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sábado, 13 de maio de 2017

U2 apresenta ao vivo pela primeira vez, sua nova canção chamada "The Little Things That Give You Away"


O U2 abriu na noite de ontem a 'The Joshua Tree Tour 2017' no Estádio BC Place em Vancouver, e apresentaram pela primeira vez ao vivo uma canção inédita chamada "The Little Things That Give You Away", que Bono introduziu como sendo "uma canção de experiência", uma referência à 'Songs Of Experience', o próximo disco da banda.
A nova canção fechou o show!



A provável letra da canção:

The night gave you song
A light had been turned on
You walked out in the world
Like you belong there

As easy as a breeze
Each heart was yours to please
Is it only me who sees
There’s something wrong there

Oh, I’m not a ghost there
I can see you
You need to see me

It’s the little things that give you away
The words you cannot say
Your big mouth in the way
It’s the little things that tease and betray
As the hunted I become the prey
It’s the little things
The little things that give you away

I saw you on the stairs
You didn’t notice I was there
That’s ‘cause you were talking at me
Not to me

You were high above the storm
A hurricane being born
What was freedom
It might cost you your liberty

It’s the little things that give you away
The words you cannot say
Your big mouth in the way
It’s the little things that tease and betray
As the hunted I become the prey
It’s the little things
The little things that give you away

Sometimes
I can’t believe my existence
See myself on a distance
I can’t get back inside
Sometimes
The air is so anxious
All my tasks are so thankless
And all of my innocence has died
Sometimes
I wake at four in the morning
Where all the doubt is swarming
And it covers me in fear
Sometimes, sometimes, sometimes
Sometimes, sometimes, sometimes
Sometimes
Full of anger and grieving
So far away from believing
That any song will reappear
Sometimes
The end is not dawning
It’s not coming
The end is here
Sometimes, sometimes, sometimes
Sometimes, sometimes
I’m full of anger and grieving
So far away from believing
That any song will reappear
Sometimes
The end isn’t coming
It’s not coming
The end is here
Sometimes

sexta-feira, 12 de maio de 2017

U2 disponibiliza áudio do single digital de "I Still Haven’t Found What I’m Looking For (Live at Madison Square Garden Choir Version)"


O site U2.COM disponibilizou semanas atrás, "I Still Haven’t Found What I’m Looking For (Live at Madison Square Garden Choir Version)", para quem comprou em pré venda as versões Deluxe e Super Deluxe de 'The Joshua Tree 30th Anniversary'!

Ela foi gravada no Madison Square Garden com o New Voices Of Freedom Choir no palco, conduzidos por Dennis Bell. Apareceu pela primeira vez no disco 'Rattle And Hum', gravada no show de 28 de setembro de 1987.

O press release informa que é uma "versão nunca ouvida antes". E tem sentido! Ela foi remasterizada, foi mexida, e agora traz detalhes bem mais audíveis, vocais bem destacados, podendo se ouvir o que não se ouvia na gravação antiga. Soa bem diferente da versão de 'Rattle And Hum', é como se fosse uma outra performance!




Ela tem 5 minutos e 53 segundos de duração, e se encontra à venda no Amazon no formato digital, como um single para promover a reedição do álbum, com a arte abaixo!

Willie Williams faz revelações para a estreia da 'The Joshua Tree Tour 2017'


Na noite de hoje em Vancouver, o U2 retorna à estrada para uma turnê pela Europa e América do Norte de 33 shows — e para esta caminhada, a maior banda de rock do mundo está comemorando o 30º aniversário de seu clássico álbum 'The Joshua Tree'.
Quando Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen, Jr. começaram a reproduzir as 11 músicas do álbum em um cenário ao vivo 30 anos depois de seu lançamento, era crucial permanecer fiel ao material original, disse o diretor criativo de longa data da banda, Willie Williams, para o site EW.
"Nós todos sentimos que era um dever ser fiel ao disco - uma reinvenção radical teria derrubado o objetivo de celebrar este disco", diz ele. "Ao mesmo tempo, tem havido algumas descobertas ao longo dos anos que fizeram melhorar a performance de algumas das canções, então eles se agarraram nelas."
Williams diz que a produção da turnê 'The Joshua Tree' é adequadamente dimensionada para os estádios e para os lugares ao ar livre, como o festival Bonnaroo, que o grupo tocará como headliner em 9 de junho.
"Depois de discutirmos muitas abordagens possíveis, nós olhamos o palco original de estádio da turnê The Joshua Tree e nos guiamos por seu design arrojado e simples estética", diz Williams. "Fazer parte do U2 compreende simultaneamente uma extraordinária tecnologia visual nova, é claro, mas de alguma forma sem ser uma contradição." Na verdade, o fotógrafo Anton Corbijn, que foi o responsável pelo projeto e arte do disco, criou vídeos para acompanhar cada canção tocada de 'The Joshua Tree'. O resultado, diz Williams, "é absolutamente impressionante."
Em termos de setlist, Williams afirma que o U2 não ficará só em torno do material de 'The Joshua Tree'. "[O álbum] têm apenas duração de 1 hora e, claro, o show terá o dobro do tempo, por isso foi um gostoso desafio encontrar uma lista de músicas que proporcionam um ajuste perfeito, sem ser previsível", ele diz. "Em última análise, chegamos a um show que basicamente traz algo velho, algo novo, algo emprestado e algo melancólico. Bem, na verdade não muito melancólico, para ser honesto."

