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domingo, 11 de janeiro de 2015

The Edge está fazendo um upgrade no seu rack para a nova turnê do U2

O músico Márcio Fernando (da página U2 SONGS do Facebook), é colaborador e seguidor aqui do blog!

Ele nos conta uma novidade que envolve a nova turnê do U2:

Edge foi flagrado na loja de Bob Bradshaw em Los Angeles. Na foto é Jackson Bradshaw, filho de Bob.

Edge está fazendo um UPGRADE no seu rack de efeitos para a turnê de 2015 do U2, e ninguém melhor para isso do que Bob Bradshaw!
Entraram 4 unidades de efeitos. 3 unidades do Fractal Audio System Axe FX XL e 1 unidade Fractal Audio System Axe FX II.
O rack de efeitos Fractal Audio Axe FX é o mais completo rack de efeitos, usados bastante pelos guitarristas covers do U2, pois ali tem TODOS os efeitos que o Edge usa desde o começo do U2 até os dias de hoje e muito mais efeitos com a qualidade de som inigualável.

Mas quem é Bob Bradshaw?
Ele é um designer de customização de efeito para guitarristas, e constituiu sua empresa em 1980 chamada CAE (Custom Audio Electronics).
Ele é que faz a construção e customização nos racks de efeitos do The Edge desde os anos 80.

O sistema Bradshaw funciona assim:

O sistema criado pelo Bob Bradshaw é usado para dar bypass em racks e pedais com buffers, mas ele não resolve o problema interno dentro destes aparelhos, este sistema é muito prático quando o guitarrista precisa de um som pronto tipo chorus, delay e reverb.
Um pedal true bypass não precisa de sistemas como o switch system para evitar perdas de sinal.

Não entendeu? Quem sabe você entenda dessa forma:
Ele conecta pedais, amplificadores e racks a um footswitch na qual você pode ligar e desligar individualmente cada efeito/distorção e programar eles também.
Por exemplo: Em uma certa música, você precisa de delay, do seu segundo amplificador e de chorus, você programa tudo e quando pisa no footswitch que você programou, liga toda a parafernália que você precisa.
Uma vez feito esse sistema, não poderá mais retroceder.
Ficou fácil, né?

Aqui o vídeo de Dallas testando o sistema que Bradshaw fez para a Popmart Tour em 1997.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Áudio IEM estéreo de um ensaio de "Vertigo" para show do U2 no México na turnê 360°

Áudio IEM estéreo de um ensaio da canção "Vertigo" para show do U2 no México, no dia 14 de Maio de 2011 pela turnê 360°.
Nesta passagem de som, a banda toca uma versão diferente da canção! A guitarra de Edge é o destaque!



IEM'S são dispositivos utilizados por músicos, engenheiros de som e audiófilos para ouvir sua música ou ouvir uma mixagem personalizada trabalhada de vocais e instrumentos de palco para performances ao vivo ou em um estúdio de mixagem.

