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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Segredos Revelados: Ǎhk-to͝ong Bāy-Bi Covered


Ǎhk-to͝ong Bāy-Bi Covered é o título do álbum que a revista britânica Q lançou encartado em uma edição especial em 2011. O disco tributo foi em homenagem ao álbum 'Achtung Baby', lançado pelo U2 em 1991. Este disco tributo trouxe 11 artistas e bandas que regravaram as faixas originais do álbum.

O álbum foi masterizado por Pete Maher. Ele forneceu todos os detalhes sobre a gravação do álbum:

O álbum Ǎhk-to͝ong Bāy-Bi Covered foi meu projeto de grande avanço. Tudo começou em agosto de 2011, quando recebi uma mensagem do meu então gerente, Justin Pritchard. Estava escrito: 'você está disponível amanhã? É sobre o U2'. Olhei para fora, e voltei a ler aquilo. U2? Meu primeiro pensamento foi que Justin estava zombando da minha cara! No entanto, depois de um telefonema rápido, ficou bastante evidente que se tratava de fato do U2 e que o projeto era um álbum 'supergrupo' comemorando os 20 anos do álbum que é um marco do U2, 'Achtung Baby'. O produtor do U2, Flood, havia me recomendado e o U2 ficou contente com isso e felizes que eu prosseguisse com isso. Então falei com o empresário do U2 e fui instruído a manter isso em segredo e não deixar ninguém saber quem estaria no álbum (o zum zum zum dentro da indústria musical era enorme). Eles me informaram que eles estavam com um prazo muito apertado e precisavam de mim para completar o projeto em dois dias (eu estava de verdade no fundo do poço!). Eles providenciaram um entregador vir ao meu estúdio, às 07:00 na manhã seguinte, para entregar os arquivos masters das gravações. Às 06:59 a campainha tocou e as masters foram entregues. Foi como uma manhã de Natal para mim. Jack White, Depeche Mode, Snow Patrol, Nine Inch Nails, Patti Smith, The Killers e Damien Rice tinham todos entrando de forma sonora no prédio. Eu alinhei as faixas e comecei a trabalhar nelas. Eu sabia que balancear os níveis das músicas e equalizar seria uma tarefa poderosa, mas fácil o suficiente para eu fazer. No entanto, houve duas faixas que foram um desafio no processo. Elas foram "So Cruel" pelo Depeche Mode e "Whos Gonna Ride Your Wild Horses" pelo Garbage. As instruções do Depeche Mode foram 'não aplicar compressão ou aumentar o volume!' O problema aqui foi que sua mixagem foi relativamente suave, então não ser capaz de aumentar o volume significava que todo o resto tinha que descer para o mesmo volume. Para tornar as coisas piores, o Garbage tinha explodido seu mix de modo que ele era 6db’s mais alto do que todo o resto (assim eles foram os vencedores da guerra de sonoridade), mas tive que abaixar o volume por 6db’s. Enfim, completei o projeto a tempo e enviei o álbum para a aprovação de Flood. Ele aprovou e enviou para a gerência do U2.
No dia seguinte recebi um telefonema de Declan Gaffney, que tinha produzido a versão de "The Fly" por Gavin Friday. Esta foi uma canção monstro, que ninguém, incluindo Jack White ou The Killers, atreveram-se a fazer o cover. Declan tinha feito um excelente trabalho com a mixagem, mas tinha trabalhado ela através de um potente plugin de masterização para torná-la alta. Para equilibrá-la com o resto do álbum... fiz uma dessaturação para deixá-la mais baixa. Declan não ficou feliz! 'O que você fez com a minha música?', ele perguntou. 'Eu não te conheço Pete, e eu não quero brigar com você, mas não gostei do que você fez'. Expliquei calmamente que se ele me enviasse um novo mix com mais headroom (quantidade de potência e volume entregues pelo amplificador antes que ele comece a distorcer), então eu iria reconstruí-la e melhorá-la em 100%. Ele pareceu bastante feliz com isso e me enviou o novo mix. Este tinha mais profundidade e headroom então dei-lhe um grande dynamic boost. No dia seguinte ele me ligou de volta e estava super feliz: 'Pete, você é uma lenda, estou impressionado com o quão grande a faixa me parece agora. Eu vou tocá-la para a banda'. Neste momento percebi que Declan era parte da família do U2 e era o engenheiro-chefe, e eu estava feliz que ele estava feliz! Ǎhk-to͝ong Bāy-Bi Covered foi lançado na capa da revista Q em outubro de 2011 e através do iTunes no mês seguinte. Foi um sucesso em todo o mundo e mais um enorme sucesso para o U2 (e um muito grande para mim também!).

A apresentação do U2 no Dreamfest 2016


O U2 fez um show no Dreamfest 2016 como parte da conferência anual da Salesforce e para angariar fundos para o UCSF Benioff Children's Hospital. A banda aproveitou e estendeu sua atual parceria com a Salesforce por mais dois anos.
A banda para este show, reutilizou parte do palco usado nos shows em estádios na turnê Vertigo.
O sistema de som tocou "People Have The Power" de Patti Smith para a banda entrar no palco, e eles abriram o concerto com "Vertigo", utilizando no telão a animação 3D também da época da turnê Vertigo.


