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domingo, 23 de março de 2014

Neil McCormick conta história de Bono no colégio, e cita título de canção inédita do U2 dos primeiros anos

Neil McCormick contou para a Hot Press em uma entrevista, que um dia, no outono de 1977, Bono entrou em escola com um curto corte de cabelo, roupas estilo anos sessenta, mal-humorado e usando uma corrente que se estendia de um anel, para um alfinete na boca dele. Ele causou um pequeno tumulto nos corredores da escola, com crianças e jovens que começaram a chorar e fugir dele.
A namorada dele, Ali, não quia chegar perto dele e terminou o namoro (que foi reatado no final do dia). Os professores não estavam contentes. Mas Bono estava.
Na sala dos monitores, ele piscou para Neil e tirou alfinete, demonstrando como na verdade não precisava furar seu rosto para mantê-lo no lugar. Ele parecia muito satisfeito com a resposta que sua aparição havia provocado.
Neil também citou títulos conhecidos de canções do U2, dos primeiros anos da banda, que jamais foram lançadas oficialmente, como "Life On A Distant Planet", "The Fool", "Cartoon World", "Speed Of Life", "Concentration Cramp" e "In Your Hands".
E Neil então citou um título de uma canção inédita, que é desconhecida pelos fãs, não há áudio dela e nenhuma informação adicional: "So Sad".

sábado, 22 de março de 2014

Fotografando Bono e a Árvore do Joshua

As fotografias cinematográficas da paisagem do deserto americano em preto e branco são extremamente evocativas no álbum 'The Joshua Tree' do U2, de 1987.
Esta foto de Bono em frente de uma árvore Joshua, foi tirada com uma câmera panorâmica juntamente com fotografias da banda no interior desdobrável do encarte e da parte de trás da capa do disco.
A fotografia solitária de Bono tem um sentimento melancólico adorável para isso, e Bono torna-se parte da paisagem em si. Seu contraste profundo e nebulosidade e sentido de queda de luz, emprestam para criar um tom atmosférico. A fotografia remete para uma idade mais adiantada da fotografia das grandes paisagens americanas pelos gostos de Ansel Adams.
O local real, uma estrada a caminho de Death Valley, Califórnia, foi descoberto por Anton Corbijn do ônibus da turnê que a banda estava viajando nele. Era uma única árvore em vez de um grupo de árvores que eram mais normais. Anton tinha fotografado estas árvores anteriormente com Captain Beefheart e estava em rota para esse local quando viu a árvore singular.
Esta árvore foi derrubada.

Ryan Tedder confirma que está trabalhando na produção de canções do novo álbum do U2

Essa vem do site @U2: em uma recente entrevista publicada no site Standard.co.uk, o produtor, compositor e músico Ryan Tedder, falou brevemente sobre sua colaboração atual com o U2. A Revista Billboard anteriormente havia dado em primeira mão que o vocalista do OneRepublic havia sido chamado para trabalhar no disco do U2.
Tedder diz que ele trabalhou em seu muito atrasado 13° álbum, como uma adição tardia para a fase de produção. Ele não está escrevendo nenhum material: "Bono é, sem dúvida, um dos maiores letristas de hoje", diz ele. "Além disso, eu ouvi o novo material, é simplesmente fenomenal. Quando eu comecei com o OneRepublic, o U2 estava lá como um quadro de referência. Uso as letras de Bono como um guia de como fazer isso, como o cantor líder de uma banda".

