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terça-feira, 15 de abril de 2014

U2 em L/R: "Miracle Drug"


O músico Márcio Fernando é fã e colaborador aqui do blog!

Hoje ele disponibiliza os áudios dos canais separados da faixa "Miracle Drug" do disco 'How To Dismantle An Atomic Bomb':

No R a introdução é normal, com o som de guitarra. Aliás, as guitarras são mais destacadas neste canal. São muito ouvidas por toda a música. Quando Bono canta "God i need your help tonight", ouvimos ao fundo um backing vocal de Edge que não é ouvido claramente com os dois canais juntos.

Miracle R


A introdução da canção no L é muito interessante! Sem a guitarra, apenas com teclados, efeitos e sons atmosféricos. Dá pra ouvir muito nitidamente os sons de fundo.
O teclado após o refrão, neste canal L, fica muito destacado.

Miracle L

Todo o marketing para o primeiro disco do U2 em 1979

Jackie Hayden, o gerente de marketing da CBS Ireland no final dos anos 70, explica todo o marketing para o lançamento do primeiro disco do U2 em 1979: "De volta à Dublin, urgentemente foi realizada uma reunião com Paul McGuinness. Falamos sobre o mercado irlandês e do papel que poderia desempenhar no lançamento do U-2 no cenário internacional. Nós conversamos sobre as várias estratagemas de marketing sendo usadas naquele momento no Reino Unido, incluindo discos multicoloridos, vinil transparente, discos em formas estranhas, 12-polegadas, o lote. Eu disse que se o lançamento do U-2 na Irlanda estava sendo trabalhado, teria de ser visto para ser outra coisa, e não outro single irlandês por outra banda de rock irlandesa destinada para entrar nas caixas de promoção.
Em uma outra reunião, eu sugeri que devíamos lançar uma edição limitada de 12 polegadas de três faixa com 1.000 exemplares, com cada registro individualmente numerados. Argumentei que, até onde sabíamos, a idéia de uma edição limitada de numeração não tinha sido feita no Reino Unido. Paul comprou aquilo e acrescentou sua própria sugestão: que deveríamos ter um lançamento simultâneo de uma versão de sete polegadas com as mesmas faixas, e com uma capa desenhada por Steve Rapid.
Uma reunião foi marcada com David Duke, gerente geral da CBS Irlanda, para fechar um acordo para a assinatura do U-2 somente para a CBS da Irlanda. Entretanto fui para Londres e falei com Nicky Graham. Argumentei que, desde que a CBS U.K. tinha pago por uma demo de três faixas e já não estavam interessados, eles poderiam dar as fitas para a CBS Irlanda para o lançamento. Ele checou, e a autoridade competente na CBS U.K. disse "Sim".
Paul e eu também concordamos que haveria dois elementos-chave em nossa estratégia promocional. Um era a Hot Press e o outro Dave Fanning. Naquela época que a Hot Press estava se tornando um fator cada vez mais importante na comunicação para o crescente mercado de rock e Dave Fanning, com seu show de rock na Radio 2, era igualmente crítico. Felizmente, minha relação com Dave e Niall Stokes, editor da Hot Press, tinha sido positiva e amigável. Diferentes propostas foram apresentadas para cada um. Pedimos para Dave se ele poderia tocar todas as três faixas do single e pedir a seus ouvintes para eles escolherem o que deveria ser o A-side. Separadamente, Paul e eu falamos com Niall Stokes, editor da Hot Press. Pedimos-lhe para colocar o U-2 na capa com uma entrevista dentro. Isso foi inédito. Uma banda sem histórico de gravação nunca teve destaque na capa de uma Hot Press. Com falta de modéstia característica, eu argumentei que uma vez que as pessoas estivessem preparadas para colocar seus pescoços na linha do U-2, aquelas pessoas mereciam apoio da Hot Press.
