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domingo, 6 de dezembro de 2015

Com aviso ao público que haveria som de explosão de bomba, U2 realiza primeiro dos dois concertos adiados na França pela turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE


Hoje o U2 realizou o maior concerto em Paris desde os ataques coordenados do estado islâmico. O primeiro dos dois shows adiados em novembro da turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE foi gravado para servir de backup para a transmissão da HBO amanhã do segundo e último show. O especial tem o título de 'U2: iNNOCENCE + eXPERIENCE Live In Paris'.
Maior sala de concertos da França, O AccordHotel Arena mostrava segurança máxima na noite deste domingo.
Foi o penúltimo show desta temporada. A banda no próximo ano deve modificar os shows, com o lançamento do próximo disco, e muitas destas canções que compõem os sets atualmente não deverão ser mais tocadas nesta turnê.
Dias atrás, The Edge revelou em entrevista que o U2 estava "pensando em uns convidados especiais" como uma homenagem. Alguns sites revelaram que Patti Smith havia confirmado que estaria no palco com o U2.
A Billboard afirmou que o Eagle Of Death Metal completo estaria no palco com o U2 na última canção do show de hoje.
O U2.COM hoje mais cedo avisou: "Estamos de volta a Paris, e é muito bom estar aqui. Algumas pessoas têm dito que o Eagles of Death Metal irá aparecer no palco com o U2 hoje à noite. Isto não vai acontecer. Temos outro convidado surpresa planejado para o show de hoje."
Pouco tempo depois, um vídeo da banda ensaiando "People Have The Power" foi postado nas redes sociais. A surpresa estava revelada! Patti repetiu a performance que aconteceu em Londres na turnê, com um trecho de "Gloria" de Van Morrison, e sua "People Have The Power".


Uma nova camiseta estava sendo vendida no merchandising, com uma estampa curiosa:

Antes do show começar, um aviso no sistema de som alertou as pessoas presentes que no concerto haveria um grande som de explosão de bomba, que a banda utiliza em "Raised By Wolves".
"Se você ama a liberdade, Paris é sua cidade natal", disse Bono ao pisar no palco.
Antes da performance de "Iris (Hold Me Close)", Bono falou com público, em inglês e francês, sobre os ataques terroristas e a natureza do sofrimento. Ele disse: "A dor é como uma ferida que nunca se fecha. Ainda estou sentindo isso... e eu tinha 14 anos quando minha mãe me deixou, mas ela me deixou como um artista e esta ferida tornou-se uma abertura para um outro mundo e encontrei estes três caras. Rock' n roll me salvou, estes caras me salvaram, vocês me salvaram. Nós não podemos salvá-los, mas nossas orações hoje é para ser útil para vocês esta noite... somos seus servos esta noite."
Ontem completou 2 anos da morte de Nelson Mandela, e a banda tocou "Ordinary Love".
Após "City Of Blinding Lights", Bono cantou um trecho de "Ne Me Quitte Pas", e o telão trouxe uma homenagem, com a arena iluminada pelas cores da bandeira da França, e os nomes das vítimas dos atentados, organizados em azul, branco e vermelho, compondo a imagem da bandeira francesa. Ao centro, estava o desenho do Jean Jullien, uma releitura do símbolo da paz que conta com a imagem da Torre Eiffel e que rodou o mundo após o atentado de 13 de novembro.



A banda realizou no Superbowl em 2001, uma homenagem parecida, para as vítimas dos atentados de 11 de Setembro.

O vídeo da performance de hoje:


"Bad" foi tocada (o setlist vazou antes na internet), e é muito aguardada pelos fãs para fazer parte do último show, o da transmissão da HBO.

U2 By U2 Songs - Parte 01


O músico Márcio Fernando (da página U2 Songs do Facebook), disponibiliza em sua página vídeos dele tocando canções do U2 na guitarra, utilizando backing tracks cuidadosamente editados por ele mesmo!

Confira:












sábado, 5 de dezembro de 2015

Scott Weiland participou de projeto beneficente em que Bono foi produtor executivo no ano de 2001


"What's Going On" é uma canção de Marvin Gaye lançada em 1971.
Em outubro de 2001, um grupo de artistas com o codinome de "Artists Against AIDS Worldwide" (Artistas Contra AIDS no Mundo) lançou um álbum com várias versões de "What's Going On". O intuito era beneficiar programas de AIDS na África e em outras regiões pobres no planeta.
Como a canção foi registrada logo antes dos ataques de 11 de setembro de 2001, foi decidido depois que ela também beneficiaria a Fundação da Cruz Vermelha em prol dos ataques ocorridos nos EUA, além do Artists Against AIDS Worldwide. Para esse novo momento, o grupo foi intitulado: All Stars Tribute.
Junto com Leigh Blake, Bono é o produtor executivo do projeto e das faixas do álbum. Ele contribuiu com o vocal em algumas versões da canção.
Um dos artistas envolvidos na gravação é Scott Weiland, e sua contribuição aparece nas faixas "What's Going On? (The London Version)", "What's Going On? (Fred Durst's Reality Check Mix)" e "What's Going On? (Junior Vasquez's Club Mix)".

Ouça a voz de Scott na versão mais rock da canção, "Fred Durst's Reality Check Mix":


Ex vocalista do Stone Temple Pilots e Velvet Revolver, Scott faleceu nesta quinta feira, aos 48 anos de idade, em Bloomington, onde estava em turnê com sua banda atual, The Wildabouts.
Scott foi encontrado sem vida no ônibus da turnê, no estacionamento de um hotel na cidade. Ele teve uma parada cardíaca enquanto dormia.

Bono revela letra de uma nova canção escrita por ele, chamada "The Streets Of Surrender"


Irá ao ar neste domingo pela manhã, uma entrevista de Bono e The Edge na CNN para Fareed Zakaria.