U2, por Larry Mullen

Foi ele que, em 1976, colocou um aviso no quadro da escola Mount Temple, procurando músicos para formar uma banda. E foi ele quem começou tudo isto. E chegou a vez dele falar: "Eu sei que pode parecer ridículo – devem estar pensando: "Então, está na área errada, não, amigo?" E provavelmente é até verdade. Mas a minha paixão é tocar bateria no U2. Dar concertos e fomentar o meu espírito criativo num estúdio são as minhas drogas que escolhi. Quando comecei com isto, a idéia de me tornar uma estrela de rock era ridícula. Não sei até que ponto ser uma grande estrela de rock e tocar bateria se encaixa, e as pessoas que tentam combinar as duas coisas geralmente acabam mortas ou em centros de reabilitação. Eu prefiro ficar batendo em coisas.
Já li muita porcaria sobre o U2. Sempre que nos vejo descritos de uma forma mítica como mestres do nosso destino, me dá vontade de rir. Estar no U2 é mais como andar num comboio descontrolado, ao qual nos seguramos com força para não cair.
A minha função no U2 é manter as coisas estáveis. Ao longo dos anos, a banda enfrentou com dificuldade, imperfeições musicais, por isso, só o fato de tocarmos juntos pode ser um desafio. Os concertos podem ser uma espécie de obstáculo e, por vezes, nós tropeçamos. Portanto, como baterista, tento ser o elo firme. Se há alguma dúvida sobre o tempo de alguém na música, eles olham para mim e sabem que eu resolvo a situação. Falar é fácil...
Eu e o Adam contamos muito um com o outro. O Edge podia estar pressionando botões, experimentando sons diferentes e o Bono subindo em andaimes e saltando para o meio do público – às vezes nem sequer sabíamos onde ele estava. Durante a grande parte do tempo, era só eu e o Adam em palco, por isso tínhamos de interagir e se comunicar um com o outro.
Pode se dizer que o U2 é uma democracia... mas apenas no sentido grego clássico, quando a democracia estava nas mãos de quem detinha o poder. O processo de tomada de decisão é o mesmo de quando começamos. Quem melhor conseguir fundamentar os seus argumentos e articular as suas idéias ganha o dia. Quando se pertence a uma banda com um membro tão ruidoso, falador, argumentativo e persuasivo como o Bono, as coisas podem tornar-se bastante complicadas para os outros membros.
Todos temos diferentes necessidades e somos pessoas bastante distintas, com personalidades diversas. Somos um só, mas não somos, definitivamente, os mesmos. Se há algo de especial no U2, não tem nada a ver com cada um de nós individualmente. É algo que acontece quando nos juntamos como um todo, num palco ou num estúdio. É uma experiência estranha e difícil de descrever. Mas é a única razão pela qual ainda fazemos isto. Quando tocamos juntos, algo de extraordinário acontece."

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Áudio IEM estéreo de The Edge da performance de "Miss Sarajevo" em show do U2 no México na turnê 360°

Áudio IEM estéreo de The Edge da performance de "Miss Sarajevo" em show do U2 no México, no dia 14 de Maio de 2011 pela turnê 360°.
Ouvimos em detalhes o piano tocado por Edge nesta versão ao vivo, além de seus vocais:



IEM'S são dispositivos utilizados por músicos, engenheiros de som e audiófilos para ouvir sua música ou ouvir uma mixagem personalizada trabalhada de vocais e instrumentos de palco para performances ao vivo ou em um estúdio de mixagem.

Segredos Revelados: a lata giratória com luzes em "Bad" na turnê Elevation

Para a performance de "Bad" nos shows da turnê Elevation do U2 em 2001, os designers tinham algumas luzes personalizadas em seu arsenal para usar.
Basicamente, o dispositivo elétrico foi um projeto feito à mão usando uma lata de lixo giratória e uma luz brilhante. Era conhecido como "ripple drum" (tambor de ondas) e consistia de um dispositivo elétrico 5kW nu, rodeado por uma lata de lixo pintada de preto, com furos nela.

A lata gira e lança raios aleatórios de luz na platéia. A equipe usou quatro desses montado na superfície do palco. O equipamento de iluminação também continha alguns DWEs (as luzes circulares usadas para iluminar o público), algumas luzes ETC Source Four e algumas Lowel-Light Omni e Tota Lights.
Para controles, Willie Williams usou um console Avolites Pearl e Ramus usando um console Jands.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

U2 em imagens do box da 9° Temporada de Os Simpsons

O episódio comemorativo de número 200 da 9° temporada dos Simpsons, transmitido em 26 de Abril de 1998, teve a participação do U2, e foi vencedor de um Emmy!
Além do episódio, nos extras do DVD há 'A Dialogue With U2', que mostra a banda (menos Larry) nos estúdios de dublagem da FOX, gravando as vozes para o episódio, e também há depoimentos da equipe de produção, que fala que a banda não foi pontual para a gravação!


Confira imagens do box em DVD, trazendo o U2:


Áudio IEM estéreo de The Edge da performance de "One" em show do U2 no México na turnê 360°

Áudio IEM estéreo de The Edge da performance de "One" em show do U2 no México, no dia 14 de Maio de 2011 pela turnê 360°.
Se ouve perfeitamente cada acorde da guitarra de Edge!



IEM'S são dispositivos utilizados por músicos, engenheiros de som e audiófilos para ouvir sua música ou ouvir uma mixagem personalizada trabalhada de vocais e instrumentos de palco para performances ao vivo ou em um estúdio de mixagem.

