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sábado, 24 de setembro de 2016

U2 fala de amor em meio ao clima político tenso no iHeartRadio Music Festival 2016



"A paz não é apenas a ausência de violência - paz é amor que se organiza. Então vai lá e vote, seja em quem for que vai votar!" - Bono



Quando U2 subiu ao palco como último concerto do iHeartRadio Music Festival na sexta à noite, eles começaram logo com um single de 'Rattle And Hum' de 1988, a canção "Desire", encaixando perfeitamente com o local montado do show em Las Vegas, com seus temas de luzes brilhantes e muito dinheiro. E, claro, imagens de Sin City como dançarinas, máquinas caça-níqueis e mesas de poker brilhavam acima dos lendários roqueiros irlandeses para ilustrar toda a cena.
Mas quando a música continuou, e a mensagem da letra tornou-se mais clara, outro tema surgiu: a eleição presidencial dos EUA e do clima cultural escabroso.
"Ela é o dólar, é a minha proteção / Sim, ela é a promessa no ano de eleição", cantou Bono, quando as imagens nas telas de repente mudaram para uma enorme bandeira americana. Em seguida, Donald Trump apareceu na tela sincronizado com a letra, "como um pregador roubando corações em um show itinerante / Por amor ou dinheiro, dinheiro, dinheiro, dinheiro, dinheiro, dinheiro ... ", com dólares falsos chovendo em torno da T-Mobile Arena e Bono e repetindo a palavra "dinheiro" por muitas vezes.

Então se ouve o próprio Trump: "O sonho americano está morto", afirmando a partir de uma imagem no telão, com Bono combatendo: "Você está pronto para apostar o sonho americano?" Então é mostrado o apelo de Trump para um público predominantemente negro em Michigan, no mês passado: "O que você têm a perder?", e esse segmento tem o som repetido até o final da canção antes de Bono gritar: "O que você têm a perder?' Tudo!"
Para um rugido de aplausos e o vídeo de uma explosão de fogos tomando as telas de vídeo.
Depois de um bombardeio áudio-visual, uma imagem simples permanece no telão no final da primeira canção do set: o logotipo do 'Rock The Vote' e a mensagem "democrata ou republicano, exerça seu direito."


Não é surpresa ver o U2 se posicionando politicamente. A banda, que está comemorando 40 anos juntos, sempre foi conhecida por seu ativismo e letras carregadas politicamente, e nesta semana, Bono esteve com Charlie Rose para falar sobre Trump tentando "roubar a ideia da América." Mas foi muito espetacular ver um U2 com um catálogo longo de décadas, falando diretamente dos problemas enfrentados pelos Estados Unidos em um set de apenas oito canções.

No meio de "Pride (In The Name Of Love)", feita sobre a vida e morte de um pioneiro dos direitos civis, Martin Luther King Jr, Bono pediu ao público para cantar alto o "oh-oh-oh" da música para o povo de Charlotte, Carolina do Norte, onde Keith Lamont Scott foi morto a tiros pela polícia no mês passado. "Nós cantamos para Tulsa também", ele implorou, referenciando a morte de Terence Crutcher, um outro homem negro desarmado morto pela polícia neste mês. "Mais do que nunca, precisamos do espírito do Dr. King. Mais do que nunca, precisamos do espírito de não-violência. Não só por esta terra, mas em todo o mundo", Disse Bono enquanto o oh-oh-oh ressoou em toda a arena. "Temos que lembrar que a paz não é apenas a ausência de violência. Paz é amor organizado. Então, vai lá para votar, seja em quem vão votar."

Bono manteve a mensagem para a próxima música, ecoando as idéias de sua entrevista com Rose sobre a América ser "não apenas um país, mas uma ideia" em cima da introdução de "One". "A melhor ideia de que o mundo já teve, América! Então, se você não pode por consciência votar em Donald Trump e você é um Republicano, bem, vote em suas eleições locais. Vote em alguém que mantenha a sagrada ideia de que um homem ou mulher não é definido por etnia ou religião", disse o cantor, que em seguida, agradeceu ao público por permitir ele de tirar proveito de seus direitos na Primeira Emenda: "Obrigado por ouvirem um irlandês que pode prolongar sua tolerância da liberdade de expressão ".

