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sexta-feira, 4 de julho de 2014

O que você talvez não tenha percebido no filme-concerto 'Rattle And Hum' - Parte I

Coisa de fã mesmo: assistindo com muita atenção 'Rattle And Hum' do U2, o músico e colaborador do blog, Márcio Fernando, da página U2 SONGS no Facebook; percebeu diversos detalhes interessantes no filme-concerto!

A performance de "I Still Haven't Found What I'm Looking For" com o coral do Harlem, não foi gravada em um take só. No mínimo, foram precisos 3 ou 4 takes, pois prestando atenção na cantora do coral (aquela que solta a voz no final da canção) e no som do pandeiro durante a execução da música, nota-se que:

No meio do coral ela está com um pandeiro

Depois de um tempo ela está lá na frente, atrás do Bono com o mesmo pandeiro

Logo em seguida ela está sem o pandeiro, com um microfone em mãos desta vez, e o mesmo pandeiro está com outra mulher no meio do coral (ou que pela semelhança, pode ser a mesma mulher!)

Dá pra notar também que Larry toca conga em um dos bancos no meio da igreja, mas no final da performance, ele e Adam estão sentados na lateral da igreja, apenas observando. Diferentes takes:

Durante "Silver & Gold", na parte 'Jesus say something', podemos ver que o microfone de Bono está muito amassado.

Em "All Along The Watchtower", Edge acha um tom melhor para Bono cantar e resolve fazer esse som em Ré, Dó e Lá sustenido, mas se esquece de dizer para Bono que o Ré é menor.
Então, Bono passa a música inteira tocando errado, em Ré maior. Mas a culpa não foi dele! A culpa foi da falta de comunicação entre eles!


Nos 5 segundos finais de "In God's Country", Adam erra a última nota no baixo, dando uma puxadinha na nota para acertar. Ele mesmo ri de seu erro e prontamente olha para o Larry.

Dolores O'Riordan se inspirou em Ali Hewson para canção do Cranberries

É de conhecimento de todos que parte das canções do U2 escritas por Bono, tiveram como inspiração sua esposa Ali. Mas ele não foi o único que se inspirou em Ali para escrever uma letra de uma canção.
A vocalista da banda irlandesa Cranberries, Dolores O'Riordan, afirmou que a inspiração para a canção "Time is Ticking Out" do álbum 'Wake Up and Smell the Coffee' de 2002; foi Ali Hewson.

"Chernobyl foi um grande problema por um tempo mas depois tudo desapareceu. Mas, curiosamente, eu peguei um jornal e lá estava a esposa do Bono, que trabalha com Chernobyl e levanta fundos para o projeto de Chernobyl. Eu olhei para as fotos dela com as crianças, minha filha tinha três anos de idade na época e partiu meu coração e é de onde veio a inspiração."
Ela continuou "Eu disse a mim mesmo que eu pensava que estava tudo acabado. Eu não tinha idéia de que havia crianças que ainda viviam com essas doenças terríveis."
Ali é patrona da Chernobyl Children's Project International, entidade que tem como apoio a ONU (Organização das Nações Unidas) e que exerce um papel muito importante na vida das vítimas do acidente atômico em Chernobyl no ano de 1986.

O Tempo Está Passando

Nós devíamos pensar nas coisas que dizemos
Nós devíamos pensar nos jogos que jogamos
O mundo começou a dar voltas, voltas e mais voltas

Nós devíamos pensar nas consequências
Nós devíamos pensar nas compreensões mundiais
O tempo desabou, o tempo desabou

E Chernobyl?
E a radiação?
Nós não sabemos
E a pobreza?
Gula, a nação humana

Nós não sabemos
Para mim amor é tudo
O tempo está passando

Parece que destruimos a camada de ozônio
Eu me pergunto se os políticos se preocupam
O tempo desabou
E as nossas crianças então?
Não há nada mais para elas?