O suporte às críticas ao U-2, entre os escritores da Hot Press, já estava bem estabelecida neste ponto. Niall Stokes verificou com Bill Graham e falou para os outros, antes de telefonar de volta para confirmar: iriamos decolar!
Para reforçar ainda mais este registro e garantir que deveria ser considerado como algo muito diferente, uma sessão de audição especial foi criada no Windmill Lane, onde toda a equipe da CBS encontrou os membros da banda individualmente e ouviu as faixas pela primeira vez. Desde que era prática normal na indústria fonográfica de ignorar a equipe de vendas e equipe de funcionários de lojas, o benefício psicológico desta abordagem era enorme. Todos se sentiam que eram parte do plano e o entusiasmo correu alto.
Quando o estoque chegou da fábrica local de prensagem, pessoalmente comecei a numeração de cada cópia individual de 1 para 1.000. No processo, entrei em contato com as pessoas que conheci nas lojas de discos mais orientadas para o rock e usei a estratagema de numeração especial para extrair as ordens deles. Por exemplo, Pat Egan foi inicialmente relutante em assumir um risco em grande quantidade, mas quando lhe foi prometido números de 1 a 25, ele concordou em levá-los. Da mesma forma, outras lojas tem números especiais, tais como 500 e 999.
Três dias mais tarde, "Out Of Control" tornou-se o maior disco de 12 polegadas já vendido na Irlanda. Depois, as 1.000 prensagens de edição limitada foram vendidas e o sete polegadas estava começando a vender em grandes quantidades.
Obcecado com a prova que eu estava certo desde o começo, eu mandei um telex para a CBS de Londres, para o efeito que eles deveriam reconsiderar a sua decisão de passar o U-2. Não me lembro as palavras exatas do telex, mas Paul McGuinness diz que tem uma cópia dele "em segurança." Eu nunca recebi uma resposta.
Logo após o sucesso do single, o U-2 assinou com a Island Records, a quem eles ainda são contratados, embora a CBS ainda manteve os registros do grupo para a Irlanda apenas, por diversos anos.
Não que deve ser suposto que tudo era para sempre ser doçura e luz entre a banda e a CBS. Havia inúmeros flashes do conflito entre Paul McGuinness e David Duke da CBS.
Em um ponto, a CBS Irlanda considerou o despejo da banda. O incidente que trouxe coisas à cabeça ocorreu depois que eu tinha deixado a CBS em 1980. Aparentemente a banda foi citada em uma entrevista em uma extinta revista irlandesa, por um sentimento que a CBS não estava lhes dando publicidade suficiente. A ironia foi que a entrevista tinha sido arranjada por um funcionário da CBS, Mary Duane, que tinha tomado algumas das minhas responsabilidades, depois que eu saí. Além disso, foi o tipo de publicidade negativa que David Duke, MD da CBS no momento, queria um buraco na cabeça.
Felizmente, prevaleceu o bom senso, e a CBS continuou a distribuir o material do U-2 na Irlanda. Um golpe substancial, em que a empresa local pegou um grande ato internacional, tendo investido muito pouco dinheiro para começar. Esse investimento deve agora ter foi pago cem vezes.
Por sua parte, o que a CBS fez foi dar um equilíbrio inicial para U-2 na escada que levou ao seu sucesso internacional. Disso, todos os que estiveram envolvidos na empresa no momento ainda podem sentir-se orgulhosos."