Do site: EW.com



Nas redes sociais do U2, Bono escreveu:

"Eu passei meu aniversário em cima do palco da 'The Joshua Tree', com meus três amigos. Foi um presente de aniversário para mim."

Com a foto postada do ensaio, fica a pergunta: ele usará um chapéu, como na turnê original???

quinta-feira, 11 de maio de 2017

A história não contada da gravação em Los Angeles do videoclipe de "Where The Streets Have No Name" - Parte 2


A banda apresentou um mix de músicas ao vivo e um playback de "Where The Streets Have No Name" para a gravação do vídeo. Eles tocaram a canção quatro vezes antes de serem obrigados à parar.
"A coisa toda estava destinada para acontecer na hora mágica, como o sol se pôs", diz Avis, notando que o vídeo foi parado "antes" do que o previsto. "Acho que francamente [a polícia] comportou-se impecavelmente. Eles não perderam a cabeça, não ficaram com raiva, eles estavam totalmente firmes. Eventualmente, eles tiraram fora o fusível do gerador." Antecipando isso, a equipe de Meiert Avis tinha outro gerador no telhado em stand by.
Você pode ver Avis no final do vídeo, com seus cabelos longos e óculos, conversando com o empresário da banda, quando tudo está terminando.

"Bono realmente não estava realmente tentando agitar ou criar um motim; seu comentário no vídeo é: 'Eu acho que estamos sendo calados' e todo mundo estava como: 'Ah, isso era meio que inevitável.' As pessoas só aceitaram, tipo, isso foi divertido, um curto respiro de ar fresco".
A equipe foi embora para Sunset Marquis, onde eles alegremente se assistiram no noticiário.
"Estávamos sentados neste hotel de rock ' n' roll em Hollywood assistindo e a coisa toda tinha acontecido perfeitamente", diz Avis. "Foi como ganhar uma partida de futebol ou algo assim."
No dia seguinte, foi dito para Rita Wilde que a banda queria o áudio do programa de rádio dela, então ela mandou uma fita. Mas ela nunca ouviu nada sobre isso novamente – até que ela estava fazendo uma gravação em um shopping na Oxford Street em Londres.
"Eles tinham todos esses grandes monitores de TV e o vídeo apareceu e eu comecei a olhar em volta, dizendo, 'essa voz se parece com a minha.'... Que foi quando eu primeiro soube disso e era algo especial, surreal no momento", diz Wilde, que agora faz as noites na 100.3 The Sound. Ela continua sendo um grande fã. Ela estará em Vancouver para o concerto de sexta-feira, que ela calcula que será seu 57º show do U2.

Ronny Bensimon, agora com 60 anos, diz que ele tinha ouvido vagamente sobre o U2 antes desse dia e se tornou um fã depois disso.
"Uma coisa que é interessante: até recentemente, algumas pessoas que conheço, eu lhes dizia onde eu trabalho, e eles falam: 'não foi onde fizeram o vídeo do U2?'"
Avis tem uma longa lista de vídeos de música ao longo de sua carreira – e lamenta pelos diretores de videoclipes não terem um reconhecimento maior pelo seu ofício. Mas este vídeo, que ganhou um Grammy, tem sido diferente.
"Quando você conhece pessoas e elas perguntam: 'o que você faz?' E você fala que fez aquele vídeo, sempre traz um sorriso", diz ele. "Eu acho que realmente ilumina as pessoas de alguma forma isto ter acontecido, como poderia acontecer."