Do site: Billboard

Áudio: U2 no iHeartRadio Music Festival 2016


O U2 se apresentou ontem no iHeartRadio Music Festival 2016 em Las Vegas, na T Mobile Arena.
A banda apresentou um set de 8 canções, e abaixo você confere o áudio na íntegra, em muito boa qualidade, em dois links! O áudio com gravação da platéia inclui a canção tocada no sistema de som enquanto a banda entrava no palco, e também a canção tocada no PA após o término da apresentação!

O outro áudio, em melhor qualidade, foi disponibilizado pelo U2 Spain. Foi capturado da transmissão para os assinantes do site U2.COM




U2 toca ao vivo "Desire" com elementos da versão "Hollywood Mix"


O U2 abriu a apresentação no iHeartRadio Music Festival 2016 com uma versão elétrica de "Desire", com fragmentos da versão "Hollywood Mix" da canção, com as sirenes da introdução. Foi a primeira vez que "Desire" abriu um show da banda.



"Desire (Hollywood Remix)" tem 5 minutos e 23 segundos de duração e foi lançada no single da música em setembro de 1988.
Este remix tem samplers do áudio de noticiários locais de Los Angeles. Traz leves diferenças em alguns trechos no vocal de Bono, uma introdução inédita e trechos adicionais na letra cantados por duas backing vocais femininas: Alexandra Brown and Edna Wright.


A apresentação do U2 no iHeartRadio Music Festival 2016


O U2 tocou como atração principal da primeira noite do iHeartRadio Music Festival 2016.  Foi a primeira apresentação ao vivo da banda neste ano.

Em uma entrevista transmitida antes do show, Bono afirmou que o próximo álbum do U2, 'Songs Of Experience', será lançado em 2017.
No setlist impresso, é informado que a canção utilizada no sistema de som para a banda entrar no palco foi "Also Sprach Zarathustra" de Richard Strauss, tema de '2001 - Uma Odisséia No Espaço', com 1 minuto e 21 segundos.



O U2 abriu a apresentação com uma versão elétrica de "Desire", com fragmentos da versão "Hollywood Mix" da canção, com as sirenes da introdução. Foi a primeira vez que "Desire" abriu um show da banda. Durante a performance, imagens de Donald Trump foram mostradas. Bono perguntou se o público "estava disposto a fazer apostas com o sonho americano?"



Assim como acontecia na ZOOTV, dinheiro falso foi lançado no meio do público. As notas tinham o rosto de Trump e o slogan "make America hate again" (faça os EUA odiarem novamente). Atrás da nota, o número '1', e escrito: "but not the same.” Ao final, Bono perguntou "o que você tem a perder? Tudo!"

Na sequência, três hits: "Vertigo", "Elevation" e "Beautiful Day". Bono lembrou repetidamente durante toda a noite a sua oposição à Trump.
"Pride (In The Name Of Love)" teve o habitual discurso da iNNOCENCE + eXPERIENCE sobre "cantar para os pacificadores", mas também incluiu uma gravação em vídeo de Martin Luther King Jr. Com esta imagem, Bono apelou para o "espírito da não-violência, não apenas em toda esta terra, mas em todo o mundo" e enfatizou que "a paz não é apenas a ausência de violência - paz é amor que se organiza. Então vai lá e vote!"
Em "One", Bono revisitou outra mensagem da iNNOCENCE + eXPERIENCE, que os Estados Unidos "não é apenas um país, mas uma ideia", e novamente alertou para a ameaça representada por Trump. Ele reiterou que uma pessoa não é definida por sua etnia ou religião e agradeceu o público por ouvir seus discursos.
A versão acústica de "Every Breaking Wave" foi dedicada ao produtor Ryan Tedder e iHeartRadio pela oportunidade de fazerem o show. A pequena apresentação terminou com "I Still Haven't Found What I'm Looking For", e Bono lembrou sobre como 40 anos atrás Larry Mullen juntou a banda.
Ao final do show, o sistema de som tocou "People Have The Power" de Patti Smith.