sexta-feira, 21 de março de 2014

Bono estaria planejando uma vinda ao Brasil para a Copa do Mundo 2014

Bono deseja desembarcar no Brasil durante a Copa do Mundo de 2014. De acordo com a colunista Mônica Bergamo do jornal "Folha de S. Paulo" desta sexta-feira (21), o líder do U2 faz planos para chegar ao país em junho.
E ele não viria sozinho. O cantor pretende trazer o amigo bilionário Bill Gates, fundador da Microsoft, na viagem. Os dois são engajados em prol da diminuição da pobreza do mundo. Bill, inclusive, é famoso por fazer doações milionárias e por ser o criador da campanha "The Giving Pledge" (O Compromisso de Doar) que incentiva ricos a fazerem doações.
Recentemente, Bono usou sua influência para ajudar crianças a virem ao Rio participar da Copa do Mundo de Crianças de Rua, marcada para acontecer na semana que vem. Ele interveio ao pedir que os vistos de crianças da África e Índia, que ainda não tinham a liberação de seus passaportes, fossem liberados por postos do Itamaraty.
Larry Mullen foi um dos apoiadores da campanha também.
Segundo a publicação, Bono, que é amigo da ONG Street Child United, organizadora da Copa infantil, pediu que seu porta-voz ligasse para parlamentares do PT para acelerarem a emissão dos documentos. Depois da solicitação, o órgão do Poder Executivo começou a conceder os passaportes permitindo a viagem das crianças ao Brasil pelo prazo de 30 dias.

Do site: Pure People

Duas garotas invadem palco do U2 em show no México na turnê 360°

Em maio de 2011, o U2 tocou no Estadio Azteca no México, pela turnê 360°. E os seguranças da banda tiveram trabalho na terceira noite das apresentações.
Durante a performance da canção "Vertigo", duas fãs da banda conseguiram burlar a segurança e invadiram o palco do U2, mas três seguranças agiram rapidamente.

Aqui o vídeo do exato momento da invasão, onde se pode ver a primeira garota passando por todo mundo, e segunda garota sendo contida antes de conseguir correr pra direção dos integrantes:


O vídeo completo da performance:

Video: U2 Various TV Appearances 1978-1986

Já há algum tempo, rola no mercado de bootlegs, um VHS (e também um DVD) não oficial compilado por fãs do U2, com apresentações da banda desde a fase The Hype em 1978, em programas de TV na Irlanda, Inglaterra e alguns lugares da Europa.
São verdadeiras preciosidades do U2 tocando seu material entre 1978 e 1986, inclusive canções raras nunca lançadas oficialmente pela banda, e também versões cruas de canções que depois viriam à ser retrabalhadas e lançadas em uma versão final nos álbuns.
Os fãs só tinham acesso à este material, através de fã clubes e sites de venda de materiais. Mas há pouco tempo este material surgiu para compartilhamento em torrent, e agora um fã disponibilizou o conteúdo na íntegra via You Tube!

U2 TV Appearances - Ireland, U.K., Europe) 1978-1986

Youngline RTE TV Dublin Ireland
1. Street Mission

Aspects of Rock
2. Life on a Distant Planet

The Late Show 1980 RTE TV Dublin Ireland
3. Stories for Boys

Queen's University 1981
4. The Ocean
5. 11 o clock tick tock
6. Cry - The electric co.
7. Out of Control

MANDAGSBORGSEN 1981
8. 11 o Clock Tick Tock
9. I Will Follow

TOTP BBC TV London 1981
10. Fire

Something Else United Kingdom 1982
11. Rejoice
12. I Will Follow
13. With a Shout

Get Set For Summer 1982
14. Gloria
15. A Celebration
16. Rejoice

Kenny Everett Show 1983
17. Two Hearts Beat as One

TOTP 1983
18. New Years Day

THE TUBE 1983
19. I Will Follow

TV GAGA RTE TV Dublin Ireland1986
20. Womanfish
21. Trip Through your Wires
22. Knocking on Heavens Door

Linha da canção "City Of Blinding Lights" seria sobre Ali e Edun

O título da canção "City Of Blinding Lights" do U2 refere-se à cidade de Nova Iorque, um dos lugares favoritos de Bono: "Coração de néon, olhos fluorescentes, uma cidade iluminada por vaga-lumes."
"Blinding Lights" é uma alusão à iluminação constante das grandes cidades, onde a noite nunca é muito escura.
E como em inúmeras canções do U2, Bono fala sobre amor, mas não se sabe se algumas frases são diretamente dirigidas para sua esposa Ali: "você está linda hoje à noite, na cidade das luzes que cegam". "Sinto sua falta quando você não está por perto".
Ali fundou uma empresa de roupas ecológicas chamada Edun. E provavelmente é sobre isso a linha: "Eu vi você caminhar sem medo, eu vi você nas roupas que você fez".
As letras são de um Bono tranquilo, quem também está preocupado com a passagem de tempo, e o fato de que ele se tornou um rock star velho, como ele muitas vezes chama à si mesmo: "o que aconteceu com a beleza que eu tinha dentro de mim?"
Mas em toda esta introspecção, ele ainda permanece confiante e termina a canção com: "tempo não vai me deixar como sou, mas o tempo não vai levar o garoto de dentro deste homem".

