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sexta-feira, 1 de maio de 2015

U2 fará seu retorno no The Tonight Show com Jimmy Fallon


Em novembro de 2014, o U2 fazia aparições em rádios e TV para promover 'Songs Of Innocence', e a banda foi anunciada como atração por uma semana inteira no The Tonight Show com Jimmy Fallon.
Os espectadores do programa foram convidados a enviar vídeos de sincronização labial juntamente com "The Miracle (of Joey Ramone)", para um segmento no programa.
Quando a banda já estava em Nova York, pouco antes do início das gravações, Bono sofreu um sério acidente de bicicleta no Central Park, tendo que passar por cirurgias, e cancelando assim a participação do U2 no The Tonight Show, assim como todo o restante da turnê promocional do álbum.
Agora, há menos de 15 dias para o início da turnê, o U2 enfim fará seu retorno, e justamente no The Tonight Show com Jimmy Fallon, para promover a turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE.
A banda está listada no site da NBC como a única atração musical do programa que, segundo o site @U2 e Stereogum, provavelmente irá ao ar dia 08 de Maio, sexta-feira.

Segredos Revelados: os Trabants iluminando o palco na turnê ZOOTV


O Trabant foi um automóvel produzido pela Sachsenring em Zwickau, na antiga Alemanha Oriental.
Willie Williams, o diretor de iluminação de palco e designer dos shows do U2, foi responsável pela brilhante ideia de usar estes carros como um dispositivo elétrico de iluminação para o palco da turnê ZOOTV do U2 em 1992/1993. Foram 6 ao total.
O U2 gravou 'Achtung Baby' em Berlim, e os integrantes ficaram fascinados pelo veículo naquela altura, e compraram um. Assim, Willie teve a ideia de usar o Trabant como uma plataforma para iluminação de palco.

"Todos os equipamentos de alta tecnologia e efeitos utilizados em shows foram ficando muito chatos", disse Willie Williams na época. "A tecnologia colocou a criatividade em uma coleira."
Como resultado, sua ideia era sair desse molde usando a iluminação de alta tecnologia no que era decididamente um dos carros de mais baixa tecnologia do mundo, o Trabant. "Tem algo maravilhosamente surreal sobre isso".

Os 6 Trabants foram pintados (e apropriadamente apelidados pela equipe da banda) com temas de cultura pop, que iam desde o óbvio ao sublime.
Havia um Trabant verde intenso (chamado de Kermit) com as palavras "smell the flowers" escorrendo na lateral.
Outro era um modelo pintado pela Catherine Owens, chamado de Fisher King (com óbvias referências ao filme de mesmo nome, O Pescador De Ilusões).
Havia um Trabant branco bastante brando com flores roxas (apelidado carinhosamente de Snowy) e outro branco coberto com um tipo de jornal chamado de Weekly World News, em homenagem aos tablóides britânicos.
Tinha o Junior, com um ícone de Keith Haring pintado nele, de uma criança pintada na cor de ketchup vermelho no exterior do carro amarelo mostarda. E o sexto, branco e roxo, era chamado de Rothko.
No início da turnê, antes do U2 subir ao palco, o DJ BP Fallon apresentava seu set de dentro de um Trabant no Palco B. E este Trabant personalizado também tinha nome: Liberace.
Ele não tinha teto, e era coberto com milhares de minúsculos espelhos quadrados. Durante o show, ele era erguido acima do palco e ficava girando enquanto luzes eram refletidas na superfície brilhante, provocando gritos do público.
Todos os 6 carros tiveram suas transmissões e interiores removidos. Os faróis serviam como spot de luzes, inclinados para baixo apontando para a banda.
Os volantes e freios de mão foram mantidos, para que pudessem ser empurrados e estacionados ao final dos espetáculos. Eram colocados em caixas, e transportados para outro local. Todos os vidros foram retirados, e as janelas laterais foram substituídas por alumínios.
Essa conversão foi feita em Birmingham, Inglaterra, por uma empresa chamada Light Sound Design. O engenheiro de estrutura foi Warren Steadman.
Os Trabants sem as peças, juntos, pesavam 400 KG. E 180 KG de equipamentos de iluminação foram adicionados à eles. Isso incluiu um único projetor de 2,5-kilowatt semelhante ao utilizado na produção de filmes e televisão.
Luzes de oito polegadas de diâmetro de alta intensidade foram montadas sob os pára-choques da frente e de trás. Mais quatro destas luzes foram montadas atrás da grade. Duas luzes de aeronaves com feixe de raios de 500 watts foram montadas nas molduras dos faróis.