Videoclipe de "Numb" do U2 foi inspirado em vídeo de Elvis Costello de 1984

De volta ao hotel, enquanto estava na Alemanha em 1993, o U2 estava tendo uma reunião no bar com Kevin Godley, que havia dirigido o especial de TV da banda, para o Dia de Ação de Graças na primavera em Los Angeles.
A banda tinha pedido à Godley para voar o quanto antes para filmar um videoclipe para "Numb", uma escolha pouco comum para a primeira música de 'Zooropa' lançada nas rádios. Edge é o principal vocalista na música, e será a sua estréia com o papel principal em um clipe. Uma pena para o Edge que a banda só possa passar um dia gravando o clipe, e que esse dia é amanhã.
O U2 espremeu a sua imaginação para surgir com um conceito que pudesse ser genial, original, e – o mais importante – que necessitasse de apenas um cenário. A idéia que eles tiveram foi parcialmente inspirada por um velho vídeo de 1984, do Elvis Costello ("I Want to Be Loved").

"E se nós sentássemos o Edge em frente à câmera, como se ele estivesse assistindo TV, e ele permanecesse impassivo, cuspindo as palavras, enquanto várias pequenas coisas engraçadas acontecem com ele? Isso requer apenas uma tomada, sem estúdio, e várias boas idéias para serem feitas com o Edge."
Todos os membros da banda pegaram pedaços de papel e fizeram sua própria lista do que eles gostariam de ver acontecendo com o Edge sentado na cadeira. A lista do Edge era cheia de sugestões do tipo: "linda mulher beija Edge". O guitarrista é ignorado quando as idéias dos seus companheiros são lidas em voz alta: "Edge leva um soco", "empurrar o nariz do Edge com um cigarro", "quebrar um ovo na cabeça do Edge".
Bono percebe a cara preocupada do seu amigo e sussurra que talvez o Edge esteja um pouco nervoso por ter que ser a estrela principal do filme.

Do livro 'U2 At The End Of The World'

Tradução: Forum UV (Ultraviolet Fã Clube)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Áudio IEM estéreo de The Edge da performance de "Zooropa" em show do U2 no México na turnê 360°

Áudio IEM estéreo de The Edge da performance de "Zooropa" em show do U2 no México, no dia 14 de Maio de 2011 pela turnê 360°.
Um áudio super interessante!



IEM'S são dispositivos utilizados por músicos, engenheiros de som e audiófilos para ouvir sua música ou ouvir uma mixagem personalizada trabalhada de vocais e instrumentos de palco para performances ao vivo ou em um estúdio de mixagem.

Bono conta sobre seus últimos contatos com Charles Bukowski

Lançado no ano de 1993, o disco 'Zooropa' do U2 entrou nas paradas da Inglaterra e Estados Unidos na posição de número um, e incluía a faixa "Dirty Day", dedicado ao autor lendário, "escritor maldito da literatura norte-americana", o alemão Charles Bukowski.
Bono contou em 1995: "Bukowski é uma personagem incrível. Ele veio nos ver tocar na ZOOTV. Ele disse: 'Eu não ia a um show de rock desde os anos 70', e Larry cantou 'Dirty Old Town' para ele e dedicou a ele. E ele é este cara durão de 75 anos com lágrimas nos olhos dele."

Bono continua: "Ele me ligou uma vez em casa no ano de 1994, para dizer que ele estava morrendo. Era 06:00 e ele estava um pouco tímido.
Na próxima vez que ele ligou, mais solto, ele disse: 'estou em apuros. Eu estou fodendo com o Sr. Morte e eu acho que eu vou perder quando Junho chegar.' E ele fez, ele morreu, logo depois disso."

"Helter Skelter" ao vivo com BPM’s diferentes


O músico Márcio Fernando (da página U2 SONGS do Facebook), é colaborador e seguidor aqui do blog!

Hoje ele é quem nos explica sobre BPM'S com o U2, e vai nos mostrar em vídeo como o U2 alterou ao vivo o andamento da canção que abre o disco 'Rattle And Hum'!

