para fazer os vocais de fundo. Fizemos nós mesmos.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

.... e foi o que restou do lendário Windmill Lane Studios, onde o U2 gravou parte de seus discos


Pedaços da parede do icônico Windmill Lane Studios serão leiloados pela Fundação Movember para arrecadar fundos para projetos de saúde dos homens.
No entanto, as seções restauradas podem ser de interesse para os mais fanáticos e dispostos à pagar até.....€30.000 cada!

No início deste ano, foi confirmado que os estúdios Windmill Lane, onde o U2 gravou seus três primeiros álbuns, e também canções de 'The Joshua Tree', seria demolido para a construção de um novo residencial e um prédio de escritórios.
Uma parede coberta de pichações do U2, por fãs de todo o mundo, foi mantida como um lembrete da história do local.
Graças à ajuda da Fundação Movember - mais conhecida por angariar fundos e conscientização do câncer de próstata e testicular, e por encorajar os homens a deixar crescer barba e bigode à cada mês de novembro pela caridade - os desenvolvedores fizeram com que um número de seções do muro fossem preservadas.
Antes de ser dividido em seções, a Movember convidou vários artistas irlandeses de ruas, para adicionarem sua assinatura para as décadas de graffiti existentes nas paredes.

Neil Rooney, da Movember, disse:

"Há décadas, o Windmill Lane era uma excêntrica jóia da coroa da paisagem musical e artística de Dublin. A Movember sempre se dedicou à encontrar formas inovadoras para captar recursos, por isso, quando soubemos que esta parte importante da história cultural de Dublin estava se perdendo para sempre, nós pensamos que talvez houvesse uma maneira de preservar para as gerações futuras e ao mesmo tempo levantar fundos vitais para a saúde dos homens."



Do site: RTE.ie

U2 envia mensagem de apoio para lutador de UFC da Irlanda, que enfrentará brasileiro em Las Vegas


Principal estrela irlandesa no MMA, Conor McGregor conta com o apoio de compatriotas ilustres para a maior luta de sua carreira, contra o brasileiro José Aldo, neste sábado (12). O campeão interino dos penas, que tentará unificar os cinturões da categoria no UFC, recebeu mensagem de incentivo do U2, que garantiu que estará na torcida pelo lutador diante do brasileiro.
Em sua conta no Twitter, McGregor utilizou um trocadilho para abordar os músicos. “Sábado será um ‘Belo Dia’ [referindo-se à música "Beautiful Day"] quando eu unificar meu cinturão para a Irlanda. Meus compatriotas do U2 estarão assistindo ao UFC 194?”, perguntou o atleta, que teve resposta quase que imediata dos astros.
“Vai haver uma festa em Las Vegas no sábado! Vamos, Conor, vamos”, escreveu o U2 em mensagem inteiramente em irlandês.
McGregor, que venceu todas as lutas que fez no UFC, tentará destronar o brasileiro Aldo na luta principal do UFC 194, no MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas (EUA).

Do site: www.superlutas.com.br

"Ele colocava Backstreet Boys em seu carro no trânsito no último volume, no caminho para a escola, e saia com seu roupão e dançava com os seus óculos"


A atriz Memphis Eve Sunny Day Hewson, mais conhecida como Eve, a filha de Bono de 24 anos de idade, atualmente reside em Nova York e disse que apesar de estar longe de sua casa em Dublin, ela e seus irmãos - Jordan (26), Elijah (16) e John (14) - dão muitas opiniões na música do pai.

"Minha irmã e meus irmãos são como pequenos managers com meu pai e nós não ficamos coibidos em lhe dizer o que pensamos", disse ela ao Irish Independent.
"Gostamos de lhe dizer o que vestir, o que ouvir e coisas do tipo: 'este take não é muito bom' e 'este verso não é bom'. Estamos muito envolvidos.
"Ele costumava nos levar para a escola e tocar alguma música em que eles estavam trabalhando no momento. Como eu disse, estávamos muito envolvidos e então ficávamos chateados se a versão que nós gostamos não sobrevivesse para fazer parte do álbum. Havia uma briga com isso e nós dizíamos: 'por que, pai, por que? Você tem que nos escutar!'"
Ele pode ser um dos homens mais legais do planeta, mas Eve diz que o pai estrela do rock tem aqueles momentos embaraçosos, "como qualquer pai, ele também faz aquelas coisas realmente irritantes. Ele colocava Backstreet Boys em seu carro no trânsito no último volume, no caminho para a escola, e saia com seu roupão e dançava com os seus óculos."
"Nós estávamos apenas sendo provocados. Mas agora eu acho que ele é um pai muito divertido. Podemos provocá-lo o tempo todo, mas ele nos provoca de volta também!"