segunda-feira, 14 de abril de 2014

The Edge explica o que proteger primeiro, se acontecer uma queda no palco

Em 2001, na primeira noite da turnê 'Elevation Tour', enquanto observava The Edge tocando guitarra, Bono foi andando de costas na passarela do palco.
O vocalista tropeçou e foi ao chão, e com muito estilo e sem graça com a situação, Bono fez pose ao ficar debruçado no chão.
Logo depois, em um chat no U2.COM, foi perguntado para The Edge, o que ele faria se ele caísse do palco. Sua resposta: "Eu não sei, provavelmente subiria de volta e seguiria em frente. Eu tive um pequeno choque quando Bono caiu no palco na noite de abertura, mas felizmente ele não caiu para longe.
Eu caí para fora do palco em diversas ocasiões. A primeira coisa é proteger a guitarra, porque você pode corrigir uma lesão de tornozelo, você pode corrigir uma contusão, mas quando você quebra uma guitarra, é o fim de tudo."

Canção do Kraftwerk teria sido a inspiração para a introdução de "Vertigo"

O músico Márcio Fernando (da página U2 SONGS do Facebook), é colaborador e seguidor aqui do blog!
E ele levantou mais uma hipótese muito interessante sobre a influência do Kraftwerk no U2!

A canção "Vertigo" do U2, lançada em 2004, é notória por sua introdução, em que Bono diz: "uno, dos, tres, catorce", que é "1, 2, 3, 14", em espanhol.
À partir disto, diversas teorias surgiram sobre o possível significado disto.

