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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Arquivo "Where The Streets Have No Name"


O U2 realizou um mini concerto ao vivo no telhado da loja de bebidas Republic para a gravação do vídeo de "Where The Streets Have No Name".
Eles tocaram algumas outras canções, e "Where The Streets Have No Name" foi repetida algumas vezes. Uma legião de fãs apareceram para as filmagens, tomaram as ruas embaixo e a polícia eventualmente encerrou o show.
Esta versão do vídeo inclui uma introdução longa, e é diferente da antiga versão exibida do vídeo. A introdução da versão antiga incluia o fim da canção "Bullet The Blue Sky" sendo tocada no rádio e um DJ anunciando para a cidade de LA que a filmagem estava ocorrendo. A canção começa à ser tocada por volta de 2 minutos no vídeo.
A notícia da gravação do vídeo, foi divulgada no rádio e levou muitos fãs à aparecerem. No fundo da gravação, você pode ver o letreiro para o "New Million Dollar Hotel Roslyn" que inspiraria Bono mais tarde para um projeto.



Da nova seção do site: U2 Songs (antigo U2 Wanderer)

domingo, 24 de julho de 2016

40 Anos de U2: retardando o tempo o suficiente para serem ouvidos


Em 08 de Junho de 1978, a Hot Press da Irlanda publicou uma pequena nota sobre uma nova banda que estava surgindo no cenário musical.

"O U-2 têm apenas um grande problema. A banda possui uma seção rítmica boa, uma identidade tangível e um vocalista promissor. Mas o U-2 conseguiu anular o impacto das suas canções originais, simplesmente por tocarem muito rápido. O que poderia ter sido canções muito inteligentes, soaram como ininteligível e indistinguíveis.
Um vislumbre da direção do U-2 pode ser inferido a partir da inclusão em seu set, do cover de "Mannequin" do Wire, e se o U2 pode retardar o tempo o suficiente para ser ouvido, eles poderiam passar para o primeiro plano da cena musical de Dublin."

Um dos shows dos primeiros dias da banda, que se tem conhecimento que eles tocaram "Mannequin" do Wire, foi no Project Arts Centre em Dublin, em 25 de Maio de 1978, e que pode ter sido esta apresentação citada na matéria da Hot Press.

Frank Kearns, um contemporâneo e companheiro antigo de escola do U2, amigo mais próximo de Larry na época, assistiu à estas primeiras apresentações do U2 no início de carreira, e se recorda da banda tocando este cover.
"Uma das primeiras canções que eu me lembro de Bono tocar na guitarra foi "Mannequin" do Wire. Ouvi ela vindo da sala do sexto ano do lado de fora no shopping central e perguntei a Bono qual era aquele acorde. "É um E-menor", ele respondeu. Eu nunca tinha ouvido um acorde E menor antes e quando ouço essa música agora sempre me leva de volta àquele dia. Engraçado como pequenos detalhes permanecem com você."



sábado, 23 de julho de 2016

Bono presta homenagem paras as vítimas do ataque terrorista em Nice, França


Bono foi apanhado de surpresa pelo ataque em Nice, enquanto jantava num restaurante junto ao local do ataque terrorista.
Bono tem uma casa numa cidade junto a Nice, em Eze, e está de férias com um grupo de amigos.
O vocalista no Instagram do U2, prestou uma homenagem às vítimas, e citou uma linha da letra de "California (There Is No End To Love)".

"Não existe fim para a dor, assim como eu sei não existe fim para o amor. Colocando flores para aqueles que perderam suas vidas no Dia da Bastilha".