quinta-feira, 20 de março de 2014

Homenagem à Ayrton Senna ficou de fora das apresentações do U2 no Brasil em 1998 na turnê Popmart

O "homem que conseguiu trazer o U2", o empresário Franco Bruni transformou-se, no transcorrer do dia da primeira apresentação do U2 em São Paulo em 1998, do homem que não teve culpa de nada que deu errado (ou seja, quase tudo) no Rio de Janeiro, para o homem que não teve culpa de nada que deu certo (ou seja, quase tudo) na estréia em São Paulo.
A Folha de São Paulo na época acompanhou o dia de Bruni, minuto a minuto, presenciando sucessão de passeios de uma Alice no País das Maravilhas (São Paulo), quem diria, mas convertida em metralhadora giratória que devolvia a culpa dos problemas antes enfrentados a quem quer que surgisse no caminho.
Pela manhã, Franco Bruni, equipe e seguranças saem do hotel Sheraton Mofarrej numa mercedes prateada (a mesma que buscou Bono no aeroporto, no Rio). Tranquilo.
"O controle da C&A foi terrível, feito à mão. Não consegui entender porra nenhuma sobre as vendas de ingressos até agora", dizia, logo pela manhã, para justificar não possuir dados concretos sobre vendagens de ingressos.
Enquanto rumava à Polícia Militar, para uma reunião sobre segurança, lembrava o show carioca: "Quando vi que a coisa ia ficar feia, mandei soltar a boiada das roletas. O governo carioca entregou a cidade às moscas."
Eximiu-se, também, de culpa pela venda irregular de ingressos no autódromo pela segurança que contratou. "Dizem que houve corrupção na segurança. Caguei. Como vou controlar isso?"
Na parte da tarde, saem para o aeroporto de Congonhas, para esperar o U2, sob notícias de desorganização no esquema de segurança da operação. Tenso.
Bruni dá um punhado de moedas a um menino num sinal próximo ao aeroporto. Benemerente. Chegam à empresa aérea Líder às 15h50. Amedrontado.
Toma suco de maracujá. "Eu saí fora da segurança, deixei Carlão (Carlos Martins) nisso. A banda é desobediente", conversa ao telefone. Dá ingressos às funcionárias da Líder. Nervoso.
Às 18h05, encontrava-se com a primeira-dama de São Paulo, Nicéa Pitta, para uma reunião sobre atividades assistenciais. "Admiro e apoio você. Não faço mídia nem média, é por amor ao próximo", afirmou a primeira-dama, as duas mãos dadas às de Bruni.
Bruni disse ir mostrar a Nicéa por que pleiteava a isenção do ISS sobre a arrecadação dos shows - pedido que teria sido aceito e depois cancelado, segundo ele por ingerência de um empresário de shows junto a Celso Pitta.
"A razão social é a única que me move a encarar essa empreitada. Quero usar o dinheiro que seria destinado ao ISS para construir uma fazenda para menores perto de Aparecida do Norte", afirmou.
"Vou fazer cem minifazendas para menores carentes nos próximos 15 anos. Quem fala isso é o homem que trouxe o U2 e parou o trânsito do Rio de Janeiro", disse.
Sem querer, admitiu que não era responsável direto pela ordem que sobrevoava São Paulo. "Estou com César Castanho: aqui é outro país." Da primeira-dama, correu ao U2, que estava para chegar ao aeroporto. No carro, tocava um CD pirata com gravação da "PopMart" em Roterdã.
"A maior malandragem é ser honesto, já dizia vovô", proferiu, defendendo sua integridade.
O jato chega a Congonhas com o U2. Bruni segue ao Morumbi num dos dois helicópteros que levam o U2 - o de Larry e Adam.
Não pôde negar certo estremecimento na relação com a banda. "Eles ficaram irritados com a propaganda da Skol, e Paul McGuinness (empresário da banda) me detonou para a imprensa, para a MTV mundial, para todo mundo. Não tenho culpa se a TNA, com quem fiz o contrato, não avisou a eles do comercial. Eu avisei."