Onde o motorista e passageiro sentavam normalmente, foram montadas duas luzes estroboscópicas espelhadas que disparavam feixes em todas as direções.
De acordo com Willie, os carros custaram entre $500 e $600. Tiveram mais de US$10.000 em equipamentos de iluminação, segundo Steadman.

Os Trabants geralmente ficavam no alto, discretamente posicionados. Outras vezes, eles eram abaixados e meio que ganhavam vida, disparando raios de luzes em todas as direções.
Feixes eram ativados para também iluminar o público.
Para a fase européia da turnê, outros 6 Trabants foram construídos, para substituirem os 6 iniciais.
Na época, Willie declarou: "Há um ano, eles eram dirigidos por toda a Alemanha por famílias alemãs. Agora eles estão em turnê com o U2", referindo-se aos carros como "ícones do rock."

Mais novidades nos ensaios do U2 para a turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE 2015


Continuam os ensaios do U2 no Pacific Coliseum em Vancouver, arena fechada da cidade, para a turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE, que terá início em 14 de Maio.
Foi ouvido a banda ensaiando "Cedarwood Road", "Iris (Hold Me Close)", "I Still Haven't Found What I'm Looking For", "Out Of Control" e "Song For Someone"
"The Miracle (Of Joey Ramone)" foi ensaiada algumas vezes.
A canção "Bullet The Blue Sky" foi ensaiada diversas vezes, e esta nova versão ao vivo terá um longo discurso de Bono.
"Miracle Drug" foi trabalhada por The Edge. Ela deve ter uma fala na introdução, e pode ser tocada com uma seção de cordas.
O U2 tem ensaiado uma sequência inicial para o show, que pode ter "Invisible"/"Even Better Than The Real Thing"/"Desire"/"California (There Is No End To Love)"/"Mysterious Ways" (sem o solo slide de Edge no fim, e com Larry tocando bongô na introdução). Em outro ponto, uma sequência com "Every Breaking Wave" e "The Troubles", que ainda estão definindo onde encaixar isto no set.
Nos ensaios de 2009 para a estréia da turnê 360° em Barcelona, o U2 vinha ensaiando uma versão acústica de "Sunday Bloody Sunday". E agora novamente, voltaram à este ensaio, e estão reinventando a canção.
Um fã disse ter ouvido a banda ensaiando um cover de Johnny Cash, que não é "Don't Take Your Guns To Town", que virou b side do U2.
Em cada extremidade do telão, que desce sobre a passarela, há telas de vídeo para mostrar os mesmos gráficos visuais para aqueles sentados nas extremidades da arena.
E os gráficos vermelhos tradicionais que aparecem no telão durante "Where The Streets Have No Name", também foram vistos nestes ensaios.

Agradecimento: Forum Interference - U2 Gigs

"Red Flag Day" pode ser mais uma canção do U2 com letra política


Foi revelado em uma matéria para o The New York Times, que o U2 está gravando em um estúdio móvel dentro do Pacific Coliseum, novas canções para o próximo disco, 'Songs Of Experience'.
Andy Barlow está trabalhando como produtor destas novas canções do U2 que estão em andamento, e uma delas tem o título neste momento, de "Red Flag Day".
Há uma canção irlandesa chamada "The Red Flag", associada a política de esquerda, em particular com o socialismo. O irlandês Jim Connell escreveu a letra da canção em 1889.
Existem dois memoriais para Jim Connell, um no Condado de Meath, onde ele nasceu em 1852 e o outro uma placa em uma casa que ele ocupou uma vez em Londres.
Mas o maior memorial para Jim Connell é, naturalmente, a Bandeira Vermelha, que tem sido cantada pelos socialistas em todo o mundo há mais de cem anos.