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Video: Bono e The Edge tocam "Two Shots Of Happy, One Shot Of Sad" para o especial 'Sinatra 100 - An All-Star GRAMMY Concert'


Antes do início da quinta apresentação do U2 na O2 Arena em Londres pela turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE no início de novembro, Bono e The Edge gravaram dentro da arena uma versão do lado b "Two Shots Of Happy, One Shot Of Sad", para uma homenagem de 100 anos de Frank Sinatra, em um tributo televisivo.
A gravação em vídeo da dupla vestida à caráter, com acompanhamento de uma orquestra de 8 peças, foi exibida no especial 'Sinatra 100 - An All-Star GRAMMY Concert'.
O curioso é que podemos ver no vídeo, a ideia que o U2 teve originalmente para a turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE, de fazer uma apresentação com arranjos mais acústicos no segundo dos shows em pares, com uma orquestra no palco "e". Acabaram abandonando a ideia.

Two Shots Of Happy One Shot Of Sad por U2songs

"Two Shots Of Happy, One Shot Of Sad" foi escrita por Bono e Edge no ano de 1992, para Frank Sinatra. A música tem estilo de jazz, ao gênero de Sinatra.
Lançada somente em 1997 no Lado B do single de "If God Will Send His Angels", a performance foi gravada ao vivo em Londres por Bono e The Edge (também junto com uma orquestra) em um estúdio em novembro de 1995, para o aniversário de 80 anos de Sinatra.

Vídeo: Snapchats oficiais do U2 em show em Paris pela turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE


Snapchats oficiais do U2 durante o concerto em Paris pela turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE, em 7 de Dezembro.
Snapchat é um aplicativo de mensagens com base de imagens, onde os usuários podem tirar fotos, gravar videos, adicionar textos e desenhos à imagem e escolher o tempo que a imagem ficará no visor do amigo de sua lista. Com a nova atualização é possível iniciar uma conversa com texto ou vídeo com seus amigos, mesmo sem ativar sua câmera para conversar. O tempo de cada snap é de 1 a 10 segundos, e após aberto, a imagem ou vídeo somente poderá ser vista pelo tempo escolhido pelo remetente. A imagem é excluída do dispositivo e também dos servidores. Também é possível adicionar filtros nas fotos, salvar as fotos tiradas no app no computador e anexar arquivos ao bate-papo dentro do Snapchat.

O vídeo é do canal U2 Argentina do You Tube, e reúne todos os snaps feitos pela banda para o show em Paris:

As perguntas e respostas que aconteceram via Twitter com o U2 antes de 'U2: iNNOCENCE + eXPERIENCE Live In Paris'


Recentemente o U2 divulgou: "Você tem alguma pergunta para fazer para a banda? Faça via Twitter ao @U2 usando a hashtag #U2ForParis, que eles podem responder antes da exibição na HBO de 'U2: iNNOCENCE + eXPERIENCE Live In Paris'!"
As perguntas foram feitas, e a banda selecionou algumas e respondeu, com uma carga de bom humor, para aliviar a tensão após um show com forte carga emocional. Entre esses mesmos fãs que fizeram as perguntas, havia personalidades como Alicia Keys, Jimmy Fallon, Chris Rock e Pharell Williams, que perguntou à banda se deixariam o N.E.R.D (a sua banda) abrir um show do U2. A resposta de Bono foi em forma de pergunta: "Os N.E.R.D. deixariam o U2 abrir um show para eles?".

Confira outras abaixo:

Qual o segredo da banda em manter por 40 anos uma relação tão firme entre os integrantes?

Larry Mullen: Nós não vivemos juntos. Eu estou sempre certo e todo mundo me ignora.

Adam Clayton: Eu percebi que preciso de outras pessoas para ser alguém melhor.