A ideia de Bruni no início era que o U2 tivesse no Brasil como abertura, nomes como Oasis, Prodigy, Barão Vermelho, Lulu Santos, Rage Against The Machine ou Fun Loving Criminals.
Ainda em 1997, ele comentou: "Se houver necessidade de pagamento extra por nossa parte, prefiro pagar para ter bandas nacionais. Penso no Lulu Santos e em algo em apoio à Sociedade Viva Cazuza, talvez um show do Barão Vermelho com convidados".
Mas o que restou foi Gabriel O Pensador. E uma banda vencedora da edição do Skol Rock, Bootnafat.
Uma atração desejada por Bruni, ligada à atividades assistencialistas, e que ele afirmava estar fechada, era uma homenagem - em formato indefinido - à Ayrton Senna.
Meses antes da apresentação da banda, Bruni comentou: "O U2 avaliza tudo que envolva causas sociais, como é o caso do Instituto Ayrton Senna, que tem programas de apoio à criança. A homenagem está confirmada, só não sabemos como será feita."
Mas a coisa toda mudou nos dias dos shows no Rio e São Paulo: "Não tenho problemas com o U2. Mas estou com as fitas de homenagem a Ayrton Senna, que queria inserir no show - pergunta se tenho coragem de chegar à banda e pedir isso. Não tenho."
Já no Morumbi, trancou-se numa reunião de três horas - na pauta, direitos autorais arrestados pelo Ecad, lotação permitida pelo Contru, segurança do U2 à saída do estádio, bilheterias.
Reunião encerrada, desce para a beira do gramado do Morumbi pela primeira vez, com o estádio lotado. "Fui roubado pra caralho, mas tá aí." Emocionado. Esqueceu os problemas ao ouvir "Mission: Impossible" e correu à panorâmica privilegiada do camarote da MTV. Abraça os capos da rede de TV. "Sete anos e meio!", diz. Alegre como criança. Conversa, recebe abraços, posa para fotos e não presta atenção no show. Estufado.
Era hora de cerco de bajuladores, assédio de fotógrafos, uma ou outra espiada no show.
Entra no camarote vip do Morumbi. Conversas sociais. Bebe uma Pepsi ("Não bebo álcool").
"Espera, deixa eu ouvir essa música", interrompeu um interlocutor, já aos últimos acordes de "Sunday Bloody Sunday". "Ela é gorda, mas a dança é supersensual", comentou, ao admirar a bailarina que tomava o telão durante o solo do megalimão.
Show terminando, só tinha uma palavra a dizer: "Fiz". E ainda dispararia para uma entrevista coletiva, o peito estufado pela expectativa de reverter o bombardeio que sofrera na mesma situação, no Rio. Alice atravessou o espelho.

Reproduzindo a introdução da versão original de "Where The Streets Have No Name"

"Where The Streets Have No Name" do U2 abre com um belo som de orgão, que dura pouco mais de 1 minuto. Brian Eno, um dos produtores da faixa, é quem toca o orgão da introdução.
Em uma entrevista na década de 80, Daniel Lanois e Brian comentaram que a introdução foi criada em um Kurzweil Synth.
Mas o U2 não utiliza esta introdução original em suas apresentações ao vivo.
Márcio Fernando (da página U2 SONGS do Facebook) é um músico de Pelotas (guitarrista da banda U2 Songs), fã do U2, seguidor e colaborador aqui do blog.
Ele nos conta que é ele quem faz reproduz os teclados e efeitos das canções do U2, para sua banda tocar. Mas que ele não estava satisfeito com a introdução de "Where The Streets Have No Name" criada por ele. Ele usava "Strings" para ela.
Ao procurar algo semelhante no You Tube, ele se deparou com esta introdução, que ele achou muito próxima da original do U2:


O nome do autor do vídeo é Eric, e Márcio entrou em contato com ele, pedindo uma ajuda para a intro de "Streets".
Eric, com humildade, respondeu que ajudaria sim, sem problemas. Que ele também é músico, e não via problema nenhum em ajudar um outro músico.
Eric forneceu uma MP3 de sua intro, e utilizou o correto, "Pipe Organ", mas ele não sabia do tempo certo da música (BPM's), e gravou do jeito que deu.

E assim, Márcio, como sempre, teve que arregaçar as mangas para colocar ela no tempo certo.

Eric fez a intro que é ouvida no álbum 'The Joshua Tree', repetindo 2 vezes as notas da base para que depois disso a banda entre.
O U2 nos dias de hoje não perde muito tempo com a longa intro de "Streets", e Márcio confessa que para uma versão ao vivo fica longa demais mesmo, então ele resolveu fazer como o U2 faz hoje em dia: tocar todas as notas da base uma vez apenas, sem repetição, e assim a banda já entra na música.

Essa é a versão completa de "Streets" feita por Márcio. Em um canal sai o teclado e no outro o metrônomo, para que o baterista não se perca no tempo e a música chegue no tempo certo por causa dos teclados sequenciados:

quarta-feira, 19 de março de 2014

A regravação de "Helter Skelter" do Oasis seria mais próxima à versão do U2, do que da versão original dos Beatles?

Em 1987, o U2 gravou em um show uma versão ao vivo de "Helter Skelter" dos Beatles para seu álbum e filme 'Rattle And Hum', que foi lançado no ano seguinte.
Helter skelter é o nome de um brinquedo britânico muito popular, que consiste em um tobogã em formato de espiral.

Paul fala sobre isso no livro "Many Years From Now" de Barry Miles: "Eu usei o símbolo do brinquedo helter skelter como uma ida do topo para o fundo – a ascensão e queda do Império Romano – e esta era a queda, a decadência, a ida para o fundo. Você pode pensar que é um título bonitinho, mas é tido como referência, desde quando Charles Manson tomou como um hino, quanto as versões que as bandas punks faziam por ser um rock sujo."
Entre os dias 9 de agosto e 10 de agosto de 1969, a "família Manson" cometeu duas chacinas em Hollywood e escreveu nas paredes "Helter Skelter" com o sangue das vítimas. Na introdução da versão do U2, Bono diz: "Esta é a canção que Charles Manson roubou dos Beatles. Estamos tomando de volta!"
Também pode se notar que Bono canta diferente o trecho "you may be a lover but you ain't no dancer" cantando no lugar, "you ain't no lover but you ain't no dancer." Bono diz que foi intencional e não um simples erro ao vivo, e que foi sua maneira de "roubar de volta."
A versão do U2 é diferente da versão original da canção:

Além disso, o termo helter skelter pode significar também confusão, algazarra, desorganização.
A letra sem muito sentido fala sobre o brinquedo: "Quando eu chego ao chão, eu volto para o topo do escorregador, onde eu paro, me viro e saio para outra volta até que eu volte ao chão e te veja novamente."
Em alguns trechos ele parece estar falando sobre uma garota de programa: "Você não quer que eu te ame? Estou descendo rápido, mas estou a milhas de você/ Vamos me diga a resposta/Você pode ser uma amante, mas você não é uma dançarina."
Nos Estados Unidos, o termo "helter skelter" é muito conhecido. Charles Manson dizia que a música "Helter Skelter" continha profecias de uma apocalíptica guerra racial.
Foi lançada em 1968 no White Album:

O Oasis gravou uma versão de estúdio para a canção, que foi lançada como lado B do single de "Who Feels Love" no ano 2000. No vocal da regravação, Noel Gallagher.
Noel canta mais parecido com o jeito de Bono na gravação do U2, do que no jeito de Paul na gravação original dos Beatles:


A regravação de "Helter Skelter" do Oasis seria mais próxima à versão do U2, do que da versão original dos Beatles?

