Brian Eno revelou o que o atraiu a trabalhar com Talking Heads e U2. Já consagrado como artista por mérito próprio, Brian Eno se juntou ao Talking Heads em um momento crucial da carreira da banda. Impulsionando-os para novas direções, o produtor ajudou o grupo a romper barreiras.
Mais tarde, alcançando fama mundial por seu trabalho com o U2, Brian Eno revelou o que o motivou a trabalhar com esses artistas. Em entrevista a uma rádio alemã, o produtor refletiu sobre sua paixão pelo minimalismo.
"Eu admiro os minimalistas. Sempre gostei de pessoas que conseguem grandes resultados com pouco esforço. Acho que isso acontece porque... na verdade, sempre gostei de minimalistas. Quando criança, o primeiro pintor de que realmente gostei foi Mondrian", disse ele.
"Parecia mágica que alguém pudesse fazer algo tão simples como aquelas pinturas típicas de Mondrian com três cores primárias, que algo tão simples pudesse ter um efeito tão grande em mim. E eu sempre fiquei muito mais impressionado com esse tipo de mágica do que com as pessoas que usavam todos os truques possíveis e todas as cores, e isso não me parecia mágica".
Continuando, o produtor insistiu que músicos obcecados são essenciais para o seu trabalho. "Agora, eu acho que tudo de bom surge da empolgação ou da obsessão: você não precisa estar empolgado para ser obcecado e não precisa ser obcecado para estar empolgado. Mas você precisa ser um ou outro, ou alguma mistura dos dois, para fazer qualquer coisa".
Referindo-se a alguns músicos do passado, Brian Eno usou Talking Heads e U2 como exemplo. "Para dar um exemplo, acho que Tina Weymouth foi uma das grandes baixistas, mas ela não se encaixa no padrão convencional de uma boa baixista. Sabe, se você pedisse para ela tocar um trecho de alguma música do Bootsy Collins, por exemplo, ela provavelmente não conseguiria, mas ela simplesmente fazia algo que funcionava muito bem para aquela banda".
"Bem, o mesmo vale para o Adam no U2. Você não consegue imaginar o U2 sem o Adam; simplesmente não consegue imaginar aquela banda. Mas ele não é um 'bom baixista' no sentido típico, ele é simplesmente o baixista perfeito para aquela banda".
