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segunda-feira, 13 de abril de 2015

O livro 'Sons + Fathers'

'From father to son / In one life has begun / A work that's never done / Father to son.'
(Dirty Day, U2)


"É uma coisa misteriosa a relação entre pais e filhos. Certamente ganhamos alguns vislumbres contando aqui os mistérios que moldaram algumas destas altamente influentes - e altamente influenciadas - figuras. Além de ganhar uma chance, talvez, de refletir mais sobre nós mesmos." - Bono

'Sons + Fathers', publicado para o Dia dos Pais, foi inspirado pelos desenhos que Bono fez de seu próprio pai, quando este chegava ao fim de sua vida. Enquanto as palavras e imagens no novo livro são principalmente dos próprios pais, elas também são reveladoras sobre os autores, seus filhos.

Bob Hewson disse ao seu filho certa vez: "O problema, filho, é que você é um barítono que pensa que é um tenor."
Bono revela: "Eu não tenho nenhuma prova científica para afirmar que algumas vezes, uma relação próxima, em sua passagem, nos deixa um dom. Algo que chega até nós. Não consigo explicar isto, mas sei que desde que meu pai morreu, a minha voz mudou. Posso cantar os B's e A's com uma facilidade que EU NUNCA tinha tido antes. Eu sou agora um tenor que finge ser um barítono."

Larry, Adam, Edge e Paul McGuinness também contribuíram com o livro:


The Edge: "Eu me lembro de uma pescaria com meu pai, Garvin, quando eu tinha 12 anos. Fomos a um rio no País de Gales chamado Tywi, por três dias com Granduncle Gordon.
Não era exatamente a passagem do conhecimento secreto, e meu pai e eu não tínhamos muita noção, mas o importante foi que nós saímos para algo que poderíamos fazer juntos. Faz tanto tempo que eu não consigo me lembrar muito além da consciência das raras vezes que passei meu tempo com meu pai." (Do Irish Times)
"Foi um momento importante para mim e meu pai, mas a ligação entre o menino e a natureza manteve-se também. Ainda amo ir para um lugar deserto para reconectar com - exatamente o que eu não sei. Talvez a ideia de uma existência primitiva e um ritmo mais natural da vida... Talvez seja para finalmente pegar aquilo que escapou." (U2.com)

Adam Clayton: "Em 1976 eu não tinha dominado o baixo ainda, mas eu havia identificado que eu precisava de um instrumento mais adequado e meu pai, um homem prático, não afetado pela música ou arte, foi essencial para este plano.
Ele voava regularmente para Nova Iorque e instrumentos de segunda mão eram muito mais baratos no Manny na 48th Street. Eu lhe dei o dinheiro e as palavras mágicas 'Fender Precision Bass' e esperei.
Quando ele chegou, tinha um acabamento sunburst e eu me sentia como um Rolling Stone." (Irish Examiner)
"Brian Clayton acreditava que ao entrar em contato com seu lado feminino, estava ouvindo minha mãe. Muitas vezes penso como foi para ele entrar naquela loja de música, e armado com pouca informação, envolver-se com um vendedor na espera de ser tratado razoavelmente e com todo o respeito. Gostaria de saber como foi para ele voltar para Dublin e explicar para o seus colegas de trabalho que aquilo era um baixo elétrico para seu filho Adam, 'que realmente não sabia tocá-lo'." (U2.com)

Larry Mullen: "Eu sei que ele poderia escrever uma peça muito melhor sobre si mesmo do que eu jamais poderia. Ele ainda tem um jeito com as palavras. Eu ainda toco bateria."
Larry diz ter lutado muito com sua contribuição para o livro, e que sentiu como se estivesse escrevendo um obituário, já que seu pai está bem vivo aos 91 anos de idade.
Larry diz ter comprado para o pai um laptop há 10 anos, e ele ainda recebe mensagens tocantes que incluem geralmente conselhos firmes e ocasionalmente um bem intencionado sopro para o plexo solar. (U2.com)



Paul McGuinness: "Ele alugou um carro em Dublin e me deixou com minha maleta em Clongowes, e após isso, ele foi embora. Dei-lhe um beijo de adeus no meio da longa avenida e caminhei de volta para a escola.
Nos próximos dias, sem nunca ter sido antes devastado com a solidão, eu visitava o lugar onde seus pneus tinham aplainado a grama.
Havia meninos na escola cujas famílias tinham mais dinheiro que a minha. Eu me ressenti com isso.
Odiei e odiei meus pais por não terem o dinheiro para me enviar de volta para Dublin, onde vivia a minha namorada e todos os meus outros amigos. As minhas relações com o meu pai chegaram ao ponto onde quase não nos falávamos. Eu era muito condescendente e ele estava irritado.
Eu pensei que eu era muito mais sofisticado do que era. Ele considerava que as coisas que tinha feito no Trinity - teatro, revistas, etc, sem sentido. Ele pensou que eu estava desperdiçando a minha vida.
Quando juntei dinheiro, voltei pra Dublin, me casei e me tornei empresário do U2, as coisas com ele melhoraram. Ele apareceu em meu apartamento um mês ou até mais tarde depois que consegui o contrato com a Island, e tivemos uma boa conversa sobre como era um contrato e como funcionava o negócio da música. Pela primeira vez tive a sensação que ele estava impressionado e orgulhoso de mim. Foi a última vez que o vi vivo."  (Independent.ie)


Agradecimento: Fernanda Bottini (@U2) - U2.COM
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