E a teoria de Márcio Fernando é: veja aos 4 minutos e 55 segundos do vídeo, até 5 minutos e 20 segundos, com a canção "Nummern":

sábado, 12 de abril de 2014

Zooropa: Astrobaby e o anel de estrelas

A turnê Zoo TV tinha uma fantástica tecnologia hi-tech com conexão via satélite e a noção de ser uma emissora de TV na estrada.
Na época dos shows em lugares abertos na fase Zooropa, era incrível. O ícone do desenho do Astrobaby rodeado por 12 estrelas em imitação da bandeira européia, passou a representar a turnê e posteriormente apareceu na capa do álbum 'Zooropa'. O logotipo tem um capricho e intriga. É atraente. Ele pode ser compreendido sem palavras, e de alguma forma sua pequenez humana representa muito bem a generosidade e o tecnicismo da turnê Zooropa.

AMP Visual

sexta-feira, 11 de abril de 2014

A introdução ao vivo de "One"

O músico Márcio Fernando (da página U2 SONGS do Facebook), é colaborador e seguidor aqui do blog!

Bono, em 2005 durante um concerto em Chicago na Vertigo Tour, fez um discurso comovente antes da performance de "One", e por mais de 3 minutos, ouvimos uma bela introdução de teclado na canção.


Na turnê 360°, essa mesma introdução foi ouvida novamente, durante o discurso de Desmond Tutu:


Saiba agora como Márcio Fernando conseguiu calar Bono:

"Tenho trabalhado bastante com áudios para o Blog Sombras e Árvores Altas, e assim como eu sou fã dessa banda, quero poder presenteá-los sempre com áudios inusitados, coisas que a gente não vê muito por aí.
Nem sempre é fácil estar 'manejando' e tratando o áudio para ele ficar com aquele 'brilho' quando ouvimos, mas o que eu mais quero é dividir esses momentos com vocês, seguidores do Sombras.
Hoje apresentaremos a introdução de teclados de "One" ao vivo nas duas últimas turnês do U2, preparando o material de áudio, cortando, colando e editando a intro ao vivo.
No fundo, bem no fundinho, dá para ouvir um 'TSS' que é uma marcação da bateria eletrônica, é como se fosse algo do IEM. É um som de uma percussão de bateria eletrônica que começa junto com o teclado.
Eu tentei de tudo quanto foi jeito ficar imperceptível a colagem, com o público gritando. Tentei suavizar as colagens e a transição dos recortes.
Eu tentei eliminar a galera gritando, mas realmente não deu."

Márcio Fernando disponibilizou o áudio editado por ele, especialmente para esta postagem:

O logotipo da árvore do Joshua

Criado pela AMP Visual, a silhueta isolada do desenho da árvore do Joshua foi o primeiro logotipo do U2 que apareceu e que as pessoas reconhecem globalmente.
Ele funciona tanto literalmente como figurativamente, e ambos são altamente memoráveis.
As pessoas ligam intrinsecamente com o álbum que é a obra-prima do U2, e como tal o ícone herdou as características de integridade e um certo tipo de honestidade e beleza.
A própria árvore tem uma forma muito individual encantadora, com seus ramos incomuns e folhas. O logotipo representa tudo aquilo que o álbum significa para as pessoas, tanto que para algumas delas isso serve como uma tatuagem.


AMP Visual

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Membros da hierarquia da CBS do Reino Unido disseram que o U2 precisava de um baterista melhor