Um trecho extra desta entrevista, que provavelmente não deve ir ao ar, e foi divulgado na web, traz uma revelação.
Bono está escrevendo uma nova canção sobre os atentados terroristas em Paris chamada "The Streets Of Surrender", mas ela pode não ser lançada em álbuns ou singles do U2.
Bono contou para Fareed Zakaria que ele está trabalhando na música para o cantor italiano Zucchero. Ele se refere ao título da canção apenas como "SOS" (abreviação de "Streets Of Surrender").
Ele revelou sobre a canção quando Zakaria perguntou se os ataques terroristas em Paris vão inspirar um novo álbum ou música do U2, e Bono recitou a letra da nova canção:

Every man has two cities he needs to be
The one he can touch
And the one he can't see
The one where a stranger's a friend
Every man has got one city of liberty
For me it's Paris, I love it
Every time I get lost down these ancient streets I find myself again

You're free, baby, baby
Free now and forever
It's Christmas time
You can decide to forget or to remember
You're free, baby, baby
I didn't come down here to fight ya
I came down these streets of love and pride to surrender
The streets of surrender

I heard a farfetched story
That nobody seems to know
I think it was about that stranger
It was youth, it was love and it was danger
It was winter with that warm it gets before the snow
It chilled my soul
Everybody's crying about some kid
That they found lying on a beach
Born in a manger

You're free, baby, baby
Free now and forever
It's Christmas time
You can decide to forget or to remember
You're free, baby, baby
I didn't come down here to fight ya
I came down these streets of love and pride to surrender
The streets of surrender



Agradecimento: www.atu2.com

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Eagles of Death Metal deve fazer seu retorno aos palcos com o U2 em Paris em show da turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE


Neste final de semana acontecerá o primeiro dos dois shows finais do U2 em Paris pela turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE. Inicialmente previsto para novembro, dias 14 e 15 na AccorHotels Arena, os shows e o especial de televisão com transmissão pela HBO, foram cancelados devido aos atentados terroristas em 13 de novembro, que matou 130 pessoas, incluindo 89 pessoas no Bataclan, uma sala de concertos onde estava se apresentando a banda Eagles of Death Metal.
Agora o U2 irá realizar o maior concerto em Paris desde os ataques coordenados do estado islâmico.
"Algumas das nossas músicas lá dos anos 80, escritas sobre os eventos na Irlanda, de repente tem um novo significado e uma conexão para esses terríveis acontecimentos em Paris", disse The Edge, que acrescentou que a banda estava "pensando em uns convidados especiais" como uma homenagem.
Alguns sites dizem que Patti Smith já confirmou que estará no palco com o U2.
Agora, segundo a Billboard, o Eagles of Death Metal também teria confirmado que estará no palco para a última canção do show de domingo, dia 06 de dezembro.
Seria a banda completa, inclusive com o co-fundador Josh Homme, que muitas vezes não está em turnê com a banda, e não estava no Bataclan no dia do atentado.

Curiosa página escrita e autografada pelos integrantes do U2 na Mount Temple Comprehensive School por volta de 1978


Um leilão pela Whyte & Sons Auctioneers Limited, mostra um item bem interessante: um álbum de autógrafos assinado por volta de 1978 pelos alunos da Mount Temple Comprehensive School, Dublin, incluindo uma página assinada pelo quatro membros do U2, Adam Clayton; Paul Hewson (mais tarde Bono); Larry Mullen e David Evans (mais tarde The Edge).
Eles escreveram "Com amor, para você do" e um logotipo do U2 desenhado no canto superior direito por Larry Mullen com caneta esferográfica azul e preta. Está escrito também na parte inferior da página com caneta esferográfica azul: "Nós vamos nos lembrar de vocês quando formos famosos".

Preço estimado: 2.000 € - €3.000

Morre aos 48 anos de idade, Scott Weiland, que dividiu o palco com Bono em um projeto de ajuda às vítimas do Tsunami em 2005


Uma das vozes que representou a geração dos anos 90, o cantor Scott Weiland foi encontrado morto na noite desta quinta-feira (3) aos 48 anos.

Ex-vocalista das bandas Stone Temple Pilots e Velvet Revolver, Scott estava em turnê com seu grupo, o Scott Weiland & the Wildabouts, por Minnesota, nos Estados Unidos.
Segundo nota oficial, publicado nas redes sociais do cantor, Scott foi encontrado já sem vida dentro do ônibus da turnê. A causa da morte ainda não foi divulgada.
"Scott Weiland, mais conhecido como vocalista do Stone Temple Pilots e do Velvet Revolver, morreu enquanto dormia durante uma parada do ônibus durante a turnê em Bloomington, no estado de Minnesota, com sua banda, The Wildabouts. Neste momento, pedimos que a privacidade da família de Scott seja preservada", diz o comunicado.

Sua mulher, a fotógrafa Jamie Weiland, confirmou a notícia ao "Los Angeles Tribune": "Eu não consigo lidar com isso agora", disse, brevemente.
O cantor lutava há anos contra o vício de drogas e álcool.
Em 2005, Bono cantou ao vivo com vários outros artistas, como parte de um projeto de ajuda às vítimas do Tsunami, onde cantaram "Across the Universe", dos Beatles, na premiação do Grammy.


Nos vocais juntaram-se à ele Stevie Wonder, Alicia Keys, Norah Jones, Steven Tyler do Aerosmith, Scott Weilland (na época vocalista do Velvet Revolver), Brian Wilson, dos Beach Boys, Tim McGraw e Billie Joe do Green Day. Na guitarra, a ilustre presença de Slash (também do Velvet Revolver na época).


No telhado de uma loja de bebidas em Los Angeles, o U2 filmou o vídeo de "Where The Streets Have No Name ', em 27 de Março de 1987.
Especialmente para filmar o vídeo, a propaganda do telhado do The Million Dollar Hotel, localizado metros pra frente na mesma rua, foi transferida para o telhado da loja de licores, dando a impressão que a banda toca em cima do Million Dollar Hotel.
Outra banda que gravou um videoclipe em cima de um telhado, e também fazendo questão de mostrar ao fundo o letreiro do Million Dollar Hotel, foi o Stone Temple Pilots de Scott, para a canção "Interstate Love Song".

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

A história por trás de 'Cedarwood', o livro para crianças com os integrantes do U2 como personagens


Dois fãs do U2 da Alemanha, estiveram em Dublin na semana passada e apresentaram para os fãs da banda, o seu livro para crianças com Bono como personagem principal.

Andre e Melanie Thyret têm seguido a banda por décadas, e quando eles começaram a escrever um livro para suas duas filhas, decidiram que os integrantes do U2 seriam personagens perfeitos.
O resultado final é 'Cedarwood', um conto maravilhosamente simples para crianças que vai ressoar com qualquer um que ama U2 e especialmente com os 'Northsiders', pois a história começa na propriedade Finglas onde Bono cresceu.

Escrito em irlandês e inglês, apresenta desenhos animados ilustrados de Bono, The Edge, Adam e Larry nos arredores de Dublin no Phoenix Park, nas docas Grand Canal e nas chaminés Poolbeg.
Não é uma publicação oficial do U2, mas todas as receitas da venda irão para a (RED), a caridade para a AIDS co-fundada por Bono.
O casal esteve em Dublin na semana passada para assistir os shows em Dublin da turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE, e para promover seu livro no Little Museum de Dublin.