Bono cantou a linha "dream up the world you want to live in, dream out loud" de "Zooropa" na performance de "Beautiful Day", e um trecho de "Blackbird":


"Every Breaking Wave" foi dedicada a Steve Jobs, que morreu há cinco anos atrás, e para a sua esposa Laurene Powell.
A longa versão de "Bullet The Blue Sky" foi mais política, e assim como aconteceu com "Desire" no iHeart, Bono criticou e zombou Donald Trump.

O discurso de Bono foi uma conversa onde ele acusou Trump de tentar "roubar o sonho americano" e ferir muitos grupos de pessoas. Bono citou até os brasileiros: "Todos que adoram a ideia da América, como os irlandeses, por exemplo. Ou os franceses. Ou os brasileiros."


Na pausa programada para o bis, Bono brincou sobre o conceito de ser bobo e aproveitou a oportunidade para fazer um discurso, que salientou a importância da caridade e a campanha RED.
Na performance de "Where The Streets Have No Name", a banda utilizou o fundo vermelho no telão.


O show foi fechado com "40". Bono fez uma referência ao 40° aniversário do grupo.



O setlist:

Vertigo
Elevation
I Will Follow
Beautiful Day / Zooropa (snippet) / Blackbird (snippet)
California Dreamin' (snippet) / California (There Is No End To Love)
Angel Of Harlem
Stuck In A Moment
Every Breaking Wave
Bullet The Blue Sky
The Hands That Built America (snippet) / Pride (In The Name Of Love)
One / My Sweet Lord (snippet)
Mother And Child Reunion (snippet) / Where The Streets Have No Name
With Or Without You
I Still Haven't Found What I'm Looking For
40

Agradecimento: U2 GIGS

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

"Cedarwood Road" na interpretação de Steve Stockman


Steve Stockman, autor do livro 'Walk On: A Jornada Espiritual Do U2', em seu blog Soul Surmise:

"Cedarwood Road" é a canção de 'Songs Of Innocence' que traz alguma resolução. Na verdade, essa música é onde a salvação chega, de forma literal. A dor dr Bono começa em "Iris (Hold Me Close)". A raiva está pronta para entrar em erupção em "Volcano". "Raised By Wolves" adiciona um trauma vivido também pelo país. "Cedarwood Road" continua esta corrida, com medo e introspecção, mas uma flor de cerejeira abre um outro mundo.

Nas notas do encarte do álbum, Bono escreve sobre a família Rowen do nº 5. Ele os chama de uma "tribo do antigo testamento". Ele está muito certo. Eu tive o privilégio de conhecer um pouco desta família. Eu acho que uma vez eu fiz um apelo para que fosse adotado como um irmão mais velho de 50 anos! Eles são o antigo testamento em tamanho (10 crianças significava que, como nas tribos, havia 12 pessoas ena casa!), suas raízes profundas da fé e o drama de suas vidas.

Esta família parece que deu ao jovem Paul Hewson um lugar, e refeições tribais quando a vida com seu pai e seu irmão que era 8 anos mais velho, não era muito como uma família. Guggi tornou-se o melhor amigo de Bono. "Cedarwood Road" é dedicada a ele e não perde a lírica sutil: "and a friendship once it’s won… is won… is one (e uma amizade, uma vez que se ganha... está ganha... é única)". Você percebeu a letra? Aprendi com um Rowen recentemente que a canção do U2, "One", foi escrita sobre Guggi também. Isto parece a prova. Então Andy Rowen tem duas canções sobre ele. Guggi duas sobre ele. Tribo do velho testamento, de fato!

Assim como um amigo para a vida em Guggi, Bono tem muito mais desta família. Ele falou sobre ir em reuniões de Evangelho com os Rowens e parece que foi onde Bono teve suas primeiras experiências de cristianismo evangélico. Ele escreve no encarte: "na companhia deles alguns dos grandes pregadores, que abriram estas bíblias pretas e era assustador vê-los dançar com a palavra de Deus, para eles e para nós". Na canção ele canta: "Símbolos se confrontam, Bíblias são esmagadas. Pinte o mundo que você precisa ver". Ao pintar Lou Reed e a família Rowen juntos no encarte, Bono conclui: "Lou Reed, Deus tenha sua alma, disse que precisava de um ônibus lotado de fé para sobreviver. O ônibus dos Rowens estava cheio de fé e eu estava com eles".

A salvação é expressa em "Cedarwood Road", com as linha chave: "E aquela árvore de flor de cerejeira era uma porta de entrada para o sol." A gentil, mas forte fé bíblica da família Rowen, juntamente com a Graça de Cristo, foram apresentadas a um adolescente em um horrível momento pessoal, e teve um impacto que eles nunca poderiam ter imaginado. Os pais de Rowen, Robert e a gentil Godly Winnie, me lembra André nos Evangelhos do Novo Testamento.