Jackie Hayden, o gerente de marketing da CBS Ireland no final dos anos 70, fala sobre como membros da gravadora CBS tentaram substituir o baterista Larry Mullen: "Naqueles primeiros dias, esbarrei com Bill Graham da Hot Press, em um show no Project Arts Centre, no qual o U-2 abriu para uma banda de Dublin chamada Gamblers. Bill estava entusiasmado sobre o futuro do U-2 e foi uma das pessoas que mais fervorosamente apoiou o U2 nos meios de comunicação (foi o Bill que apresentou a banda para Paul McGuinness).
Nosso apoio foi justificado quando o U-2 surgiu como os heróis de um show especial em uma maratona de 24 horas no Project Arts Centre, chamado Dark Space, em que um número de bandas do Norte da Irlanda e do Reino Unido, tocaram.
Infelizmente, minha defesa ao U-2 não marcava pontos para mim dentro da CBS, onde a tradição na Irlanda favorecia a gravação MOR, como Geraldine Brannigan, Roly Daniels, Twink e Alma Carroll. Como você pode imaginar, o U-2 não se encaixava na lista, e foi também abertamente expressado para mim que meus esforços poderiam ter sido melhores gastos promovendo mais vendas de discos de Leonard Cohen.
Meu principal argumento para o U-2 foi baseado não apenas na qualidade de seu material e o que eu vi como seu óbvio potencial comercial. Eu também estava ansioso para que a CBS pegasse um grande ato internacional irlandês. Horslips, Chris de Burgh, Rory Gallagher e o Boomtown Rats tinham tudo sido perdidos pela CBS U.K., antes de irem para coisas maiores. Argumentei também que havia um perigo real que CBS como uma grande empresa internacional, pudesse ser vista como sendo anti-irlandesa.
Eventualmente, como resultado dos esforços esterlinos de Paul McGuinness, fomos capazes de convencer a CBS à mandar Nicky Graham da sua divisão de Londres A&R, para ouvir o U-2 tocando ao vivo. Nicky impressionou-se suficientemente para manter um diálogo com Paul, e ele voltou novamente para uma apresentação privada especialmente arranjada em um almoço no McGonagles.
Lembro de discutir as músicas com ele depois, e "Cartoon World" foi uma que ele considerava como um single. Embora ele não tenha admitido a Paul McGuinness para que não enfraquecesse a sua posição negocial, eu sabia que Nicky Graham fez questão de assinar com o U-2 para a CBS U.K.
O burburinho sobre o U-2 no cenário local foi atingindo seu auge, e eu sabia que algumas outras empresas foram farejando , sem dúvida incentivados por Paul McGuinness. Eventualmente, foi acordado que a CBS iria enviar Chas de Whalley ao Windmill Lane Studios para gravar algumas demos sérias. Eu senti que estávamos em algum lugar no passado.
Quando eu ouvi as demos de "Boy Girl", "Stories For Boys" e "Out Of Control", fiquei eufórico. Na verdade, até hoje as notas de abertura de "Out Of Control" são tão emocionantes como eram naquele período. Alguns dias mais tarde, vi a banda tocar outro show incrível no Dandelion. Algo estava acontecendo.
Durante a próxima semana, falei com mais pessoas da CBS, tentando convencê-los que aquilo foi um zumbido real e não apenas uma publicidade exagerada. Então, começou a se ouvir rumores de que certos membros da hierarquia da CBS do Reino Unido, sentiram que o U-2 poderia ser uma banda que valeria a pena, mas que precisavam de um baterista melhor. Esta foi uma idéia ridícula, já que Larry Mullen foi, sem dúvida, o mais talentoso músico individual da banda na época, e Graham Nicky já tinha manifestado para mim seu ponto de vista que qualquer produtor trabalhando com U-2 teria um problema simples: convencer Larry em tocar o que vinha de dentro de si mesmo, ao invés de tocar nos limites de suas capacidades.
Foi nessa época que eu obviamente fiz algo de errado com a minha boca, porque recebi uma ligação de um executivo da CBS U.K., dizendo-me mais ou menos para eu cuidar da minha vida, e que a divisão CBS A&R poderia "cuidar do U-2 e Paul McGuinness."
Então eu tive um telefonema impactante da CBS, em Londres. "Estamos passando para o U-2", disseram eles. Eu não podia acreditar. Aparentemente, na reunião da CBS A&R, várias fitas foram ouvidas, e a demo de Whalley com o U-2 foi tocada. A lenda diz que o presidente Maurice Oberstein da CBS U. K., exigiu saber se o U-2 poderia ganhar dinheiro para a CBS em um ano. Um A&R, provavelmente Nicky Graham, argumentou que o U-2, provavelmente, precisaria de dois / três anos para desenvolver realmente. Oberstein repetiu sua pergunta e quando Graham respondeu "não ... mas" a sorte estava lançada."

O videoclipe de "Sometimes You Can't Make It On Your Own" do U2 teria influência do Kraftwerk?

O músico Márcio Fernando (da página U2 SONGS do Facebook), é colaborador e seguidor aqui do blog!
E ele levantou uma hipótese muito interessante para esta postagem!