Do site: The Globe And Mail

A história não contada da gravação em Los Angeles do videoclipe de "Where The Streets Have No Name" - Parte 1


Algo maravilhoso acontece nas ruas do centro de Vancouver (ou então irritante, dependendo de onde você está em relação ao U2). Pessoas têm caminhado no lado de fora do Estádio BC Place, sentados nas encostas ou varandas do condomínio acima, ouvindo a banda ensaiar antes da estreia de sua turnê mundial, marcando o 30º aniversário de 'The Joshua Tree'. Baseado no som que sai para fora do estádio, parece que os fãs ouvirão todas as faixas do álbum seminal de 1987 da banda, bem como outros sucessos dos primeiros anos, incluindo "New Year's Day" e "Sunday Bloody Sunday".
Trinta anos atrás em Los Angeles, o diretor de videoclipes Meiert Avis também teve uma visão de levar os fãs do U2 para as ruas. As ruas tinham nomes – 7º e Principal – se não a maior reputação, naquela época. O centro de Los Angeles, era considerado um pouco barra pesada. Para o vídeo de "Where The Streets Have No Name", Avis queria o U2 tocando em um telhado do prédio, em uma homenagem à última apresentação pública dos Beatles. A manobra era também para anunciar a chegada do U2 ao seu grande, grande momento. U2, uma banda que Avis tinha trabalhado desde o início – já eram estrelas de rock, mas com o lançamento de 'The Joshua Tree', eles estavam à beira de ser tornarem gigantes.
A intenção "era perturbar, a verdade seja dita. Era só algo rock' n'roll", Avis conta de Los Angeles, onde ele vive agora. "Foi o álbum que iria colocá-los aos olhos do público, então [estávamos] usando um cenário de flash-mob (aglomerações instantâneas de pessoas em certo lugar para realizar determinada ação inusitada previamente combinada) para criar um evento de mídia espontâneo que não poderia deixar de ser notado."
O vídeo tornou-se um ponto alto de um andar em um ano em que a banda estava alcançando vários outros andares altos.
"Definitivamente foi um dos eventos que fez a banda estourar, apenas a partir de um ponto de vista da mídia. De qualquer forma, era inevitável, dada as pessoas por trás da banda e os esforços da gravadora atrás da banda – e a música", diz Avis.
O vídeo começa com trechos de DJs de rádio, informando a seus ouvintes que o U2 estaria fazendo uma filmagem naquela tarde, na 7 e Principal, no centro de Los Angeles – uma dica e um aviso.
"[Os proprietários da estação de rádio] foram muito específicos sobre nós mencionarmos que não era a parte mais segura da cidade para se ir, e então nós não éramos responsáveis por nada que acontecesse", diz a radialista Rita Wilde, cuja voz você ouve nos primeiros segundos do videoclipe.
(No vídeo original antes da reedição estendida, Rita explica que a única voz ali era a dela) "Eles realmente queriam enfatizar esse fato."


Com algumas brincadeiras no ar de Wilde, e em seguida, o co-apresentador do programa da manhã para a 95,5 KLOS – e outros DJs, vemos imagens da banda e a equipe de filmagem para a apresentação no topo de um prédio de um andar, uma loja de bebidas (agora um restaurante mexicano chamado Margarita’s Place).


Equipes anteriormente tinham reforçado o telhado, no caso de fãs de alguma forma conseguirem subir na estrutura.
"Havia todos os tipos de questões de segurança e questões logísticas e questões jurídicas que não nos incomodavam porque éramos muito ingênuos e de fora da cidade", diz Avis, que, como a banda, é da Irlanda. "Você precisa de uma dose de estupidez e ignorância para fazer esse tipo de coisa... mas eu fui abençoado para fazer isso naquele momento. Não tenho certeza de que muitas pessoas que estavam ao redor tinham a mesma ingenuidade destemida."
Avis é um veterano diretor de vídeos musicais, que foi pioneiro na forma de arte e triunfou com ela, com artistas como Bruce Springsteen e Bob Dylan. Ele se refere à gravações de vídeos musicais de "uma forma muito, muito estressante de cinema", porque muito é da cabeça do diretor e muito é imprevisível. E num caso como "Where The Streets Have No Name", se não funcionasse da primeira vez, você não poderia retornar para uma re-gravação.
"Então você só tem uma desagradável sensação de medo em seu estômago. É meio excitante e emocionante, mas a outra metade faz você querer vomitar."
O entendimento, enquanto tudo foi acontecendo, foi de que o vídeo iria ser parado pelas autoridades, que foi o produziu a narrativa para o vídeo. Há imagens da polícia avisando a equipe de produção sobre o potencial de perigo em meio a imagens da multidão chegando.
"Foi um caos, mas foi tudo muito cuidadosamente planejado", Avis diz. "Mas ainda assim foi caótico."
"Foi uma loucura", diz Wilde, que foi para lá depois do turno dela, onde pelo menos mais 1.000 pessoas apareceram. "Havia muita energia. Você sabia que era algo especial."
Ronny Bensimon, que trabalha na loja de móveis Dearden's do outro lado da rua, deixou seu posto para assistir da calçada.
"Eu estava torcendo para que o telhado não cedesse; é um edifício bastante frágil, eles estavam lá em cima", diz Bensimon, que então passou para vice-presidente da loja e agora é o CEO.
Ele viu pessoas subirem em árvores e escadas de incêndio em seu próprio prédio, ou correrem para a rua, bloquearem o trânsito – e agitarem!
"Nós estávamos preocupados pois temos janelas de vidro em todos os lugares e estávamos torcendo para que ninguém atravessasse uma destas janelas."
Ninguém o fez. Pode ter sido um dia ruim para a venda de mobiliário doméstico, mas Bensimon diz que não houve problemas. "Foi uma multidão bem comportada", ele diz. "Barulhentos, mas bem comportados."

