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quinta-feira, 17 de julho de 2014

O videoclipe do Negativland com imagens do U2 e samplers de "I Still Haven't Found What I'm Looking For"

Esta é a versão especial Radio Edit da música do Negativland intitulada "I Still Haven't Found What I'm Looking For" que originalmente era para estar em um EP chamado U2, em 1991.
Isso causou um alvoroço quando foi lançado, pois a Island Records processou o Negativland por violação de direitos autorais e difamação, entre outras coisas. A própria gravadora do Negativland ficou contra eles.
A banda foi exterminada na época devido à tudo isso.
O processo foi resolvido e a canção foi eventualmente lançada uma década mais tarde, no EP intitulado 'These Guys Are From England and Who Gives a Shit'.
O video abaixo da canção é oficial e foi produzido pelo Negativland. O vídeo incorporado tem algumas cenas censuradas (o texto de censura em vermelho) a fim de cumprir com as normas do YouTube. As cenas removidas mostravam fezes humanas.

Adam Clayton explica sobre linha de "Beautiful Day" que ele toca o baixo com seus dedos

Em uma entrevista no ano de 2006, foi dito à Adam Clayton que é curioso o jeito que ele encontra maneiras diferentes de tocar as oitavas notas, usando ou os dedos, ou uma palheta.
Em "Beautiful Day", que tem uma linha de oitavas em colcheia, Adam toca com os dedos. E ele explica o por que: "Você sabe, Bono sempre quis que eu tocasse esta parte com uma palheta, porque ele via isso mais como uma linha de percussão. Mas eu achei muito difícil de tocar aquele riff em particular, com uma palheta. Eu podia ouvi-lo e tocá-lo com os dedos, mas cada vez que tentei fazê-lo com uma palheta, eu deixei ela cair. Eu não sei por que.
Agora eu acho que se eu usasse uma palheta, seria um pouco mundano, porque você tem o baixo e a guitarra apenas conduzindo o mesmo riff, e não seria tão sexy como ir sob a parte de guitarra com os dedos. Recebo uma reação física diferente tocando com meus dedos. Não há nada como o contato de puxar as cordas."

O roubo não convencional de canções do U2 em 1996

No ano de 1996, hackers disponibilizaram duas canções então inéditas do U2 na Internet, provavelmente após invadirem os computadores no estúdio de gravação da banda em Dublin. O U2 gravava o álbum 'POP' naquele momento, mas ainda não tinha seu título divulgado, e só se sabia que eles planejavam o lançamento para a primavera.
As músicas "Discotheque" e "Wake Up Dead Man", apareceram em sites da Internet em pelo menos quatro países.
Com o aparecimento ilícito na Internet, as músicas também foram copiadas para CD'S. O bootleg então foi colocado à venda por US$10 em mercados de rua na Irlanda e na Grã-Bretanha.
"É uma violação dos nossos direitos autorais", disse Marc Marot, diretor da Island Records na época.
A Island Records tentou de todas as formas retirar do ar os sites que disponibilizaram as canções.
O roubo da forma convencional, devido a baixa qualidade das canções, foi descartado, segundo o jornal.
Managers da banda investigaram a possibilidade de que os hackers tiveram acesso aos computadores no estúdio de Dublin do U2. Eles podem ter conseguido acesso através de cabos de alimentação que transmitiam as imagens das sessões de gravação do álbum, para um site da Internet mantido pela Island Records.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

A sequência original da animação de Lara Croft para o telão do U2 nos shows da turnê Popmart

Na turnê mundial Popmart 1997/1998, o U2 utilizou no telão durante a performance de "Hold Me Thrill Me Kiss Me Kill Me", imagens em computações gráficas da personagem de videogame Lara Croft.
A banda adquiriu os direitos e contratou a empresa britânica Core Design, fabricante de jogos, para criar imagens personalizadas. Confira o video com a sequência original da animação:


"Ficamos encantados quando o U2 perguntou se Lara poderia dividir o palco com eles. É uma grande honra para Lara, e ela estabelece a sua posição como um verdadeiro ícone cult", disse Larry Sparks, diretor de marketing mundial para a Eidos Interactive.
"É ótimo saber que o U2 são fãs de Lara e no caso de eles ficarem entediados nos bastidores, temos a certeza de que eles vão estar jogando Tomb Raider, pois vamos lhes dar PlayStations e jogos para levarem em sua turnê mundial!"