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Bono, do outro lado do mundo


Bono, no ano de 2008, esteve no Japão no MTV Japan Rock The World Award para receber um prêmio pelo seu ativismo, e entregou um prêmio para o produtor musical Takeshi Kobayashi, e para Kazutoshi Sakurai, líder da banda Mr. Children, na Saitama Super Arena:

Bono e Larry Mullen cantam "Dirty Old Town"


O áudio abaixo é de uma entrevista esclarecedora, onde Bono e The Edge discutem o processo criativo durante a gravação do brilhante álbum do U2, 'All That You Can't Leave Behind'.
Bono então canta a capella um trecho da versão da melodia de Ewan MacColl, "Dirty Old Town", à partir de 1 minuto e 35 segundos:



Antes disso, Larry Mullen fazia um cover da canção durante shows da turnê Zoo TV, nos anos 1992-93:

A história por trás da composição de "Streets Of Surrender"


Julián Ruiz, jornalista, engenheiro musical e produtor musical espanhol, publicou em seu blog, Plásticos y Decibelios, uma entrevista com o cantor italiano Zucchero, que canta "Streets Of Surrender", cuja letra foi composta por Bono, sobre os ataques em Paris em 2015.
O site U2 News também publicou a matéria.

Sabemos por que a música nasceu, mas não temos a historia toda. Você pode nos contar?

Em novembro do ano passado, recebi uma mensagem de Bono, que pediu-me para ir ao concerto do U2 em Turim. E lá fui eu. Eu me lembro que cheguei às sete da noite e fui para o camarim dele. E sem mais DELONGAS ele me disse que queria me pedir um favor. Que eu tinha que cantar com eles, na última canção do show, nada mais nada menos do que “I Still Haven’t Found What I’m Looking For” do disco The Joshua Tree.

Assim, sem anestesia?

Não acho que ele me colocou cara a cara com ela, mas eu me senti como se estivesse na beira de um telhado. A sensação de vertigem. O problema era de que eu não me lembrava de quase nada dos acordes e muito menos de sua letra em inglês. Bono me disse que eu tinha duas horas, tempo suficiente. Eu não estava tão certo disso.

Bem, acho que Bono sabia que você poderia fazer isso sem problemas, certo?

Foi pior do que se pensava. Eu não tinha visto a turnê do U2 ainda. Eu nem sabia que havia um convidado na canção final, apenas cantando a música, completamente sozinho, lá no palco. Senti um pânico, até que eles se juntaram na performance comigo. Acho que foi muito bom.

O que aconteceu depois?

Bono e The Edge estavam muito felizes. Bono me disse que, em troca, eu lhe pediria um favor. E eu aproveitei. Como foi o caso com "Blue" anos antes, eu lhe disse que eu tinha uma bela canção que gostaria que ele colocasse uma letra nela. Ele disse que sim, claro. Eu sempre tive uma química muito boa com ele. Nós somos realmente amigos. Ele sempre que volta para Dublin ele prepara o "macarrão com alho e óleo", o meu favorito, do jeito que fiz uma vez na casa dele. Achei que era ótimo para meu novo álbum que eu estava gravando aqueles dias.

E aí?

Bom, eu não tive mais nenhuma notícia. Demorou semanas, mais de um mês e eu não tive nenhum contato de Bono. Eu pensei que ele não havia gostado da canção. Mas quando eu estava gravando em Los Angeles, às três da manhã, recebi uma ligação de Bono, que estava em Paris naqueles dias do mês de novembro. Ele me disse que era a letra apropriada, e que ele estava muito orgulhosa dela, porque era um reflexo, sobre os terríveis ataques em Paris, que deixou o U2 no meio daquilo. A letra é soberba.

Por isso você chamou também Mark Knopfler para tocar nela?