Andre (41) tornou-se obcecado com o U2 depois de ouvir o concerto de Ano Novo de 1989 da banda no Point Depot.
"Era uma transmissão para toda a Europa e os meus amigos e eu gravamos e ficávamos ouvindo isso todos os dias", diz ele. "Foi fantástico".
Melanie (40) foi introduzida ao U2 pelo seu irmão mais velho, que constantemente tocava "With Or Without You" quando ela foi lançada. Ela tornou-se viciada por 'Achtung Baby', mas admite que o marido é mais fã.
Isso foi um ponto ilustrado quando visitaram a Cedarwood Road na semana passada para verem a casa onde Bono cresceu e foram convidados pelos seus atuais proprietários, a família Ryan.
"A senhora Ryan me perguntou se eu queria ir lá em cima para ver o antigo quarto do Bono, mas eu disse que não precisava. Acho que é só um quarto com uma cama, mas Andre subiu e estava sentado lá com lágrimas nos olhos", ela riu.
Andre assistiu seus heróis musicais 25 vezes, a primeira em Dortmund durante os anos 90 e um dos melhores em Los Angeles em 1997, quando ele chegou a conhecer a banda.
O U2 tem proporcionado a trilha sonora de sua vida, e um álbum em particular teve um efeito profundo.
"Pode parecer bobo ou um pouco estranho, mas acho que 'Achtung Baby' realmente influenciou a minha criatividade e me fez uma pessoa diferente", diz ele.
Como muitos pais, Andre e Melanie lêem muito para suas filhas, mas eles notaram que um monte de livros infantis e contos de fadas tradicionais dão destaque para violência e abuso.
Eles decidiram produzir um próprio para filhas Mavie e Leni, e em vez de escrever sobre madrastas más, grandes lobos maus ou filhos sequestrados, escreveram uma história de inocência.
"Decidimos que seria uma história simples e positiva, só para elas", diz Melanie.
O livro é sobre amizade, paciência e grandes feitos. Seu personagem principal é o garoto Bono, que quer mais do que tudo assistir um show dos seus heróis musicais no lado sul da cidade.
Em sua jornada através de Dublin, ele conhece seus melhores amigos Larry, Edge e Adam, e sente que todos eles estão em problemas de alguma forma e de uma maneira diferente. Bondoso e generoso, Bono ajuda eles com sua paciência altruísta. Enquanto isso, o tempo passa. Ele chegará a tempo para o concerto... e o que é preciso para ser um herói?
'Cedarwood' oferece uma verdadeira lição de amizade e paciência que mantém o seu valor, independentemente da idade do leitor.
Inicialmente, o casal queria compartilhar o livro com os amigos, então Andre decidiu basear os personagens em Bono, Adam, The Edge e Larry, pois muitos de seus amigos também são fãs do U2.
"Então eu pensei que nós poderíamos atrair muitas pessoas da nossa idade, porque muitos fãs têm a mesma idade que nós e muitos deles são pais agora", ele disse.

Decidir qual instituição de caridade se beneficiaria do livro foi fácil. (RED) é próxima do coração do U2, mas mesmo que eles não estando lucrando com as vendas, Andre e Melanie estavam preocupados com o que os fãs pensariam.
"Estávamos muito assustados quando nós finalizamos o livro", Andre admite. "A base de fãs do U2 é muito grande e eles são muito leais, mas também são muito críticos."
No entanto, não tiveram nada com que se preocuparem. 'Cedarwood' tem sido bem recebido, e estão felizes com o livro.
"Não já tivemos nenhum feedback negativo", diz Andre. "Está sendo ótimo".
Eles não ouviram nenhuma crítica negativa vindo da (RED) e do U2. "Já vimos fotos do U2 autografando nossos livros e posters. É engraçado ver."

Do site: Dublin People

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Bono fala com o The New York Times sobre o retorno do U2 para Paris após os ataques terroristas


Do The New York Times:

Perto da metade do show na nova turnê do U2, iNNOCENCE + eXPERIENCE, há uma simulação de uma explosão de uma bomba. O som da explosão, que, juntamente com a canção "Raised By Wolves", relata os atentados terroristas com carros bomba em 1974 em Dublin, e marca o fim da inocência na autobiográfica turnê da banda.
"Sangue na casa/Sangue nas ruas", Bono canta. "As piores coisas do mundo são justificadas pela crença". O tributo aparece também em forma de mensagem no telão de alta tecnologia: "Lembre-se das vítimas", "deixe nossa cultura por si só", "Justiça para os Esquecidos".
Já mergulhada na geopolítica, o elaborado show de arena da banda será imbuído de simbolismo nos dois shows finais em Paris no domingo e segunda-feira, 6 e 7 de dezembro, com transmissão do show do dia 7 pela HBO. Inicialmente previsto para novembro, dias 14 e 15 na AccorHotels Arena, os shows e o especial de televisão foram cancelados devido aos atentados terroristas em 13 de novembro, que matou 130 pessoas, incluindo 89 pessoas no Bataclan, uma sala de concertos onde estava se apresentando a banda Eagles of Death Metal.
Menos de um mês depois, o U2 — que tocou no Madison Square Garden algumas semanas depois do atentado de 11 de Setembro de 2001 e homenageou aqueles que trabalharam na emergência — irá realizar o maior concerto em Paris desde os ataques coordenados do estado islâmico.
"Algumas das nossas músicas lá dos anos 80, escritas sobre os eventos na Irlanda, de repente tem um novo significado e uma conexão para esses terríveis acontecimentos em Paris", disse The Edge, que acrescentou que a banda estava "pensando em uns convidados especiais" como uma homenagem.
Por telefone de Nova York, onde celebrou o aniversário de 10 anos de suas organizações humanitárias, ONE e (RED), Bono falou sobre estar esperançoso neste retorno à Paris, ressaltando a alegria e desafios em face do terror. Abaixo, trechos da conversa.

Você fez dois shows em Paris antes dos ataques e se preparava para o show da HBO. Onde você estava quando soube o que tinha ocorrido?

Eu estava no palco, e estávamos ensaiando no Bercy [agora AccorHotels Arena]. Fomos tirados do prédio. Nós estávamos esperando que os relatos dos incidentes tivessem sido um engano. Foi um caos.

Qual foi o processo na decisão de cancelar os shows?

O U2 não tem um histórico de cancelamento de shows. Acredito que os irlandeses em nós apenas não querem ceder ao terrorismo. Tivemos isso nossa vida inteira. Mas ao olhar para o rosto de Arthur Fogel (da Live Nation), eu pude ver que estes não iriam acontecer. E depois: como poderíamos ser úteis para o Eagles of Death Metal? O que poderíamos fazer enquanto estivéssemos aqui em Paris?

Você visitou o Bataclan para prestar respeito e solidariedade.