Nós não sabemos
Para mim amor é tudo
Para mim amor é tudo
La la la la oxigênio
Para mim amor é tudo
Para mim amor é tudo

O tempo está passando

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Canção inédita do U2 chamada "Song For Someone" pode ter sido ouvida vindo da casa de praia de Bono na França

Assim como aconteceu em 2006 (pré coletânea '18 Singles') e 2008 (pré 'No Line On The Horizon'), agora em 2014, mais uma vez uma nova canção do U2 foi ouvida vindo da casa de Bono em Eze, de frente para o mar, no Sul da França.
As músicas do som ambiente (e má qualidade) gravadas da praia pelos fãs em um celular, acabam se mesclando ao som do mar; e assim são conhecidas pelos fãs do U2 como 'Beach Clips'.
Em fevereiro deste ano, Bono deu uma entrevista para a NRJ's Energy Radio Online da Europa, e falou sobre algumas canções que o U2 estava trabalhando para o novo disco: "Há algumas novas canções do U2 lindas, de partirem o coração. Há uma chamada "Song For Someone"."
O site U2Valencia.com disponibilizou um áudio que pode ser essa nova canção do U2.
Segundo o site, ela foi registrada pelos fãs em 30 de junho. O áudio é muito ruim, só ouvindo em um volume bastante alto e prestando muita atenção, se consegue perceber um pouco da melodia, uma balada, onde se ouve a voz de Bono cantando algo como "sound inside your soul", "someone is losing control", "suddenly you step inside your soul" e "sing for someone" na letra.

AQUI O ÁUDIO DA CANÇÃO

Bono relembra as últimas palavras de seu pai

Robert Hewson, o pai de Bono, morreu em Dublin, em 21 de agosto de 2001, no dia em que o U2 fazia um show em Londres pela Elevation Tour.
Entre uma apresentação e outra, Bono voava até a Irlanda para ficar ao lado do pai, que esteve hospitalizado por várias semanas.
Quando Bono descobriu que Bob estava muito doente, disse-lhe que lamentava não poder ter estado com ele e que ele se sentia inútil estando sempre longe, e Bob respondeu: "Claro, se você estivesse em casa, você seria inútil de qualquer forma."
Mas esse era o jeito de Bob lhe dizer: "Sei que você tem que fazer o seu trabalho e está tudo bem."
Certa vez, quando Bono, sempre um showman extravagante, caiu no palco durante um show da turnê em Miami, fazendo os promotores da turnê terem palpitações no coração, a reação de Bob foi típica. Durante uma conversa telefônica posterior com seu filho, ele foi inexpressivo: "Você sabe que cairá ainda mais nos palcos né?" O que ele quis dizer foi:" Eu sinto muito em ouvir que você se machucou. Você está bem?"
Houve muita tristeza quando Bono em entrevista, lembrou das últimas palavras de que seu pai lhe disse em seu quarto de hospital, onde Bono tinha adormecido durante uma de suas vigílias regulares durante toda a noite.

"Ele me acordou com um grito irritado. Perguntei se ele estava bem. Silêncio. Eu perguntei se ele queria ver uma enfermeira. Silêncio. Chamei a enfermeira. Silêncio. Eventualmente, ele acenou para nós e nós nos inclinamos até seus ouvidos. 'Você está louco?' ele disse. 'Isto é uma prisão. Eu quero ir para casa.' Eu pensei que ele estivesse delirando, que ele estivesse ficando louco.
Mas agora vejo que ele está fora da prisão do seu próprio corpo e ele foi para sua casa."

