PARA VOCÊ ENCONTRAR O QUE ESTÁ PROCURANDO

terça-feira, 27 de abril de 2010

Superguia Net - Maio de 2010 - Número 87

Na parte 'Destaques da Programação', uma nota sobre a exibição do show 'U2 360°'. Mas a nota mostra 'Dia 10, 16h', e neste horário irá passar outro programa referente à comemoração do aniversário de 50 anos de Bono.
O show mesmo será transmitido mais tarde, às 23:00.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Declan Gaffney diz que está mixando músicas para o U2

Pelo Twitter, Declan Gaffney declarou que está mixando músicas para o U2. Veja o que foi escrito no perfil dos estúdios Artillery, em Londres: https://twitter.com/artillerymix

O engenheiro de som, produtor e mixador Declan Gaffney teve seu nome creditado no encarte do último álbum de estúdio do U2, No Line On The Horizon, lançado em 2009.

Mas o que ele estaria mixando agora? Canções inéditas para o próximo álbum? Mixes para serem utilizados na fase 2010 da turnê 360°? Algum registro ao vivo em áudio à ser lançado brevemente?

O site
www.u2br.com postou uma tradução em português da página oficial de Gaffrey:

'Em 2009 mixou a metade do álbum do U2, "No Line On The Horizon", como também foi o único mixador e co-produtor do primeiro single desse álbum. Sua relação com o U2 continuou através do ano, mixando todas as apresentações televisionadas do U2, incluindo as 5 aparições no show de David Letterman, um show ao vivo no terraço de BBC Broadcasting House, na transmissão ao vivo por rádio do show em Sheffield, e a transmissão pela internet do show de Rose Bowl em Los Angeles. A ele foi dado o papel de consultor da produção de som para a 360º Tour nos estádios e veio com a peça original "Little Tin Galaxy" para o show, assim como a preparação e gravações das conexões entre a Estação Internacional Espacial e os shows da banda.
Ele também fez parte da equipe "Fish Out of Water", que remixou "I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight" e "Get On Your Boots", para o disco exclusivo dos assinantes de U2.com. E também participou da recente gravação de "Stranded (Haiti Mon Amour)", que Bono e Edge fizeram junto a Jay-Z e Rihanna.'


http://declangaffney.com/

Larry Mullen aparecerá no filme 'Man On The Train'

Semana passada começou a ser gravado em Oranville "Man On The Train", um filme estrelado por Donald Sutherland.
E Larry Mullen do U2, gravou uma participação no longa.
A cidade teve que reforçar a segurança depois que se tornou público que Larry faria parte das filmagens.
Alguns dias atrás, uma menina tirou uma foto com Larry em Nova York. Na foto podemos notar que o baterista está com um cavanhaque em seu visual, deixado então para a gravação do filme.
Durante a tarde de ontem foi filmada a cena em que o personagem de Larry é 'morto' com tiros, quando sai de um banco.
"Man On The Train" é um remake de um filme francês de 2002, sobre um gângster que consegue uma amizade com o poeta e professor aposentado, Donald Sutherland, em uma pequena cidade. Os atores canadenses Donald Sutherland e Graham Greene são os protagonistas do filme e a direção é de Mary McGuckian.

Adaptado do site: http://www.u2miracle.com/

A verdade sobre 'Freedom For My People'

A canção acústica de blues foi escrita por Sterling Magee, o 'Mister Satan'.
A performance de 50 segundos em 'Rattle And Hum' fica por conta de Magee na guitarra e percussão, e a harmônica (gaita) por Adam Gussow.


Embora a música no filme tenha sido creditada para Sterling Magee, Bobby Robinson e Mabins Macie, Robinson era apenas assessor de Magee em negócios informais naquela época, e Mabins era apenas sua esposa.
A verdade é que Magee escreveu sozinho a letra e as mudanças de acordes para a canção. Seu nome foi deixado de fora do registro do BMI da canção , e com os créditos de autoria para Robinson e alguém "sem nome", Magee nunca recebeu a sua parte justa dos cerca de US$ 500.000 em royalties que a canção ganhou desde que Rattle and Hum foi lançado em 1988.
A versão na íntegra da canção pode ser encontrada no segundo CD de Satan e Adam chamado 'Mother Mojo'.