"Toda a música tem um andamento, e esse andamento vamos chamá-lo de BPM, beats per minute (Batidas por Minuto). Esses BPM são usados na forma de metrônomo, uma batida constante que uma banda usa para gravar um álbum ou para tocar ao vivo, para que os músicos não percam o andamento da música.
Até o lançamento do disco 'The Unforgettable Fire' de 1984, o U2 só havia usado metrônomo em estúdio para a gravação de 'Boy', 'October' e 'War', mas nunca ao vivo.
A partir de 1984 até 1989, somente o Larry usava o metrônomo nos fones de ouvido porque nas músicas "Bad", "A Sort Of Homecoming", "Where The Streets Have no Name", "With Or Without You" e "One Tree Hill", tinham sequencers de teclado e/ou percussão e para não perder o tempo dessas músicas, fones com metrônomo era usado.
Sem o metrônomo, as músicas aceleram e desaceleram num ritmo constante em cada música e podemos notar essa diferença de ritmo nos posts aqui do Blog em ‘How Long Must We Sing This Song’ onde as performances antigas entram em conflito no andamento com as performances novas.
Abaixo temos um exemplo do U2 tocar a mesma música com andamentos diferentes, isso antes da banda usar metrônomo.


O U2 começou a usar o IEM (In-Ear Monitor, uma espécie de fones de ouvido de altíssima qualidade) em 1992 nos shows ao vivo, pois além do músico poder escutar ali só o que lhe convir, fica também um loop de metrônomo para que eles mantenham o ritmo constante em cada música, pois de 'Achtung Baby' até agora, o U2 incorporou muitos elementos de teclados e percussão em suas músicas.
Mesmo tendo músicas como "Pride", "Bullet The Blue Sky", "I Still Haven’t Found" dentre outras antigas que não tem um loop de teclados e/ou percussão e que não precisariam usar metrônomo, eles mesmo assim usam por 3 motivos óbvios:

1 – O andamento fica constante, a música fica mais agradável;
2 – Evita que os músicos se cansem acelerando e perdendo o pique mais tarde.
3 – O U2 trabalha com imagens nos telões que precisam ser sincronizadas com a banda ao vivo. Tudo cronometrado.

Com metrônomo o U2 perdeu aquela energia que tinham antes de usar o IEM?? Não, apenas ficaram mais velhos!

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Em recuperação de seu acidente de bicicleta, Bono aparece em vídeo de pedido de casamento

Ainda em recuperação do acidente de bicicleta que sofreu em novembro de 2014 no Central Park, Bono pode ser visto em vídeo inédito, junto com sua esposa Ali, dizendo palavras de sabedoria para a união de um casal: Cliff Henry e sua namorada de infância, Fiona!
O vídeo foi feito nas localidades de Dublin, e foi disponibilizado no site da Hot Press.
O vídeo teve ajuda da banda Keywest, também da Irlanda.

"Casamento é como um ato de grande loucura", disse Bono. "Você pula do topo da Colina de Killiney e descobre que você realmente pode voar."

Este vídeo foi gravado em Novembro de 2014, mas não se sabe se antes ou depois do acidente de Bono. Ele mexe o braço esquerdo neste vídeo, e em fotos depois do acidente ele apareceu com este braço imobilizado. 
Sites dizem que isto foi gravado durante a recuperação de Bono, ou seja, após o acidente.
Mas provavelmente foi gravado antes, pois a lesão no ombro por causa do acidente foi grave e ele não conseguiria em tão pouco tempo depois, ter esta mobilidade para movimentar os braços.

Segredos Revelados: o efeito de luzes na performance de "Where The Streets Have No Name" na turnê Elevation

Na turnê Elevation do U2 de 2001, para a performance de "Where The Streets Have No Name" foi criado um efeito na plataforma que só poderia ser descrito como deslumbrante.
Quando os motores baixavam as quatro treliças posicionadas diferentes durante a introdução da canção, luzes de sinalização da polícia foram modificadas para a cor branca e montadas verticalmente dentro da treliça. Elas começaram a girar e emitir apenas esta luz clara.
Os motores com a sinalização giravam as luzes na mesma direção, mas eles foram configurados fora de sincronia, para que um efeito de chuva fosse produzido com as luzes, no momento que a bateria entrasse na performance.

Áudio IEM estéreo de The Edge da performance de "Walk On" em show do U2 no México na turnê 360°

Áudio IEM estéreo de The Edge da performance de "Walk On" em show do U2 no México, no dia 14 de Maio de 2011 pela turnê 360°.
Os backing vocais de Edge são bem audíveis, além de sua guitarra!


