O U2 prestou homenagem ao falecido Shane MacGowan com uma nova gravação de "Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah", lançada como single do álbum tributo '20th Century Paddy — The Songs Of Shane MacGowan'.
Lançada originalmente em 1988, "Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah" exibiu a fusão singular de energia punk e sagacidade poética de MacGowan. A nova interpretação do U2 se inspira nesse mesmo espírito, trazendo à música as linhas de baixo marcantes, a textura da guitarra e a dinâmica de um show de arena característicos da banda.
Refletindo sobre MacGowan e a voz singular que ele criou, The Edge disse que suas contradições eram essenciais para o que o tornava um artista tão fascinante.
"Shane MacGowan era cheio de contradições — e era aí que residia a sua essência", afirmou. "Ele conseguia ser preciso no que importava e gloriosamente despreocupado com todo o resto. Se isso soa como uma espécie de atuação, talvez fosse. Mas, como disse Oscar Wilde, 'uma máscara nos diz mais do que um rosto'."
"O sorriso torto, a selvageria, as inflexões da velha Irlanda – não eram disfarces, mas sim sinais. Uma forma de se inserir numa linhagem que ia do contador de histórias de pub ao palco punk. Em algum lugar entre John B. Keane e The Clash, ele encontrou uma voz que parecia ao mesmo tempo ancestral e completamente contemporânea".
O que ele fez com essa voz, continuou The Edge, foi notável.
"Ele juntou elementos que não pareciam se encaixar — tradição folk, memória política, humor negro, romance — e os fez soar inevitáveis", disse ele. "Suas canções soam como se sempre tivessem existido. Ele se dissolveu nelas e, nesse processo, criou o mito de Shane MacGowan. Os detalhes de sua vida mal vêm à tona, mas você descobre exatamente o que lhe importava. E esse é o ponto".Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah - Official Lyric Video