A entrevista em que The Edge conversa com integrantes do Negativland - Parte2

Em junho de 1992 um assessor do U2 em LA contactou a revista Mondo 2000 em nome do guitarrista do grupo, The Edge, com a idéia de fazer uma rara entrevista sobre a turnê Zoo TV e de seu uso da tecnologia.
O editor da Mondo RU Serius então, sem o conhecimento do Edge, contactou Don Joyce e Mark Hosler do Negativland com um convite para participar da entrevista. Então em 25 de junho o Negativland juntou-se à RU Serius para esperarem a ligação de The Edge em Dublin.
Confira a segunda parte com os trechos mais importantes sobre a polêmica entre Negativland e U2:

Mark: O que aconteceu foi, não tivemos um telefonema da Island dizendo: "Olha, estamos com raiva. Não gostamos do que vocês fizeram. Nossa banda tem um novo álbum que será lançado e é melhor vocês tirarem isso de circulação ou vamos acabar com vocês." Não nos deram nenhuma chance de fazer nada. A primeira coisa que ouvimos foi, dez dias após o lançamento do registro, há um processo de 180 páginas.

Edge: Uau!

Mark: Então era como se não houvesse nenhuma negociação e eles foram em frente e foram gastando, você sabe, eles tem advogados de 400 dólares por hora.

Edge: Sim.

Don: Veja, você tem toda a razão sobre sua principal preocupação, sendo a capa ao invés do conteúdo, sempre sentimos isso e acho que isso era óbvio no processo, a maneira que foi redigido, mas eles nunca vieram até nós em primeiro lugar apenas para dizer: "Mudem a capa".

Edge: Sim.

Don: E em vez disso acabaram dando um fim à coisa toda, incluindo o conteúdo...

Edge: Sim, realmente. Eu acho que nós teríamos reagido de forma diferente, mas o processo não foi nosso processo. Embora tenhamos alguma influência, não estávamos em posição de dizer à Island Records, o que fazer.

Mark: Bem, isso é uma coisa que sempre nos perguntávamos: isso é verdade? Ou: Se o U2 vende 14 milhões de cópias de um álbum por uma gravadora, e você é a coisa principal que mantém a Island Records em negócios economicamente, então não os artistas...? Você pode ver como nós pensamos que vocês teriam poder para....

Don: Sim, por que o artista não pode ter mais influência sobre o rótulo, você entende?

Edge: O que pode ter acontecido é que deles veio uma reação instintiva em um momento quando eles estavam na espera que o nosso álbum fosse lançado, e eles provavelmente, talvez após o evento, já estavam no meio do caminho antes que eles realmente tivessem um olhar apropriado para aquilo tudo, mas acho que eles sentiram...

Don: Você sabe, nós tivemos contato com a Island durante isso, tentando levá-los para ajustar sua posição ou recuar ou não ir mais longe, e, na verdade, eles mantiveram isto até o ponto de ...

Mark: Sim, uma das coisas que tentamos deixar claro, na verdade, foi quando enviamos alguns faxes para [Island V.P] Eric Levine e [Presidente da Island] Chris Blackwell e [Manager do U2] Paul McGuinness, dizendo: Olha, você sabe, poderíamos ter enlatado a capa, que é uma coisa, ou poderíamos ter até mesmo parado de fazer o registro e o Negativland teria pago à SST pelos custos da destruição das cópias que ainda estavam no armazém, mas então o que aconteceu, é que eles foram atrás não só de todos esses registros, mas eles continuaram usando os advogados, em seguida, e eles foram atrás do dinheiro. Nós deixamos tudo muito claro para a Island e Paul McGuinness que nossa gravadora iria se virar e conseguir o dinheiro para isso, mas no final o Negativland pagaria absolutamente cada centavo dele, e o SST dizia que era US$ 90.000. Você sabe, vocês podem gastar 90 mil dólares americanos em pedidos de pizza em um show para seus fãs, mas para nós ...

Edge: Ha ha ha ha ...

Mark: Não fizemos tanto dinheiro em 12 anos como uma banda, certo? Então, há uma diferença entre apenas acabar com algo, ou um ataque esmagador com uma marreta.

Edge: Eu sei...

Mark: E isso é a coisa que nós estávamos tentando comunicar.