No documentário 'From The Sky Down', há uma citação de Bono, revelando a música eletrônica em Berlim, na época de 'Achtung Baby' onde o U2 estava flertando com a música dance, e então ele fala que no aniversário de 15 anos de sua namorada (agora esposa) Ali, ele deu de presente à ela o disco 'Man Machine', do Kraftwerk.
Kraftwerk sempre foi uma grande influência para o U2, tanto que a canção mais recente da banda, "Invisible", traz claras influências do grupo alemão de música eletrônica.
Agora algo muito curioso: repare nestas apresentações do Kraftwerk em 1978, com as canções "The Robots" e "Radio Activity".

Na primeira canção, reparem nas camisas vermelhas vestidas pelos integrantes.
Agora, prestem atenção nos 5 minutos e 36 segundos do vídeo, já na segunda canção. As cortinas sobem, e um teatro é visto.
Camisas vermelhas, cortinas, teatro? Coincidência ou influência?
O vídeo da canção "Sometimes You Can't Make It On Your Own" do U2, foi dirigido por Phil Joanou. Filmado inteiramente em Dublin, nas primeiras imagens, mostram Bono andando em Cedarwood Road, a rua onde ele morava com sua família quando criança; e quando ele chega ao Teatro Gaiety em uma homenagem ao seu pai que cantava ópera (onde as cortinas sobem e o teatro é visto), Bono canta com uma camisa vermelha.

E nesta mesma época, para um dos b sides de singles do álbum, o U2 regravou "Neon Lights", do Kraftwerk!


quarta-feira, 9 de abril de 2014

U2360 – Logo

Criado pela AMP Visual, este ícone representado a turnê U2360, é uma interpretação literal, com as simples linhas curvilíneas do logotipo, transportando à forma icônica do palco, ao invés de outros logotipos característicos, que são mais sobre o que representa uma idéia.
Ele funciona bem, e sua forma não é muito diferente dos elegantes logotipos simplificados, como eram vistos nos automóveis dos anos 60 com sua reminiscência para a idade de ouro de foguetes e naves espaciais.

AMP Visual

Dossiê "Stay (Faraway, So Close!)"

A primeira encarnação de "Stay (Faraway, So Close!)" foi desenvolvida durante as sessões de gravação para 'Achtung Baby'. Enquanto trabalhava no Hansa Ton Studios em Berlim, The Edge e Bono criaram o verso.
O título da faixa foi dado como "Sinatra", em referência ao artista, cuja canção foi inspirada.
O grupo retrabalhou a faixa na preparação de 'Zooropa'. The Edge fez uma observação, dizendo que "a canção chegou até nós por partes". Adam Clayton disse que "era difícil descobrir como iríamos construí-la. Quero dizer, ninguém vai nos confundir com a banda de suporte de Frank Sinatra. Um pequeno e humilde som de combinação é o que nós acabamos realmente de trabalhar, realmente funcionou." The Edge acrescentou: "Eu estava brincando no piano com algumas progressões de old-school (expressão referente à velha escola) de acordes tentando evocar o espírito de Frank Sinatra. Definitivamente, não é um rock n' roll tradicional". Ele elaborou uma progressão de acorde com base em antigas canções do filme-musical Tin Pan Alley.
Como as sessões de gravação tinha progredido, Wim Wenders se aproximou da banda e pediu-lhes uma canção para seu próximo filme, até o momento chamado de 'Faraway, So Close!'.
The Edge quando ouviu que Wim Winders estava procurando uma canção, decidiu terminá-la. Os membros da banda assistiram ao filme, para que se inspirassem no modo da elaboração da canção. Bono disse: "O filme era sobre anjos a procura de seres humanos e que queriam estar na Terra. Porém, teriam que se tornar mortais. Esta era uma grande oportunidade para tocar com a possibilidade de querer algo do gênero, e por fim, o custo de tê-la"
Perto da conclusão da gravação, Bono mudou o título da canção para "Stay". Querendo ainda uma referência ao filme de Wenders, em seguida, ele mudou mais uma vez, para "Stay (Faraway, So Close!)".
Duas versões diferentes da canção foram criadas: uma foi lançada em 'Zooropa', e a outra foi lançada na trilha sonora de 'Faraway, So Close!'.
Enqüanto os elementos de "Stay (Faraway, So Close!)" estavam sendo gravados em estúdio, Bono começou a tocar "Slow Dancing" em um violão. Esta canção ele escreveu em 1989, e já havia tocado ela ao vivo em um concerto em 1 de dezembro de 1989 em Osaka, no Japão.
Ao término da performance nas gravações de "Stay", Bono perguntou ao produtor Flood se ele queria gravá-la; mas sem que ele soubesse, o microfone já estava ligado e o take havia sido gravado. Uma segunda tomada então foi feita. Foi considerada a inclusão da mesma em 'Zooropa', e embora o produtor Brian Eno gostasse, a canção não foi incluída no álbum.
Em um dos singles de 'Stay', foi incluído como lado b a faixa "Lemon (Bad Yard Club Edit)", mixada por David Morales, que acrescentou a sua própria percussão para a música.
O vídeo de "Stay (Faraway, So Close!)" foi dirigido por Wim Wenders, produzido por Debbie Mason, e editado por Jerry Chater. O vídeo foi filmado em Berlim ao longo de três dias, principalmente em preto e branco, mas com algumas seqüências de cores. Wenders observou que "fazer um vídeo é realmente um jogo de bola muito diferente. Você tem o script, por assim dizer, porque você tem a música, e tudo o que você faz é a fim de ajudar o brilho da canção... Você quer fazer aquela canção com um jeito tão bom quanto o possível, um som tão bom quanto possível, e tão interessante quanto possível".
"Stay (Faraway, So Close!)" foi nomeada na categoria de "Melhor Canção Original" no Prêmio Globo de Ouro de 1993.
Em 2005, Bono disse que a música era "talvez a maior canção do U2", dizendo que há um "contorno extraordinário na sua melodia. É realmente muito sofisticado. A letra nunca se perde", e notando também que "nunca tornaram 'Stay' o single que realmente deveria ser". Ele nomeou como uma de suas canções favoritas do U2, junto com "Please".
The Edge disse que "a canção destaca-se no álbum". Wenders descreveu-a como uma de suas canções favoritas do U2.