Do site: The Globe And Mail

quarta-feira, 10 de maio de 2017

57 Anos de Bono - Parte II


Bono completa hoje 57 anos de idade, sendo 41 anos dedicados ao U2!

"Meu avô – pai do meu pai – era um comediante no Saint Francis Xavier Hall, no centro de Dublin. Ele era um homem triste. Então eu acho que essa ideia de rir muito... e depois morder a própria língua é algo que corre na família. Minha avó do lado da minha mãe era uma grande risonha. Que disfarçou o fato de que, por baixo do vestido dela, ela tinha uma vara grande, com o qual ela criou, acho, oito filhos. Ela costumava brincar que os contraceptivos, que foram proibidos na Irlanda, foram interceptados nos correios e – tarde demais! Outra criança nasceu, outra boca para alimentar. Minha mãe era a mais velha de sua família e muito delicada. Realmente uma flor delicada, mas ela assumiu a responsabilidade de educar as crianças mais jovens. Meu pai e minha mãe eram do centro da cidade, o que eles chamam de Dubs. Minha mãe era protestante e meu pai era católico, e eles cresceram na mesma rua. Seu caso de amor era ilícito no momento. A Irlanda estava apenas nascendo como um país, e a rivalidade protestante-católico – a intolerância – estava em curso. Mas não significou nada para eles. Eles enfrentaram e se casaram."

"Em uma fase, eu estava interessado em teatro. Quando eu era jovem, eu fugi de casa um dia para me inscrever em uma escola. Mas não havia nenhuma escola de atuação. Meu pai costumava atuar em um teatro, e eu sentava na primeira fila. Quando eu tinha treze ou catorze anos, montei uma companhia de teatro na escola que eu estudava, porque não havia nenhuma. Não sei se eu seria um bom ator. Agora, eu meio que gostaria de escrever para o palco mais do que estar no palco."

"E uma das peças, eu cantei. Lembro-me da sensação de cantar através de um microfone e ouvir aquilo sair das paredes. Eu tive como um sino sendo tocado em mim – um tipo de um choque elétrico. Mas mesmo depois que nós começamos, Adam foi o único motivo pelo qual pudemos ir mais longe. Ele dizia: 'eu acho que sei onde podemos conseguir um show'. E eu dizia, 'onde é isso?' Ele dizia: 'um lugar onde podemos tocar. 'Eu dizia: 'quer dizer, na frente das pessoas? Mas nós somos uma porcaria.' Ele dizia: 'Então os Sex Pistols também são.'

"Adam fingiu que ele poderia tocar e usou palavras como 'gig' e falava coisas como 'action' no baixo e pensamos 'é um cara que pode tocar!' Ele era um mentiroso. Ele realmente não conseguia tocar uma nota. Dave estava apenas tocando alguns sons acústicos e as pessoas vinham e diziam 'há algo de errado', e não conseguimos descobrir o que era, até que de repente pensamos - é o Adam! Adam não consegue tocar. Ele tinha seu próprio estilo desde o início - no começo era chamado BLUFF (Blefe), mas depois começou a trabalhar."

"A música parecia muito grande para ser tocada no McGonagles. Nós queríamos explodir o teto. Sempre me senti assim. Precisávamos encontrar um lugar maior para tocar, mesmo se não houvesse qualquer pessoa lá... apenas para encaixar a nossa música".