Edge: Bem, quando ouvimos essa ideia que vocês e a SST estavam caindo, e que isso já não era apenas gravadora com gravadora, que era como se vocês estivessem perdendo dinheiro, então discutimos o assunto de que vocês queriam os registros devolvidos a vocês, quero dizer que eu estava disposto a isso, mas então eu ouvi que o Casey Kasem não queria, que na verdade queria parar com isso... então tudo tornou-se uma grande confusão.

Mark: A coisa interessante sobre Casey foi que Casey em público foi questionado sobre nosso single e ele disse: "bem, não me agrada o que eles fizeram, é embaraçoso para mim, mas eu sou à favor da liberdade de expressão..."

Edge: Sim.

Mark: "…Eu sou contra a censura, estou pela primeira emenda, e acho que as pessoas devem ser capazes de fazer o que querem", e depois em particular, ele disse: "não, eu vou processar até seu rabo se você tentar apagá-lo."

Edge: Ha ha ha ha…

Mark: Então o que tem sido interessante para nós nessa coisa toda é que estávamos trabalhando para uma gravadora que estava muito fora da indústria da música mainstream, então estamos lidando com a SST, com o U2, com Casey Kasem. Sempre quisemos de alguma forma, ter algum contato com o U2 para descobrir o que realmente aconteceu.

Edge: Você sabe, vocês deveriam ter tentado fazer o primeiro contato...

Don: Mas não podemos chegar até vocês ...!

Mark: Essa é a coisa. Estão isolados por trás de muitas camadas de empresas de gestão e publicidade, e a SST realmente tentou, nos disse que contatou a Warner / Chappell Publishing anonimamente antes de o disco sair, sobre a possibilidade de até mesmo usar o sampler com direitos de compensação e foi-lhes dito: "Não, o U2 simplesmente nunca concede isto ... "

Edge: Ah, isso é bobagem completa, não há como. Existe pelo menos, seis registros por aí que são samplers diretos de nossas coisas.

Don: Mas eles podem não ter sido concedidos pela Island.

Edge: Bem, eles devem ter sido, porque alguns dos registros ... há uma coisa chamada New Year’s Day, que é um grupo de dança, basicamente, em torno das partes de bateria e baixo de "New Year’s Day", de modo que não é só um sampler... [os produtores devem ter tido acesso à fita master multitrack para obter essas peças separadamente].

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Torre de iluminação e de controle de som foram problemas para o público do U2 em shows na turnê The Joshua Tree

Na turnê The Joshua Tree de 1987, acima do centro do palco era pendurado o equipamento de iluminação, que foi suspenso pela estrutura de andaime.
Acima do palco, a forma do andaime era de uma abóbada e este efeito foi criado usando peças curtas de treliça tubular com uma capa de tecido colocada no topo para criar um teto para a parte principal do palco.
Todos os lados do andaime também estavam cobertos de tecido branco, a fim de reduzir a força do vento soprando através do palco, bem como para manter o clima para fora.
No centro do estádio ficou a torre de iluminação e de controle de som. Como era típico em turnês ao ar livre naquela época, a torre era muito grande e era multi-nível para abrigar as diferentes técnicas necessárias para executar o show. Mais uma vez isso foi construído a partir de andaimes e como esta turnê foi uma das maiores da época, era bastante alto, atrapalhando a visão dos fãs.
Foi durante essa turnê que a ideia de telões de vídeo foi trazida para o U2.
Embora eles não tenham sido utilizados, Bono gostaria de perguntar ao público se eles achavam que aquilo iria tornar o show melhor para eles, já que muitos dos fãs na parte de trás dos locais ficavam longe e tinham sua visão obstruída pela torre de som.
A banda parece ter aprendido com esta falha, pois em todas as turnês seguintes que aconteceram em estádios, eles usaram um único nível, e espalharam o centro de controle, deixando ele longe do centro dos estádios, aumentando a visão dos assentos e valorizando mais os lugares.