Me pareceu que era uma boa ideia. Mas disse a ele que não queria o típico apenas, e sim algumas harmonias com o seu dobro, aquilo que há de tão especial nos dedos das mãos de Mark. E assim fizemos.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

40 Anos de U2: vida em um planeta distante


Em 1979, o U2 se apresentou no programa de televisão 'Aspects Of Rock' da RTE da Irlanda. O programa é conhecido também como 'Pop On The Box'. Acredita-se que a gravação e exibição aconteceu no mês de outubro daquele ano.
Esta performance foi exibida diversas outras vezes na TV, e uma das mais recentes foi em 1997, em um especial sobre os artistas irlandeses, chamado 'Sound And Vision'.
Não foi anunciado um nome para a canção original da banda apresentada no programa, então ela aparecia com os títulos de "The Magic Carpet", "Judith" e "Lost On The Silent Planet".
Seu título definitivo e oficial foi divulgado pela banda somente no lançamento da biografia oficial em 2006, U2 By U2. A banda se refere à canção como "Life On A Distant Planet".
Bono canta sobre viver em um planeta distante, em 'outra atmosfera', onde um menino não pode chamar a atenção de uma menina, devido, ao que parece, as condições debilitadas de um mundo ou não-habitável, ou uma espécie de Terra devastada pela guerra.
O título da canção do U2 é uma clara referência ao título do livro de C. S. Lewis, 'Out Of The Silent Planet', de 1938. Foi lançado no Brasil com o título de 'Além Do Planeta Silencioso'.
Na performance do U2 no programa, a imagem projetada por trás da banda durante a segunda metade da canção foi uma ilustração de uma paisagem despovoada justamente de Marte, com montanhas escuras, um sol ardente, e o que parece ser um vulcão.

Arquivo "I Still Haven't Found What I'm Looking For"


Este vídeo que mostra uma performance do U2 andando por Las Vegas foi filmado depois de um show realizado em Las Vegas em 12 de abril de 1987. A filmagem foi feita ao longo da Fremont Street, que é agora conhecida como The Fremont Street Experience. As filmagens ocorreram principalmente no bloco entre a Main St e S Casino Center Boulevard, com um pequeno trecho das filmagens ocorrendo no próximo bloco. Uma grande parte do vídeo se passa no cruzamento entre a Fremont St e S. Casino Center Boulevard.
O vídeo abre em preto e branco, e o primeiro integrante que vemos é Bono, caminhando em direção a câmera em um beco. Ele caminha com o restante dos integrantes do U2 aparecendo por trás dele. A música começa, ele abre os braços e as filmagens passam para o colorido, e vemos as luzes de Las Vegas no restante do vídeo. Vemos The Edge tocando na frente do Vegas Vic, o famoso cowboy feito de néon. Vemos Bono interagindo com os fãs, distribuindo beijos durante todo o vídeo. Tanto Adam e Larry são vistos andando e cantando a música. No final, Bono pula no capô de um carro. O final do vídeo apresenta as imagens desvanecendo-se mais uma vez a preto e branco.
O vídeo foi filmado por Barry Devlin, que viajava com a banda durante sua turnê nos EUA. Na verdade o vídeo para "I Still Haven't Found What I'm Looking For" foi filmado após uma das paradas da turnê de 1987. Em 12 de abril, o U2 tocou em Las Vegas e este vídeo foi filmado depois que o show terminou. Tinha sido seu primeiro concerto em Las Vegas.
O vídeo para "I Still Haven't Found What I'm Looking For" foi ao ar na MTV em maio de 1987.

Da nova seção do site: U2 Songs (antigo U2 Wanderer)

quarta-feira, 20 de julho de 2016

40 Anos de U2: a outra apresentação na televisão do The Hype


Em março de 1978 (dizem também que pode ter sido em fevereiro), o The Hype apareceu num programa da RTE da Irlanda, chamado 'Our Times'. A banda tocou mais uma de suas composições próprias: a canção "The Fool".
Bono naquela fase estava compondo algumas músicas e uma delas era "The Fool". Ele havia estudado teatro na escola e havia uma ideia Shakespeariana em sua cabeça. Queria criar uma personalidade que fosse o oposto de Ziggy Stardust, que não fosse super legal, que fosse talvez muito pouco legal e infantil. A letra mudava sempre que ele cantava, mas quando teve de escrever para fazer um esboço, chegou à conclusão de que era uma porcaria.
Em 1980, Bono relembrou das apresentações na RTE: "A banda tem muito a aprender e sabe que tem muito a aprender, e uma coisa boa é que estamos percebendo o quanto não sabemos. Temos feito os programas Youngline e Our Times na RTE, parecendo tolos. Bil Keating do Our Times tem sido muito bom para nós. Nós escrevemos músicas que fazem as pessoas rirem, fizemos entrevistas de rádio, temos feito tantas coisas e falhamos, mas é por causa destas falhas que temos avançado."