VÍDEOS AMADORES DA APRESENTAÇÃO:















Agradecimento: U2 GIGS

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Arquivo "The Fly"


"The Fly" foi o primeiro videoclipe para o álbum 'Achtung Baby' e foi filmado ao longo de dez dias em 1991 pelos diretores Richie Smyth e Jon Klein. Smyth trabalhou com a banda primeiro em um parque industrial na periferia de Dublin, filmando o vídeo da performance que compõe a maior parte de "The Fly" (13 de setembro). O restante das filmagens aconteceu 10 dias mais tarde (23 de setembro) com o diretor Jon Klein em vários locais em Londres, incluindo a Piccadilly Circus, o telhado do Pavilhão de Londres construído lá, um pub em "distrito da luz vermelha" do SoHo e do lado de fora da loja Bob’s Boxes, uma loja de eletrônicos em Walworth Road, em Londres. Ned O'Hanlon falou sobre o vídeo: "demorou dois dias para filmar e muitos dias para a edição. Tivemos dois diretores, Richie, que foi o responsável pelo desempenho e Jon quem fez o conceitual. Foi um período muito "interessante". Demorou muito tempo para concluir. Foi um momento muito importante para a banda. Eles estavam mixando o álbum lá em baixo e nós estávamos editando lá em cima."
Este vídeo tem uma introdução estendida com um fragmento do remix "Lounge Fly" tocado sobre imagens de Bono andando pela Piccadilly Circus e causando alguns problemas. Bono durante as filmagens até comprou uma miniatura de um ônibus de Londres e em seguida correu para o meio da rua para colocá-lo na pista, em frente ao ônibus real, e isso é mostrado na introdução do vídeo. Esta introdução às vezes foi cortada quando o vídeo foi ao ar. As filmagens de Bono ao redor da Piccadilly foi feita a partir do telhado do Pavilhão de Londres a fim de não atrair uma atenção maior nas palhaçadas de Bono naquela área movimentada.



Da nova seção do site: U2 Songs (antigo U2 Wanderer)

"Every Breaking Wave" na interpretação de Steve Stockman


Steve Stockman, autor do livro 'Walk On: A Jornada Espiritual Do U2', em seu blog Soul Surmise:

"Every Breaking Wave" é certamente a canção melhor trabalhada nestes 40 anos do U2. Eles certamente gastaram um tempo tentando aperfeiçoá-la. Ela tinha sido prevista para ser lançada em 'No Line On The Horizon', teve uma ou outra performance na turnê 360° e foi dito que seria uma das canções para o disco 'Songs Of Ascent' que permanece não lançado. Parece que Ryan Tedder do One Republic foi o co-produtor que finalmente à deixou em sua bonita forma.

Na minha primeira audição da canção, ouvi uma linha que mexeu com a minha alma:

"Eu pensei que eu ouvi a voz do Capitão. É difícil escutar enquanto você prega..."

Meu Deus, há uma linha para um ministro. O pregador, se um tipo ordenado como eu, ou um leigo da fé ou sem fé, pode ser tão arrogante em nossas próprias opiniões que não ouvimos. Bono novamente estava indo para si mesmo, algo que aqueles que o julgam como arrogante ou egoísta; parecem não entender. No entanto, é sabedoria para todos nós, especialmente nós pregadores!

Em um artigo da Rolling Stone, Bono descreveu a canção como sendo sobre a dificuldade de "se doar completamente para outra pessoa", com personagens na letra que são "viciados em uma espécie de fracasso e renascimento."

Como todas as músicas do U2, parece-me ser outras dimensões. A música era para estar em 'Songs Of Ascent', título tirado dos Salmos, através do livro de Eugene Peterson, 'Long Obedience In the Same Direction'. Imagino eu, aponta para uma intenção espiritual. Aquela parte do "capitão" era originalmente "o mestre", sugerindo que Deus está ali.

Um artigo do autor Donald Miller falou sobre a necessidade para nós de ter nossa própria iniciativa em nossa vida espiritual. É desta tomada de iniciativa que acho que Bono está falando em "Every Breaking Wave".