As histórias por trás das fotos - Página 7

Fotos tiradas por Michael Stipe do REM em 2007. Ele havia tirado centenas de fotos aleatórias naquele verão, e disponibilizou elas em seu site futurepicenter.com.
Edge, Adam e Morleigh (a esposa de Edge) colocam os óculos de Stipe.
Bono, pra fazer graça, usa os de Michael acima do seu original.





Esta é uma foto dos estandes oficiais Programmes / Souvenirs (Programas e Lembranças) do U2, na turnê The Joshua Tree, em show no Estádio de Wembley em 1987.
Os estandes aparecem de portas fechadas, pois o concerto só ocorreria de noite.

Essa foto foi tirada em Londres, Inglaterra, no ano de 1987.
Um outdoor de divulgação mostra uma pintura do U2 do disco 'The Joshua Tree' (com um Bono irreconhecível), e as datas dos shows da turnê que aconteceriam na Arena de Wembley e no Estádio de Wembley.

Fingindo ser um avião, Bono brinca na pista de pouso do Aeroporto Charles de Gaulle em Paris, em Agosto de 2000, durante as gravações do videoclipe de "Beautiful Day".
Em agosto de 1993 o U2 excursionava pela Inglaterra com a turnê 'Zooropa'.
Em Londres, durante uma pausa, o diretor Mark Neale gravou em estúdio com o U2 o videoclipe da canção "Lemon", que foi lançado em setembro para promover o single damúsica.
No videoclipe, cada integrante da banda utiliza dois figurinos diferentes.
Ao mesmo tempo, Anton Corbijn aproveitou e fotografou a banda com um dos figurinos que eles utilizariam nas gravações, dando destaque à Bono vestido de Macphisto.
Podemos ver Bono se transformando em Macphisto para as gravações do vídeo.







Para 'Achtung Baby', inicialmente, uma sessão de fotos com o fotógrafo Anton Corbijn foi feita nas proximidades do hotel do U2 em Berlim, em dezembro de 1990. A maioria das fotos foram em preto e branco, mas o grupo sentiu que não era o indicativo do novo espírito do álbum.
Algumas destas fotos podem ser vistas abaixo, incluindo uma das poucas fotos coloridas desta sessão:




Performance de Bono em "Bad" levou gerente de produção da banda para a cadeia

Steve Iredale é o gerente de produção do U2, e foi recomendado à banda por Barry Devlin do Horslips. Já trabalha com o U2 desde 1981, no concerto no Slane, e sua área envolve caminhões, equipes, equipamentos e todos os detalhes que envolvem "ir para a estrada com a turnê".
Steve conta uma das inúmeras histórias que presenciou na estrada com o U2:

"Eu estava com a banda em Maryland (Unforgettable Fire Tour) e fomos informados de que havia um formulário de autorização para assinar, dizendo que nenhum membro da nossa equipe iria incitar o público à tumulto, e toda uma carga de outras coisas. Foi colocado do outro lado no sentido de que o show não continuaria, a menos que aquilo fosse assinado, e como parecia bastante improvável, assinamos e não pensamos em nada disso.
Então, de qualquer forma, durante o show - em "Bad" - Bono estava gritando "Venha", que não é nada incomum. O oficial chegou e disse: "Nós temos um grande problema aqui!"
Eu olhei para o palco e de longe havia apenas um show normal do U2 acontecendo, com tudo muito controlado, mas a segurança particular neste local parecia que nunca tinham tratado nada assim antes e começou a assustar um pouco.
Assim que a banda saiu do palco, a polícia chegou e levou Paul McGuinness, Bono e eu para uma sala e disse: "Vamos te colocar todos presos por incitar as pessoas a se revoltarem."
Salientei que eles não podiam prender nós todos, porque só eu tinha assinado aquele papel. Então eles prontamente me prenderam! Cerca de meia hora depois eles me levaram para a delegacia de polícia para me fichar. Me jogaram contra a parede, me deram um número de presidiário, tiraram minha foto e impressões digitais, leram meus direitos e me pediram uma declaração. Horas mais tarde fui solto com fiança de US$500 e prosseguimos com a turnê. Felizmente, depois de meses de discussão, o advogado do U2 na América conseguiu a retirada das acusações. Essa foi por pouco."