"Na verdade, 1978 foi um momento muito emocionante para o U2. Nós tínhamos acabado de descobrir o fá sustenido menor. Então tivemos um quarto acorde, pois só conhecíamos três até então."

"Eu nunca tentei escrever esta coisa chamada "uma música que é tocada nas rádios do mundo todo", que faz os vidros das janelas zunirem, que as pessoas escutam em engarrafamentos. Eu nunca estive interessado em música: U2 surgiu através de um som."

"As pessoas dizem que nós nos levamos muito a sério e tenho que me confessar culpado por isso. Mas eu não me levo a sério, não nos levamos a sério - mas nós levamos a música a sério."

"Não posso viver sem música. Não acho que fisicamente poderia viver sem música, porque é a coisa que me permite me sentir normal. É como perguntar a uma pessoa psicótica o que ela fará sem seu lítio, certo?"

"O palco não é lugar para experimentação. O U2 sempre foi um ato muito diferente ao vivo do que em estúdio. Parte do rock n roll é sobre a força bruta, e isso é o fazemos ao vivo. No estúdio temos experimentado, e continuaremos assim. Suponho que o que procuramos é uma síntese do melhor dos dois."

"U2 ao vivo é muito mais parecido com o teatro: há um começo, um meio e um fim. Nós temos feito experiências com essa forma mais do que nunca.
Devo dizer, não há uma verdadeira emoção de estar no palco na frente de 50.000 ou 60.000 pessoas. O evento é muito maior do que o grupo e a plateia. É uma coisa incrível ver pessoas unidas e concordando, até mesmo por apenas uma hora e meia."

"Quando um homem japonês se curva para outro homem, e o outro homem se curva em resposta, isso não passa de um sinal de consentimento. Quando as pessoas respondem, ou quando elas cantam uma canção que eu lhes pedi para cantar, eles só estão sendo parte de um evento teatral ainda maior."

O videoclipe de "I Wanna Be Around", de Tony Bennet com participação de Bono


Em 2006, Tony Bennet gravou uma série de duetos para comemorar seu 80° aniversário. Um dos convidados dele para esses duetos foi Bono.
A canção "I Wanna Be Around" foi lançada no álbum 'Duets/An American Classic'.
O canal de Tony Bennet no VEVO disponibilizou um videoclipe deste dueto, que você assiste agora no dia que Bono comemora 57 anos de idade!

57 Anos de Bono - Parte I


Bono completa hoje 57 anos de idade, sendo 41 anos dedicados ao U2!

"Bob Hewson — meu pai — veio do centro da cidade de Dublin. Um verdadeiro homem de Dublin, mas que amava ópera. Ele foi autodidata, conhecedor de Shakespeare. Sua paixão era a música — ele era um grande tenor. A grande tristeza da vida dele foi que ele não aprendeu a tocar piano. Curiosamente, crianças não muito encorajadas a terem grandes ideias, musicalmente ou de outra maneira. Sonhar era se decepcionar. O que, naturalmente, explica minha megalomania.
Eu era um garoto brilhante, desde o início. Então, na minha adolescência, passei por uma espécie de fase difícil, ao pensar que eu era estúpido. Meus trabalhos escolares foram para a merda, não conseguia me concentrar. Comecei a acreditar no mundo lá fora. A música era minha vingança sobre isso."

"Tivemos uma gangue de rua que era muito vívida — muito surreal. Nós éramos fãs do Monty Python. Nós colocaríamos isso em performances no centro da cidade de Dublin. Eu subia no ônibus com uma escada e uma furadeira elétrica. Um louco de merda. O humor tornou-se nossa arma. 'Fique aí parado, em silêncio' — com a broca na minha mão. Merda de adolescente estúpido.
Arte performática. Nós inventamos este mundo, que chamamos de Lypton Village. Éramos adolescentes quando aparecemos com isto, uma maneira de lutar contra a mentalidade bootboy prevalecente. Éramos espancados por outras gangues de um dos outros bairros. Quando eles perguntavam de onde você era, você tinha que adivinhar a resposta certa — ou sofrer. Quanto mais nos atacavam, mais estranha e surreal era a resposta. Nós poderíamos nos defender também. Alguns de nós se tornaram muito bom em violência, outros não. Lembro-me de buscar uma lata do lixo numa briga de rua, e me lembro de pensar: 'isso é ridículo. Não vou bater em alguém com isso.' Aí veio um garoto com uma barra de ferro, tentando acertar de qualquer maneira meu crânio, e eu segurando a tampa do lixo, que salvou a minha vida. Crianças adolescentes não têm senso de mortalidade - sua ou deles."