Minha opinião sobre a música é que podemos simplesmente ir com as ondas. Existe uma corrente, nos moldando e nos aperfeiçoando. Podemos desfrutar as ondas. Procurá-las. A emoção da vida. Materialismo. Sucesso. No entanto, a canção sugere que ele nunca alcança o que ele necessita. Naufrágio e afogamento são palavras em outras partes das canções.

A ruptura de Bono com o quebrar das ondas é permitir-nos ser varrido fora de seus pés. Como resultado da obsessão de Bono com a teologia cristã da graça, estou pensando que a linha "varrido fora de nossos pés" é sobre o amor de Deus. Isso é a intimidade que as almas náufragas na canção têm implorado; relacionamento com o divino restaurado.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Áudio: Show do U2 em Chicago em 1985 pela turnê 'The Unforgettable Fire'


No dia 21 de Março de 1985, o U2 tocou na University Of Illinois Pavillion em Chicago, EUA, pela 5° perna norte americana da turnê 'The Unforgettable Fire'.
A banda de abertura deste show foi o Red Rockers, e no final da apresentação do U2, eles se juntaram no palco para uma performance de "40".
O áudio abaixo traz a apresentação na íntegra, com uma qualidade muito boa de uma gravação do público.

Setlist:

11 O'Clock Tick Tock
I Will Follow
Seconds
MLK
The Unforgettable Fire
Wire / Give Me Some Truth (snippet)
Sunday Bloody Sunday
The Cry
The Electric Co. / Amazing Grace (snippet)
A Sort Of Homecoming
Bad / Ruby Tuesday (snippet) / Sympathy For The Devil (snippet)
October
New Year's Day
Pride (In The Name Of Love)

encore(s):
Knockin' On Heaven's Door
Gloria
40 / Do They Know It's Christmas (snippet)

Island Records queria lançar o disco 'October' do U2 somente em 1982


No ano de 1981, o U2 terminou de excursionar com a turnê 'Boy', e prontamente resolveu entrar em estúdio para gravar o seu segundo disco, 'October'. Em entrevista no ano de 1982, Bono contou qual era ideia da gravadora para o lançamento, e a decisão da banda que os colocou sob pressão:

"Foi muito desconfortável o fato de não termos tido tempo para um descanso. Mas nós escolhemos fazê-lo desta maneira. A gravadora escolheu lançar o disco em Janeiro ou Fevereiro de 1982, e a razão pela qual temos que lutar agora contra Rod Stewart nas lojas de discos, é que optamos por lançar o disco em Outubro de 1981, quando terminamos a turnê de 'Boy'. Assim acabamos nos colocando sob pressão.
Tivemos três semanas para nos preparar para o disco. Tivemos todas essas ideias em nossas cabeças viajando pela Europa e EUA, e muito disso foi colocado junto sob esta pressão. E Steve Lillywhite trabalhou muito bem sob esta pressão. As letras foram escritas com o microfone em mãos e por 50 libras a hora em estúdio, o que assustou muita gente, inclusive eu. Mas há uma espécie de paz e força aquele disco, que é muito irônico".

40 Anos de U2: "Não seja estúpido, Bono é um ótimo nome, Bono Vox"


U2 Magazine, N º 4, 1 de Agosto de 1982

Além do fato de que irmão mais velho de Edge, Dik, toca guitarra no Virgin Prunes, existem ligações entre as duas bandas que remetem à sua infância, e recentemente Gavin Friday do Virgin Prunes contou mais sobre os nomes usados por eles:

"As conexões do U2 eram muito fortes na fase inicial, porque cresci com Bono, ele morava algumas portas para baixo da minha casa."

Os amigos devidamente formaram duas bandas, dividindo shows nos primeiros anos, como a estreia no Reino Unido dos Prunes em 1980 no Acklam Hall. Juntos, eles inventaram um universo particular para si mesmos, chamado Lypton Village, todas as iniciações falando uma "segunda língua".