Foi André que apresentou seu irmão Pedro à Jesus. Pedro se tornou aquele com a maior influência, mas André foi a "porta de entrada para o filho!" A maneira comum que Robert e Winnie Rowen amavam seu vizinho, mudou milhões de vidas ao redor do mundo. Um grande exemplo para todos nós!

Antes de Bono pensar que ele poderia mudar o mundo, acreditava que ele podia mudar o mundo em si mesmo. Essa mudança foi energizada pelo seu compromisso cristão. Cedarwood Road foi o solo sagrado em que seu renascimento aconteceu.

Não perca a última linha da música. Para mim esta é a linha genial em um registro que é preenchido com jóias espirituais. Em letras maiúsculas no encarte, "E um coração que ESTÁ PARTIDO, é um coração que está aberto". Achei isso uma absoluta verdade. Aqueles que têm sido partidos são geralmente mais simpáticos e a Graça é conduzida na maneira como eles tratam os outros. Essa ruptura de Bono tão honestamente exposta de forma crua e emocional nas quatro canções do coração de 'Songs Of Innocence', fez dele o homem que seria tão aberto às necessidades dos excluídos do nosso mundo.

A canção ganhou vida durante a turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE em 2015, quando a Cedarwood Road foi projetada no telão que corria a arena, e com Bono voltando a caminhar pela rua de seus anos de formação. Brilhante!

The Joshua Trio, o grupo que participou do aniversário de Adam Clayton e assinaram com o selo do U2


A imagem exagerada percebida no U2 na fase 'The Joshua Tree' e 'Rattle And Hum', fez surgir um trio comediante brilhante de Dublin, chamado The Joshua Trio.
Liderados por Paul Woodful, que alegou que ele tinha sido visitado por Bono em um sonho, acabaram fazendo versões jazz, country e western das canções da banda.
Em vez de ser ofender, o U2 assinou o 'The Joshua Trio' com sua gravadora, e eles estiveram envolvidos na festa de aniversário de um dos integrantes do U2!
O The Joshua Trio lançou um único single, na Irlanda e Reino Unido.



Na faculdade de arte em Dublin, três amigos tinham formado uma banda de punk/country chamada Dodge City Slickers. Eles eram muito teatrais, e arrancaram grandes gargalhadas enquanto duraram. Pouco antes da turnê 'The Joshua Tree' acontecer nos Estados Unidos, eles estiveram envolvidos fazendo alguma coisa de 'projeto de clube' no Factory para uma festa de aniversário para Adam Clayton (ou pode ter sido o aniversário de The Edge). Havia um pequeno palco onde aconteceu um show com uma combinação entre U2, Cactus World News, The Dodge City Slickers e Hank Halfhead And The Rambling
Turkeys, todos tocando covers.
Quando o The Dodge City Slickers se separaram, Paul o cantor, teve essa ideia de um fazer uma combinação jazz apenas com covers do U2. Depois evoluiu para um conceito maior: "Para trazer a música do U2 para um público mais vasto".
Naquele ponto, Bono parecia egocêntrico e moralista, então a ideia de Bono como um guru religioso com um mensagem para espalhar, tornou-se parte do conceito do grupo. A banda também usava asas de anjos e uma roupa 'Estilo de Jesus' em torno de sua cintura ou (no caso de Paul) uma toga e um medalhão com rostos do Bono nele.


A ideia do trio de jazz transformou-se gradualmente em uma coisa musical mais ampla, com jazz, metal, country, e estúpidas interpretações das músicas do U2. Havia também canções sobre o U2: The Edge Has Got His Hat On, Clayton Will Be Free, Nothing Compares To U2 (esta era cantada pela "convidada" Sinead, que na verdade era o vocalista Paul usando uma toca de banho).
Tiveram também a ideia para um filme chamado, que apesar de ser dito que se chamaria The Last Temptation Of Bono, na verdade o título era The Last Temptation Of Chris DeBurgh. Envolvia um elenco com artistas da música irlandesa e teria sido muito engraçado. Foi oferecido (ironicamente) como um empreendimento sério e foi assim interpretado por diversos meios na mídia. Arthur, que estava na versão inicial do The Joshua Trio, era um muito talentoso escritor de comédia para a TV, com destaque no Reino Unido naquele momento.
O The Joshua Trio se tornou muito popular na Irlanda por um período. Eles tiveram algumas incursões interessantes na Inglaterra onde eles tinham um estranho pequeno culto de seguidores. Por alguma estranha razão, as garotas do Japão pareciam amá-los.
Um single/EP foi lançado em 1992 através da Son (com publicação do selo Mother, fundado pelo U2), e teve boa execução nas rádios do Reino Unido, mas nunca vendeu muito bem (você nunca conseguia encontrar ele para comprar). Tinha uma versão country de "The Fly":


Com a turnê Zoo TV do U2, a piada não fazia tanto sentido mais (apesar que nos shows em Dublin do Trio, eles colocaram no palco: televisores, máquinas de lavar e bicicletas), e assim a banda perdeu o interesse.