A letra da nova canção do U2 pode ter alguma ligação com isso.
Sobre estas novas canções, Bono disse: "São coisas muito básicas, terrestres, irreverentes. Não são temas grandiosos. Uma das coisas que a experiência nos ensinou é de estar totalmente no momento. O que é o momento? Música pop."
Red Flag Day também é usada como expressão popular, geralmente pelas mulheres, ao terem grandes problemas no dia a dia, aborrecimentos.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Político russo diz que capa de disco do U2 trazendo pai e filho abraçados, é propaganda gay


Um deputado russo acusou a Apple de fazer “propaganda gay” a menores ao lançar o mais recente disco do U2, 'Songs of Innocence'.
De acordo com o site do jornal britânico The Guardian, Alexander Starovoitov – integrante do partido de direita LDPR – fez uma denúncia à Procuradoria-Geral para investigar a Apple, acusando a empresa de divulgar conteúdo ilegal a menores de idade.
'Songs of Innocence' foi distribuído de forma gratuita pela empresa, no ano passado, para os cerca de 500 milhões de usuários do iTunes. Não bastando as críticas pelo formato do lançamento, agora tanto a Apple quanto o U2 são denunciados na Rússia pela capa do álbum, que traz uma foto – tirada por Glen Luchford – de Larry Mullen Jr., baterista da banda, junto ao filho dele, Aaron, que tem 18 anos. Na imagem, os dois aparecem sem camisa, se abraçando, com a cabeça de Mullen encostada na altura da barriga do filho.
As acusações de Starovoitov ainda incluem afirmações de que a capa – que estampa o lançamento físico, e não o digital, feito pela Apple – promove o sexo entre homens e, de acordo com The Guardian, um advogado já chegou a anunciar que está pronto para processar a Apple pelos danos morais causados ao filho dele.
Na época do lançamento, o líder do U2, Bono, comentou a escolha da foto: “Sempre cultivamos a comunidade no U2, a reunião da família e dos amigos”. 'Songs Of Innocence' é o disco mais íntimo que fizemos em todos os tempos.”
Ele acrescentou: “Com este álbum, estamos buscando o bruto, o nu e o pessoal, para voltar ao essencial... abraçar a própria inocência é bem mais difícil do que se agarrar a outra pessoa”.
Starovoitov pode forçar a Apple a suspender as atividades por mais de 90 dias na Rússia, ou fazer com que a empresa pague uma quantia equivalente a cerca de US$ 20 mil.

Do site: Rolling Stone Brasil

Surgem as primeiras fotos do palco do U2 que será utilizado na turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE



É no Pacific Coliseum em Vancouver, arena fechada da cidade, onde o U2 ensaia para a turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE 2015!
O The New York Times teve acesso ao local e confirmou ontem que correndo quase todo o comprimento do piso do Coliseum estava uma plataforma tripla do U2: um grande palco retangular (uma faixa que poderia acender como um "I" para Inoccence), um palco menor ("E" de Experience) e, entre eles, uma passagem grande o suficiente para se tornar uma terceira fase para os shows.

E hoje no Forum Interference vazaram as primeiras fotos do novo palco do U2 para a turnê, e a configuração está como descrita pelo The New York Times.

O telão retangular de LED é dupla face, e ficará suspenso no alto também pegando o comprimento da arena, para a visão em ambos os lados. Na foto tirada no Coliseum, ele não está suspenso ainda.


A dica de como seria o palco, sempre esteve no logotipo oficial da turnê, divulgado em dezembro de 2014!

Agradecimento: Forum Interference - Ultraviolet Fã Clube Brasil

U2 divulga as faixas do vinil 'U2 Another Time, Another Place: Live At The Marquee London 1980'


Em novembro de 2014, foi anunciado pelo site U2.COM o novo brinde para novas assinaturas e
renovações 2014/2015: um show raro da banda de 1980, em vinil duplo e digitalmente remasterizado, das apresentações no clube Marquee, em Londres.
O U2 tocou no local em 6 ocasiões na turnê de 'Boy', em setembro e novembro de 1980. E também em 2 ocasiões anteriormente, em junho e julho de 1980, pela mini turnê que ficou conhecida como '11 O'Clock Tick Tock Tour'.
A capa de 'U2 Another Time, Another Place: Live At The Marquee London 1980', é a foto de um poster de Bono que vinha em edições do vinil de 'Boy' na época de seu lançamento.

Agora, o site U2.COM informa para os assinantes que Bono gravou uma contribuição especial para o lançamento do vinil duplo.
No Lado 4 do conjunto desta edição limitada, Bono lança um olhar de volta para setembro de 1980 nas quatro segundas-feiras consecutivas que a banda tocou no famoso local em Soho.

"A primeira segunda-feira estava meio cheia, a segunda segunda-feira quase completa, a terceira segunda-feira tiveram que afastar as pessoas do local, e na quarta segunda- feira havia filas dando voltas no quarteirão, do outro lado da rua; e a Wardour Street parecia que uma bomba atômica tinha atingido ela, e nós pensamos nisso como "A Invasão Irlandesa" – é incrível o bem que faz para sua auto-confiança, ter algumas centenas de pessoas acreditando no que você faz."