"Quando crianças, costumávamos ficar entediados, nós não saíamos muito. Bono então foi e formou o U2, e o que eles estavam expressando era totalmente diferente do que nós estávamos expressando, então quando o Virgin Prunes foi formado, embora houvesse essa proximidade, era na amizade ao invés de atitudes e ideias... como os nomes: Bono, foi Guggi que lhe deu esse nome, e meu nome, e Davey, são todos nomes para o Lypton Village, e The Edge. Mas, como as duas bandas se desenvolveram, chegamos a nossas próprias identidades.

"As pessoas sempre fizeram comparações entre as bandas, musicalmente. Mas nós nunca fomos juntos em termos musicais. Se eu visse o Bono, não conversava com ele sobre música. Eu falava sobre outras coisas. Nós odiávamos quando as pessoas vinham falar, 'porque eles dizem', Ei, você está na Virgin Prunes. Bem, nos conte tudo sobre o U2.' Tivemos tanto aquilo, que odiávamos conexões com o U2! É um pé na bunda isso neste país.

"Mas há um entendimento estranho entre nós. Quando nós éramos mais jovens, um dos nossos maiores passatempos era, Guggi e Bono eram muito rápidos com palavras, e eles costumavam jogar um jogo. Todos esses nomes, eram apenas por causa da personalidade. Mesmo antes da banda ser formada, eu era chamado Gavin Friday. A maioria de nós rejeitamos nossos nomes quando foram nos dado pela primeira vez, como quando Guggi deu à Bono o nome dele, ele não gostou nada. Mas temos a sensação de que temos que aceitar nossos nomes se gostamos deles ou não.
"E eu me lembro de uma vez, Bono estava tendo algum tipo de viagem na cabeça dele, queria ser um cara legal, e ele quis passar a ser chamado de Paul Vox e dissemos, 'não seja estúpido, Bono é um ótimo nome, Bono Vox'. E eventualmente, o que é natural você só tem que aceitar."

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

40 Anos de U2: Os Números


O The Irish Times trouxe dois gráficos mostrando a quantidade de discos que o U2 vendeu pelo mundo desde 1980, com o lançamento de 'Boy'.

O primeiro mostra o número de venda por regiões:


O segundo mostra o número de vendas de discos, onde cada ícone de um vinil representa a quantidade de 1 milhão:

Bono revela que "The Morning After Innocence" se tornou "The Little Things You Give Away"


Bono esteve recentemente no programa de televisão This Morning da CBS, e contou ao entrevistador Charlie Rose sobre o próximo disco e a continuação da turnê do U2!
Bono disse que a turnê volta em 2017 e que provavelmente passará pela América do Sul no mesmo ano, e que pensam em visitar o Uruguai.
A banda volta aos palcos nesta sexta feira dia 23, em show no iHeartRadio Music Festival! E Bono revelou que a banda já está ensaiando para a apresentação.
Quando a banda começou a trabalhar em 'Songs Of Experience', ainda em 2014, Bono revelou ao The Guardian que a banda trabalhava em uma canção chamada "The Morning After Innocence", e falou sobre a música que era um trabalho em andamento: "O protagonista mais velho está pedindo por ajuda ao outro mais jovem", explica ele. "O maior problema que enfrento agora é que compreendo a natureza dialética das coisas. Isso pode torná-lo menos claro sobre sua resposta." Ele soa melancólico. "Quando eu era jovem, eu sabia qual era a minha posição sobre tudo."
Ele então divulgou uma parte da letra:

"Is that your fountain pen, navy with a nib of gold? You never could write so well or do anything you were told on 10 Cedarwood Road. I'm your older self, the song of experience, I've come to ask for some help from your song of innocence. Lead me in the way I should go. I'm running out of chances to blow, that's what you told me and you should know. Lead me in the way I should be. Unravel the mystery of the heart and its defense, the morning after innocence."

"É essa sua caneta-tinteiro, azul marinho, com um bico de ouro? Você nunca poderia escrever tão bem ou fazer qualquer coisa que te disseram na Cedarwood Road número 10. Eu sou o seu eu mais velho, a canção da experiência, eu vim para pedir a ajuda de sua canção da inocência. Me guie pelo caminho que devo seguir. Estou ficando sem chances de explodir, isso é o que você me disse e você deve saber. Conduza-me da maneira que deveria ser. Desvende o mistério do coração e em sua defesa, na manhã seguinte da inocência."