Parte da animação no telão em "Hold Me Thrill Me Kiss Me Kill Me":


Quando um videoclipe foi editado para "Mofo (Phunk Phorce Mix)", cenas do telão com Lara Croft foram inseridas:

Bono faz revelações sobre uma canção inédita que escreveu na fase de 'The Unforgettable Fire'

Em novembro de 1984, Christopher Connelly estava em Dublin para fazer uma entrevista com Bono para a Rolling Stone.
Bono decidiu mostrar ao visitante, um pouco de sua vizinhança. Bono começou a apontar alguns dos pontos turísticos: "olhe, há a padaria onde a rebelião da Páscoa de 1916 começou; há uma fábrica que ganhou um prêmio de arquitetura em 1940, mas encontra-se adormecida hoje." Certa vez, ele brincou com sua esposa, Ali, que eles poderiam morar lá, e ele ainda sonhava em transformá-la em um museu.
Ele levou o visitante americano através de algumas das pequenas passarelas que cruzam o Grand Canal, e em seguida, apontou para uma fileira de três andares de prédios de apartamentos no distrito de Irishtown. Ele disse que tinha acabado de escrever uma canção chamada "I Don't Live In Irishtown". "É sobre um homem que não é protestante ou católico, Inglês ou Irlandês..."
Esta canção jamais foi lançada pelo U2, não se sabe se foi ao menos gravada, e permanece inédita.
Bono continuou falando ao cruzar outra ponte: "Durante a gravação de "Pride (In The Name Of Love)", eu vim para cá com Chris", disse ele, referindo-se a Christine Kerr (Chrissie Hynde), que fez os backing vocais na canção. "Nós olhamos para dentro da água, e vimos este peixe, e vimos esta enorme enguia ir atrás dele. Nós nos perguntamos: 'Será que devemos interferir no curso da natureza?'"

terça-feira, 15 de julho de 2014

A entrevista em que The Edge conversa com integrantes do Negativland - Parte4

Em junho de 1992 um assessor do U2 em LA contactou a revista Mondo 2000 em nome do guitarrista do grupo, The Edge, com a idéia de fazer uma rara entrevista sobre a turnê Zoo TV e de seu uso da tecnologia.
O editor da Mondo RU Serius então, sem o conhecimento do Edge, contactou Don Joyce e Mark Hosler do Negativland com um convite para participar da entrevista. Então em 25 de junho o Negativland juntou-se à RU Serius para esperarem a ligação de The Edge em Dublin.
Confira a quarta parte com os trechos mais importantes sobre a polêmica entre Negativland e U2:

Mark: Uma coisa é que o tamanho do seu grupo e a escala em que você está trabalhando significa que você para funcionar no dia a dia, precisa ter um monte de pessoas diferentes que trabalham para você, e eu assumo que Paul McGuinness é uma grande parte da filtragem de coisas e comunicação, te passando o que ele acha que você precisa saber e mantendo fora o que ele acha que não.

Edge: Há um pouco disso sim. Para sermos justos com nós mesmos, nós passamos horas e horas lidando com os pedidos e os conexões que foram feitas. Então, nós vemos a maioria das coisas que vêm para o escritório. Eu acho que se você tivesse feito uma abordagem direta, tenho certeza de que teria chegado ao nosso conhecimento.