"Não sei se isso foi uma rebelião. Isso foi um mecanismo de defesa. Costumávamos rir de pessoas que bebiam. Não bebíamos. Porque as pessoas que eram colocadas para fora dos bares numa sexta à noite e vomitavam em vielas — nós pensávamos que éramos melhores do que elas.
Eu sabia que éramos diferentes na nossa rua, porque minha mãe era protestante. E que ela tinha se casado com um católico. Em um momento de forte sentimento sectário no país, eu sabia que era especial. Não fomos para as escolas do bairro — nós andávamos de ônibus. Eu peguei a coragem que eles tiveram de ter de seguirem com seu amor.
Mesmo assim, eu rezei mais fora da Igreja do que dentro dela. Isto leva para as músicas que eu estava ouvindo, que para mim, eram orações. "Quantas estradas um homem deve percorrer?" Não foi uma pergunta retórica para mim. Foi endereçada a Deus. É uma pergunta que eu queria saber a resposta, e eu estou querendo saber, para quem eu pergunto isso? Não vou perguntar a um professor. Quando John Lennon canta, "Oh, meu amor / pela primeira vez na minha vida / meus olhos estão bem abertos" — estas músicas tem uma intimidade para mim que não é apenas entre as pessoas, percebo agora, não é intimidade sexual. É uma intimidade espiritual."

"Eu diria que eu acredito que há uma força de amor e de lógica do mundo, uma força de amor e de lógica por trás do universo. E eu acredito no gênio poético de um criador, que escolheria expressar tal poder insondável como uma criança nascida em "pobreza de palha"; ou seja, a história de Cristo faz sentido para mim. Como artista, eu vejo a poesia dele. Isso é tão brilhante. Que esta escala da criação, e o universo insondável, deve se descrever em tal vulnerabilidade, como uma criança. É o que sopra para mim em minha mente. Acho que isso faz de mim um cristão. Embora eu não use o rótulo, porque é tão difícil para se conviver. Me sinto como se eu fosse o pior exemplo disso, então eu meio que mantenho minha boca fechada. Eu tento tirar um tempo de cada dia, em oração e meditação. Eu me sinto como se estivesse em casa, em uma catedral católica, como em uma tenda de renascimento. Eu também tenho um respeito enorme pelos meus amigos que são ateus, a maioria dos quais são, e a coragem que é preciso para não acreditar."

"A Bíblia me sustenta, como uma crença. Eu sou o tipo de personagem que tem que ter uma âncora. Eu quero estar em torno de objetos imóveis. Eu quero construir minha casa em uma rocha, porque mesmo que as águas não são altas em torno da casa, eu vou trazer de volta uma tempestade. Eu tenho isso em mim. Então é uma espécie de suporte para mim. Não leio ela como um livro histórico. Eu não leio ela como: "bem, isso é um bom conselho." Deixei-me falar de outras formas. Eles chamam de rhema. É uma palavra difícil de traduzir do grego, mas meio que significa que muda no momento em que você está dentro. Me parece que isso acontece comigo."

"Elevation" é ensaiada pelo U2 para a estreia da 'The Joshua Tree Tour 2017'


O U2 realizou mais um ensaio no Estádio BC Place em Vancouver, para a estreia da 'The Joshua Tree Tour 2017'. Pela primeira vez, a canção "Elevation" foi ouvida sendo tocada pela banda.


O Independent da Irlanda diz que o novo estádio Pairc Uí Chaoimh em Cork, Irlanda, pode receber um show do U2 em maio de 2018, provavelmente na continuação da turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE!

terça-feira, 9 de maio de 2017

Surpresa: Larry Mullen fez gravações para o novo álbum de estúdio de Alice Cooper