"A Wild Youth Tour": a turnê do The Hype que nunca aconteceu

Rock And Roll Hall Of Fame Museum é um museu e uma instituição em Cleveland, Ohio, Estados Unidos, dedicado, como o nome sugere, a registrar a história de alguns dos mais conhecidos e influentes artistas, produtores e outras pessoas que tiveram grande impacto na indústria do rock e do pop.
No museu pode ser encontrada a exposição 'The Early Days Of U2', que registra os primeiros anos do U2.
Um dos itens que está no museu, é um raro Press Release de 1977 do The Hype:

The Hype was formed in September 1976 by four students of Mount Temple School, to write and play their own style of music. Since then, they have played extensively, progressing from School and Charity concerts to commercial "Gigs", with two appearences at the Projects Arts Theatre, Dublin. Their break into the Media came on Thursday March 2nd, with a appearance on RTE Television.
Future plans include an extensive recording session of their own exclusive material, followed by "A Wild Youth Tour" of Ireland, to promote a "one-off" single.

The Hype foi formado em setembro de 1976 por quatro estudantes da escola Mount Temple, para escreverem e tocarem seu próprio estilo de música. Desde então, eles têm desempenhado extensivamente, progredindo de concertos escolares e de caridade, para "Shows" comerciais, com duas aparições no Projects Arts Theatre, em Dublin. Sua pausa na mídia veio na quinta-feira 2 de março, com uma aparição na RTE Television.
Futuros planos incluem uma extensa sessão de gravação de seu próprio material exclusivo, seguido pela "A Wild Youth Tour" na Irlanda, para promover um single "one- off".

Este comunicado de imprensa original da época, é visto no video abaixo, assim como o troféu original de 1978 (note no video que ele está quebrado!), de 1° lugar da banda no Limeric Civic Week (Evening Press Pop Group 1978). No dia de St Patrick, o The Hype viajou de Dublin para a cidade de Limerick, no centro oeste da Irlanda, para participarem de um concurso de talentos patrocinado em parte pela CBS Records e a Guinness. O desempenho de três canções da banda garantiu o 1° lugar.
Além do troféu, a banda levou £500 e o direito de gravar uma fita demo. Esta sessão levou o grupo à gravação do famoso U2-3.



Colaboração: Márcio Fernando - U2 SONGS

terça-feira, 18 de março de 2014

Filme Online: Mandela: Long Walk To Freedom (Legendado)

Dirigido por Justin Chadwick, com Idris Elba como protagonista, o filme acompanha a vida do líder político Nelson Mandela, desde sua infância na área rural da África do Sul, sua luta para combater o Apartheid, os 27 anos de prisão e sua eleição como primeiro presidente negro do país, em 1994.
À partir de cartas que Mandela enviou da prisão para sua esposa, o U2 escreveu a letra da canção "Ordinary Love", que aparece nos créditos finais. A música ganhou o Globo de Ouro de "Melhor Canção Original".
Bono disse: “Mandela foi um homem que se recusou a odiar não porque não tivesse raiva, mas porque achou que o amor faria o trabalho melhor. A música que escrevemos tem a ver com o filme, que é uma história de amor.”

O blog traz um player com o filme na íntegra, legendado em português:

A visão de Ivan e Neil McCormick sobre o início do U2

No outono de 1976, o irmão mais novo de Neil McCormick, Ivan, então um aluno do 2° ano na Mount Temple Comprehensive School, era orgulhoso em possuir uma cópia da guitarra elétrica Teisco Strat. Ele foi convidado por Peter Martin, um aluno do 3° ano, para levar sua guitarra para uma reunião na casa de um amigo de Peter: Larry Mullen. Eles estavam pensando em formar uma banda. Larry tinha colocado uma nota no mural de avisos da escola. Peter tinha uma guitarra e um amplificador caro, mas não sabia tocar. Ele estava indo para ser o manager.
No grande dia, outros quatro alunos da Mount Temple apareceram: Paul Hewson, Adam Clayton, Dave e Dick Evans. Todos lotaram a cozinha dos Mullens, para discutirem música. Nomes como Led Zeppelin, Deep Purple, Fleetwood Mac foram cogitados. O encontro terminou com uma jam session caótica. Ninguém realmente sabia o que estava acontecendo - havia muitos guitarristas, a amplificação não era suficiente e não houve consenso quanto às seqüências corretas das músicas sendo tocadas.
Ivan participou de mais alguns ensaios, que foram realizados em uma sala de aula na Mount Temple. Paul Hewson rapidamente assumiu as coisas e começou a organizar todos, tocando ele mesmo um pouco e gastando uma energia considerável tentando quase que magicamente convocar, persuadir e exortar a música de instrumentos dos outros. Ivan lembra uma jam quase infinita de "Smoke On The Water", uma música que ele estava ouvindo pela primeira vez.
Aos 14 anos de idade, ele era a pessoa mais jovem presente. Ele foi tolerado no início, por causa de sua guitarra, que Dave Evans o libertou durante o período de ensaios, deixando Ivan apenas dedilhando um som quase inaudível em uma guitarra acústica do próprio Dave. Peter Martin foi rapidamente extinto e Ivan comprou o amplificador dele.
De noite ele chegou em casa orgulhoso com sua nova aquisição, e Adam telefonou pra ele. Ele queria saber se Ivan tinha comprado o amp de Peter por causa do grupo. Quando Ivan respondeu afirmativamente a Adam, este improvisando descontroladamente, disse à ele que a banda tinha um show em um pub, mas Ivan não seria capaz de tocar, porque ele era muito jovem para entrar. Mesmo aos 14 anos, Ivan sabia quando ele estava levando uma cotovelada, mas diplomaticamente.
Dick Evans, aos 17 anos, o mais velho dos candidatos à estrelas do rock, aparentemente não foi tão sensível e resistiu à repetidas tentativas de diminuir o número de guitarristas em uma banda novata, simplesmente por continuar a assistir aos ensaios, até que ele mesmo havia se estabelecido como membro.
A banda, claro, tornou-se o U2, quando Dick foi finalmente, e amigavelmente, extinto.
O papel de Ivan na história U2 não é uma das mais importantes, embora suas lembranças forneçam insights em sua própria visão: para as qualidades de liderança do caráter de Bono, uma imagem de The Edge que talvez não seja aquela de dócil e muito educado como é muitas vezes sugerido, e a diplomacia gerencial de Adam no início.
Qualquer mágoa que Ivan sentiu logo foi esquecida e as relações remendadas, quando ele formou seu próprio grupo (com Neil e Frank Kearns, o 'Cactus World News'), que o jovem U2 ajudou generosamente com concessão de empréstimos de equipamentos, salas de ensaio, slots de apoio, conselhos . The Edge escreveu os acordes de "Shock Treatment" dos Ramones para eles, ainda que mais tarde descobriram que ele tinha feito completamente na ordem errada.
Larry sentou-se na bateria para um show. No entanto, considerando-se um profissional em relação à Ivan e Neil, ele absteve-se de frequentar quaisquer ensaios, resultando em um desempenho ainda mais excessivamente caótico do que o habitual, com a bateria começando e terminando pelo menos uma barra trás de todo o resto. Nem toda a ajuda deles foi tão altruístas: Adam, facilmente o membro mais pragmático, alugava sua cópia barata de um baixo Ibanez, à um preço inflacionado, predando a ignorância de Neil (e sua falta de vontade de admitir). "Tem boa ação", murmurava Adam calmamente, tocando um riff. "Sim, claro que tem", Ivan concordava, se perguntando como e onde a ação estava e se havia um switch para controlá-lo.