Don: Edge, e se você fosse até a Island e dissesse: "De agora em diante, eu quero que vocês deixes alguém samplear o nosso trabalho, quem quiser, de graça", o que você acha que eles diriam?

Edge: Bem, eu não tenho certeza de que podemos fazer um julgamento como esse ...

Don: É a sua música ...

Edge: O acordo que temos é que nós vendemos ou alugamos o uso dos direitos autorais para outra pessoa. Essa é a idéia de ter registros e um negócio de publicação. Eles têm o direito de explorar o nosso trabalho.

Don: Mas e se você assinar um contrato para fazer isso? E se no próximo contrato, dissesse que iria permitir samplers?

Edge: OK, mas isso seria em um próximo contrato, e não no que temos hoje......

Mark: Mas agora o que isso significa, Don, é que eles não só têm o direito de explorá-la, mas também o direito de protegê-la ...

Edge: E são termos muito simples, pois estão apenas protegendo sua própria propriedade!

Don: Sim, eu sei, e ainda assim ... nós não somos os únicos, isso está acontecendo por toda parte, todos esses processos de samplers têm essencialmente o mesmo efeito. Eles esmagam todo um trabalho por causa de cerca de dois ou três ou dez segundos da coisa que está nele, e assim a coisa toda cai por causa disso ...

Edge: Mais uma vez, eu não tenho certeza, mas eu não imagino que a Island estava chateada com a coisa do sampler.

Mark: Eles estavam. Eles ainda nos acusaram de difamação de caráter, associando esta linguagem chula a imagem limpa do U2.

Edge: Ha Ha Ha Ha

Don: O artista é uma vítima no mundo da música.

Edge: O engraçado é que, o que é meio irônico e irritante sobre esta situação, é que Chris Blackwell é uma espécie de, sempre foi o oposto da maioria das principais gravadoras corporativas. Seu estilo de negócio é mais pessoal e não de todo esse tipo de ...
Ma há muito dinheiro envolvido, e acho que está bastante claro que em termos de processo criativo, se você é sampleado momentaneamente, se você apenas está pegando emprestado você sabe, coisas sonoras pequenas de parte de outra pessoa e você está criando algo completamente novo, quero dizer, que não deve realmente ser uma questão de obtenção de permissão, mas quando você está falando sobre as músicas atuais e propriedade de direitos autorais e de tudo isso, quero dizer que é, você sabe, você está se metendo em uma área totalmente diferente, e eu não acho que isso vai mudar.

Bono em seus ouvidos: o vocal isolado na performance ao vivo de "Lemon" na ZOOTV em Sydney


O músico Márcio Fernando é fã e colaborador e aqui do blog!

Ele resolveu mexer em algo fantástico para disponibilizar aqui: um take isolado da voz de Bono cantando "Lemon" no show de Sydney em 1993 pela turnê ZooTV!

Este 'Single Take Vocal' você ouve abaixo!


Bono revela que sentiu que "Gone" foi escrita como se fosse a última canção do U2

Em entrevista no ano de 1997, Bono foi questionado sobre o por que escreveu uma linha na canção "Gone" que diz 'o que você deixa para trás, não sente falta de qualquer maneira', já que ele sempre foi famoso por deixar tudo para trás.
Bono então respondeu: "Isso é verdade e talvez seja porque eu nunca senti qualquer apego com as coisas. Eu costumava comer o almoço de Larry e dormir na casa de Edge. Mesmo quando eu não tinha dinheiro, eu sempre me senti rico. Obviamente, nessa música, eu estou falando sobre o passado. Você sabe que as pessoas se queixam em ser estrelas do rock, você sempre ouve lamentações destes pop stars, o quão difícil isso é. A partir do momento que Larry me pediu para estar nesta banda, tem sido apenas uma grande aventura, e quando "Gone" foi escrita eu senti que era como uma última canção feita por nós. Mas isso era o que eu estava sentindo naquele dia. O que eu queria dizer é que foi fantástico, eu amei tudo isso, até mesmo a mentira, eu gostei de tudo, para que eu pudesse perder isso também."