Uma linha deste trecho levantou a hipótese desta canção inédita ter sido trabalhada em cima de uma outra faixa inédita do U2 jamais lançada anteriormente.
"Lead Me In The Way I Should Go" é uma sobra de estúdio do álbum 'How To Dismantle An Atomic Bomb'. Bono comentou em 2003: "Edge está pegando fogo no estúdio. Estamos trabalhando em algo chamado "Lead Me In The Way I Should Go", que poderá ser uma grande canção. Estou muito animado com o que estamos fazendo, e eu não penso que nós estamos enfrentando algo como a síndrome do segundo álbum'."

Para a Revista Q nos últimos meses de 2015, Bono revelou que uma outra canção inédita para 'Songs Of Experience' tinha o título de "The Little Things That Give You Away", e que era um hino vibrante.
Agora, nesta entrevista no This Morning da CBS, outra revelação de Bono: a canção que havia sido previamente chamada de "The Morning After Innocence", agora será chamada de "The Little Things You Give Away". Ou seja: Bono nas entrevistas citou dois títulos do que se pensava ser duas canções, mas na verdade elas são a mesma canção; "The Morning After Innocence" foi um título de trabalho para "The Little Things That Give You Away".
As dúvidas agora são: a letra divulgada por Bono como sendo de "The Morning After Innocence", e que remete à provável sobra de estúdio "Lead Me In The Way I Should Go", foi mantida em "The Little Things That Give You Away"?
Sendo assim, teria "The Little Things That Give You Away" surgido à partir de "Lead Me In The Way I Should Go"?

40 Anos de U2: O show a bordo do barco S.S. President



U2 Magazine, No. 7, 01 de Maio de 1983
Por: Carter Alan

(Publicado no Boston Rock, Março de 1982)

Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 1982: O U2 abre sua quarta turnê pelos EUA em grande estilo a bordo do S.S. President, um barco de cinco-decks.