A lista de canções que farão parte do disco:

The Ocean
11 O'Clock Tick Tock
I Will Follow
An Cat Dubh - Into The Heart
A Day Without Me
The Electric Co.
Things To Make and Do
Stories For Boys
Boy Girl
Out of Control
Another Time, Another Place: U2 At The Marquee Club, September 1980 by Bono

'Another Time, Another Place' já está em produção e o site estará enviando aos assinantes nas próximas semanas, um email com detalhes sobre a entrega.
Em maio as faixas começarão a ficar disponíveis também para download.

Áudio: ensaio de "Bad" em Vancouver para o início da turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE


O U2 ensaia no Pacific Coliseum em Vancouver, arena fechada da cidade, para a turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE, que terá início em 14 de Maio.

Foi postado hoje no You Tube um áudio de "Bad", que teria sido gravado nestes ensaios para a nova turnê:

Andy Barlow é um dos produtores do próximo disco do U2, chamado 'Songs Of Experience'


Foi revelado em uma matéria para o The New York Times, que além dos ensaios para a nova turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE, o U2 está gravando em um estúdio móvel dentro do Pacific Coliseum, novas canções para o próximo disco, já intitulado de 'Songs Of Experience', e que segundo Bono, será com "músicas pop".
A confiança do U2 foi abalada pela resposta à 'No Line On The Horizon' de 2009, que apesar dos números e recordes da turnê 360°, o álbum não ofereceu um único hit.
Então a banda estabeleceu disciplinas para a composição de 'Songs Of Innocence', construção de noções básicas de guitarra acústica, ao invés das experiências sônicas de 'No Line on the Horizon'. Eles também escolheram uma geração mais nova de produtores, como Danger Mouse, Paul Epworth e Ryan Tedder.
E outros novos produtores se juntaram ao U2 em Vancouver estas semanas, incluindo Andy Barlow do grupo eletrônico Lamb, que trabalhou em novas canções que estão em andamento, com os títulos de "Red Flag Day", "Civilization" e "Instrument Flying". Anteriormente, Bono já havia revelado o título de outra nova canção que estará neste álbum: "The Morning After Innocence".
Andy Barlow é um produtor musical britânico, mais conhecido pelo seu trabalho com a banda de trip hop 'Lamb', que ele co-fundou com Lou Rhodes. Ele também já lançou alguns trabalhos sobe o nome de 'Hipoptimist'. Atualmente, Andy Barlow é membro da banda 'Hoof' e está trabalhando em um projeto chamado 'Luna Seeds'.

E mais: Willie Williams, o diretor de iluminação de palco e designer dos shows do U2 desde 1983, informa em seu site quem integra a equipe responsável pela turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE 2015:

Creative Director: Willie Williams

Set Design: Es Devlin

Set Design: Ric Lipson

Sound Design: Joe O'Herlihy

Show Consultant: Gavin Friday

Choreographer: Morleigh Steinberg

Head of Wardrobe: Sharon Blankson

Video Director: Stefaan Desmedt

Production Director: Jake Berry

Áudio: ensaios de "California (There Is No End to Love)" e "Invisible" em Vancouver para o início da turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE


O U2 ensaia no Pacific Coliseum em Vancouver, arena fechada da cidade, para a turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE, que terá início em 14 de Maio.
A banda ontem ensaiou "California (There Is No End to Love)", e um áudio foi capturado. "One" também foi ensaiada, e assim como "With Or Without You" e "Every Breaking Wave", deve ser apresentada na turnê com a seção de cordas.
Há relatos também que "Miracle Drug" foi ensaiada três vezes.

Abaixo, os áudios dos ensaios de "California (There Is No End to Love)" e "Invisible":





Agradecimento: @U2 - U2 Gigs

Contagem regressiva para iNNOCENCE + eXPERIENCE - Parte 2


Matéria do site The New York Times, e nesta segunda parte, Bono fala sobre sua recuperação após o acidente, a gravação de um documentário sobre a turnê, as gravações do próximo disco, revelações sobre títulos de novas músicas e grandes revelações sobre os ensaios em Vancouver e sobre como será a turnê que começa em 15 dias:

Kevin Weatherly, vice-presidente sênior de programação da Rádio CBS e diretor de programação da KROQ, em Los Angeles, previu: "A turnê está rumando para despertar muito interesse. Quando tudo for dito e feito, as pessoas irão revisitar o álbum. Qualidade vence."
Apesar do álbum gratuito, as vendas da versão física "Deluxe Edition" do álbum, que teve canções acrescentadas, chegou ao Top 10 da Billboard. Nielsen SoundScan, um sistema de informação que faz todos os levantamentos de vendas de música e vídeo, diz que 101.000 cópias (muito provavelmente um número errado) do álbum foram vendidas.
Durante a promoção do álbum em rádio e TV, e pouco antes da banda ter uma semana toda no 'The Tonight Show Starring Jimmy Fallon' para falar da turnê que estava planejada desde 2013, Bono sofreu um grave acidente de bicicleta no Central Park, teve diversas fraturas e passou por cirurgia.
"Realmente cheguei a pensar que minha cabeça era mais dura do que qualquer superfície que entrasse em contato, mas não penso mais. Eu não estava em uma Harley-Davidson. Estava em uma bicicleta e eu me destruí em pedaços. Não existe glória nisso", disse Bono no backstage.

No palco no Coliseum, Bono trabalhou o espaço com a segurança de um vocalista de longa data, muitas vezes usando sua mão esquerda para agarrar o microfone ou para apontar o dedo para o céu. Mas ele ainda está se recuperando. "Parece que eu tenho a mão de outra pessoa", ele disse. Apontando para o seu dedo mindinho enfaixado e roxo, ele disse: "Eu não posso dobrar aqui e aqui" - apontando para uma outra parte de sua mão — "é como rigor mortis. Mas dizem que os nervos curam cerca de um milímetro por semana, e em cerca de 13 meses devo saber se isso vai voltar ao normal." Ele apontou para seu antebraço e cotovelo. "Aqui está todo dormente, e este foi colocado titânio", ele disse. "O ombro está melhor, o rosto está melhor."
Ele segurou a mão dele novamente: "Mas esta é a parte difícil, porque não posso tocar guitarra", ele disse, então olhou para os outros membros da banda. "Eles não parecem se importar" ele disse com um meio-sorriso.

Na semana passada, o U2 estava explorando sua nova configuração de arena com sua equipe de produção experimentado efeitos e visuais, seguidos de reuniões que dissecavam todas as possibilidades: uma seção de cordas para baladas? Imagens de vídeo ou campos de cor? Como reduzir um longo setlist?
Bono foi o que mais falou, mas era óbvio que o U2 estava determinado a trabalhar por consenso, pesando cada ideia com todo o respeito. "As músicas são o chefe. Elas nos dizem o que fazer e elas dizem para todo mundo neste edifício, o que fazer", disse The Edge durante uma reunião no jantar. "Nós só temos que descobrir o que as canções estão perguntando e nos dizendo o que fazer."
A ideia inicial era tocar dois shows completamente diferentes, mas o U2 ficou preocupado em deixar grandes canções de fora ou ter fãs achando que eles estiveram no segundo melhor show. Em vez disso, desde a semana passada, planejam algo diferente: ter uma primeira parte relativamente fixa e apresentar variações na segunda parte, separados assim, pela primeira vez em uma turnê do U2, por um intervalo (intermission).
A banda também planeja trabalhar todo o espaço. Correndo quase todo o comprimento do piso do Coliseum estava uma plataforma tripla do U2: um grande palco retangular (uma faixa que poderia acender como um "I" para Inoccence), um palco menor ("E" de Experience) e, entre eles, uma passagem que é grande o suficiente para se tornar uma terceira fase, às vezes imprensada entre os telões de LED. "Aqui eles estão em uma arena, e queremos colocá-los no colo da platéia", disse Es Devlin, a designer de produção.

A inovação mais marcante da turnê não é imediatamente óbvia. O U2 mudou seu sistema de som para o formato de arena: uma forma oval de 12 conjuntos de alto-falantes que envia a música para baixo uniformemente em todos os lugares na arena. Jon Pareles do NYT diz: "Quando eu andei ao redor do Coliseum com a banda tocando, a música era uniformemente clara e forte, volume constante da frente para trás."
"Se você está tentando levar o som do comprimento do local para o palco, o local às vezes ganha e você fica na lama", disse The Edge. "Com isso, você não tem que tê-lo tão alto — você está conseguindo boa qualidade de som de algo que está muito mais perto de você do que o normal."
A banda chama a passarela de divisor do palco, porque é isso que ela faz no meio do concerto — tornando-se uma barreira que separa o público completamente. A divisão é parte da narrativa subjacente do concerto, uma passagem da inocência para a experiência, impulsionada por memórias irlandesas.
'Songs Of Innocence' é o álbum mais especificamente autobiográfico do U2. No início do concerto, a banda é iluminada por uma lâmpada balançando de forma solitária, como Bono estando no quarto na Cedarwood Road 10, onde ele começou a fazer música. Há uma outra ideia também, Bono explicou: "depois de toda a escala e escultura da 360°, para começar a próxima turnê com apenas uma única lâmpada."