Arquivo "Mysterious Ways"


O vídeo abre com o U2 em silhueta contra um pôr do sol e é usado algum tipo de efeito espelhado para deformar a vista. O clipe da música foi filmado em Fez, uma cidade em Marrocos, e usa um monte de cenas da banda com efeitos diferentes para deformar as imagens e espelhar os pontos de vista. O vídeo é mesclado com cenas de uma dançarina do ventre vestida de vermelho contra uma lua azul e cenas de rua ao redor de Fez.
O vídeo foi filmado pelo diretor Stephane Sednaoui.
Apesar de assim ter sido informado em muitas publicações durante muitos anos, a dançarina do ventre no vídeo não é Morleigh Steinberg. Morleigh no entanto dançou como uma dançarina do ventre durante "Mysterious Ways" durante os shows mais tarde na turnê Zoo TV, e isto causou esta confusão ao longo dos anos.
O vídeo de "Mysterious Ways" foi filmado durante dois dias no Marrocos em outubro de 1991. As datas exatas não são conhecidas. A área usada para gravar grande parte das filmagens da cidade é em Tanners Quarter ou Suuq Dabbaghin, e arredores.



Da nova seção do site: U2 Songs (antigo U2 Wanderer)

terça-feira, 4 de outubro de 2016

"Song For Someone" na interpretação de Steve Stockman


Steve Stockman, autor do livro 'Walk On: A Jornada Espiritual Do U2', em seu blog Soul Surmise:

"Song For Someone" é outra daquelas músicas belamente trabalhadas em 'Songs Of Innocence', que pode ser tocada acústica, como a versão com piano do disco extra da versão Deluxe.
É para Ali. Bono explicou na turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE que ele estava tentando impressioná-la quando adolescente, e ela lhe disse que ela não estava interessada em perfeição. Tem que ser dito para Bono que foi abençoado e que ele conheceu uma parceira de vida que personifica a ideia da Graça de Cristo. É fácil ver como ele pôde, muitas vezes, mesclar e desfocar Deus e sua esposa em suas composições.

E nesta canção ele fez novamente. O "você" é obviamente Ali na maior parte da letra, mas então vem a parte:

And I'm a long way
From your hill on Calvary
And I'm a long way
From where I was, where I need to be

E eu tenho um longo caminho
Para a sua Colina do Calvário
E tenho um longo caminho
De onde eu estava e onde eu preciso estar

O romântico abre-se para o espiritual. Lá o casamento está ancorado em suas crenças e sua ambição está buscando essa visão maior.
A coisa toda se une no coro. Estamos de volta para aquela luz que foi a imagem da iNNOCENCE + eXPERIENCE. A lâmpada acima do palco, no quarto onde aquele garoto caminha pelo telão na performance da música, a lâmpada nas camisetas. A essência da música é que tudo o que está acontecendo em torno de nós, há uma luz que precisamos agarrar.
Para mim levou à um novo significado depois dos ataques terroristas de Paris. Foi um momento de águas cristalinas em meio ao bombardeio de estímulos daquela turnê. Bono está cantando "Song For Someone" e um garoto se passando por Bono adolescente está sentado, dedilhando seu violão, andando naquela casa na Cedarwood Road onde Bono buscou sua primeira lembrança para 'Songs Of Innocence', 40 anos antes dele e seus companheiros de adolescência transformarem aquelas experiências em canções.

Para fora desta canção de amor romântico e peregrinação espiritual, estas linhas se elevaram para outra dimensão em meus ouvidos:

If there is a dark
that we shouldn’t doubt
And there is a light
Don’t let it go out

Se há uma escuridão
Que nós não devemos duvidar
E há uma luz
Não deixe ela apagar

Em Belfast, o concerto foi apenas 5 dias após os atentados de Paris. A Europa sentiu a escuridão que grandes faixas do planeta sentem todos os dias, muitas das quais nunca aparecem nas notícias. Escuridão. Mal. Portanto, Bono modifica um pouco a letra de "Song For Someone": "I know there's so many reasons to doubt/But there is a light/ Don't let it go out"... (Eu sei que há muitas razões para duvidar/Mas lá há uma luz / não a deixe escapar)

Razões para duvidar. Mas ficar com a luz... Minha alma saltou. Uma pregação sutilmente poderosa.

Quando o U2 canta sobre a luz, sem dúvida, é a luz da fé. Jesus disse que ele era a luz. O U2 nunca ignorou a escuridão. Em meio a escuridão eles brilham ou cantam sobre uma luz. Uma luz que traz esperança. Para aqueles que acreditam, a escuridão pode ser um desafio. Os acontecimentos de Paris podem testar a alma. Como fizeram após 11 de Setembro na América, o U2 tornaram-se os pastores para um mundo em que se vive os traumas do terrorismo... "e há uma luz... não deixa ela escapar."