Fizemos isso no nosso caminho para o aeroporto. Fomos embora na noite seguinte — nós tínhamos um avião, que colocamos à disposição do Eagles... se eles quisessem, mas encontraram uma outra maneira. A melhor coisa que poderíamos fazer por nossos colegas músicos era comprar celulares para eles para podermos nos falar.

Então você conversou com o Eagles of Death Metal?

Falei com Julian [Dorio] e Jesse [Hughes]. Mas esta foi a melhor coisa, Jesse disse, de pegar os celulares para enviar mensagens de texto e todas as coisas que você faz — meios de comunicação sociais – para descobrir o que está acontecendo. Seus telefones foram perdidos, estavam no local do show.
Jesse me levou através de cada momento. Eles realmente precisavam de aconselhamento adequado, porém — não de uma estrela irlandesa de rock bem intencionado. Porque o transtorno de estresse pós-traumático é um problema real para as pessoas que passam por estas coisas. Eles vão ficar bem, mas foi algo muito ruim.

Quando chegou a hora de começar a pensar no reagendamento, era importante para você voltar lá o mais rápido possível?

Absolutamente. O terrorismo baseia-se nas pessoas sendo aterrorizadas, o que não íamos ser. Nós sentimos que a maior e a única verdadeira contribuição que podemos fazer no momento, é homenagear o povo de Paris, que nos trouxe o conceito de liberté, égalité, fraternité.
ISIS e esses tipos de extremistas são um culto da morte. Somos uma seita de vida. Rock'n'roll é uma força de vida, e é a alegria como um ato de rebeldia. Isso é o que é o U2. Isso é o cerne da nossa banda. Mais importante neste caso, é o cerne do nosso público. Agora já posso ouvir que nós seremos abafados por aquela multidão francesa. E isso é poderoso.

Você tem acompanhado a resposta política aos ataques?

Há uma linha que eu tenho usado desde então, que é que, na Irlanda, sabemos que não temos que nos tornar um monstro para derrotar um monstro. Não é só as 130 vidas que foram tiradas. Eles também estavam tentando roubar a igualdade e a justiça. Se eles nos mudassem, então eles teriam sido eficazes.

Você cresceu com a ameaça iminente do terrorismo perto de você. Como isso afeta como você vê os recentes acontecimentos em Paris, Beirute e ao redor do mundo?

"Raised By Wolves". Em qualquer outra sexta-feira, eu estaria bem no centro de um dos carros bomba em Dublin. 33 pessoas morreram naquela sexta-feira. Eu não estava entre elas. Houve uma greve de ônibus naquele dia, é por isso que eu fui de bicicleta para a escola. No meu tipo de auto-questionamento sobre por que eu escrevo como escrevo, pensei, por que estou sempre escrevendo canções sobre justiça social? Eu percebi que este incidente, quando eu tinha 14 anos, deve realmente ter me afetado, embora eu tenha escapado.
O irmão do meu melhor amigo não escapou, e ele foi afetado por isso. Ele veio para o show na semana passada em Belfast e em Dublin com um estilhaço do carro. Ele teve aconselhamentos, e ele viu coisas terríveis. Mais tarde tornou-se um viciado em heroína. Ele dormiu na rua. Agora ele se recuperou, mas ele trouxe uma peça do carro que explodiu na frente dele. Perguntei-lhe por que e ele disse: "Eu peguei um pedaço daquilo, porque aquilo levou um pedaço de mim." Quarenta anos mais tarde, as pessoas ainda sentem dor.

Quando se trata de reconstruir o show após o acontecido, há partes que você irá mexer? Por exemplo, as partes sobre os atentados de carros bomba, e o som da explosão?

Se você fosse escrever um roteiro para Paris, e se fosse o U2 tocando, você iria aparecer com um show semelhante ao que temos. Essa é a coisa engraçada. Mas não é só alegria como um ato de rebeldia; é o negócio como de costume, como um ato de rebeldia. Isto não é um concerto para os heróis. Isto é apenas: fazer sua coisa. Isso é o que os franceses querem que façamos. Estamos fazendo o que nos mandam.

A turnê foi programada para terminar na Irlanda, e agora os shows em Paris vão se tornar as últimas datas. Como isso muda a experiência?

Que bizarro é isso — e de uma forma engraçada, como inspirador é — que quando deixamos Paris fomos direto para Belfast e encontramos a paz? Nós encontramos a esperança. Isto era suposto para ser um problema insanável. E esta era uma paz que foi brutal. As pessoas tinham realmente que se comprometer para trazer esta paz.
Quando estiver triste sobre as coisas e pensar, meu Deus, há um fim para isto? Sim, existe, só é preciso muito trabalho, muito tempo. Eu nunca fui um hippie — sou punk rock, realmente. Nunca curti: "Vamos dar as mãos, e a paz virá só porque iremos sonhar isto para o mundo." Não. A paz é o oposto de sonhar. É construída lentamente e certamente através de compromissos brutais e pequenas vitórias que você nem vê. É um negócio sujo, trazer paz ao mundo. Mas isso pode ser feito, tenho certeza disso.

The Edge: de fotografado, à fotógrafo nas sessões em Zabriske Point para 'The Joshua Tree'


Em dezembro de 1986, para o lançamento do seu novo disco, o U2 viajou pelo deserto da Califórnia à procura do cenário perfeito para fotografar antes de resolverem que seria em uma árvore solitária no Parque Nacional de Joshua Tree.
Embora a foto tenha sido tirada em Zabriskie Point no Parque Nacional de Death Valley, o fotógrafo Anton Corbijn conseguiu transmitir aquilo que imaginava, que era “o homem e o meio ambiente, irlandeses na América”.
Junto com o U2 estava Steve Averill, o designer das capas dos discos da banda desde o início. Ele também foi o responsável pelo batismo do nome U2. Foi ele quem sugeriu o nome para Adam Clayton, que então repassou para os outros integrantes
Em seu site, Steve (ou Stephen Averill) mostra uma foto inédita tirada nestas sessões no Zabriskie Point para o 'The Joshua Tree'. Só que não é uma foto da banda, e sim dele, tirada por The Edge!
Ela foi tratada nos mesmos moldes das fotos de 'The Joshua Tree':

Bono e The Edge tocam U2 junto com orquestra e convidados no concerto 'A Night Of Music: Celebrating 10 Years of ONE and (RED)'


Aconteceu ontem no Carnegie Hall, em Nova York, o concerto 'A Night Of Music: Celebrating 10 Years of ONE and (RED)'. Bono disse que era uma celebração, e não um concerto de caridade.
Marcou o retorno dele em um evento do Dia Mundial da Luta Contra a Aids, já que ano passado, devido ao seu acidente de bicicleta, o U2 teve que improvisar um concerto sem ele.
Desta vez, Bono e The Edge se apresentaram sem Larry Mullen e Adam Clayton, e improvisaram um mini concerto com 6 canções no set, e alguns convidados para as performances.
Como foi um concerto privado, não houve venda de ingressos para o público em geral, e o relato do site @U2 é que Bono entrou no palco para um breve discurso, e a primeira canção da noite foi "When Love Comes To Town", com participação do cantor irlandês Hozier.