NOTA: uma curiosidade é que após a linha 'what you leave behind, you don't miss anyway' de "Gone", o U2 batizou seu álbum seguinte de 'All That You Can't Leave Behind'.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Show na íntegra do U2 no Hawaii pela turnê Vertigo em 2006

Em 09 de Dezembro de 2006, o U2 realizou em Honolulu, Hawaii, o penúltimo show da turnê mundial Vertigo, pela 5° perna, pelo Pacífico. A banda não tocava por lá desde 1985.
Originalmente, a apresentação estava programada para 08 de Abril de 2006, mas a banda adiou datas por causa de problemas familiares (a doença da filha de Edge na época).
"Rockin 'In The Free World" foi realizada com Eddie Vedder e Mike McCready do Pearl Jam. "The Saints Are Coming" foi realizada com Billie Joe Armstrong do Green Day.
"Who's Gonna Ride Your Wild Horses" foi realizada com um fã masculino, Michael Mitchell, no piano (o mesmo fã que tocou piano durante "Yahweh" em um show da turnê em 14 de dezembro de 2005).
Mitchell tinha um cartaz indicando que ele poderia fazer uma versão para piano de "Who's Gonna Ride Your Wild Horses", mas Bono puxou-o no palco perto do final de "Angel Of Harlem", esperando que ele pudesse tocar essa música em seu lugar. Mitchell não sabia, e por isso, depois de perguntar à Edge se ele poderia lembrar os acordes de "Who's Gonna Ride Your Wild Horses", Bono então decidiu que eles poderiam desempenhar a canção escolhida por Mitchell.

A gravação amadora com o show completo é multicam, com boa qualidade de som e imagem!

A iluminação na turnê The Joshua Tree

Na Europa, a Supermick, e também a Nocturne Inc. forneceram o equipamento de iluminação da turnê The Joshua Tree do U2 em 1987, enquanto a USA Nocturne Inc. forneceu o equipamento na América. Algumas já saíram deste tipo de negócio e nem existem mais.
Naquele momento, a indústria de luz em movimento estava começando e as luzes usadas na turnê Joshua Tree eram pares tradicionais de luzes que não se moviam (ou seja, não eram automatizadas).
O equipamento de iluminação para o palco indoor foi um equipamento de treliça tradicional, com um braço que se estendia na frente e pendia para baixo em um ângulo; por isso era realmente menor do que o equipamento e na frente do palco.
Esta tour incorporou holofotes como uma importante fonte de luz, bem como um movimento de design. Os holofotes foram montados fora do equipamento de iluminação em braços que pendiam abaixo da plataforma, de modo que parecia que o operador estava sentado em cada cadeira, estava flutuando sobre a multidão.
Os holofotes foram usados para iluminar individualmente os membros da banda, enquanto eles se moviam ao redor do palco, mas também foram usados no lugar de luzes que seriam automatizadas nos dias de hoje.
Eles criaram ambientes no palco, especialmente durante canções como "Exit", que tinha os operadores movendo as luzes em padrões para criar um efeito. Isto significava que os operadores que usavam fones de ouvido tinham que tomar inúmeras decisões durante todo o show, quanto ao que fazer com sua luz individual (mudar de cor, seguir alguém, etc.)
Willie Williams e seus operadores foram capazes de conseguir a iluminação parecida com os fachos de luzes, que ele é capaz de alcançar hoje em dia, com um par de luzes automatizados e um computador (mesmo com a banda ainda incorporando fachos de luzes em todos os seus shows até hoje.)
Para a aparência geral (lavagem de cores, ambientes), Williams usou iluminação tradicional agrupadas nas treliças. Para lavar o público em cores, Molefays foram usados ​​especialmente durante músicas como "Pride". Os Molefays que foram usados ​​tiveram nove luzes dentro de cada conjunto e estavam localizados em toda a plataforma e atrás da plataforma da bateria. Para o equipamento de iluminação ao ar livre, as luzes foram penduradas em vigas que foram suspensas a partir de uma parte do teto do palco.
Na parte da frente do palco a treliça foi pendurada em uma guarnição para que os holofotes novamente parecessem que estivessem flutuando acima da multidão, enquanto na parte de trás do palco, os holofotes estavam localizados no topo das treliças. Tudo isso foi feito por um grande número de pessoas que subiam em pequenas escadas de corda para tomar seus lugares no equipamento de iluminação - como muitas das luzes usadas foram operadas por seres humanos reais, e não computadores como nos dias de hoje.