"Entrei para uma banda para acertar algumas coisas, e não para ser famoso"


Larry Mullen é conhecido como o cara "mais durão" do U2. O integrante mais reservado, difícil de esboçar um sorriso, fala sobre a fama:

"Você sabe, eu tenho o melhor trabalho do mundo, porque eu tenho que bater em algo para viver, e estou protegido em certo grau. E eu não tenho o perfil que Bono e Edge particularmente têm, porque não estou lá na frente. Eu estava em um bar em uma noite e claro, algumas pessoas vieram me cumprimentar, mas sei que se Bono entrasse naquele lugar, ele não teria sido capaz de sentar e desfrutar de tomar uma cerveja, provavelmente o mesmo com Edge. Talvez Adam conseguiria. Eu gosto de muito anonimato, e eu realmente gosto disso. Minha primeira prioridade é proteger a minha família, e faço isso vigorosamente. Então não tenho muitos problemas com a fama, quero dizer, o desconforto é as vezes você estar lá enfiando o garfo no seu risoto vegetariano, e alguém aparece e pergunta se eles podem tirar uma foto sua, e antes de você falar qualquer coisa alguém já estão tirando uma foto. Há alguns momentos desconfortáveis, mas em geral, o resto dos caras, eu acho, levam muito mais críticas para a coisa de fama, do que eu. E não me juntei a uma banda para ser famoso. Entrei para uma banda para acertar as coisas."

terça-feira, 19 de julho de 2016

40 Anos De U2: a primeira aparição na televisão foi como The Hype


Em 02 de março de 1978 uma banda chamada The Hype tocou no programa 'Youngline' da Irlanda. A banda venceria uma competição em Limerick em 17 de março de 1978, com outro nome: U2!
O 'Youngline' era um programa voltado para o público jovem, com meia hora de duração, transmitido toda terça feira às 05:30 da tarde, de 23 de novembro de 1963 até maio de 1984.
O desempenho do The Hype editado abaixo mostra o apresentador Conor McAnally apresentando a banda tocando uma canção chamada "Street Mission" e ele explica como o grupo mudou seu nome.
O vídeo exclusivo dos arquivos da RTE mostra um trecho de 15 segundos da performance, logo que a banda é apresentada, que não aparece nos videos do You Tube e em compilações piratas em VHS e DVD:

CLIQUE PARA ASSISTIR O VIDEO

Bono ficou sabendo que o programa procurava uma jovem banda para se apresentar, e conseguiu convencer um produtor à assistir um dos ensaios do grupo. O grupo tocou "Glad To See You Go" dos Ramones. "Ele disse: 'isso é incrível. Você escreveu isso?'", Bono recorda. "E eu disse 'Sim'."
Quando o grupo chegou no estúdio de TV, poucos dias depois, eles simplesmente tocaram uma canção original escrita por eles. O produtor nem percebeu que era uma música diferente da que tinha ouvido no ensaio.
Eles eram adolescentes na gravação. Larry Mullen Jr tinha apenas 16 anos e ele parece muito mais jovem. Bono e The Edge tinham 17 anos e o mais velho do grupo era Adam Clayton que estava no mês de completar seu 18º aniversário.
O desempenho veio em um momento importante de turbulência para a banda. Eles tinham feito shows ao redor da Irlanda como The Hype, com o irmão de Edge, Dik Evans, na guitarra, por alguns anos. Dik não participou da apresentação no 'Youngline'.
Dois dias depois da gravação na TV, o grupo tocou no Community Center em Howth, Irlanda. Eles começaram o show como The Hype com Dik na guitarra e no meio do show ele deixou o palco, fazendo sua despedida, e eles como um quarteto terminaram como U2. Apenas semanas depois eles ganharam um show de talentos em Limerick e conheceram o gerente Paul McGuiness. Dik, entretanto, começou uma carreira de sucesso no Virgin Prunes.