A segunda canção da noite foi "Every Breaking Wave", com Bono e The Edge acompanhados por uma seção de cordas da Orquestra de St. Luke, Nova York.
Para a canção seguinte, a adição da Orquestra Sinfônica Kimbanquiste do Congo, e a performance de "Stuck In A Moment You Can't Get Out Of" com um diferente arranjo.


Na sequência, a dupla tocou "Angel Of Harlem", com o arranjo de metais (trompa), da maneira que utilizaram na gravação da versão original em 1988, mas que raramente utilizam em uma performance ao vivo.


A penúltima canção da noite foi uma surpreendente versão de "I Still Haven't Found What I'm Looking For" com diferente arranjo e coral como na versão ao vivo de 'Rattle And Hum'.


Fechando a noite, "One", com participação de Miley Cyrus e Jessie J.
Bono cantou o primeiro verso, Jessie J o segundo e Miley Cyrus entrou no palco para o terceiro verso, mas não conhecia a letra, não soube o que fazer, então Bono assumiu.
A performance terminou com um trecho de "Invisible", assim como fazem na turnê do U2, e Bono deixou o palco agradecendo os presentes pelo seu trabalho com a ONE e (RED).


Bono conversou depois com Jimmy Kimmel, em um link ao vivo com o programa:

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A Entrevista de The Edge para a Hot Press - Parte 04


The Edge deu uma exclusiva e longa entrevista para Olaf Tyaransen, para a nova edição da Hot Press.

Nesta 4° e última parte ele fala sobre aborto, sobre a última vez que chorou, sobre um álbum acústico do U2, a Music Generation, sobre Dublin.

Olaf Tyaransen: Qual sua posição sobre a revogação da Oitava Emenda (debate sobre o aborto irlandês em curso que possivelmente irá resultar em um referendo no próximo ano) ?

The Edge: Bem, eu sempre - como regra geral – sou pró-escolha. Eu não sou a favor do aborto. Não acho que você tem que ser, para ser pró-escolha. Não me sinto confortável com a ideia que você toma essa posição monumental longe de uma mulher. Eu acho que deveria ser sua decisão. Então, essa é minha opinião.

Olaf Tyaransen: Quando foi a última vez que você chorou?

The Edge: No palco, provavelmente (risos). Essa é a coisa sobre essas músicas, eles são tão pessoais e nós, como uma banda... Acho que muitos dos nossos fãs estão muito comovidos em nossos shows – mas o que eles podem não perceber é que a banda também está.

Olaf Tyaransen: Não acontece sempre isso? Quando você está lá tocando seus shows, há sempre um momento quando você está no palco e em alguma transição, movimento: 'Oh, o que será que tem para o almoço amanhã?'

The Edge: Muito ocasionalmente você se distrai. Aprendi ao longo dos anos, que essa é a única vez que eu nunca faria uma anotação, cometer um erro, ou perder a conexão com o que estou fazendo. Então eu imediatamente apenas volto minha mente para ele. Então, a resposta é, muito raramente. Quando isso acontece, você provavelmente vê ou ouve isso muito rápido. Acho que é a verdade para todos na banda. Eu habito a canção e Bono é a mesma coisa, e tenho certeza que Adam e Larry também. É a única maneira que podemos fazer o que fazemos, sintonia totalmente nela. Caso contrário não funciona.

Olaf Tyaransen: Minha música favorita pessoal de U2 de todos os tempos é na verdade "Every Breaking Wave". Mas a versão dela que me fascina é a acústica que fizeram no Jools Holland. Já pensou em fazer um álbum acústico ao vivo?

The Edge: Sim, eu poderia ver isso acontecendo. Nunca esteve em cima de nossa mesa como uma ideia, mas acho que funcionaria muito bem. Na verdade, Bono e eu fizemos alguns shows ao longo dos anos, tipo como convidados especiais ou coisa parecida. Fizemos um para o Hollywood Bowl, só nós dois, tocamos 45 minutos ou 1 hora, não me lembro, mas na verdade funcionou muito bem. Apenas um violão ou piano e voz. Acho que eu toquei elétrico para algumas coisas. Então, arranjos acústicos de nossas canções funcionam. Essa é a versão que estamos tocando de "Every Breaking Wave", aquela que você gosta. Um dia desses, eu não ficaria surpreso se fizermos um tipo de trabalho acústico.

Olaf Tyaransen: Haverá convidados especiais para os shows de Dublin?

The Edge: Todas as nossas tias e tios – eles são convidados muito especiais (risos). Os shows em Dublin estão em muitas maneiras, sendo mais trabalhados fora do palco. No palco a coisa é grande, mas nos bastidores há sempre tanta gente para cumprimentar. E é maravilhoso, mas também é... pode ser muita coisa.

Olaf Tyaransen: Os shows de Dublin são essencialmente programados como shows para caridade, porque vocês estão doando os lucros de €2 milhões para o Music Generation. Vocês fazem isso em qualquer outro lugar por alguma outra causa?

The Edge: Não, é uma coisa irlandesa. Já fizemos isso por anos. Uma vez começamos a turnê fazendo estes grandes shows, eu acho que nós sempre fizemos. Nós queremos fazer os shows de Dublin muito especiais. Há sempre algo que queremos ajudar a apoiar. Estamos tão orgulhosos da iniciativa da Music Generation. Ela está indo tão bem. É um enorme sucesso e faz uma grande diferença, por isso estamos muito orgulhosos de fazer parte disso.

Olaf Tyaransen: Você tem casas em Dublin, no sul da França e em Malibu. Onde você chama de lar?

The Edge: O lugar que eu me sinto em casa é Dublin. Que é o centro de todas as minhas atividades, onde todas as minhas coisas estão, e todo o meu povo. Minha irmã mora lá, então definitivamente é Dublin. Há um pouco de cigano em mim. Adoro viajar, bem como encontrar novos lugares, explorar lugares. Então eu amo Dublin, e ainda, eu também adoro estar na Califórnia, Nova York e Londres, onde estamos neste momento.

Olaf Tyaransen: Aonde será o próximo show?

The Edge: Glasgow. Na verdade estamos fora da porta, há um minuto para entrar no avião. O público de Glasgow é grandioso. Eles e o público de Dublin, acho, são os dois com mais energia de todos os nossos públicos nesta parte do mundo. Não consigo pensar em um público que é mais divertido para tocar, por causa disso. América do Sul é grande também. Mas Dublin e Glasgow, o público é simplesmente fantástico.