Os enormes paddlewheels foram removidos para dar lugar a hélices mais eficientes, mas dentro do barco, a antiga grandeza foi em grande parte preservada. 1.500 fãs tomaram conta do barco, provas de que Nova Orleans oferece algum suporte a cena new wave. O suporte via rádio é mínimo (o mais próximo que qualquer emissora comercial transmite é Joan Jett), mas um dos promotores do concerto diz que a Universidade de Tulane tem uma estação que transmite várias horas de rock and roll alternativo toda semana. Ele também acrescenta que o U-2 é dos favoritos dos ouvintes e a estação atinge toda a área metropolitana.
RZA, um equipamento local, aquece a multidão antes da agenda de programação, enquanto o President cruza o Mississipi. Este quarteto tem um bom controle sobre direções da música punk do passado, e mais recentes como o ska e rock em linha reta. O público está solto e dança, assim como eu faço andando pelo navio para encontrar o camarim do U-2. Muito apropriadamente, eles estão na cabine do Capitão.
"Esta é a primeira vez que vamos tocar em um local e o local vai andando!", brincou o manager da banda, Paul McGuinness. McGuinness está muito contente sobre hoje à noite, como se ele não estivesse preocupado com o fato do grupo ter ficado mais de um mês sem se apresentar. Após algumas datas no Reino Unido em dezembro, a banda esteve ocupada escolhendo faixas para um novo single (que parece iminente). Ainda assim, McGuinness é consciente de que o rádio americano é um osso duro de roer. Se sua banda não está tendo exposição nas ondas de rádio, então é melhor que eles estejam trabalhando na estrada. "Você sabe, quase tivemos que esquecer essa turnê."
O baixista de cabelo-fofo loiro Adam Clayton diz: "Sim, estamos quase sempre perto de quebrar, mesmo na estrada, mas desta vez iríamos perder muita coisa. Então descobrimos que íamos tocar duas semanas com a J. Geils Band em estádios."
"Vamos tocar na Florida e Costa Oeste com eles", completa Bono, o vocalista, que está usando um modelo de seu suprimento infinito de chapéus.
Será um enorme trunfo para o U-2 tocar nos estádios, não apenas pelo número de pessoas lá, mas para sua relativa juventude. Embora o grupo tenha cruzado a América extensivamente, sua influência é ainda limitada a bares de rock and roll. Boston é um dos poucos lugares onde a popularidade do U-2 lhes permite ter ingressos esgotados no Teatro Orpheum com todas as idades comparecendo.
Com a proeza do U-2 no campo instrumental, o crescente talento Bono como um frontman e a exuberância da banda no palco, há pouca dúvida de que um estádio cheio de adoradores da Geils reagirá favoravelmente. Certamente os headliners defendem as mesmas coisas.
Com as amarras soltas e o President se movendo para as águas lamaçentas, o U-2 sobe ao palco, que foi configurado à meia nau como o interior de um teatro de dois andares. The Edge e um som sônico de guitarra anuncia "Gloria", com as pessoas se amontoando nos confins já lotados na frente. "Another Time Another Place" é a próxima, e foi quando eu decidi procurar outro lugar para assistir. O público em Boston não é violento, mas esse público de Nova Orleans certamente é. Uma onda de gritos, chutes e arranhões segue quando cinco pessoas disputam o espaço do qual estou tentando sair. Um passo rápido para o lado e estou livre quando o U-2 começa a tocar "I Threw a Brick Through a Window". Uma surpresa é "A Day Without Me", seu segundo single, que foi retirado do setlist após a primeira turnê. A guitarra de Edge alcança o céu e e lá permanece, enquanto Bono chega à picos furiosos com uma voz firme e muito suor.
Apesar do problema no meio do multidão, nenhuma violência é dirigida para a banda, com exceção de alguns cubos de gelo lançados em direção de Bono. (O cantor esvazia prontamente uma lata de cerveja na fileira da frente, como retaliação). Terminando com o bis com "Fire", "11 O Clock Tick Tock" e "The Ocean", como o barco rio acima, o U-2 deixa o palco. Mais tarde, estou empolgado, mas surpreendeu-se quem achou que o show da banda era medíocre. Ainda assim, tenho que falar isso pra eles, os melhores músicos nunca estão satisfeitos.

VALE LEMBRAR:

Rob Partridge lembra um fatídico encontro em 1982 com o homem que iria transformar e moldar a imagem da banda até os dias atuais: o "mestre holandês", Anton Corbijn.


"Levei Anton para New Orleans para fazer uma reportagem de capa para a revista NME em 1982", diz Partridge. "Eles estavam tocando num barquinho para cerca de 400 pessoas, e a grande atração do barco era que ele flutuava subindo e descendo o Mississippi, então os jovens poderiam fumar maconha no convés superior com pouca probabilidade de serem apanhados. O link com Anton foi absolutamente instantâneo. A banda é muito perspicaz e tinham visto suas fotos na NME. Eles tinham uma estética sobre eles, que apelou para o U2. E que progrediu para que Anton fizesse cada foto desde então, fazendo também seus vídeos e essencialmente, tornando-se consultor cultural para a banda."

Bono fala sobre lançamento de 'Songs Of Experience' e revela quantas canções devem fazer parte do disco


Bono esteve recentemente no programa de televisão This Morning da CBS, e o entrevistador Charlie Rose perguntou para o vocalista sobre o próximo disco e a continuação da turnê do U2:

Charlie Rose: Quando o álbum vai sair?

Bono: Só Deus e The Edge sabem.

Charlie Rose: Haverá uma turnê em 2017?

Bono: Sim

Bono revelou que a banda tem 16 canções com potencial para fazer parte do tracklisting de 'Songs Of Experience'. "Queremos um disco com 10 faixas, mas provavelmente serão 12 canções que farão parte."