A Vingança De Bono


Em 1993, The Edge falou sobre a ideia central do disco 'Zooropa':

"Uma das idéias centrais de 'Zooropa' é que ele é do momento, o material está capturando o que estava no éter naquela época. Fomos para o estúdio de gravação com isso em mente. E olhando para trás agora, estou encantado que se tornou um álbum, porque capturou o momento, para mim pelo menos. De todos os nossos registros, provavelmente é o mais vital e atual. É como uma foto do que estava acontecendo para nós e o que estava acontecendo ao redor da Europa naquela época.
Algumas das idéias que estávamos tocando enquanto nós estávamos gravando, parecem estar se aproximando. Começamos a canções como a própria "Zooropa", que estava lidando com a forma como a Europa e a Comunidade Econômica Europeia parecem estar se dissolvendo e esse processo agora parece estar sendo acelerado.
Nós também começamos a brincar com ideias a partir da filmagem do filme de Leni Riefenstahl da Alemanha Nazista que usamos na ZOOTV, realmente tentando fazer a pergunta à nós mesmos, eu suponho, bem como todos os outros na Europa: 'O que você quer?' (What do you want?). Parecia ser a pergunta que continuava voltando para nós durante o making of do álbum. De repente, estávamos na estrada, em turnê na Alemanha, e a questão da xenofobia racista toda explodiu enquanto estávamos lá."

Como uma coisa de destino, o U2 encontrou-se tocando no Estádio Olímpico de Berlim, o infame monumento estilo coliseu que Hitler construiu para os Jogos Olímpicos de 1936 e então explodiu em fúria e deixou o local após o velocista americano negro Jesse Owens ganhar uma medalha de ouro.
A vingança pessoal de Bono sobre o local foi ele caminhar para palco fazendo uma saudação nazista, rindo na cara do fascismo do modo dos Dadaístas e Cabaret Voltaire, durante os anos 20. "A atmosfera do lugar é incrivelmente estranha e a abertura do nosso show tem imagens desses jogos", disse The Edge. "Foi uma sensação estranha. Coisas assim me convenceram que este álbum capturou algo agora de uma forma muito real."

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Do show do U2 no Madison Square Garden pela turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE, surgiu a Ultraviolet U2 Tribute Band


Membros do Ultraviolet U2 Fan Club Brazil resolveram se juntar em setembro de 2015 para celebrar um fato inesquecível: o violão que Bono deu a Paulo Lilla de presente no show do U2 no Madison Square Garden, em Nova Iorque, pela turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE.



Dali, surgiu uma ideia. Ideia que virou ação. Agora, realidade: Ultraviolet U2 Tribute Band, uma banda tributo feita por fãs para fãs.


A Ultraviolet U2 Fan-Tribute Band nasceu de uma necessidade que alguns membros do fã-clube tinham, de cruzar a linha. De ouvir músicas que nem a banda toca mais, de combinar o espírito aventureiro que o U2 sempre teve com o conceito de uma tribute band. Tocar por paixão. Celebrar o repertório da banda, muito além dos hits radiofônicos repetidos a exaustão.



Diógenes Gomes é cantor lírico do Teatro Municipal de São Paulo. Paulo Lilla é Advogado. Márcio Guariba, Professor e Mike Signorelli, contador.