A Entrevista de The Edge para a Hot Press - Parte 03


The Edge deu uma exclusiva e longa entrevista para Olaf Tyaransen, para a nova edição da Hot Press.

Nesta 3° parte ele fala sobre o próximo disco do U2, 'Songs Of Experience', sobre a forma de lançamento que podem utilizar desta vez, a incapacidade de Bono em tocar guitarra nesta turnê, a adaptação do palco para os shows em Dublin.

Olaf Tyaransen: Como anda 'Songs Of Experience'?

The Edge: Estamos trabalhando nele no caminho, aqui e ali, quando estamos ao redor. É difícil dizer quanto tempo levará para terminá-lo, mas estamos realmente determinados a terminá-lo logo no início do ano. Esse seria nosso plano: tentar terminá-lo o mais rápido possível no Ano Novo e lançar ele quando encontrarmos o momento certo.

Olaf Tyaransen: Quando seria?

The Edge: Não há datas. Ainda não descobrimos isso, mas nossa intenção seria lançar ele em algum momento no final do próximo ano.

Olaf Tyaransen: Vocês vão lançá-lo da mesma maneira que 'Songs Of Innocence'?

The Edge: Nós estamos vendo todas as opções. É o mesmo problema. Vejo tantos grandes álbuns que são lançados e então eles desaparecem. É tão difícil agora obter a atenção das pessoas. Obviamente, existem exceções. A nova música da Adele criou uma sensação enorme e eu acho que é uma grande canção. Ela é um fenômeno – então você tem as exceções. Mas para muitos artistas, qualquer coisa com uma guitarra hoje em dia, parece que atravessa o mesmo tipo de julgamento, que é 'como podemos gerar interesse pelo nosso trabalho?' Temos visto o benefício do lançamento pela Apple na nossa turnê. Isso sim é uma coisa de louco.

Olaf Tyaransen: Como assim?

The Edge: Parece que há um monte de jovens fãs indo aos nossos shows, conhecendo o nosso novo álbum, melhor que um monte de nossas canções clássicas antigas. Então, definitivamente há um tipo de benefício em ter o álbum lançado para tantas pessoas. Então eu não descartaria fazer algo semelhante com o próximo disco. Mas honestamente, o que estávamos tentando fazer naquele momento era algo novo e diferente e, claro, coisas atualmente são novas e diferentes como uma fração de segundo, e então elas se tornam antiquadas e previsíveis.

Olaf Tyaransen: Então, quais são as implicações para 'Songs Of Experience'?

The Edge: Quando formos lançar o próximo disco, vamos tentar pensar em algo que é uma coisa nova e uma nova maneira de se obter a música. Eu sei que você sabe isso melhor que ninguém, mas todo o negócio da música está em crise. Estamos em meio a esta mudança de mares, e ninguém sabe onde ela está indo ou o que está acontecendo com os serviços de streaming chegando, iTunes continua vendendo downloads, as vendas de CD's físicos despencaram em muitos países do mundo. Você nem consegue agora encontrar um CD nos Estados Unidos. Então, como estamos fazendo com tudo nosso, só queremos ser inovadores e encontrar maneiras legais para contornar estes problemas.

Olaf Tyaransen: A incapacidade de Bono em tocar guitarra – quero dizer fisicamente, não talentosamente, mudou sua maneira de tocar alguma música na turnê?

The Edge: Bem (risos), eu vou te dizer o que realmente significa isso. Quando eu ia fazer um solo, a guitarra de Bono era realmente crucial para manter o ritmo da música, então eu sinto falta disso. Mas como nós tivemos muito tempo para se preparar antes da turnê, estávamos chegando com novas idéias de arranjos que contornaram esses problemas. Então, nós estamos em boa forma nessa frente.

Olaf Tyaransen: O U2 sempre se manteve ocupado fora do rock'n'roll. Quando Charlie Watts foi perguntado sobre o 25º aniversário dos Rolling Stones, ele comentou: "Sim, cinco anos tocando, 20 anos, por aí." O U2 realmente não tem um monte de tempo de inatividade, não é?

The Edge: HAHA! Há muita coisa acontecendo em todos os momentos. Acho que amo isso, porque eu continuo fazendo isso – e Bono, claro, particularmente. Mas todos nós, em diferentes extensões. Eu acho que tomar o caminho mais fácil, a opção tranquila, não é para nós - qualquer um de nós quer construir. Sou uma pessoa muito curiosa, e sempre que fico fascinado com algo, só quero mergulhar nisso e aprender sobre isso e compreender isso. Há muito disso, não só em termos de música, mas em termos de outras coisas também. Acho que consigo entrar nas coisas de uma maneira fundamental... e vou embora.

Olaf Tyaransen: Vocês tiveram que reconfigurar completamente o palco da iNNOCENCE + eXPERIENCE para os shows na 3Arena de Dublin. Existe algum perigo do show perder seu impacto?

The Edge: Acho que na verdade vai aumentar o impacto, é tão pequeno ele. O que nós ainda não descobrimos é como irá impactar na nossa abordagem para executar as músicas, e onde nós vamos ser capazes de estarmos. Não saberemos até que estivermos no palco. Há um outro elemento de risco, literalmente: você anda em um espaço que você nunca trabalhou antes, mesmo porque tem que ser comprometido... e a localização do público vai ser muito diferente em relação ao palco, então vai haver alguns desafios novos e interessantes. Acho que serão shows muito emocionantes porque – as músicas, a produção, estarão espremidas lá. Estamos colocando lá uma produção projetada para um local muito maior do que a 3Arena. Sabe, tenho certeza que vai levantar o teto com a energia e concentração.

A Entrevista de The Edge para a Hot Press - Parte 02


The Edge deu uma exclusiva e longa entrevista para Olaf Tyaransen, para a nova edição da Hot Press.

Nesta 2° parte ele fala sobre a diferença entre o público na Europa e na América, sobre os cuidados com os shows em Belfast e Dublin, a morte de Dennis Sheeran, sobre o cancelamento do show em Estocolmo devido à uma falha de segurança.

Olaf Tyaransen: Adam me disse em Londres na noite passada que há uma diferença emocional marcante na resposta do público europeu ao americano.