Obs. Será que então, "Cedarwood Road" será a canção de abertura?

O concerto terá um ponto de transição sombrio — "o fim da inocência", como Bono chama — com "Raised By Wolves" sendo a última da primeira parte, uma canção do álbum sobre um atentado terrorista de um carro bomba em Dublin que matou 33 pessoas em 17 de maio de 1974. "Nós crescemos em uma cultura onde o terrorismo aleatório foi um horror. Agora é parte da vida quotidiana em todo o mundo", disse Gavin Friday, um dos amigos de infância de Bono que liderou a banda pós-punk Virgin Prunes na década de 1970, e que há muito tempo trabalha com o U2 nos cenários, áudios e visuais dos shows. No Coliseum, Gavin e o engenheiro de som estavam montando uma colagem com áudios de explosões, discursos e relatórios de notícias sobre o bombardeio de 1974. "A maneira como o álbum foi lançado, a Apple ofuscou a coisa toda, então o álbum nunca foi ouvido", ele disse sem rodeios. "Me disseram para fazer a canção realmente real".
No intervalo, Bono disse, meio sério: "pessoas caminharão para fora para os corredores não para comprar camisetas, mas com aqueles conselhos, irão se perguntar 'para onde foi a diversão?' "A segunda metade do concerto rompe a divisão e, fiel ao passado do U2, promessas de cura e amor." Quando nós desfazermos essa barreira, temos que reconectar as coisas", disse Bono.

Os bastidores no Coliseum formam um emaranhado de atividade: construção, programação de vídeo, edição de som, alimentação, uma sala de ensaio com um outro conjunto de instrumentos. Uma equipe da HBO estava filmando um documentário da turnê. E havia mais uma coisa especial em um canto: gravações, com uma configuração de estúdio móvel. Lá, o próximo álbum do U2, 'Songs of Experience', está tomando forma.
Durante o tempo forçado de inatividade após o acidente, Bono tinha escrito canções, às vezes com um guitarrista tocando os acordes que ele não podia. "No final de um álbum você está no auge de seus poderes em termos de composição, arranjos e performance", disse The Edge. "É uma pena que você tem que parar, e então começar outra fase do que fazemos, que é tocar ao vivo. Desta vez realmente não paramos. Bono está tentando capitalizar esse momento e essa nitidez." Novos produtores se juntaram ao U2 em Vancouver, incluindo Andy Barlow do grupo eletrônico Lamb, que trabalhou em novas canções que estão em andamento, com os títulos de "Red Flag Day", "Civilization" e "Instrument Flying", como Bono com entusiasmo canta junto com ele mesmo. "Estamos mantendo a disciplina em canções e empurrando para fora os parâmetros do som", disse Bono. "São coisas muito básicas, terrestres, irreverentes. Não são temas grandiosos. Uma das coisas que a experiência nos ensinou é de estar totalmente no momento. O que é o momento? Música pop."

O U2 tem uma tour para se mobilizar. "Em 14 de maio nós vamos descobrir se o álbum foi bem trabalhado e se o experimento funcionou", Bono disse. "Se as pessoas conhecerem as letras e sentirem aquelas músicas, então o experimento deu certo."

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Contagem regressiva para iNNOCENCE + eXPERIENCE - Parte 1


Matéria do site The New York Times, e nesta primeira parte, a preparação do U2 para a nova turnê, revelações dos integrantes sobre 'Songs Of Innocence' e a polêmica do lançamento do álbum em parceria com a Apple:

Definitivamente, é rock de arena, alto e claro, preenchendo o Pacific Coliseum com afluência de som. The Edge em um distorcido riff de guitarra usando dois acordes, bateria de Larry Mullen Jr., baixo de Adam Clayton e Bono desencadeando "woo-oohs" em falsete exultante.
O U2 tomou o Coliseum para um mês de ensaio em grande escala para montar sua turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE, que começa na Rogers Arena em 14 de maio, e a banda estava ensaiando "Elevation". O palco era uma geometria austera de lâmpadas fluorescentes; a canção foi triunfante. "Uau, já fazem quatro anos desde que tocamos isso?", Bono pergunta assim que termina o último acorde. "Nada mau!"