Martin Gore do Depeche Mode conta como Bono convenceu a banda regravar "So Cruel"


Ahk-toong Bay-bi Covered é o título do álbum que a revista britânica Q lançou encartado em uma edição especial em 2011. O disco tributo foi em homenagem ao álbum 'Achtung Baby', lançado pelo U2 em 1991. Este disco tributo trouxe 11 artistas e bandas que regravaram as faixas originais do álbum.
O Depeche Mode regravou a canção "So Cruel", e Martin Gore comentou:

"A primeira vez que ouvimos 'Achtung Baby' estávamos trabalhando em 'Songs Of Faith And Devotion' com Flood. Foi o mais próximo que chegamos entre as duas bandas: o U2 tinha se tornado mais eletrônico, enquanto o Depeche Mode estavam trabalhando em uma nova visão mais rock. Mas nunca houve uma rivalidade. Bono usou psicologia reversa em seu e-mail, dizendo que ele entenderia perfeitamente se nós disséssemos não para a gravação. Pensamos, por que não? "So Cruel" é o Bono em seu melhor, palavras sábias. E nós não poderíamos regravar "One" - que seria quase um sacrilégio."

A versão do Depeche Mode parece ter sido gravada nas respectivas residências de Martin Gore (Santa Bárbara) e Dave Gahan (Nova Iorque). Foi produzida pelo próprio Martin Gore. Sie Medway Smith foi o engenheiro de som e cuidou da mixagem.


40 anos de U2, por rostos conhecidos da Irlanda


O U2 completou 40 anos de existência. Abaixo, alguns rostos conhecidos da Irlanda e o que eles têm a dizer sobre a banda:

Henry Mount Charles, colunista do Superfan e Irish Daily Mirror: "O que eu realmente admiro no U2 é sua capacidade de ainda produzir boa música e, mais importante, na minha perspectiva, ainda produzir shows ao vivo brilhantes. Eu estive em tantos concertos que nem me lembro de todos. Comecei a chorar quando eles subiram ao palco no Slane, em 2001, porque também marcou a conclusão de um programa de recuperação de 10 anos depois do incêndio no castelo, um real 'Unforgettable Fire'."

Ian Dempsey do Today FM: "Quando eu estava crescendo, Bono morava na parte de cima da rua, próximo à mim, e ele era escrachado pela sua aparência e roupas estranhas – as pessoas o achavam muito esquisito. Obviamente ele provou à nós todos como estávamos errado e fomos injustos em relação à isso. Eu encontrei os caras no ano passado em Londres para uma entrevista e o que me impressionou neles é que eles são ainda são muito ligados à música – eles pareciam uma banda nova. Eles ainda são animados sobre isso."

Lorraine Keane, apresentadora de TV e ex repórter de entretenimento: "Tenho algumas grandes recordações com o U2. Bono inventou até um apelido para mim - Cato, do personagem que pula em todos os lugares, no filme A Pantera Cor De Rosa, de Peter Sellers. Ele disse que eu era como Cato, e que onde quer que ele fosse eu estava pulando atrás dele com um microfone. Então a qualquer momento quando havia uma exclusiva e diversas câmeras ali, e eu perdida no meio, ele me disse para gritar 'É Cato', e ele saberia que era eu. Ele é umas das minhas pessoas favoritas no mundo."

Gay Byrne, antigo apresentador do Late Late Show: "Ao longo dos anos, a banda sempre foi muito agradável durante entrevistas e claro quero desejar-lhes o melhor nesta ocasião. Eu também fiz uma entrevista maravilhosa com Bono no Meaning Of Life – há vários grandes momentos com eles."

Miriam O'Callaghan, da RTE: "Eu amo o U2 – eles são uma banda brilhantemente talentosa que tem enorme sucesso em uma escala global, que foi bem merecido."

Joe Duffy, apresentador do RTE Live Line: "Eles são a trilha sonora da minha vida. Eu me deparei com eles no verão de 1976, quando eles estavam tocando em um projeto de verão em Dublin. Eu acho que é um presente para nós viver no mesmo local desta banda maravilhosa."

Mary Byrne, ex estrela do X Factor: "Como muitos no negócio da música irlandesa, o U2 tem sido uma inspiração para mim ao longo dos anos, demonstrando o que pode ser alcançado com trabalho duro e determinação. Eu cantei "All I Want Is You" no X Factor, e foi um dos pontos altos da minha carreira."

Do site: Irish Mirror

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

DJ Kygo fala sobre ter tocado sua colaboração com o U2 em show na sua cidade natal


No final de agosto, o DJ Kygo estava se apresentando no festival Cloud Nine em sua cidade natal, Bergen, Noruega. Uma canção remix foi tocada no final do seu set e foi chamada (não-oficialmente) de "You’re The Best Thing (About Me)". Ele apresentou a faixa como uma "nova canção que nunca toquei antes, e que fiz com o U2". O manager de Kygo, Jan M. Bjordal, confirmou mais tarde para a mídia que a canção foi uma colaboração entre U2 e Kygo. Ela ainda não foi lançada oficialmente.
O U2 tem uma versão de estúdio da canção, com trechos diferentes na letra, e que permanece inédita, assim como o remix.
Em uma entrevista para o site Billboard, DJ Kygo conta rapidamente como foi apresentar esta mega-colaboração com o U2:

"Eu toquei a faixa na minha cidade natal pela primeira vez só para testá-la e ver o que achavam sobre ela, e a resposta foi boa. É simplesmente fantástico eu poder trabalhar com alguém como o U2. Algumas vezes estive ao telefone com o Bono, ele é um cara muito legal."