terça-feira, 8 de abril de 2014

A canção do Stooges que inspirou "Desire"

Para o riff de guitarra na abertura da canção "Desire" do U2, The Edge teve a influência da canção "1969", que está no disco de estréia da banda de Iggy Pop, o The Stooges.
É considerado um dos discos precursores do punk rock, influenciando músicos que mais tarde formariam bandas que se tornariam símbolos do gênero, como Ramones, Sex Pistols e The Clash.
Edge já afirmou em entrevista que estava ouvindo a canção na época da composição de "Desire", e Bono no livro U2 By U2 comentou sobre isso: "Edge se inspirou no ritmo do Stooges em "1969", que por sua vez tinham se inspirado no ritmo de Bo Diddley. O ritmo é o sexo da música. Eu queria declarar a religiosidade dos shows de rock e o fato de que somos pagos por eles. Por um lado estou criticando os pregadores lunáticos quando digo na música 'roubam corações em um show itinerante', mas começo agora a perceber que existe um verdadeiro paralelo entre o que eu estou fazendo e o que eles fazem."

Jackie Hayden fala sobre os primeiros contatos com o U2 e a recusa da banda em primeiro momento, em assinar seu primeiro contrato com a CBS da Irlanda

Jackie Hayden, o gerente de marketing da CBS Ireland no final dos anos 70, fala sobre os primeiros contatos com o U2 e a recusa da banda em primeiro momento, em assinar seu primeiro contrato com a CBS da Irlanda: "Algumas semanas depois das sessões no Keystone Studios, Adam Clayton e Paul Hewson ligaram para o meu escritório. Eles estavam procurando por um contrato de gravação com a CBS. Embora ninguém na CBS Irlanda estivesse nem remotamente interessada na banda, eu estava ansioso por uma série de razões, para manter contato com eles, mesmo pensando que Adam Clayton era um pouco exigente demais para o meu gosto! Uma vez que eles não tinham um empresário naquele momento, eu enviei para Adam uma cópia de um contrato padrão da CBS Irlanda, para a consideração deles.
Em uma nova reunião no meu escritório, Adam explicou a posição da banda. "Nós particularmente não queremos assinar este contrato, há algumas coisas que não gostamos sobre isso, e uma vez que todos nós somos tão jovens, achamos que podemos esperar um pouco antes de comprometer a nós mesmos." Expliquei-lhe que a situação não era negociável, que naquela época a CBS do Reino Unido era da opinião que a CBS Irlanda não deveria assinar com qualquer ato, e foi isso.
Antes de deixar o escritório, Adam me perguntou: "se não assinarmos com a CBS, isso significa que você não vai querer ter nada mais a fazer com a gente?"
Eu disse a ele que não, eu estava mais do que feliz em manter contato com a banda, e eu não ia levar para o pessoal, a sua recusa de assinar. O que muitas pessoas não percebem é que indivíduos na minha posição ganham pouco e não perderá nada se as gravadoras assinarem ou não com as bandas.
Nas semanas que se seguiram, tive várias reuniões com a banda e descobri muito sobre eles. Larry Mullen parecia ser o único que podia ler música, que provavelmente provinha do seu pai, um entusiasta afiado de jazz. Eles também brincaram sobre o fato de que originalmente era "a banda de Larry", explicando que quando Larry tinha pedido à Bono para juntar-se ao grupo, o cantor tinha recusado. Então quando eles estiveram juntos em uma data posterior, a personalidade de Bono foi tão dominante, que a Larry Mullen Band temporariamente tornou-se "a banda de Bono Hewson".
Eu também descobri que o nome da banda tinha sido sugerido por Steve Rapid, que eu conhecia desde o Radiators From Space. Durante uma dessas discussões foi sugerido que talvez eu devesse assumir a gestão da banda, mas esta era uma área da indústria da música em que eu tinha pouco interesse. Mesmo nesta fase inicial, alguns da banda mais tarde mostraram forte interesse em política e questões sociais vieram na conversa. Lembro de pelo menos uma vez ter que improvisar e sair de uma saia justa, em resposta às suas dúvidas sobre o envolvimento da CBS com a cantora Geraldine Brannigan, cujas visitas à África do Sul, eles viram como apoio para o maligno regime de apartheid daquele país.
Algum tempo depois recebi um telefonema de Paul McGuinness, que me informou que ele agora estava administrando o U-2 e queria me conhecer. Eu já estava um pouco familiarizado com Paul de seu envolvimento com o grupo de rock folk irlandes Spud, e seu patrocínio ao compositor e cantor Thom Moore, que na época era residente na Irlanda. Quando Paul e eu nos conhecemos, era óbvio que nós compartilhamos um entusiasmo natural para o U-2, como pessoas e como músicos.
Eu continuei a ir ver o U-2 sempre que podia, e eu consigo me lembrar de alguns bons shows no Project Arts Centre, no Baggot Inn, e os agora lendários shows da tarde de sábado no Dandelion Market da St. Stephen's Green. Lembro-me de canções como "Trevor", "Cartoon World" e "Jack In The Box", o que me impressionou muito. Mas eu sempre mantive para Paul McGuinness, que a banda iria precisar de um produtor muito simpático para transferir a excitação que eles criavam em um show ao vivo, para uma gravação em uma fita. Paul mais tarde me tocou uma demo produzida por Barry Devlin, que certamente era infinitamente melhor do que a fita da audição que eu tinha produzido. Havia três canções na sessão de Barry: "Street Missions", "Shadows And Tall Trees" e "The Fool".
No entanto, tanto quanto eu gostei dessas novas gravações, eu ainda sentia que havia uma importante lacuna a ser preenchida entre o U-2 ao vivo e o U-2 em um estúdio de gravação."

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Morre aos 25 anos de idade, Peaches Geldof, filha de Bob Geldof e Paula Yates, amigos de Bono