Curiosidades sobre canções do disco 'War'

"A guerra é destinada a ser um tapa na cara" - Bono

O disco 'War' do U2, de 1983, marcou a primeira vez que Bono e The Edge dividiram os vocais em uma mesma faixa, "Seconds".
Uma guerra nuclear era um medo real, com a Guerra Fria se estendendo para o início dos anos 80. Essa ansiedade entrelaçada com humor e ironia, é tocada em "Seconds". "Sempre me senti fisicamente doente no conceito de guerras nucleares", disse Bono. "Nós somos a primeira geração de pessoas que tem de viver com essa possibilidade."
O álbum marcou também a primeira vez que Adam Clayton gravou backing vocais em uma canção: "Surrender".
Bono conheceu uma mulher em Nova York, que estava morando na rua, fazendo o que ela precisava fazer para sobreviver lá. Bono estava atraído por ela e do jeito que ela foi capaz de abandonar a sua vida doméstica e viver sua vida do jeito que ela queria. Ela não queria ser uma esposa, uma mãe, uma cidadã respeitável. Ela queria as ruas. Bono explica: "Você tem que aprender a deixar ir, a fim de realmente viver. "Surrender" é sobre isso. Em certo sentido, todo mundo tem que pular fora (referindo-se ao 48º andar mencionado na canção), a idéia de que se você quer viver, você tem que morrer."
Bono também revelou que a composição da canção "Two Hearts Beat As One" foi sua tentativa de escrever uma música que pudesse ser regravada por Barbra Streisand ou Aretha Franklin.

domingo, 13 de julho de 2014

Quando "Kite" não foi dedicada para o pai de Bono na turnê Elevation

"Kite" do U2 assumiu um significado adicional durante a turnê Elevation de 2001, quando o pai de Bono, Bob Hewson, morreu após uma longa luta contra o câncer.
Em uma das noites da turnê, em vez de dedicar a canção para seu pai, Bono à dedicou para o jornalista holandês Bert van de Kamp.
Ele mesmo explica: "Eles tocaram "Kite" para mim durante o terceiro show em Anaheim. Bono disse: "Eu vou fazer algo que eu nunca fiz antes. Eu vou dedicar uma música à um jornalista."
Eu estava sentado lá pensando: "Oh meu Deus, isso não vai acontecer ..." Ele dedicou essa canção para seu pai, todas as noites, e a única vez que não foi para seu pai, foi para mim. É uma canção especial.
E nela está uma das minhas letras favoritas escritas por Bono. É uma linha que fala que a morte não é o fim. "Eu sei que isso não é um adeus.""