The Edge em Nada, o segundo disco do The Prunes


A banda The Prunes foi uma ramificação do The Virgin Prunes, aquele grupo paralelo ao U2 formado por um número de amigos de infância de Bono, Edge, Adam e Larry, incluindo Gavin Friday e Dik Evans, irmão de Edge. Em 1987 a banda se desfez, e três membros, Strongman (Trevor Rowen), Mary (D'Nellon) e Dave-Id Bursaras formaram o The Prunes. 'Nada' foi o segundo álbum lançado pelo The Prunes.

Nada apresenta a canção "In The Night" que traz The Edge na guitarra.



Na época, The Edge e sua então esposa, Aislinn, ajudaram a financiar o primeiro álbum do The Prunes, como um favor para Strongman, que era casado naquele momento com Rachel, a irmã de Aislinn.
A canção "In The Night" contou com a participação de The Edge e foi originalmente gravada para Lite Fantastik, o primeiro álbum do The Prunes, mas foi lançada somente no segundo álbum em 1989. Nada foi gravado em julho e agosto de 1989 e foi produzido e projetado por Ian Bryan.
Embora nenhum crédito seja dado para Edge no álbum especificamente para esta canção, o disco inclui no encarte e na parte de trás da capa, "Special thanks to Edge and Aislinn".

Agradecimento ao site: U2 Songs (antigo U2 Wanderer)

Segredos Revelados: 10 anos da parceria entre U2 e Green Day para a reabertura do Superdome - Parte 02


Quando a hora do show chegou e as bandas fizeram o seu caminho para o palco, não só sabiam eles que eram parte de algo especial, como também sentiram isso. Stafford Agee diz ele nunca pensa no público, mas naquela noite ele não conseguiu não pensar. "Eu não acho que qualquer gama de monitores poderia encobrir a multidão no Dome", disse ele.
"Uma vez que entramos no Superdome, todas as luzes estavam apagadas, Williams lembrou. "Você pode sentir a adrenalina de todos correndo pelo seu corpo. Eu não fico nervoso e eu sabia da minha parte, mas eu estava como, espero que eu não desmorone aqui em cima."
Todos se lembram de "The Saints Are Coming", mas o mini-concerto de nove minutos abriu com o Green Day tocando "Wake Me Up When September Ends", seguindo para o verso de abertura da "The House Of The Rising Sun". Que fluiu para "The Saints Are Coming", e "Beautiful Day" do U2 serviu como uma coda.
O New Orleans Saints tinha planejado inserir "Beautiful Day" em suas atividades antes do jogo, mesmo antes da performance do U2/Green Day ser anunciaao. The Edge comparou o desempenho ao momento num funeral jazz quando o corpo é liberado e começa a celebração. "Este é o dia e este momento é o que espero para Nova Orleans", disse Robin Roberts. "O passado é colocado para descansar. De agora em diante, tudo bem, temos muitos problemas, mas agora a festa começa, e "Beautiful Day" é uma canção apropriada."
Trombone Shorty se lembra pouco sobre o set. Foi surpreendido ao ver o "Tio" Lionel Batiste, bass drummer da Treme Brass Band, junto com o público no campo, "e eu sinto arrepios quando Bono mencionou meu nome e os nomes Rebirth e New Birth's", disse ele. "Ouvir a reação do público, e sendo um orgulhoso representante da cidade no maior momento no palco. Foi maior do que nós músicos".
Quando o set acabou, os músicos foram conduzidos de volta para a New Orleans Arena, onde eles poderiam assistir ao jogo, mas não era como estar no Dome. A maioria foi embora. Big Sam foi para a casa da sua irmã para assistir o final do jogo, e Shorty encontrou Kermit Ruffins na Frenchmen Street, onde eles assistiram o highlights em um clube.
Dez anos mais tarde, "The Saints Are Coming", U2, Green Day e aquela noite são indissociáveis para Nova Orleans e a equipe. O produtor Ken Ehrlich tem visto muitas performances mágicas, mas aquela noite é um destaque para ele.
"Muitas vezes, eu não sou capaz de apreciar o momento, porque estamos trabalhando, mas este evento em particular permanece vívido para mim e estava assim todo o tempo em que estávamos trabalhando", ele disse.
"O retrato de muitos moradores e nascidos em Nova Orleans, que voltaram ao Dome pela primeira vez desde o Katrina e ver as lágrimas correndo em seu rosto, é uma coisa que eu nunca vou esquecer."