terça-feira, 1 de julho de 2014

Vídeo na íntegra da performance de Bono para "I've Got Under Under My Skin" e "Fly Me To The Moon" no evento 'Power Of Love'

Em 2013, Bono participou da 17º edição de gala em Las Vegas de "Power Of Love", da organização "Keep Memory Alive".
O show, que teve lugar no Hotel MGM Grand & Casino em Las Vegas, foi motivado não apenas em celebrar o aniversário do produtor Quincy Jones e do ator Michael Caine, mas também angariar fundos para a Cleveland Clinic Lou Ruvo Centro de Saúde do Cérebro, instituto que fornece suporte para o tratamento e pesquisa de doenças neurológicas, como a doença de Alzheimer, Huntington e Parkinson.
Bono foi o primeiro a subir ao palco e cantou um medley com "I've Got Under Under My Skin" e "Fly Me To The Moon", ambas de Frank Sinatra, e só havia um video parcial desta performance.
Agora, no canal de Quincy no You Tube, foi disponibilizado o video da performance na íntegra, e em alta qualidade:


Agradecimento: http://noticierou2.blogspot.com.br/

As histórias por trás das fotos - Página 6

Anton Corbijn tirou estas fotos promocionais do U2 na Filadélfia em 1985, na fase do disco 'The Unforgettable Fire'.
Elas foram vistas nos livros 'Anton Corbijn : Werk' e 'U2 BY U2'.












Em 2002, o sistema de Correios da Irlanda lançou uma série de selos postais chamada 'Irish Rock Legends', emitidos pela An Post, que trazia estampas de famosos músicos irlandeses que se destacaram pelo mundo, como Rory Gallagher, Phil Lynott e Van Morrison.
Abaixo, o selo comemorativo em homenagem ao U2:


Bono e The Edge em estúdio no ano de 2013, em gravações do novo álbum do U2, que pode ser lançado ainda neste ano de 2014!
Provavelmente, estas fotos foram registradas no Electric Lady Studios em Nova York.




As sessões de fotos para o disco 'Achtung Baby' do U2 aconteceram em Berlim no final dos anos 90, em sua maioria tiradas em preto e branco.
Sentindo que não traduzia o espírito do álbum, a banda convocou Anton novamente e realizou fotos adicionais em Tenerife, Espanha, em fevereiro de 1991.
Depois, mais uma sessão fotógrafica de 4 dias aconteceu no Marrocos (com a banda vestida de drag-queens), e uma última sessão adicional teve lugar em Dublin.
Anton fez uma das suas mais ousadas fotos com o U2, com Bono junto à uma modelo feminina nua com os seios de fora (ou seria uma modelo transexual?). Ela parece estar utilizando uma peruca.
A foto traz o mesmo efeito de cor das capas dos singles de "Even Better Than The Real Thing" e "Who's Gonna Ride Your Wild Horses".


Em janeiro de 1985, o U2 fez dois shows na Suécia pela turnê 'The Unforgettable Fire' em sua fase européia. Um concerto aconteceu em Estocolmo, e outro em Gotemburgo.
O U2 aproveitou também para gravar com o diretor Meiert Avis, cenas para o videoclipe do próximo single, "The Unforgettable Fire".
A foto abaixo mostra The Edge descendo de um avião particular em Estocolmo:





Carnaby Street é uma rua da cidade de Londres, no bairro do Soho.
No videoclipe de "Even Better Than The Real Thing" de 1992, o U2 e a banda sósia (The Doppelgangers) tocam em uma vitrine da Carnaby Street.
As fotos abaixo mostram a banda se preparando para as gravações do video:




Video: a guitarra na versão ao vivo de "Lemon"

Recentemente, o músico e colaborador do blog, Márcio Fernando, disponibilizou em sua página U2 SONGS no Facebook, em parceria com o Sombras e Árvores Altas; um video de 12 minutos onde ele fala sobre os timbres e efeitos utilizados na canção "Lemon" do U2.
Márcio explica sobre o efeito correto de guitarra utilizado, mostra seu set de pedais e ensina as configurações corretas para a execução da canção!