The Edge: Acho que varia, literalmente, de cidade em cidade. Com certeza, há uma enorme diferença entre, digamos, o público de Dublin e o público americano, ou entre o público espanhol ou o público italiano e o público americano. A parte do público europeu que são um pouco mais reservados, são iguais na América, sabe? Você pode ter uma grande noite em Nova York ou talvez Chicago onde as coisas realmente podem acontecer de uma maneira muito diferente. A diferença é que o público europeu são usados para concertos stand-up, que é a norma na Europa, considerando que na América é um tipo de fenômeno novo. Eles só não estão acostumados à ter esta liberdade para pular, enquanto que na Europa se tem. Por isso é uma cultura diferente. O que foi surpreendente, desde que chegamos na Europa, é que – apesar da barreira linguística – todos os fãs têm cantado as canções do novo álbum. Na Itália e na Espanha, particularmente, foi extraordinário ouvir as pessoas cantando a letra de "Raised By Wolves", sabe? E cantando todas as letras! É meio selvagem, não é o que esperávamos.

Olaf Tyaransen: Você co-escreveu esta canção com Bono?

The Edge: Sim, Bono e eu escrevemos isso juntos. Está escrito na perspectiva de Andrew Rowen. Nós queremos manter o show na Irlanda como está e nós não queremos começar tirando coisas fundamentais. O que queremos fazer, é ser sensíveis. Sempre somos. Vai ser muito interessante, não só tocá-la em Belfast, mas tocá-la em Dublin, porque, claro, o álbum é muito pessoal. Há créditos para um monte de pessoas e lugares da cidade. É uma coisa muito diferente em tocar "Cedarwood Road" para os fãs americanos ou italianos ou espanhóis ou britânicos, mas quando você está tocando para as pessoas que provavelmente viveram lá (risos), ou conhecem bem muitas das referências...

Olaf Tyaransen: Algo totalmente diferente!

The Edge: Não quero dizer que é algo para assustar, mas certamente haverá muitos cuidados e uma sensação que esses shows foram preparados à parte do resto da turnê. Um pequeno elemento de risco, com certeza, em como as músicas vão ser apresentadas e como o show vai acontecer na frente de uma platéia de Dublin, e tenho certeza que o público de Belfast, também.

Olaf Tyaransen: Vocês ainda não tocaram uma única música do disco 'POP' nesta turnê, mas é possível que toquem "Please" em Belfast?

The Edge: Acho que não. É uma grande música, mas o show é bem amarrado onde temos uma narrativa muito clara. Então não vejo como mudá-lo deste momento, para Belfast. Nós ocasionalmente temos sido capazes de tocar algo relevante para uma cidade, mas não sei. Vamos ver. É uma boa ideia, mesmo assim! Nós vamos colocá-la na lista de possibilidades.

Olaf Tyaransen: Seu gerente de turnê de décadas, Dennis Sheehan, faleceu subitamente em Los Angeles em maio. Sente saudades dele?

The Edge: Nós sentimos. É engraçado, Dennis não estar por perto é uma daquelas coisas que te atinge nos momentos mais estranhos. Em algumas ocasiões, eu queria pegar o telefone para ligar para ele e falar sobre algo, e é quando isto te acerta. Só a presença dele, você sabe, nos locais e supervisionando a equipe, foi sempre tão reconfortante e constante. É uma perda irreparável.

Olaf Tyaransen: Seu show em Estocolmo foi cancelado em setembro porque – aparentemente – alguém armado estava dentro da Arena. O que aconteceu exatamente?

The Edge: Estocolmo foi a primeira vez na nossa carreira que não subimos no palco quando estávamos no local da apresentação, e não havia mais um público no local. Nunca aconteceu antes. Neste caso, pelo que entendemos, alguma pessoa entrou para o show e tinha uma arma de fogo. Ela foi desmontada e colocada na bolsa da namorada dele, mas, claro, cada bolsa é revistada. Isto foi visto na revista – e ele teve permissão de entrar com ela! Essa é a coisa estranha disto. Não sabemos exatamente como isso aconteceu. Mas ele teve permissão de entrar, e só depois que entrou, é que alguém explicou o que tinha acontecido para o chefe de segurança e ele obviamente disse isto aos promotores e falou com a polícia, e então ele simplesmente foi demitido. Eles estavam procurando no local e não conseguiram encontrar o casal. Eles procuraram para ver se alguém estava escondido em qualquer parte da Arena. Mas eles não foram capazes de encontrar as pessoas, e não conseguiram encontrar a arma. Então eles disseram: "vocês não podem tocar. Vamos ter que adiar isso." Tivemos sorte que tivemos uns dias de folga depois do show de Estocolmo, então fomos capazes de remarcar o show para uns dias depois. Caso contrário, nós iríamos estar voltando para lá somente no final da turnê.

Olaf Tyaransen: Como era o clima no backstage?

The Edge: Não nos sentimos bem no backstage, porque não sabíamos o que estava acontecendo. Mas quando alguém disse: "alguém trouxe uma arma para dentro do local. Ela está no local e não encontramos." Isso foi como..... que diabos é isso? Isso não é uma coisa muito reconfortante ouvir!

Olaf Tyaransen: Teria que ser uma preocupação geral, quando você está no nível de celebridade que o U2 está não é? Apenas um louco qualquer com uma arma......

The Edge: Olha, é algo que você não pode debruçar sobre. Há pessoas que são responsáveis pela segurança. Tudo que posso dizer é... quer dizer, há loucos por aí, mas nós vemos muito poucos deles em nossos shows, em nosso público. Geralmente temos uma grande platéia. Temos muita sorte nessa frente. Há mais malucos na banda! (risos)

A Entrevista de The Edge para a Hot Press - Parte 01


The Edge deu uma exclusiva e longa entrevista para Olaf Tyaransen, para a nova edição da Hot Press. Ele fala nesta primeira parte sobre sua queda do palco no show de abertura da nova turnê, que poderia ter causado o cancelamento da turnê.
Ele fala também dos shows bem recebidos pela crítica, com ingressos esgotados, e sobre a resposta que vem tendo sobre 'Songs Of Innocence'.