Um pequeno relato sobre o dia da filmagem do videoclipe de "Elevation" do U2

Em abril de 2001, um leitor da IGN FilmForce esteve presente no set de filmagem do videoclipe de "Elevation" do U2, e deu detalhes sobre o que presenciou:

"Eu estava no set nas últimas tomadas de gravação do vídeo. Aconteceu no estúdio Universal Studios, na seção que serve como cena de rua de Nova York.
Entre as cenas, eu vi uma perseguição de carro, uma espécie de explosão de carro e caminhões da SWAT. Durante as sessões, presenciei dezenas de figurantes mimados queixando-se de pés doloridos por estarem de pé o dia todo.
Mas a coisa mais engraçada que eu vi: eu estava sentado esperando a próxima sessão de gravações começar. No fundo, eu podia ver operando normalmente, o bonde de tour pelo estúdio (na Universal Studios, eles têm este passeio de bonde que leva os visitantes ao redor de todo o parque). De repente eu ouvi: "Oh meu Deus! É o Bono! É o U2!", e antes que eu percebesse, um grupo de cerca de 15 a 20 pessoas saltaram do bonde em direção ao set.
Uma pobre senhora nos altos falantes dizia: "as pessoas, por favor, permaneçam no veículo. Mantenham a calma..."
De qualquer forma, eu acho que, usando seu instinto de estrela de rock, os membros da banda tomaram conhecimento, e correram para seu trailer, com os seguranças tentando afastar os fãs enlouquecidos. Parecia uma das cena dos Beatles no filme 'A Hard Days Night' ou algo assim.
A banda estava vestida normalmente para as cenas que eu os vi gravar. As cenas com a versão maligna do U2 talvez tenham sido gravadas mais tarde.
As cenas com Angelina Jolie foram programadas para serem filmadas em uma cidade completamente diferente (Seattle)."

sábado, 12 de julho de 2014

Tudo sobre a gravação de "With Or Without You"

O single de "With Or Without You" do U2, lançado em 1987, tem em seu lado b as canções "Luminous Times (Hold On To Love)" e "Walk To The Water".
Bono comentou sobre o single em entrevista: "No EP "With Or Without You", há três músicas em que todas lidam com a obsessão, com esse tipo de sexualidade. Eu gostaria de ter feito todo um lado, um disco inteiro, erótico. Esse EP é algo próximo disso."
No final de 1985, o U2 se reuniu em uma casa que o baterista Larry Mullen Jr havia comprado. Eles foram revisar o material que o grupo tinha escrito durante a turnê The Unforgettable Fire.
Durante este tempo, foi escrito uma rough demo de "With Or Without You", com Bono compondo a sequência de acordes da canção.
A banda continuou trabalhando na canção no STS Studios, criando muitas permutações da faixa, mas não conseguindo nenhum progresso. The Edge considerou a canção naquele ponto algo "terrível".
A faixa consistia de uma bateria eletrônica Yamaha e uma parte de baixo tocada por Adam Clayton, usando um baixo Ibanez com uma pequena escala. De acordo com Adam, estas primeiras versões da canção soava muito sentimental e "muito tradicional porque os acordes só davam voltas e voltas e voltas".
As sessões de The Joshua Tree, começaram mesmo em 1986, e o U2 estava gravando na mansão georgiana Danesmoate House em Dublin, em agosto. O grupo tentou levar a canção em uma direção diferente, apesar de Bono estar relutante.
Sob a direção dos co-produtores Brian Eno e Daniel Lanois, The Edge foi persuadido à tocar mais guitarra ambiente, Adam alterou o volume no seu baixo, e Larry experimentou com um kit de bateria eletrônica mais avançado.
Apesar do trabalho que eles continuaram a fazer na faixa, o grupo considerou abandonar a música, já que não conseguiam encontrar um arranjo que eles gostassem.
Bono e seu amigo Gavin Friday continuaram a trabalhar na canção após Lanois e Eno se recusarem à fazer isso. Bono confiou à Gavin para o resgate da canção e seu rearranjo, acreditando que ela poderia ser um sucesso.
Eno acrescentou um teclado arpejo, semelhante ao de "Bad".
O destino da canção ainda estava em dúvida, quando foi enviado para The Edge um protótipo da Infinite Guitar, pelo músico canadense Michael Brook, com quem ele tinha colaborado para a trilha sonora do filme Captive.
O instrumento permitiu que notas sustenidas fossem tocadas, produzindo "um efeito parecido com o e-Bow", mas com a capacidade de fornecer todos os "mid-points entre não sustenido e sustenido infinito" que o e-Bow não poderia fornecer. O protótipo incluia elaboradas instruções de montagem e como The Edge se recorda, "um fio erroneamente colocado e você poderia obter um choque desagradável de eletricidade. Esta peça de arte teria falhado mesmo o mais básico das normas de segurança."
Em turnês posteriores, seu técnico de guitarra, ocasionalmente, recebia choques elétricos do instrumento quando preparava ele para as apresentações.
Ouvindo o backing track para "With Or Without You" na sala de controle, Bono e Gavin ouviram o efeito sustenido que The Edge estava criando com a Infinite Guitar na outra sala. A combinação da guitarra e do backing track que estavam sendo tocados juntos impressionou quem ouvia. De acordo com Lanois, "soou muito legal, então ouvimos novamente e eu disse: Jesus é melhor do que eu pensava".
The Edge imediatamente gravou a parte da Infinite Guitar em dois takes.
A banda considera a gravação da canção como sendo um dos momentos da descoberta das sessões do álbum, de como ela foi gravada em meio a preocupações de que eles tinham esgotado as idéias.
Bono escreveu a letra, enquanto lutava para conciliar suas responsabilidades tanto como um homem casado, como músico. Sua vida na estrada muitas vezes estava em desacordo com sua vida doméstica. Enquanto escrevia as letras, ele percebeu que nenhuma das facetas da sua vida definia ele, mas sim a tensão entre as duas. Ele explicou que a letra final é sobre o "tormento" e como reprimir desejos só o torna mais forte.
O empresário da banda, Paul McGuinness, era contrário à ideia de lançar "With Or Without You" como um single, pois achava que era sonoramente muito incomum para um lançamento assim.
Gavin Friday, que ajudou a banda à finalizar a música, discordou e pensava que ela poderia certamente ser um n°1.
A previsão de Gavin aconteceu: em 16 de maio de 1987, a canção liderou a parada, se tornando o primeiro single número um do U2 nos EUA!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Curiosidades sobre a gravação da canção "Gloria"