(De Fernanda Bottini do Brasil, do @U2) O que vocês fazem antes de cada show? Algum ritual ou reza?

Adam Clayton: Eu procuro me certificar de que estou usando cuecas e meias limpas.

(Do perfil Camisetas do Larry) O Larry sabe que suas camisetas desabotoadas possuem seu próprio perfil no Twitter?

Larry Mullen: Mas é claro eu sei, quem você acha que toma conta disto?

Sem contar a nova turnê, qual canção vocês pensam que foi a melhor abertura de shows do U2?

The Edge: A canção de abertura sempre faz o sangue correr nas veias. "Streets" foi grandiosa na época, "Zoo Station" naturalmente. "Joey" é assim também.

Em que local do mundo vocês são capazes de se sentirem mais invisíveis, e conseguem ser pessoas normais?

Adam Clayton: Dentro do telão durante o show, antes do início de "Invisible".

Larry Mullen: Em casa, onde a vida é completamente normal.

Bono: Eu sou eu mesmo em casa, mas normal? Eu não acho que minha mulher diria isso.

The Edge: O normal deixou a estação há muito tempo.

O que o U2 da fase Innocence, sentados na mesa da cozinha de Larry Mullen, pensaria do U2 da fase Experience?

Adam Clayton: Eles pensariam: "nós queremos ser maiores que aqueles caras."

Nenhuma outra banda é tão próxima de sua base de fãs. O que os motiva para trazer eles para cima do palco?

Bono: É simples. Não somos nada sem os nossos fãs.

O que a banda acha dos fãs fazerem tatuagens com logotipos, imagens e letras do U2 em seus corpos?

Larry Mullen: Se tiver uma boa semelhança comigo, eu acho bom!

Bono relembra Aylan Kurdi em nova canção que aborda o tema da violência


Em entrevista à CNN, Bono recitou parte da letra de uma nova canção escrita por ele, com o título de "Streets of Surrender" ("Ruas de Rendição"), que aborda o tema da violência (principalmente os atentados em Paris).
A canção vem sendo trabalhada para o cantor italiano Zucchero.
Um trecho diz: "Cada pessoa tem uma cidade de liberdade, para mim é Paris, eu a amo". Em outro trecho: "Cada vez que me perco em suas ruas antigas, volto a me encontrar. Não vim aqui combatê-los. Vim a estas ruas de amor e de orgulho me render".
A letra também evoca a crise dos refugiados, e uma linha relembra Aylan Kurdi, a criança síria que morreu afogada e cujo corpo apareceu em uma praia vazia na Turquia: "Everybody's crying about some kid / That they found lying on a beach / Born in a manger" (Toda mundo chora por uma criança, que encontraram deitada numa praia, nascido numa manjedoura).

Serve também como referência neste trecho, o nascimento de Jesus: "E deu à luz o seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem."
"Pensamos na música como um som da liberdade", declarou The Edge na mesma entrevista. "Pensamos que o Rock'n'Roll tem um papel a desempenhar, então voltar a Paris para nós não é apenas simbólico. Acredito que, na realidade, estamos iniciando o processo de resistência, de desafio contra esse movimento", declarou, referindo-se ao grupo Estado Islâmico, que reivindicou os atentados de novembro.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Mais Forte Que O Medo: O Retorno do U2 à Paris