Devido ao interessante assunto e resultado final do video, pedidos (inclusive meu) foram feitos para que Márcio disponibilizasse um video na íntegra, com a performance da canção.
Ele então criou um backing track de bateria, baixo, teclado e voz, da versão ao vivo de "Lemon", e executou com sua guitarra em cima, utilizando um fone para escutar a música!
Ele colocou o áudio principal um pouco pro canal L e a sua guitarra mais pro canal R, para não misturar muito e ficar mais fácil a identificação.

O resultado é sensacional!

Para melhor visualização do vídeo, coloque em 720p, para imagem HD:

A entrevista em que The Edge conversa com integrantes do Negativland - Parte1

Foi explicado aqui recentemente sobre todos os problemas que envolveu uma banda chamada Negativland que lançou um disco pelo selo SST em 1991, com os caracteres U2 e o nome da banda. Paul McGuinness, Island e a Polygram exigiram a retirada desse artigo das lojas, processaram o Negativland, que acusaram o U2 de serem fascistas.
Chris Blackwell, presidente da Island, ligou para o Negativland dizendo que o U2 retiraria a queixa, mas que ele e a SST teriam que arcar com os custos de todo o processo. Desesperados, um dos integrantes da banda ligou para The Edge pedindo dinheiro emprestado. SST concordou em parar toda a produção relacionada ao single e recolher todas as cópias existentes (estimado em 13.000 cópias) e encaminhá-las à Island Records.

Em junho de 1992 um assessor do U2 em LA contactou a revista Mondo 2000 em nome do guitarrista do grupo, The Edge, com a idéia de fazer uma rara entrevista sobre a turnê Zoo TV e de seu uso da tecnologia.
O editor da Mondo RU Serius então, sem o conhecimento do Edge, contactou Don Joyce e Mark Hosler do Negativland com um convite para participar da entrevista. Então em 25 de junho o Negativland juntou-se à RU Serius para esperarem a ligação de The Edge em Dublin.
Confira as partes mais importantes sobre a polêmica entre Negativland e U2:

Mark: Eu queria te perguntar uma coisa sobre a turnê Zoo TV. Uma coisa que não está muito claro para mim - você tem um satélite para que você possa mostrar transmissões de TV ao redor do mundo?

Edge: Sim, é essencialmente o sistema, como temos os telões no palco, que são a imagem final que é criada. Para a mesa de mixagem, nós temos um mixer Vision que mistura, combina as imagens de câmeras ao vivo, de discos óticos e de transmissões ao vivo via satélite que são retiradas para uma fonte externa. Então a combinação de imagens pode ser qualquer uma dessas fontes. Também incorporamos telecomunicações. Temos um telefone no palco que Bono ocasionalmente faz chamadas do palco e ocasionalmente liga para a casa branca ou para pedir pizza ou sei lá... hum, sexo por telefone...

Don: Então você tem um tipo de sampler do que está lá fora, nas ondas de rádio...

Edge: Sim, é mais ou menos como informação central.

Mark: Uma coisa que eu estou curioso é que cada vez mais e mais há controvérsias sobre samplers e questões de direitos autorais, e pensei que uma coisa que você está fazendo na turnê Zoo TV é que você estava tirando dessas transmissões de TV- material com direitos autorais e então re-transmitindo ali mesmo no local onde as pessoas pagam por um ingresso - e eu me perguntei o que você pensa sobre isso.