Agradecimento: U2 Uruguay

Bono: “Donald Trump é, potencialmente, a pior coisa que aconteceu à América”


Bono esteve recentemente no programa de televisão This Morning da CBS, para falar da sua luta contra a pobreza no mundo e do seu lado ativista. A certa altura, o músico comentou igualmente as eleições presidenciais nos E.U.A., que acontecem no próximo mês de novembro.
Afirmando que a ideia de América "foi a melhor que o mundo já teve", Bono mostrou-se irritado com Donald Trump, candidato pelo Partido Republicano. "É potencialmente a pior ideia que que já aconteceu à América. Pode destruí-la, porque a América não é um país", explicou.
"A América é uma ideia, construída em torno da justiça e da igualdade para todos. Acho que ele sequestrou o Partido Republicano, e está tentando sequestrar a ideia de América. E isso é muito perigoso", concluiu.
Questionado sobre o fato de Trump estar, nas pesquisas, lado a lado com Hillary Clinton, candidata pelo Partido Democrata, Bono mostrou-se mais compreensível: "Não vou diminuir os apoiadores de Trump ou menosprezar a sua fúria, porque sinto que, de certa forma, eles perceberam corretamente que os partidos centrais não são claros", afirmou.
Apesar de não poder votar, o músico mostra-se preocupado com o possível resultado das eleições. "Sou irlandês. Não tenho direito de voto. E não posso dizer às pessoas em quem votar, nem quero, mas tenho uma voz - e posso dizer que quem quer que se sente naquele escritório [na Casa Branca] afeta toda a gente deste mundo", afirmou.

Do site: Blitz (Portugal)

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Duas canções do U2 na vida de Daniel Lanois


Em matéria da Revista Rolling Stone chamada 'Daniel Lanois: My Life in 15 Songs', o produtor que trabalhou com o U2 fala de duas faixas do grupo:

"I Still Haven't Found What I'm Looking For" (1987)

"Depois que terminamos The Unforgettable Fire, eu disse para The Edge: "Acho que ainda temos algo mais a fazer, e se você quiser considerar meu nome, me ligue." O U2 sempre deixa muito espaço para a experimentação, para jams e para descobrir novas músicas que não se desenrolaram. Tivemos esta faixa provisoriamente chamada de "Weather Girls", que tinha uma grande faixa de bateria com aquela batida dançante de Larry. Então eu fui o curador daquela batida de bateria e eu sugeri que nós experimentássemos ela em outra canção. Edge tinha uma parte acústica e colocou em cima do som da bateria. Foi Edge que veio com a linha "i still haven't found what i'm looking for" e Bono montou a letra dali. E depois usamos o talento de casa para o backing vocal: Brian Eno, eu, Edge. Nós apenas fomos montando nosso vocal um em cima do outro diversas vezes, até que soou como um coro."


"One" (1991)

"Bono me ligou e disse "Gostaríamos desta vez de fazer um álbum europeu de rock and roll". Então foi ideia dele ir para Berlim e usar o Hansa Studios onde Brian Eno havia trabalhado com David Bowie. É um estúdio grande com uma sala de orquestra belamente ornamentada. O único problema é que a sala de controle fica no corredor, e todas as comunicações acontecem pela câmera.
Naquele registro, nós fomos muito dedicados à experimentação sônica... e nós estávamos tentando encontrar alguns sons novos. Nós sempre fizemos questão de ter alguns sons de assinatura. Tocamos muito em torno de sequências de acordes e no final eu puxei Edge de lado e nós elaboramos uma maneira de usar todas as sequências de acordes, que nos deram a oportunidade de ter mais um balanço dinâmico para a canção. Acho que Bono tinha passado por algo emocional em sua vida, talvez algo com seu pai, e ele queria escrever uma canção sobre rendição e finalmente abordar a questão com alguém. Pelo menos é como eu fiz a leitura.
Fizemos a faixa em Berlim e depois em Dublin em um momento de overdub vocal, era só eu e Bono no estúdio e ele disse: "Dan, porque não tenta tocar uma parte de guitarra e então eu faço alguns vocais" e então eu fiz um overdub da parte final da faixa, aquele pequeno trecho com um tipo de hammer-on da parte tocada com sua Gretsch verde, e que forneceu à Bono algum incentivo. Acho que The Edge está fazendo um bom trabalho agora de copiar minhas partes ao vivo no palco. [Risos]"
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