Em janeiro deste ano, no The Basement East, Nashville, o cantor Alice Cooper fez uma aparição surpresa no local para cantar com a banda Beasto Blanco, que traz em sua formação Calico Cooper, filha dele. Quem estava presente no local? Larry Mullen! Se imaginava que ele pudesse estar colaborando com Alice Cooper em algo.
Agora, Alice Cooper revelou que seu próximo álbum, o 27° de estúdio, será intitulado 'Paranormal', e será lançado em julho, e está confirmado: há uma participação de Larry Mullen no disco!
Falando com Eddie Trunk em seu programa SiriusXM Trunk Nation, Cooper disse que foi o produtor Bob Ezrin quem sugeriu recrutar Larry Mullen para as sessões de gravações: "Eu disse: é uma ótima ideia, vai mudar bastante as coisas, as faixas básicas."
Mullen tinha um método bastante surpreendente de preparação para a colaboração, pedindo para ver as letras das músicas que ele estava trabalhando. "Ele disse: 'eu toco para as letras, eu não toco para o baixo'", explicou Cooper. "E eu disse que é algo muito legal, só a ideia de que você está interpretando as letras na bateria. Faz totalmente do álbum um outro álbum."
Os nomes de duas faixas do disco são "I’ve Fallen in Love and I Can’t Get Up" e "I Wanna Be a Genuine American Girl".

Hipnotizados pela ZOOTV


John Lobel da LSD (Light & Sound Design), empresa responsável pelas luzes e equipamentos de iluminação dos shows do U2 desde a 'The Joshua Tree Tour', fala sobre a ZOOTV:

"A ZOOTV era sobrecarga sensorial o tempo todo. Era um show que ficava melhor quanto mais vezes você assistisse, porque havia tanto conteúdo nele que você possivelmente não conseguiria apreciar e captar todas as sutilezas mesmo vendo uma dúzia de vezes. Era tão grande, tão amplo, tão disperso, e havia tantas coisas acontecendo em todas as direções. E continuou assim, e foi se modificando enquanto rodava o mundo.
Mesmo que eles pudessem fazer exatamente o mesmo show todas as noites, seria impossível assisti-lo do mesmo modo duas vezes. Me lembro de um momento durante o terceiro ou quarto show da turnê americana em estádios (Outside Broadcast) quando eu estava vagando no meio do publico observando a multidão assistindo ao show e a certa altura havia uma dúzia de pessoas em linha, cada uma delas olhando numa direção diferente, e totalmente hipnotizadas.
Uma mulher encarava o Bono, um cara olhava pro Edge, outro cara olhava fixamente para um dos telões, outro lia as palavras que apareciam nos monitores de vídeo do palco, uma mulher parecia encantada pelo Adam, outro cara observava as cotações da bolsa que apareciam nos painéis de mensagens de vídeo...e um cara no fim da fila era o único olhando para cima, para o carro cor de laranja coberto por luzes piscantes pendurado por um guindaste a 30 m de altura sobre sua cabeça. Os outros todos nem mesmo notaram a droga do carro pendurado!".

Do livro U2 Show - Tradução de Maria Teresa

Blog U2 Vision Over Visibility

O penúltimo ensaio do U2 para a estreia da 'The Joshua Tree Tour 2017'


O U2 realizou ontem o penúltimo ensaio no Estádio BC Place em Vancouver para a estreia da 'The Joshua Tree Tour 2017', e o que se pôde ter uma noção até agora nestes cinco ensaios realizados, é que a banda irá olhar para trás no setlist da turnê original, com a primeira parte do show trazendo canções do início dos anos 80 como "Sunday Bloody Sunday", "New Year's Day" , "MLK", "Pride (In The Name Of Love)" e "A Sort Of Homecoming" que faziam parte da estrutura dos setlists de 1987, com o álbum 'The Joshua Tree' na íntegra na segunda parte do show, e adicionando na última parte, um grande hit dos anos 90 ("One"), um da década de 2000 ("Beautiful Day"), uma canção do projeto Passengers, ("Miss Sarajevo") e talvez uma canção inédita do próximo álbum, que pode ser tocada já no início da turnê ou mais para frente (e que teria o título de "The Little Things You Give Away").
A foto que estampa a postagem, mostra que a passarela e o palco B tem a árvore Joshua pintada em prata, assim como no logotipo da turnê, fazendo sombra para a árvore Joshua em dourado que estampará o scrim no palco.
A banda vem trabalhando extensivamente em uma transição para o verso de Pavarotti em "Miss Sarajevo", que pode estar no setlist devido ao fato de se completarem 10 anos da morte de Luciano Pavarotti, e também dos 20 anos do histórico concerto do U2 em Sarajevo. Pode ser também o fato de Bono ter sido nomeado cidadão honorário de Sarajevo.