Ouça aqui uma amostra da versão original: http://mp3skyline.com/rid-0xd75e-Satan-and-Adam_-_Mother-Mojo-mp3-download.html?ref=421&ref_sub=er

Bono e Edge na premiere do documentário 'No Woman, No Cry'

A supermodelo Christy Turlington está com um projeto diferente: ela dirige um documentário sobre cuidados durante a gravidez. O motivo é bem simples: as complicações durante a gestação de seu 1º filho, em 2003.
“No Woman, No Cry” é o nome do filme, e ele mostra como são as opções de tratamento médico nos EUA, em Bangladesh, na Tanzânia e na Guatemala. Christy, aos 41, é mãe de 2, além de ser supervoltada a causas sociais (como o combate ao HIV e ao câncer). O site do “No Woman, No Cry” ainda está em construção e o filme teve sua estréia no Tribeca Film Festival, que acontece em Nova York, sempre na Primavera.
Essa estréia contou com a presença de Bono e The Edge, Ali Hewson e Morleigh Steinberg, Christy Turlington e seu marido, e o ator e diretor Edward Burns.
=======================
Trailer:

Lá fora é a América....... América

No final de 1985, o U2 se hospedou em uma casa recém comprada por Larry Mullen, para trabalhar em um material novo escrito durante a turnê Unforgettable Fire.
O material incluia demos chamadas de "With Or Without You", "Red Hill Mining Town", "Trip Through Your Wires", e uma canção chamada "Womanfish".
The Edge se recorda como um período difícil com um sentido de "ir para lugar nenhum", apesar de Bono ter tido a fixação "América" como um tema para o álbum.
Pelo sucesso de Brian Eno e Daniel Lanois em 'The Unforgettable Fire', a dupla foi novamente convidada à produzir o novo álbum da banda.
Mark "Flood" Ellis foi o escolhido como o engenheiro das sessões, seu primeiro trabalho com a banda, que tinham ficado impressionados com seu trabalho no álbum de Nick Cave. Flood foi indicação de Gavin Friday, por ter tido trabalhado também com o Virgin Prunes.
Flood conta que o U2 pediu um som que era "muito aberto ... ambiente ... com um sentido real do espaço do ambiente em que estavam ". Ele anotou os pedidos, que eram muito incomuns naquela época.
Com o objetivo de lançar um álbum no final de 1986, o U2 criou um estúdio em Danesmoate House em janeiro daquele ano. Uma casa de dois andares na Geórgia, em Rathfarnham, na encosta das Montanhas Wicklow perto de Dublin. A banda queria usar os novos espaços para criar uma atmosfera e inspiração, como aconteceu com o uso do Slane Castle para as sessões de Unforgettable Fire em 1984.
Enquanto a banda realizava as gravações no andar de baixo, os amigos Guggi e Gavin Friday costumavam subir para as salas de pintura, e Bono regularmente se juntava à eles em viagens para Dublin para trabalhar com o artista Charlie Whisker.
A sala de controle improvisada com as máquinas de fita, uma mesa de mixagem, e outros equipamentos de popa foram criados na sala de jantar, com a sala adjacente usada para gravações e performances.
As grandes portas que separavam as salas foram substituídas por uma tela de vidro, para manter um ambiente descontraído "não estúdio" para as sessões. A sala de controle foi chamada de 'sala da letra' e do espaço de gravação foi chamada de 'sala da banda'.
A grande sala, com teto alto e pisos de madeira, criou um som vazado de bateria, que apesar de difícil de se trabalhar, com a produção acabou entrando em partes do álbum.
Danesmoate foi comprada por Adam Clayton em 1987 e continua sendo sua propriedade até os dias de hoje.
O U2 começou com o seu método habitual de triagem através de fitas de passagens de som, trabalhando através do livro de letras de Bono, e gravações de 'jam sessions'.
Eno e Lanois intencionalmente trabalharam com a banda em momentos alternados, um produtor ficava de uma à duas semanas, e depois era substituido pelo outro. Os dois incentivaram o interesse em músicas antigas, principalmente a música americana de raízes.
Uma das primeiras músicas trabalhadas foi "Heartland", que a banda tinha começado durante as sessões de Unforgettable Fire. Mas a canção foi deixada de lado mais uma vez.
"With or Without You" e "I Still Haven't Found What I'm Looking For", duas das canções mais significativas do álbum, foram elaboradas no início das sessões, dando-lhes a confiança para experimentar.
As sessões extras no STS Studios em Dublin com o tecladista, produtor e engenheiro Paul Barrett, ajudou no maior desenvolvimento de "With or Without You" e a gênese de "Bullet The Blue Sky".
As sessões de gravação foram interrompidas e a banda se juntou à 'Conspiracy of Hope Tour' em junho de 1986. A turnê ajudou a banda na intensidade e poder para novas músicas do álbum.
Adam disse que a turnê validou a crueza "do conteúdo" e suas tentativas de capturarem a "frieza e a ganância da América de Ronald Reagan".