Don: E se você teve algum problema, se alguma vez pensou que fosse ilegal.

Edge: Não, quer dizer, eu fiz essa mesma pergunta no começo: vai ser um problema? E aparentemente, eu não acho que há um problema. Quero dizer, em teoria, não tenho problemas com samplers. Acho que quando um sampler torna-se apenas parte de outra obra, então não tem problema. Se o sampler é, roubar uma ideia e repetir a mesma idéia, alterá-la ligeiramente, é diferente. Estamos usando o visual e imagens em um contexto completamente diferente. Se for uma transmissão ao vivo, é como alguns segundos no máximo. Não acho, no espírito, que há qualquer problema...

Don: Então você diria que uma abordagem fragmentária é o caminho a percorrer.

Edge: É. Você sabe, como em termos musicais, nós já sampleamos coisas, as pessoas usam samplers nossos o tempo todo, você sabe, eu ouço um loop estranho de bateria do U2 em uma canção dance ou qualquer outra coisa. Você sabe, eu não tenho qualquer problema com isso.

Don: Bem, isso é interessante, porque estamos envolvidos em uma situação semelhante ao longo destas linhas ...

Rus: Don e Mark, além de ser colaboradores ocasionais da Mondo 2000, são membros de uma banda chamada Negativland.

Don: Fomos processados ​​pela Island por um sampler de uma pequeno fragmento de um dos seus registros.

Edge: Sim

Mark: Nós acabamos mandando alguns pacotes de material nos últimos tempos para você e algumas cartas, e não sei que tipo de comunicação pessoal você tem sobre ele.

Edge: Sim, eu não consigo lembrar a seqüência exata dos eventos, mas ele foi apresentado assim para nós: "Aqui está o registro, aqui está o encarte do álbum, a Island realmente está no caso aqui, e eles se opuseram, porque eles sentem que, devido à arte da capa, este é em um momento em que muitas pessoas estão esperando um novo disco do U2", e eles sentiram que, a partir de seu próprio ponto de vista, em um puro sentido de negócio, nada sobre a arte, eu só acho que eles sentiram que havia uma chance de que as pessoas iriam comprar este registro em uma loja de discos e pensar: "Oh, este é o novo álbum do U2".

Mark: Mas que na verdade era... quero dizer, no contexto que o U2 está dentro, você ter uma idéia de fazer algo que é subversivo, e nós estamos correndo em torno do caminho lá em baixo na música underground, e estamos fazendo coisas que achamos que são um pouco subversivas... mas a coisa que fizemos foi - você sabe, o processo da Island lidou com isso como se fosse uma fraude ao consumidor que pretendia arrancar algo de inocentes fãs do U2, e que de alguma iriamos ganhar milhões de dólares vendendo esses registros. Eles podem não gostar da intenção artística do registro, você sabe, você e sua banda podem se sentir ofendidos com o que fizemos, mas ninguém alguma vez em alguma forma reconheceu que o registro era outra coisa. E ainda, na verdade, quando você olha para a capa e você ouve o disco, olha em todo o pacote, há um avião U-2 na capa e outras coisas que são bastante óbvias de que se trata na verdade de uma afirmação artística... novamente, você pode não gostar, mas é uma afirmação sobre algo.

Edge: Comigo não, não tive qualquer problema com ele. Acho que Casey Kasem poderia ter. Houve um problema, e quando percebemos o que estava acontecendo era tarde, e na verdade nós abordamos a gravadora em seu nome e dissemos: "Olha, vamos lá, isso é, isso é muito pesado..."

Don: E o que eles disseram?

Edge: Nesse ponto, no ponto de princípio, sua atitude foi: "bem, OK, não vamos olhar para os danos, mas nós, não estamos prestes a engolir nossos próprios custos legais." A forma como acabou, eles estavam olhando para os custos, não para os danos.
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