Confira:

É 19:30 da noite de 3 de novembro de 2015 e, no backstage, na cavernosa London O2 Arena, há uma pequena festa rock'n'roll acontecendo sob um toldo preto especialmente erguido com o nome Cedarwood Lounge. Em pouco menos de uma hora, o U2 estará fazendo o último dos seis shows da turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE na capital inglesa.
Não há sinal de Larry Mullen (há rumores que ele está no The Tube, o metrô de Londres), mas Bono, Edge e Adam Clayton estão reunidos e cumprimentando os convidados Noel Gallagher, Paul Epworth, Guggi e diversos membros do One Direction. Gallagher fez uma aparição no palco na outra noite, tocando "I Still Haven't Found What I'm Looking For" e "All You Need Is Love" com a banda, mas de acordo com o gerente do U2, Guy Oseary, não haverá qualquer convidado especial esta noite.
Jovial de aparência americano-israelense de 43 anos, Oseary é o manager do U2 nos últimos dois anos, tomando as rédeas do temível Paul McGuinness em novembro de 2013, em um reputado negócio de US$ 30 milhões. Ele diz para a Hot Press que estará retornando para os EUA nos próximos dias para cuidar de alguns negócios de Madonna (ele tem sido um parceiro de negócios da Ms Ciccone desde sua adolescência... e se tornou manager dela há uma década), mas ele espera estar no último show em Dublin. "De alguma forma eu consegui um ingresso", explica ele. Certamente ele está brincando? "Acredite em mim, foi realmente muito mais difícil do que parece", ele suspira.
Esse último show em Dublin, na 3Arena, acontecerá em um sábado, 28 de novembro, e teria marcado o fim da primeira etapa norte americana e européia da iNNOCENCE + eXPERIENCE se não fossem pelos trágicos acontecimentos em Paris. Tendo começado em Vancouver no dia 14 de maio, promovendo o décimo terceiro álbum de estúdio do U2, 'Songs Of Innocence' – os quatros caras de Dublin terão feito um total de 76 shows em 22 cidades em 11 países, para mais de 1.271.000 fãs.
O plano original tinha sido que a Hot Press falaria com The Edge nos bastidores esta noite, mas mesmo antes do atrasos dos trens, aviões e automóveis impossibilitarem essa perspectiva, houve uma mudança na agenda e a entrevista foi adiada. Que, pelo menos, tirou a pressão e me permitiu apreciar o show. Eles fazem um espetáculo de duas horas de coreografia rock n roll old school, misturado com tecnologia de ponta. Há uma razão para que essa turnê ainda não tenha tido uma crítica negativa.

The Edge me liga em casa em Galway, dois dias depois...

Olaf Tyaransen: Eu posso estar errado sobre isso, mas alguém me disse que você pegou o metrô para o show na O2 na outra noite. Verdade?

The Edge: Eu? Não, não. Tenho um barco – um pequeno barco. Acho que Larry deve ter ido de metrô.

Olaf Tyaransen: Ahh sim. Eu pensei que era uma maneira estranha para qualquer membro do U2 de viajar para um grande espetáculo.

The Edge: Sim. Larry foi pro show ou voltou para casa de metrô. A maneira mais rápida é, provavelmente, o Tube, mas de barco foi realmente muito legal.

Olaf Tyaransen: Voltando ao primeiro show em Vancouver da iNNOCENCE + eXPERIENCE. O que se passou pela sua cabeça quando você caiu do palco no final da noite?

The Edge: Bem, eu consegui fazer isto porque olhei para fora do palco (risos). Eu estava olhando para cima e eu literalmente estava dizendo adeus para as linhas da passarela, e prestes a sair fora delas. Aconteceu tão rápido! Me levantei e meu primeiro pensamento foi: "O que eu quebrei?" Na verdade, eu realmente não sentia nada. Eu tentei voltar ao palco, foi o que tentei fazer, e então eu percebi que não havia nenhum degrau, então continuei andando por ali. Eu ainda estava acenando para a multidão e então sai vagando.

Olaf Tyaransen: Poderia ter sido um desastre...

The Edge: Depois, pensei, "Oh meu Deus, eu tive muita sorte." No meio de um show, você não está pensando em seu próprio bem-estar físico... você está perdido no show. No dia seguinte, eu olhei para baixo, vi onde cai e percebi que ali havia todas aquelas colunas de metais que sustentavam o trilho das câmeras de filmagem, porque tínhamos uma câmera no trilho. Se eu tivesse caído em cima daquilo, aquilo teria atravessado meu corpo, eu teria sido empalado, então foi uma sorte incrível como aconteceu, a maneira que caí.

Olaf Tyaransen: Ainda sobre ser empalado – se você tivesse quebrado um braço, o que teria acontecido com a turnê?

The Edge: Bem, provavelmente teríamos que cancelar a turnê. Então, foi um momento delicado.

Olaf Tyaransen: A turnê já foi adiada por causa do acidente de bicicleta de Bono no Central Park, e em seguida, o pai do Larry faleceu em Dublin, algumas noites antes da estreia. A banda se sentiu amaldiçoada em algum momento?

The Edge: Não, mas eu brinquei com os outros perguntando se algum deles tinha tido alguma estreita proximidade com o sarcófago de Tutankhamon ou qualquer outra parte do seu túmulo (risos). Não há dúvida que tivemos uma sequência de casos infelizes, mas não. Na verdade o oposto. Quando que eu cheguei ao fim daquela noite de abertura, eu estava me sentindo como o guitarrista mais sortudo do rock'n'roll porque o show foi do começo ao fim, absolutamente prazeroso de se tocar. Tínhamos dedicado muito tempo e esforços para a preparação e acho que todos percebemos naquele momento que a produção estava trabalhando – todas as idéias, os temas, as músicas que tinha sido escolhidas estavam sendo trabalhadas e tudo estava sendo juntado brilhantemente. Então provavelmente por causa disto, foi neste momento de devaneio que eu não estava prestando atenção suficiente no palco e aconteceu a queda.

Olaf Tyaransen: Vocês já fizeram cerca de 60 shows desde então.

The Edge: E não tivemos um show que sentimos não ter o tipo certo de espírito. Não tivemos uma reação morna. Não tivemos uma crítica ruim. É como se a turnê toda estivesse muito abençoada. Com ingressos esgotados em todos os lugares. Nós sempre seguramos alguns ingressos pois não temos certeza exatamente onde serão nossos seat-kills (assentos impossibilitados para serem ocupados por causa de algo técnico), porque a produção tem uma nova abordagem que ninguém consegue saber antes do tempo, então estes assentos precisam ser "mortos". Sempre somos conservadores sobre isso. Uma vez que a produção fecha seu trabalho em um local, então nós podemos liberar os ingressos para estes lugares que não terão problemas de visão do espetáculo. Então tem havido, de vez em quando, algumas vendas de ingressos de última hora, mas, basicamente, a turnê esgotou todos os ingressos. Estamos sentindo muita sorte agora neste ponto e realmente abençoados e felizes (risos). As novas músicas estão funcionando muito bem, que é uma maravilhosa validação do álbum.

Olaf Tyaransen: Ele foi um pouco injustiçado quando foi lançado....

The Edge: Quando foi lançado, a música não era realmente o foco da atenção da mídia. O método de lançamento (um controverso download gratuito pelo Itunes) foi no que as pessoas estavam se concentrando. Então agora, com toda aquelas merdas esquecidas, é que as pessoas estão descobrindo que é um grande disco e que as canções são realmente fortes. Nós só estamos surpresos como ele está indo bem.
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