Peaches Geldof, filha do músico Bob Geldof, foi encontrada morta nesta segunda-feira (7), aos 25, no condado de Kent. As informações são da emissora britânica BBC e do site especializado em celebridades TMZ.
A polícia foi chamada na tarde desta segunda, após a ligação de uma mulher que estava preocupada porque não conseguia falar com ela. Uma ambulância então foi enviada à casa da jovem, que mais tarde, a jovem foi declarada morta pelos paramédicos. "A morte está sendo tratada como inexplicada e repentina", informaram as autoridades em um comunicado oficial.
Modelo e apresentadora de TV, Peaches foi vista em Londres na última semana. Ela era casada com o músico Thomas Cohen, com quem tinha dois filhos: Astala, 1, e Phaedra, que completará um ano no dia 24 de abril.
Nascida em 1989, Peaches Honeyblossom Geldof era fruto do relacionamento de Bob Geldof com Paula Yates. Aos 15 anos, ela começou a escrever para a edição britânica da revista "Elle" e depois passou a colaborar com outros veículos, chegando a ganhar programas na televisão britânica.
A última publicação de Peaches em seu Instagram, no domingo, foi um vídeo de seu filho mais novo. No mesmo dia, ela ainda postou uma foto antiga em que aparecia ao lado de sua mãe, que morreu em 2000, vítima de uma overdose quando a filha tinha 11 anos.
Bob Geldof lamentou a morte da filha em um comunicado oficial: "Peaches morreu. Nós estamos sentindo mais do que dor. Ela era a mais selvagem, engraçada esperta, espirituosa e maluca de todos nós. Escrever 'era' me destrói. Que linda criança. Como é possível que nós nunca mais iremos vê-la? Como suportar isso? Nós a amamos e vamos amá-la para sempre. É muito triste esse fim. Tom e seus filhos, Astala e Phaedra, sempre pertencerão a nossa família, fraturada muitas vezes, mas nunca quebrada".
No ano de 2006, Peaches Geldof tomou uma bronca de seu pai, Bob Geldof, por apoiar uma banda de rock britânica, chamada 'Bono Must Die'.
A socialite então com 17 anos adorava o grupo alternativo e o colocou entre as bandas que mais gostava na sua página do site MySpace.
Mas seu pai Bob Geldof, que é amigo íntimo de Bono, ao lado de quem idealizou o Live 8, não gostou muito da idéia.
Uma fonte disse ao jornal britânico Daily Star: “Bob sabe que se virou moda em alguns círculos falar mal de Bono por causa de sua incrível fama dentro e fora do U2. Mas isso não significa que fica feliz em ver Peaches apoiando estas pessoas e a colocou contra a parede exigindo que tire o nome da banda de sua página na internet.”
“Ele é um Boomtown Rat e sabe o que é ser jovem e rebelde, mas para tudo há um limite,” concluiu a fonte.
Sua mãe, Paula Yates, foi amiga de Bono e mulher de Michael Hutchence. Em 17 de Setembro de 2000, Yates foi encontrada morta em sua casa em Londres, na idade de 41 anos, por uma overdose acidental de heroína.

"Sunday Bloody Sunday" na turnê 360° contou com obras de arte da artista visual iraniana Shirin Neshat

No DVD do U2 gravado ao vivo no Rose Bowl, em 25 de outubro de 2009, em show da turnê 360°, na performance da canção "Sunday Bloody Sunday", o telão rola a letra do poema de Rumi, chamado Azadi. A palavra Azadi em si significa simplesmente Liberdade.
Ali, o U2 estava apoiando o Artists 4 Freedom, usando o poema de Rumi que fornece as letras de Dj Spooky e faixa de Sussan Deyhim, "Azadi (The New Complexity)", uma canção clássica baseada no poema Beshno Az Ney, de Rumi (poeta, jurista e teólogo sufi persa do século XIII).
O script no telão do U2 começava com "Listen listen listen".


O poema em inglês:

SHOW ME YOUR FACE

i crave
flowers and gardens

open your lips
i crave
the taste of honey

come out from
behind the clouds
i desire a sunny face

your voice echoed
saying “leave me alone”
i wish to hear your voice
again saying “leave me alone”

i swear this city without you
is a prison
i am dying to get out
to roam in deserts and mountains

i am tired of
flimsy friends and
submissive companions

i am blue hearing
nagging voices and meek cries
i desire loud music
drunken parties and
wild dances

one hand holding
a cup of wine
one hand caressing your hair
then dancing in orbital circle
that is what i yearn for

i can sing better than any nightingale
but because of
this city’s freaks
i seal my lips
while my heart weeps

yesterday the wisest man
holding a lit lantern
in daylight
was searching around town saying

i am tired of
all these beast and brutes
i seek
a true human

we have all looked
for one but
no one could be found
they said

yes he replied
but my search is
for the one
who cannot be found

Os telões multimídia do U2 juntaram as letras de Azadi, juntamente com fotos dos manifestantes no Irã e obras de arte da artista visual Shirin Neshat.


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