Imprensa sensacionalista fala de última turnê, fim do U2 e Bono em carreira solo

Os rumores do fim do U2, cada vez mais insistentes no seio da indústria discográfica, saltaram para a imprensa sensacionalista e até para o fórum do site oficial da banda irlandesa. O Daily Star britânico escreveu que depois de 38 anos juntos, a próxima turnê pode ser a última da banda.
Segundo o artigo, o fracasso das vendas dos seus dois últimos singles, tanto na Europa como nos Estados Unidos da América, com "Ordinary Love" e "Invisible", pode estar apressando um ponto final na carreira do U2.
Bono, em uma das suas últimas entrevistas, sublinhou que "a banda estava tentando perceber por que alguém iria querer um novo álbum do U2", declarações às quais se seguiu o rumor do adiamento para 2015 de um novo álbum. Se isso realmente acontecer, seria o maior espaço de tempo entre dois álbuns de estúdio do U2, tendo em conta que 'No Line On the Horizon' foi lançado em fevereiro de 2009. Os planos para uma turnê mundial e um álbum novo ainda este ano podem mesmo ser irremediavelmente adiados.
O U2, após 3 décadas, deixou de ter como empresário Paul McGuinness, o quinto elemento da banda desde o seu início e considerado o cimento que unia todos os outros, em novembro do ano passado. McGuinness vendeu a empresa que geria os destinos do grupo de Dublin, a Principle Management, à Live Nation, passando Guy Oseary, de 42 anos, a dirigir a carreira do U2. As mesmas fontes citadas como dando conta do afastamento do U2, indicam ainda a pressão para que Bono inicie uma carreira a solo o mais rapidamente possível.
Contudo, essas mesmas fontes, citadas, por exemplo, no Daily Star, não negam a possibilidade de uma última turnê do U2 - que sucederia à 360º, a maior de todos os tempos em termos de faturamento. Nesta última turnê, o grupo tocaria um repertório composto unicamente de hits, excluindo quaisquer novas canções. Seria uma turnê de despedida capaz de bater todos os recordes.
Mesmo um jornalista próximo do U2, como Brendan O'Connor, refletia sábado passado no Irish Independent, sobre a dificuldade do U2 de lançarem um novo álbum. O sucessor de 'No Line On The Horizon' (que vendeu 5 milhões de exemplares, muito pouco para o U2), já esteve agendado para o final de 2013 e posteriormente para abril de 2014. A editora Universal diz agora não existir quaisquer datas marcadas. E os fãs falam, nos foruns do U2, em "promessas quebradas".

Do site: Blitz (Portugal)

segunda-feira, 17 de março de 2014

Bono se registrava nos hotéis usando nomes de outras pessoas


Durante a turnê de The Joshua Tree, Bono se registrava nos hotéis com o nome de Tony Orlando, até que numa noite ele acabou no mesmo hotel que o verdadeiro Tony Orlando e foi um caos.
Ele então trocou para um nome que provavelmente ninguém teria: Harry Bullocks. Mas Bono teve que desistir quando Ali recusou-se a ser a Sra. Harry Bullocks.
Outros integrantes do U2 faziam a mesma coisa. Adam Clayton já foi Maxwell House, e Larry Mullen já foi Mr. T. Bag.
Durante a turnê ZOOTV, a história quase se repetiu. Bono se chateou porque a sua proposta para o U2 adotar o nome de Monkees como pseudônimo para se hospedarem nos hotéis na temporada foi vetada. Bono queria ser Davy Jones, o pequeno cantor e tocador de maracas. Edge ia ser Mike Nesmith, o sério guitarrista de chapéu de algodão. Ele pensou que Adam não iria gostar de ser o loiro desordeiro e bimbo Peter Tork, mas Adam disse que não havia problema. A idéia toda afundou quando Larry se recusou a ser Mickey Dolenz.
A versão de Edge para a história é ligeiramente diferente: ele disse que não foi o Larry que acabou com o plano; foi o fato de o nome dos Monkees ser mais famoso que o nome dos membros do próprio U2. "Nós continuaríamos a ter fãs batendo às portas dos quartos", protestou Edge, "mas seriam os fãs de outras pessoas!"

Do livro: U2 At The End Of The World, de Bill Flanagan

Tradução: Fórum UV Brasil
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