Segredos Revelados: 10 anos da parceria entre U2 e Green Day para a reabertura do Superdome - Parte 01


Em 2006, Nova Orleans estava pronta para a reabertura do Superdome, e no dia 14 de setembro, a emoção se multiplicou exponencialmente quando o U2 e o Green Day anunciaram que iriam se apresentar como parte das festividades pré-jogo da segunda-feira, 25 de setembro antes do primeiro jogo do Saints contra o Falcons no Monday Night Football.
"The Saints Are Coming" tem feito parte do dia de jogos da equipe desde que Green Day e U2 tocaram ela ao vivo pela primeira vez naquela noite, mas foi uma escolha arriscada. A canção não era conhecida, e quando a banda punk escocesa The Skids lançou a faixa em 1979, era sobre um amigo do cantor Richard Jobson, que se juntou ao exército britânico e foi morto na Irlanda do Norte.
A vice presidente executiva do Saints, Rita Benson LeBlanc, disse em 2011 ao site NOLA.com | The Times-Picayune: "Ouvi a original, e tive que me encolher de medo". Tudo o que ela ouviu foi "uma canção punk extremamente áspera e mal compreensível".
The Edge amava a canção e achou que seria perfeito para o Green Day tocar. "Eu podia ouvi-los tocando a música e sabia que iria funcionar muito bem", ele disse à Robin Roberts do 'Good Morning America' em 2006. The Edge tinha estado envolvido nos esforços de ajuda para músicos de Nova Orleans, através da Music Rising, e ele queria fazer algo público para Nova Orleans. Quando ele pensou na canção e no Green Day, ele fez acontecer. Naquele verão, as bandas se juntaram no Abbey Road Studios em Londres para gravar a música.
O produtor musical Bob Ezrin co-fundou a Music Rising com The Edge, e produziu o segmento com David Saltz da ABC. Eles trouxeram Ken Ehrlich, que ganhou o Emmy ao produzir The Grammys. Ele tinha experiência de fazer música ao vivo a levar isto para as salas de estar das pessoas.
Ehrlich, por sua vez, trouxe o produtor do New Orleans Jazz e Heritage Festival, Quint Davis, para garantir a performance.
"Eu disse para as pessoas da ESPN, que eles não podiam fazer isto sem Quint, e ele estando junto, eles perceberam que daria certo", disse Ehrlich.
Davis e sua equipe da Festival Productions não só colocariam as duas bandas no palco no meio do Superdome, mas eles iriam entrar naquele palco montado no campo, seguro, e com milhares de pessoas na frente do espaço em um intervalo comercial. Ele e sua equipe passaram dias ensaiando cada passo do processo, inclusive recebendo os músicos de seu camarim para o palco.
"É o que estávamos construindo para ser mostrado, mas fazer daquilo um show, envolveu toda a empresa", disse Davis.
Quando a equipe de Davis perguntou para Big Sam Williams se ele gostaria de tocar, ninguém mencionou U2 ou Green Day. Lhe foi dito "que eles" queriam ter junto diversos músicos locais para tocarem na reabertura do Superdome. Williams viveu em San Antonio após o Furacão Katrina, então ele aproveitou a chance de rever amigos músicos e não sabia que havia algo acontecendo até uns dias mais tarde. Tudo era muito secreto.
Os músicos de Nova Orleans começaram a fazer piadas com tanto mistério. "Vamos ensaiar na véspera e no dia do show? O que está acontecendo? Depois disseram que iria ser o Green Day e o U2. Eu foi como: "Uau! Isso é incrível."
Rebirth Brass Band também esteve presente no show, e Stafford Agee foi um dos pouco membros que ainda estava na cidade na época. Ele vivia na casa dos pais, sem eletricidade, mas ele tinha um cobertor, velas e um banheiro funcionando. "Estava tentando fazer as coisas em ordem", disse ele.
Os músicos de Nova Orleans, incluindo Trombone Shorty e a New Birth Brass Band, não ensaiaram com as bandas até 10:00 da manhã do dia do jogo. U2 e Green Day mandaram para Shorty notas escritas após a sessão de gravação, mas "quando chegamos no palco, nós fizemos o que fazemos em Nova Orleans", disse Shorty "O arranjo foi um pouco diferente do que o que o cara tinha escrito. Essa coisa de chamada e resposta. Isso aconteceu do nada."
Todos os envolvidos no concerto pré-jogo que aconteceu na New Orleans Arena, dividiram apenas um camarim. Rebirth tinha tocado com muitos grandes artistas para saber como era ser legal. "Eles sabem como é este status de superstar, mas eles querem ser normais", diz Agee. "Eles não querem esse estrelismo."
Big Sam e a maioria dos músicos se encontravam ao redor do Dome mas não Trombone Shorty. Ele parou no Verti Marte para comprar camarões, no caminho para seu apartamento no Bairro Francês. Ele sabia mais que qualquer um do show que iria acontecer em Nova Orleans, mas não foi até aquele dia em que a emoção bateu nele.
"Pensei: 'Deve ser qualquer coisa, Nova Orleans estará bem", disse ele.

domingo, 2 de outubro de 2016

U2 reutilizará parte do palco da turnê Vertigo para a apresentação no Dreamforce 2016


Um evento da Salesforce será realizado em São Francisco, Califórnia, entre 4 e 7 de Outubro, conhecido como Dreamforce 2016. A empresa americana de software, em parceria com a Live Nation, é a patrocinadora da turnê do U2, iNNOCENCE + eXPERIENCE.
O U2 se apresentará no dia 5 de Outubro, e será a atração principal com um show ao ar livre, de 1 hora e 45 minutos de duração!