Paris, 21h24. A Arena de Bercy está completamente cheia. No site oficial diz que a sua capacidade pode chegar à 20 mil espectadores. Não foi muito menos que isso que estavam lá estavam para assistir ao retorno do U2 à capital francesa.
Na maior sala de espetáculos de Paris ouve-se então uma explosão ensurdecedora. Nada de mais, era só o momento em que a apresentação do U2 passava da parte da Inocência, com que começa, para o capítulo da Experiência, com que termina. Um estrondo que porém não passou despercebido a todos os que ali estavam. Afinal, o U2 voltava ali porque 23 dias antes morreram 132 "parisienses" durante os atentados de 13 de novembro. 89 foram assassinados por terroristas numa sala de concertos como aquela que apesar dos seus 151 anos de existência, irá ficar como o lugar da maior carnificina da história da música rock.
O U2 cancelou então os dois shows que iriam acontecer nos dias imediatos aos atentados de Paris. E voltaram a agendá-los para dias 6 e 7 de Dezembro. A "soirée" estava, logo por aí, marcada pelos trágicos acontecimentos de 13 de novembro. Mas havia mais. A explosão aterrorizadora que se ouve a meio do concerto do U2 marca o início da interpretação de uma das suas mais recentes canções, "Raised By Wolves", incluída no álbum 'Songs Of Innocence'. Na sua letra, se pode ler um relato poético de um mar de sangue que inclui a, agora ainda mais conhecida, expressão 'stronger than fear'. Fala da "sorte" de Bono não estar no lugar errado e na hora errada e de como poderia ser qualquer outra pessoa. Como em Paris. Afinal podia ser qualquer um de nós.
O show começou com "The Miracle (Of Joey Ramone)". O U2 mostrou que queria proporcionar uma noite especial, sobretudo pela tensão no ar. O baixista Adam Clayton tinha dito, um dia antes, num vídeo colocado no Facebook, que a noite poderia ser mágica. Mas era o guitarrista The Edge quem se mostrava mais eufórico. Em especial quando o U2 tocou duas canções do início da sua carreira, "Out Of Control", o primeiro single, e "I Will Follow", do primeiro álbum, 'Boy'.
Nessa altura, a plateia já estava inundada por uma camiseta, edição especial Paris 2015, com o garoto da capa do primeiro e terceiro álbum do U2, segurando uma bandeira francesa. Sobre a camiseta escreveram "Nous n'avons pas peur" em letras vermelhas. Foi a parte do concerto com maior entrega e, diria, alegria, até chegarmos em "Raised by Wolves". Imediatamente antes, a versão de "Sunday Bloody Sunday", um dos maiores hinos do U2, deixou toda a sua explosão, para ser tocada em ritmo de marcha fúnebre. Bono estava no ponto para iniciar um autêntico comício. "No more war, no more" gritou.
Numa entrevista publicada em 2 de dezembro no New York Times, Bono explica que "Raised By Wolves" tem uma consequência: "Na Irlanda já sabemos que não nos podemos tornar um mostro para aniquilar outro monstro". E acrescentou: "o ISIS e estes cultos extremistas praticam o culto da morte. Nós somos o culto da vida. O rock'n'roll é uma força da vida e é alegria enquanto gesto desafiante".
Se isto explicava o por que do U2 ser a primeira banda a voltar para Paris depois dos atentados, também implicava o que sucedeu na primeira canção do encore, "City Of Blinding Lights". Foi o tempo em que Bono gritou "Vive la France", e fez a apologia da nação francesa: "Liberté, Egalité, Fraternité". Mas foi também o episódio que gerou maior comoção quando no telão surgiram os nomes de todos os que morreram nos atentados de 13 de novembro por cima das três cores da bandeira. Como é costume nesta turnê, o U2 adiciona às suas próprias canções, letras e trechos de músicas de outros. A escolha de "Ne Me Quittes Pas", popularizada por Jacques Brel, teve aqui um significado óbvio mas mesmo assim devastador.

Se passaram dois anos desde que morreu Nelson Mandela. E Bono recuperou para o set a canção "Ordinary Love", dedicada a este fazedor de paz, de uma "moralidade global" nascido na África do Sul. Ou quando em modo claramente evangélico profetizou "nós não vos podemos salvar, mas a nossa oração desta noite vai vos ser útil". Aqui vale a pena voltar à entrevista com Fareed Zakariah, transmitida na CNN, na véspera do retorno à Paris. Aquela em que Bono revela a letra de uma nova canção inspirada nos atentados de Paris. Quando um dos politólogos mais influentes do mundo lhe pergunta algo relacionado com o início da carreira do U2, Bono responde "nós só queríamos ser úteis". "Nós só queríamos que a vida real das pessoas estivesse nas nossas canções". Útil é o significado que Bono encontrou para caridade. Afinal a virtude teologal mais querida do cristianismo, "o vínculo da perfeição".
Em "Mysterious Ways", na segunda parte do concerto, Bono já tinha perdido a inocência. Mas ganhou no humor: "Mirror, mirrorball / oh Bono, you're so blonde and so tall" disse ele, referindo-se à sua nova cor de cabelo e à sua lendária estatura.
Em "Pride (In The Name Of Love)", dedicada a Martin Luther King, respondia ao coro com "cantem pelos fazedores de paz na Síria; cantem pelo fazedores de paz na sua vizinhança!" Para continuar, "eu sei bem o que quero, um lugar a que chamo lar, um lugar seguro onde se acredita na liberdade, igualdade, fraternidade. Como aqui agora mesmo". O público todo aplaudia.
Também ficaram dúvidas quando, em "Zooropa", o vocalista do U2 perguntou "querem uma Europa aberta ou uma Europa fechada à misericórdia e à compaixão?". Palavras de ordem não faltaram. Nem vídeos, como um dedicado a provar que a terra é redonda, com a voz off de Stephen Hawking, o físico. Acaba com a hashtag #refugeeswelcome.
O primeiro no retorno não foi perfeito. Mas esteve perto, não fosse o nervosismo de todos: público e banda incluída. Se foi eficaz como ação de protesto contra os atentados do Daesh, é difícil dizer. Paris, ou o público que lá esteve gostou muito e saiu saciado. O U2 lambeu as feridas à capital da França.