Nas sessões de gravações do disco 'October' em 1981, um enfurecido Bono, por ter perdido sua pasta com letras para o disco, ficou relembrando letras e improvisando, registrando tudo isso em fitas.
"Tive minhas anotações roubadas em Seattle, algumas semanas antes, então não tive letras escritas. Então tentei apenas tirar de mim o que realmente estava acontecendo nas canções. As coisas que são mais profundamente preocupantes, adormecidas no seu subconsciente, podem sair em lágrimas, ou temperamento ou um ato de violência..."
O produtor Steve Lillywhite então teve acesso à estas fitas, e de 24 faixas disponíveis, ele escolheu 8 faixas para Bono continuar sua lamentação.
"Gloria" foi cantada, em parte, em um tom monótono derivado das gravações de cantos gregorianos que o empresário do U2, Paul McGuinness, tinha fornecido à Bono. Algumas letras foram cantadas em latim, e quando Bono saiu do estúdio à procura de um dicionário de latim, a fim de traduzir suas próprias palavras expelidas, ele se deparou com um amigo que tinha estudado latim e levou ele para o estúdio para traduzir aquilo.
As palavras em inglês são um grito suplicante descrevendo a situação exata que Bono se encontrava: "Eu tento cantar essa canção / Eu tento ficar em pé / Mas eu não consigo encontrar os meus pés..."
Bono explicou: "William Butler Yeats disse que uma vez houve um período em que ele não tinha nada a dizer. Bem, para dizer que é em si uma declaração da verdade sobre a sua situação, então diga isso. Eu tinha essa sensação de tudo esperando por mim, e eu estava nu, nada para oferecer. Então, eu passei por esse processo de arrancar o que estava dentro de mim, para fora de mim."
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