O palco já começou a ser montado, e o site U2 Valencia mostrou fotos que comprovam: o U2 buscou em seu galpão, parte do palco outdoor utilizado pela banda em 2005/2006 na turnê Vertigo!
Vemos novamente as passarelas em forma de ferradura, com os alvos nas cores preta e vermelha:

Agora, uma novo foto divulgada, de um teste do telão, mostra a animação 3D que a banda utilizava naquela turnê, para a canção "Vertigo"!

sábado, 1 de outubro de 2016

Lembrar Para Não Esquecer: U2 em Sarajevo


Sarajevo, 23 de setembro de 1997

Estados Unidos da América, 23 de setembro de 2016

Dezenove anos atrás, eu estava à caminho para o primeiro concerto da minha vida. Eu tinha dezessete anos. Foi divertido, excitante. O dia foi cheio de promessas que a história estava prestes a ser feita. Eu não era uma garota adolescente comum. Os espectadores naquele dia não eram alguns daqueles espectadores comuns. Eram homens, mulheres, adolescentes que foram tirados do mundo ao qual nós pensamos que nós pertencíamos a três anos. Nós fomos esquecidos, abandonados para passar fome e morrer. Até hoje, não acredito que em apenas três anos saímos da mira dos franco atiradores, bombardeios, morte e fome para assistir um show do U2, em sua turnê PopMart. Para mim, esta foi a primeira vez que o mundo foi devolvido para nós. Eles chegaram, os quatro, Bono, The Edge, Adam e Larry, trazendo tudo o que nós desejávamos: liberdade, despreocupação, alívio, vida.
Os organizadores nos disseram para usarmos tênis para preservar a grama no Estádio Kosevo. Para que? Pensei, para todos esses jogos internacionais que não estávamos jogando? Fiz lobby para conseguir o dinheiro para comprar uma passagem de ônibus e pagar meu primo de volta pelos ingressos do concerto. Até os meus pais, que eram muito conservadores, não se opuseram em minha ida para uma cidade diferente para assistir essa banda estrangeira. Eles entenderam como este evento era importante para mim, para todo o país. Não me lembro dos sentimentos que tive naquele dia. Excitação, triunfo, medo, amor? Esta foi a primeira vez que pessoas de todas as partes da Bósnia se reuniram juntas em grande escala depois que elas foram informadas por três anos que elas deveriam odiar uns aos outros. Jovens vieram. Todos vieram, setenta mil deles, bósnios, croatas e sérvios. O U2 nós cobrou um valor trivial pelos ingressos, $10 talvez, não me lembro o valor do dólar naquele momento em relação à moeda da Bósnia, mas foi perto de US $10. Estes caras queriam vir, para nos aproximar do mundo. Assistiram o nosso mundo pela TV por três anos, onde parecia que queríamos eviscerar um ao outro. Nós não fizemos isso. Nós tentamos odiar e rezar a Deus para esmagar o inimigo, mas não éramos inimigos uns dos outros. Isto foi tudo uma confabulação de nossas mentes.
Então, veio o U2. Bono estava no palco, imitando um boxeador. Eu cantava e dançava e beijava um garoto. Foi a melhor noite da minha vida. Senti como se eu tivesse esta conexão especial com a banda. Todos nós provavelmente sentimos. Nós pensamos que Bono, The Edge, Adam e Larry pegaram aquela dor coletiva que estávamos sentindo e levaram para o palco com eles, colocando em sua música e então de alguma forma levando a dor para longe de nós, permitindo-nos apenas sentir e esquecer que só estávamos vivos por algum acaso cósmico. Estávamos vivos por sobreviver a algo que estava além do nosso controle.
Passei a noite na casa da minha tia. Muitos dos meus amigos passaram a noite nas ruas de Sarajevo, onde se depararam com membros do U2 apenas caminhando pelas ruas nas primeiras horas da manhã depois do concerto, talvez tentando entender como uma cidade tão linda e tão sensível à sua música pôde ser tão destruída.
Foi há dezenove anos. Agora, sou uma mulher com dois filhos, vivendo em paz na América, no entanto, este concerto é mais real para mim às vezes que a realidade de agora.

Merima Trako

Do site: The Huffington Post

U2 publica mensagem pedindo paz na Colômbia


Os colombianos comparecerão às urnas neste domingo para votar em um referendo se aprovam ou não o acordo de paz recém-assinado com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para acabar com 52 anos de conflito armado.
O referendo foi promovido pelo presidente Juan Manuel Santos para que o povo colombiano tenha “a última palavra” neste processo, uma aposta arriscada com a qual procura dar ao acordo de paz uma validade que a Constituição não exige.
Em suas redes sociais, o U2 publicou uma mensagem, assinada por Bono, pedindo o compromisso de todos os cidadãos colombianos para a construção da paz.

"O compromisso é uma das palavras mais subestimadas. Ele tirou a Irlanda de um conflito sombrio e distorcido que não conseguia ser resolvido e nos deu a paz que todos nós pudemos compartilhar. Foi difícil para todos, brutal para os outros. O compromisso pertence aos corajosos. A Colômbia merece essa honra neste domingo. Todos nós oramos, e mesmo aqueles que não, querem a paz para o povo colombiano...." Bono
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