IEM'S são dispositivos utilizados por músicos, engenheiros de som e audiófilos para ouvir sua música ou ouvir uma mixagem personalizada trabalhada de vocais e instrumentos de palco para performances ao vivo ou em um estúdio de mixagem.

U2, por The Edge

Com a palavra, The Edge: "Parece impossível contemplar uma existência fora da música, mas honestamente eu não sei se me tornaria um músico profissional se o U2 não tivesse me feito acreditar que isso seria possível. Nós estivemos juntos durante toda nossa vida adulta, o que demonstra um incrível nível de comprometimento e solidariedade entre 4 pessoas que decidiram formar uma banda em 1976. Todas as razões que justificavam a idéia, naquela época, ainda permanecem verdadeiras. Nós ainda podemos fazer ótima música juntos, fazer surgir idéias originais e fazer shows emocionantes, empolgantes, espirituais, lidando com a possibilidade que tudo pode acontecer.
Num certo nível, o U2 é uma banda muito disfuncional. Nós nos tornamos a banda que somos porque nós não éramos músicos capacitados. Não éramos capazes de tocar músicas de outros artistas, então tínhamos que criar as nossas. Essa deficiência musical ainda nos ronda. Às vezes quando nós estamos nos preparando para viajar para tocar eu ouço nossos discos antigos e coço a cabeça, imaginando "o que eu toquei aqui? Está meio estranho, como eu fiz aquilo?" De qualquer maneira, fomos guiados a transformar o nosso ponto fraco em um ponto forte. Nós podemos não ser a banda mais talentosa da história do rock & roll, mas acho que estamos entre as mais originais.
A química das personalidades é um grande fator. Bono tem um impulso irreprimível de ser grande, de cobiçar a vida. Ele quer experimentar de tudo, o que faz dele muito vulnerável. Às vezes eu me preocupo que a mídia tenha criado um mito sobre quem ele é e no que ele se apóia. Espero que esse "hype" não impeça as pessoas de perceberem que ele é apenas um homem que está tentando se encontrar. É parte da luta de todos descobrir o que eles estão fazendo e para onde eles querem ir. O U2 escreve músicas sobre a luta, mas nós mesmos somos tão confusos quanto qualquer outra pessoa.
Eu sou guiado por caminhos diferentes dos de Bono. Eu tenho uma curiosidade que me convence a querer encontrar caminhos de fazer música nova e eu tenho o foco para manter seguindo até realizar nossas metas. Eu e Bono juntos anulamos a determinação, concentração e energia um do outro.
Adam e Larry são os contrapontos de Bono e eu. Adam tem uma alma incrível, a consciência improvável da banda. No começo, quando nós 3 estávamos no fervor de nosso Cristianismo, Adam era, de fato, o mais cristão em sua tolerância e humanidade. De algum modo, por ele não precisar se preocupar muito com a música ou as letras, ele tem uma liberdade para contribuir com elementos que você nunca pensaria, liberdade para inserir alguma coisa que estava fora de discussão. Ele é, naturalmente, nosso "avant-garde". Larry é uma pessoa prática, séria e profundamente cautelosa que sempre puxa a rédea quando nós nos empolgamos demais. Ele está sempre lá para manter o barco firme quando ele está indo em direção às pedras, enquanto eu tenho meu telescópio apontado para outra direção ou quando Bono está fora da torre e Adam está perdendo tempo na cabine do comandante.
Nós crescemos juntos. Nós aprendemos a tocar músicas juntos. Em muitos aspectos a maneira como nós pensamos é quase telepática. Quando Bono está cantando, eu sinto aonde ele quer chegar através dos acordes. Mesmo quando estou compondo sozinho, ouço a voz dele conforme as idéias vão surgindo. Mas a coisa mais interessante é quando aquelas músicas passam para o próximo estágio e Adam e Larry aparecem e tocam conosco - toda uma nova evolução surge. Eu acho que, no final, é isso que fortalece a banda, quando você é capaz de tirar proveito de 4 diferentes perspectivas. É algo tão magnífico que nenhum de nós poderia alcançar sozinhos."
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