Uma provável abertura para o show é "Sunday Bloody Sunday", e a canção tocada no sistema de som para a banda subir ao palco pode ser do The Pogues, "A Rainy Night In Soho".
A banda divulgou um teaser dentro do BC Place:


Fãs gravaram um vídeo de Adam Clayton deixando o estádio. Um deles conversou com o Craig Evans, diretor da turnê, que teria dito: o setlist do show terá mais músicas do que eles estão ensaiando, o último ensaio antes da estreia acontece nesta quarta feira, e datas de shows do U2 na América Do Sul (muito provavelmente só para 2018) ainda estão sendo trabalhados pela banda.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Poemas de George Elliott Clarke estarão no telão do U2 na abertura da 'The Joshua Tree Tour 2017' em Vancouver


No dia 12 de maio, em Vancouver, data da estreia da 'The Joshua Tree Tour 2017', o U2 estará comemorando o trabalho do poeta canadense parlamentar laureado, George Elliott Clarke.
Clarke foi contactado pela Third Company, que está produzindo efeitos visuais para turnê de 30° aniversário de 'The Joshua Tree', com um pedido para apresentarem os poemas dele 'Ain’t You Scared of the Sacred?: A Spiritual' e 'Elegy for Leonard Cohen' durante o show em Vancouver da banda. Os poemas serão projetados nos telões do palco antes do show.
"O propósito das projeções é de incentivar nos concertos o público à pensar sobre os contextos sócio-políticos da nossa arte e cultura, visando estimular o pensamento em ações humanitárias," disse Clarke em um e-mail para a CBC Books.
De acordo com a agente de Clarke, Denise Bukowski, da Bukowski Agency, os poemas foram originalmente publicados no site oficial parlamentar de Clarke.


Do site: www.quillandquire.com

Quando o formato de lançamento do álbum 'Achtung Baby' do U2 causou controvérsias nas lojas de discos


'Achtung Baby' do U2 foi lançado mundialmente em 18 de novembro de 1991, com exceção da América do Norte, onde o álbum chegou nas lojas no dia seguinte. 'Achtung Baby' foi o primeiro álbum de um grande artista a ser lançado em diferentes formatos, tanto no formato tradicional da época, o 'Longbox', onde a jewel case (caixinha de acrílico) do CD vinha dentro de um cardboard de papelão mais longo, quanto no novo formato jewel box mais recente da época (sem o anexo do 'Longbox'). O 'Longbox' permitia os CDs serem exibidos em estantes originalmente usadas para o vinil de 12 polegadas. Era considerado um desperdício esta embalagem.

Uma solicitação do próprio U2, querendo acabar com o desperdício, fez 'Achtung Baby' ser lançado com os chamados 'eco-friendly packages', como o Digi-Track. A banda naquele momento quis o jewel case sozinho, sem o Longbox.
Lojas de discos não gostavam do formato jewel box porque eles sentiam que facilitava que o CD fosse roubado nas prateleiras. Nos primeiros dias de lançamentos do CD jewel box, as lojas guardavam estes CDs atrás do balcão e clientes tinham que pedir para um funcionário da loja pegar o CD para eles poderem comprar. Como a Billboard relatou na época, a Tower Records (e muitas outras cadeias de lojas) se recusaram a fazer encomendas de qualquer versão jewel box de 'Achtung Baby', apesar de um desconto de 4%, porque a cadeia queria "enviar uma mensagem para os selos para não pensarem em fazer somente versões em jewel box para as lojas."

A versão Digi-Trak (também conhecida como Digipack) cardboard (papelão), vinha no mesmo tamanho do longbox. Uma vez que seu invólucro e dois suportes de plástico eram removidos, você poderia dobrá-la em torno do CD.

Mas não foi só isso! Em junho de 1991, o fotógrafo Anton Corbijn fez fotos em estúdio com a banda, incluindo a foto do nú de Adam Clayton.
A foto não foi descartada e apareceu na parte de trás da capa de 'Achtung Baby' em vinil.
Nos EUA, a versão em CD e cassete do álbum, Adam foi censurado com um 'X' preto ou com um trevo de quatro folhas em seu lugar.

As canções que tocavam no sistema de som no final dos concertos do U2 na turnê 'The Joshua Tree' em 1987


Em 1987, na noite de abertura da turnê 'The Joshua Tree' em Tempe, o U2 escolheu a canção "Rowena's Theme" como 'Outro music', que tocou no sistema de som ao final da apresentação, enquanto o público deixava o local para ir para casa. A canção é de The Edge, da trilha sonora de 'Captive', de 1986.



No restante da turnê, na maioria dos concertos (ou talvez em todas as datas após o primeiro show), a 'Outro music' foi "Caisleán Óir" do Clannad, do disco 'Macalla', de 1985, no qual Bono cantou na faixa "In A Lifetime".


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