Em 2011 o baterista Márcio Guariba (que também mantém o blog Desconstruindo O Pop), editava o site da Ultraviolet Brasil. Na época, a banda desembarcava no Brasil para os três shows da turnê 360° em São Paulo, e ele foi convidado a representar o site em uma entrevista para o canal MixTV. A entrevista aconteceu na Galeria do Rock, em São Paulo, onde ele falou um pouco sobre a carreira do U2:

40 Anos de U2: o primeiro show ao ar livre


No dia 27 de Julho de 1980, o U2 participou de seu primeiro festival em um local aberto, com as bandas John Olwan, Moondogs, Skafish, Q-Tips, Squeeze e The Police. O show aconteceu no Leixlip Castle em Kildare, Irlanda. 15.000 pessoas estavam presentes. As apresentações se iniciaram ao meio-dia.
O ingresso custou £6,50 sendo comprado antecipadamente, e £7,00 na porta no dia.


O setlist tocado pela banda é desconhecido. Há imagens das performances de "11 O Clock Tick Tock" e "A Day Without Me" deste show, mas com os áudios substituídos pelas versões de estúdio das músicas. Isso se deve ao fato dos vídeos promocionais serem editados para inclusão em um VHS promocional lançado em 1987, chamado 'Video Samplers'.





O que vale destacar deste show é que a banda tocou ao vivo a canção "Shadows And Tall Trees", que acabou sendo a única canção de 'Boy', que não foi tocada na turnê do disco, que aconteceu entre setembro de 1980 e junho de 1981.
Até onde se sabe, este show no Leixlip Castle teve a última performance ao vivo da música até os dias de hoje.



O The Irish Times relatou que o dia foi marcado por problemas com o som no show do U2. Mesmo assim, a banda foi o destaque do dia.
Dave Fanning lembrou em uma nota em uma revista de Dublin que "o poderoso disco de estreia da banda, 'Boy', em breve estará disponível".
No backstage, o produtor da banda, Steve Lillywhite, sorria com a apresentação, vendo milhares de pessoas pulando e dançando com as músicas tocadas.

O The Police enfrentou um público hostil. Durante "Roxanne", alguém da platéia jogou uma garrafa que atingiu a perna de Stewart Copeland, causando indignação em Sting e Andy Summers. A bronca pode ser ouvida abaixo:

Arquivo "With Or Without You" (Alternate Version)


Esta versão alternativa do videoclipe de "With Or Without You" abre com o foco em Morleigh Steinberg, a futura esposa de The Edge. O vídeo abre com uma imagem do braço dela e então o rosto dela, antes de virar para The Edge, em preto e branco. Durante todo o vídeo o corpo nu é muito mais evidente, e as cenas de Bono são muito mais escuras do que a versão mais popular do vídeo. Nós também vemos cenas de alguém nu batendo nas ondas. A versão mais comum abre com Bono, e as cenas com a banda são muito melhor iluminadas durante todo o vídeo. O foco na versão principal do vídeo é muito mais sobre a banda, e uma boa parte das filmagens é colorida, mas na versão alternativa a filmagem é toda em preto e branco.
Esta foi a versão original do vídeo, filmada pelo diretor Matt Mahurin. Havia uma preocupação sobre a nudez no vídeo e a filmagem inteira do U2 foi considerada muito escura e eles optaram pela refilmagem do vídeo. Meiert Avis, que já havia trabalhado com a banda outras vezes, foi trazido para refilmar algumas cenas do vídeo, enquanto algumas imagens de Mahurin foram mantidas. Muitas vezes este videoclipe é referido como sendo de Avis e Mahurin, mas apenas o segundo videoclipe, o mais popular, que é o resultado de ambos diretores.
Morleigh Steinberg naquele momento, não conhecia The Edge e eles nem estavam no mesmo local nas filmagens. Mahurin gravou Morleigh na Califórnia.
Este vídeo não foi lançado por anos, e foi inserido no box set de luxo da versão de aniversário de 25 anos de 'The Joshua Tree'. Ele chegou a ser usado para promover a canção, e era transmitido algumas vezes em 1987.



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