O U2, banda irlandesa que lançou seu primeiro álbum em 1980, está prestes a testar seu lugar no presente. Porque a Apple entregou gratuitamente milhões de cópias do álbum de 2014 da banda, 'Songs of Innocence', o U2 não tem como avaliar o impacto do álbum através de medidas convencionais de vendas.
O álbum também enfrentou uma furiosa reação on-line dos não fãs que se ressentiram ao receber o disco em suas bibliotecas de música ou iCloud como "se tivessem comprado", apesar de estarem recebendo gratuitamente o álbum.
Até que eles toquem as canções na turnê, o U2 não saberá ao certo se alguém deu atenção especial ao seu trabalho. "A idéia de que pode haver toda uma faixa de público lá fora que não sabem ainda que gostam da banda, é realmente excitante para nós", disse Bono. "Nos faz querer sair e encontrá-los se eles estiverem lá". Ele fez uma pausa. "Talvez eles possam não estar lá."
O U2 deixa a turnê em grande escala de estádios, e vai para uma escala menor, em arenas fechadas. A nova turnê usa vídeo de alta resolução e tem uma abordagem radicalmente nova para a arena do som; é tecnologicamente mais sofisticada e determinada a ser íntima.
A turnê já vendeu 98% dos ingressos, de 1,2 milhões disponibilizados para seus 68 concertos, incluindo datas esgotadas para todas as datas na Europa, e na cidade de Nova York, para os primeiros seis dos oito shows no Madison Square Garden, à partir de 18 de julho.
Mas o U2 pretende mexer mais do que com a lealdade e a ânsia por clássicos antigos.

'Songs of Innocence' tem um duplo e, por vezes, contraditório mandato. Destina-se para o impacto da massa pop com canções cheias de detalhes, e memórias locais individuais. A confiança do U2 foi abalada pela resposta à 'No Line On The Horizon' de 2009, que apesar dos números e recordes da turnê 360°, o álbum não ofereceu um único hit, coisa que o U2 sempre valoriza, com canções como “Where the Streets Have No Name” e “Pride (In the Name of Love)”, que fundem a popularidade com um sentido implícito de solidariedade idealista.
Então a banda estabeleceu disciplinas para a sua composição, construção de noções básicas de guitarra acústica, ao invés das experiências sônicas de 'No Line on the Horizon'. Eles também escolheram uma geração mais nova de produtores.
No entanto, as letras do novo álbum estão longe de ser rock simples, adolescentes, muitas vezes olhando para trás. "Nós queríamos pensar que nós poderíamos fazer músicas que eram contemporâneas para o que a rádio toca agora, mas na realidade nós viemos de um lugar diferente", disse Adam Clayton. "Temos que escrever na perspectiva daquela viagem, essa jornada de 35 anos."

A banda continua perplexa pelo que Bono agora chama de "parto difícil" de 'Songs Of Innocence'. Na época, os membros da banda dizem que parecia uma maneira de alcançar ouvintes da forma mais direta possível. The Edge disse no backstage: "Somente entrar na consciência pública neste momento é muito, muito difícil, então estávamos tentando pensar em maneiras de fazer nosso álbum chegar para as pessoas". "A perspectiva de lançá-lo e ter isso desaparecendo como um coelho em sua toca, o que parece acontecer com tantos álbuns agora — seria a destruição da nossa alma."
Um mês após o lançamento, a Apple anunciou que 26 milhões de pessoas tinham baixado o álbum inteiro. Mas o que o U2 e Apple consideraram um presente — a Apple pagou para a Universal Music para dar de presente o álbum — e a reação foi de spam, uma invasão no dispositivos pessoais e um exercício autoritário do poder por uma banda de rock presunçosa e uma empresa de tecnologia.
O U2 emitiu um pedido de desculpas em uma entrevista em vídeo no Facebook, em que Bono descreveu o lançamento do álbum como "uma gota de megalomania, um toque de generosidade, uma pitada de auto-promoção e o profundo medo que essas músicas que tínhamos dedicado nossas vidas nos últimos anos, poderiam não ser ouvidas. Há muito barulho lá fora. E acho que nós fomos um pouco barulhentos com isso."
A Apple ofereceu uma maneira de com um clique, o álbum fosse excluído.