Do site Blitz, de Portugal

O diretor da BLITZ e diretor-adjunto do Expresso, Miguel Cadete, foram à Paris assistir ao show do U2, que tinha sido adiado na sequência dos atentados terroristas em Paris.

E apareceu outra cópia de segurança de 'U2: iNNOCENCE + eXPERIENCE Live In Paris'



Foi ao ar ontem pela HBO o concerto 'U2: iNNOCENCE + eXPERIENCE Live In Paris', com a gravação da apresentação do U2 que aconteceu em 7 de Dezembro.
A HBO colocou um aviso sobre os possíveis snippets utilizados pelo U2 no show, mas faltou "Into The Mystic" (em "Bad").
Os prints foram disponibilizados por Sherry do @U2:





Como já era previsto, o único corte aconteceu com o remix de "The Fly" no intervalo. O restante do show foi exibido conforme foi registrado, inclusive com a última canção da noite, "I Love You All The Time", só com o Eagles Of Death Metal no palco.
Antes da primeira canção, houve uma introdução de 2 minutos com cenas de backstage, Adam calçando seus sapatos, Bono andando para entrar na arena.



O show do dia anterior, 6 de Dezembro, foi gravado para servir de backup caso houvesse algum problema técnico com a gravação do show do dia 7.
E novamente, assim como aconteceu com o backup de 11 de Novembro, apareceu na internet uma nova cópia de segurança do concerto, desta vez da gravação do dia 6 de Dezembro.

A 1° parte de vídeo pode ser conferida abaixo, e uma novidade é "Out Of Control", que não foi exibida na edição final da HBO, já que ficou fora do setlist do show utilizado para a transmissão:














AQUI, NA ÍNTEGRA, A CÓPIA DE SEGURANÇA DO DIA 11 DE NOVEMBRO:

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O agradecimento do Eagles Of Death Metal ao U2


O U2 finalizou hoje em Paris sua turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE 2015, e o Eagles Of Death Metal subiu ao palco na última canção para tocar "People Have The Power" com a banda.
Bono introduziu os convidados especiais, dizendo: "Queremos apresentar algumas pessoas cujas vidas fará parte parte desta cidade para sempre. Estes nossos irmãos, companheiros trovadores, foram colocados para fora do seu palco três semanas atrás, nós gostaríamos de oferecer-lhes o nosso esta noite. Bem vindos, Eagles of Death Metal."
Após a performance, que finalizou o show e a turnê, o U2 saiu do palco e o Eagles Of Death Metal tocou sua canção "I Love You All The Time".
Assim eles também finalizaram o seu show, o que não puderam fazer no Bataclan, quando 89 pessoas foram mortas nos atentados terroristas no local quando a banda se apresentava.