Bono revela que existe um outtake inédito trazendo uma canção do U2 e participação de Allen Ginsberg


Na edição de 20° aniversário de 'The Joshua Tree' lançada em 2007, o U2 lançou uma faixa inédita chamada "Drunk Chicken/America".
Este outtake traz um poema de Allen Ginsberg lido em cima de uma base instrumental meio eletrônica, típica dos anos 80. O poema citado é uma dura crítica aos EUA.
Bono em um depoimento em 2004 para o DVD 'The Life and Times of Allen Ginsberg', revelou que existe outro outtake inédito jamais lançado, trazendo uma canção do U2 e participação de Allen Ginsberg:

"Allen apareceu no estúdio em Dublin e fizemos um loop de bateria de "Bullet The Blue Sky", nossa canção sobre a América Central, dos anos 80, e então ele leu em rap, "Hum Bom!" sobre isso. 
No final, ele era quase um rapper."

Allen Ginsberg faz uma leitura de 'Hum Bom!':

Áudio: ensaios de "Bullet The Blue Sky" e "One Step Closer" em Vancouver para o início da turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE


O U2 ensaia no Pacific Coliseum em Vancouver, arena fechada da cidade, para a turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE, que terá início em 14 de Maio.
Ontem foi relatado por um fã que o U2 ensaiou grandes surpresas para os sets da turnê, e agora um áudio de 12 minutos foi disponibilizado, com a banda tocando depois de 9 anos, a canção "Bullet The Blue Sky", com Bono improvisando bastante na letra, chegando a berrar em alguns momentos. No final ele diz: "merda, como é difícil esta."
Esta canção não foi tocada após a turnê "Vertigo".
Ouvimos também pela primeira vez, o U2 ensaiando a canção "One Step Closer", levemente diferente da versão do disco 'How To Dismantle An Atomic Bomb':

Confira:

terça-feira, 28 de abril de 2015

Primeiras surpresas em ensaios do U2 para a turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE 2015


O U2 ensaia no Pacific Coliseum em Vancouver, arena fechada da cidade, para a turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE, que terá início em 14 de Maio.
Como tudo que envolveu o lançamento deste disco até agora, os ensaios também estão sob absoluto sigilo, com segurança reforçada no local. Mesmo assim, fãs da banda comparecem ao local e relatam o que ouviram nos ensaios, e algumas vezes conseguem gravar e disponibilizar algum áudio destes ensaios.

Novas informações chegam sobre estes ensaios, e segundo os relatos de hoje, a turnê poderá ter grandes surpresas! Descubra agora sobre quais novidades podem surgir no setlist do U2, e confira também informações de como pode ser o telão da banda:

Qualquer informação sobre o palco que o U2 irá utilizar, ainda é um grande mistério. Um fã, citado como uma fonte muito confiável, disse que o telão parece ser uma peça fixa com aproximadamente 25 a 30 pés de altura, o comprimento de uma pista de hóquei no gelo de arena. É transparente e possivelmente com tecnologia semelhante à utilizada pelo Nine Inch Nails em sua turnê de 2013, mas ao contrário daquele usado pelo NIN, este é dupla face.
A empresa que criou ambos é a LSI International.


"Invisible" e "Bullet The Blue Sky" (que não foi tocada em nenhum show da última turnê, a 360°) terão efeitos interessantes produzidos por este telão.

O U2 ensaiou "One Step Closer", jamais tocada ao vivo até hoje. A versão ao vivo teria um arranjo"casual" com Edge na guitarra. Se for realmente apresentada ao vivo na iNNOCENCE + eXPERIENCE, o álbum 'How To Dismantle Atomic Bomb' será o disco do U2 com todas as faixas tocadas ao vivo, inclusive a bônus track "Fast Cars"!

Outra surpresa ensaiada pela primeira vez: "The Playboy Mansion", em uma versão elétrica com a banda completa. É outra música que ser for apresentada na turnê, faz com que o disco 'POP' também seja mais um álbum do U2 com todas faixas tocadas ao vivo, incluindo a bônus track "Holy Joe", e o b side "North And South Of The River".

"The Troubles" foi ouvida neste ensaio, em versão elétrica ao vivo, e com um playback dos vocais de Lykke Li, o que pode levantar a hipótese dela participar do show via gravação em dueto com Bono, como Lou Reed na ZOOTV com "Satellite Of Love".

Agradecimento: Fórum Interference - U2 Gigs
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