Através do Facebook, o Eagles Of Death Metal divulga uma nota de agradecimento:

"Queremos oferecer nossos sinceros agradecimentos e apreciação por tudo que nossos irmãos do U2 fizeram por nós, no rescaldo dos ataques de 13 de novembro em Paris. Eles nos lembraram que os bandidos nunca tiram um dia de folga e, portanto, os roqueiros também não... e nunca faremos isso. Somos extremamente gratos ao U2 por nos oferecer a oportunidade de retornar a Paris tão rapidamente e de compartilhar o poder de cura do rock ' n roll com tantas pessoas bonitas, nesta grande cidade. Obrigado Bono, The Edge, Larry e Adam, obrigado para sua gestão maravilhosa, obrigado à França e obrigado a todos no mundo que continuam a provar que amor, alegria e música sempre vencerão terror e maldade. Estamos ansiosos para lutar a boa luta em muitas frentes mais, muito em breve, especialmente quando fizermos nossa turnê em 2016. Nos vemos novamente em fevereiro, Paris."

Fim, Um Novo Começo: turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE 2015 do U2 é finalizada em Paris, com Eagles Of Death Metal no palco e gravação para transmissão pela HBO


Aconteceu hoje o segundo dos dois shows do U2 adiados em novembro da turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE em Paris, que foi gravado e terá transmissão da HBO dentro de algumas horas. A equipe de filmagem da HBO tinha um espaço dentro da Arena com câmeras, monitores, mesa de som.

O especial tem o título de 'U2: iNNOCENCE + eXPERIENCE Live In Paris', e a gravação do show que aconteceu também na noite de ontem, servirá de backup caso haja algum problema técnico com alguma performance registrada na noite de hoje.
Uma grata surpresa no setlist foi a inclusão novamente de "Bad", que para a felicidade dos fãs, estará na gravação que será exibida logo mais.
Novamente, o público foi avisado sobre o som de explosão de bomba que iria ser utilizado no show.
Assim como aconteceu no primeiro show em Paris em novembro, e assim como foi visto na 1° cópia de segurança que vazou no mês de novembro, da transmissão adiada, a banda acelerou a dinâmica da primeira parte do show, abrindo mão da tradicional segunda canção e tocando "Vertigo" em seu lugar. E também acelerou a dinâmica no set rotacional do palco "e", tocando apenas "Elevation", e não duas canções como o habitual.
Por falar em "Elevation", ela trouxe ao palco todos os vencedores de I'm Up For Paris, que selecionou alguns fãs que subiram no palco durante a turnê neste ano, para novamente voltarem e aparecerem em 'U2: iNNOCENCE + eXPERIENCE Live In Paris'.


Bono ainda brincou: "agora vocês todos podem voltar para suas casas!", já que muitos deles seguiram a banda por diversos países durante a turnê.

O intervalo trouxe normalmente o remix de "The Fly", mas que muito provavelmente deverá ser cortado para a transmissão.
Em "City Of Blinding Lights" subiu no palco outro selecionado de I'm Up For Paris.

"One" foi precedida por um discurso sobre os ataques Paris e outros tipos de violência, como a recente tragédia em San Bernardino.
Conforme a Billboard havia anunciado, só errando a noite do show (o que fez o site oficial do U2 ontem colocar um aviso negando a participação), o Eagles Of Death Metal subiu ao palco na última canção para tocar "People Have The Power" com o U2. Julian Dorio tocou bateria na canção, e Larry Mullen ficou ao lado tocando pandeireta.
Bono introduziu os convidados especiais, dizendo: "Queremos apresentar algumas pessoas cujas vidas fará parte parte desta cidade para sempre. Estes nossos irmãos, companheiros trovadores, foram colocados para fora do seu palco três semanas atrás, nós gostaríamos de oferecer-lhes o nosso esta noite. Bem vindos, Eagles of Death Metal."

Após a performance, que finalizou o show e a turnê, o U2 saiu do palco e o Eagles Of Death Metal tocou sua canção "I Love You All The Time".


Assim eles também finalizaram o seu show, o que não puderam fazer no Bataclan.


Assim, chega ao fim a iNNOCENCE + eXPERIENCE Tour 2015 do U2! E assim, marca o reinício para o Eagles Of Death Metal!

A primeira camiseta do U2, feita por Larry Mullen Jnr.


Em 2005, na 20° cerimônia anual, o U2 entrou para o Hall da Fama do Rock and Roll. Diversos artefatos históricos e raros da banda foram colocados para exibição.
Uma dos objetos mais curiosos é a primeira camiseta do U2, que o baterista Larry Mullen Jr. fez em silk-screen, em sua aula de arte do ensino médio, no final da década de 70.
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