Em julho, Bono viajou para a América Central e viu em primeira mão o sofrimento dos camponeses intimidados em conflitos políticos. Essas experiências que constituem a base da letra de "Bullet The Blue Sky' e 'Mothers Of The Disappeared'.
Em 01 de agosto de 1986, a banda se reagrupou no Windmill Lane Studios, em Dublin para retomar o trabalho no álbum. O trabalho continuou durante o resto do ano, com a banda também usando Danesmoate, a casa recém-comprada de The Edge em Melbeach e o STS Studios.
'Mothers' e 'Bullet' sofreram grande progresso em Melbeach. Lanois recorda: "o grosso deste registro foi feito na casa de The Edge. Embora as sessões em Danesmoate tenham sido a espinha dorsal da tonalidade do registro, nós temos um monte de baterias gravadas lá."
Em agosto, Robbie Robertson, o guitarrista e principal compositor do 'The Band', visitou Dublin para completar um álbum inacabado que Lanois foi produtor. Com Lanois trabalhando com U2, Robertson gravou duas faixas com o U2, que aparecem em seu álbum solo auto-intitulado.
Novembro de 1986 e as gravações para o álbum começaram a serem definidas. Os 'Rough Mixes' foram feitos depois de cada canção gravada, para terem 'coisas instantâneas ao longo do processo', porque 'você as vezes você pode ir longe demais', segundo Lanois.
Começou uma corrida frenética para terminar as mixagens, com a banda e a equipe de produção num processo de sofrimento e exaustão.
Lanois e Pat McCarthy mixavam no Melbeach sobre uma mesa de mixagem 'Amek 2500', quando, sem console de automação, precisava de três pessoas no console. Eno e Flood tinha o mínimo envolvimento com a mixagem final.
No final de dezembro o U2 chamou Steve Lillywhite, produtor de seus três primeiros álbuns, para remixar algumas das novas canções, em especial os singles prováveis do álbum. Sua tarefa era tornar as canções mais atraentes para comercialização na rádio, e sua presença de última hora e as mudanças causaram descontentamento entre a equipe de produção, incluindo Eno e Lanois. A mixagem de Lillywhite foi feita em uma mesa de 'SLL' e prorrogada até o ano novo.
Um surto criativo em outubro resultou em idéias de canções novas. No entanto, elas foram arquivadas por sugestão de Eno, para que não perdessem o prazo para a conclusão do álbum.
Estas canções foram finalizadas em janeiro de 1987, após a conclusão do álbum. Então foram utilizadas como B Sides dos singles: Foram elas: "Walk to the Water", "Luminous Times (Hold On to Love)" e "Spanish Eyes".
A banda tinha considerado lançar o 'The Joshua Tree' como álbum duplo, com todos os B-sides. Bono foi o defensor da idéia, enquanto Edge defendeu a versão de 11 faixas, que foi finalmente lançado. O U2 concordou que uma das canções gravadas, "Birdland"; era forte demais para um B Side e guardaram ela para um futuro lançamento, coisa que só aconteceu em 2007 quando ela foi regravada, remixada e virou "Wave of Sorrow (Birdland)", incluída na edição de 20 º aniversário do álbum.
Embora Bono não ficasse muito satisfeito com a finalização dos álbuns do U2, ele confessou que este álbum era o mais completo e o que ele tinha ficado mais satisfeito, desde o início da banda.
Seguindo a influência e conselhos de Bob Dylan, Van Morrison e Keith Richards, 'The Joshua Tree' foca nas raízes da música americana e irlandesa anteriores aos álbuns do U2. "I Still Haven't Found What I'm Looking For" tem influências gospel fortes, "Running to Stand Still" apresenta folk e influências acústicas de Blues no violão e gaita, e " Trip Through Your Wires " demonstra mais fortemente o interesse da banda em blues.
Tematicamente, o álbum contrapõe antipatia em relação aos Estados Unidos, incluindo a raiva na política externa dos EUA na América Central, contra o profundo fascínio da banda com o país, os seus espaços abertos, liberdade, e o que ela representava.
Bono disse: ' comecei a ver duas Américas, a América mítica e a América real ", dando o título inicial do álbum , " Two Americas (As Duas Américas)".
A banda queria uma música com um senso de localização e de uma qualidade cinemática e, consequentemente, o álbum contou com imagens criadas por escritores americanos que a banda estava lendo.
Tendo excursionado pelos Estados Unidos por anos, o grupo foi influenciado e inspirado pela geografia do país. Como tal, o deserto e a chuva aparecem como temas líricos em todo o álbum. Em muitos casos, o deserto é usado como uma metáfora para a "seca espiritual".
Uma faixa que representa principalmente estes temas é "In God's Country", que os críticos interpretaram como uma abordagem ao papel da América como a "terra prometida".
Política e as preocupações sociais foram a base para várias faixas. Bono escreveu a letra de "Bullet The Blue Sky", depois de visitar El Salvador e ver a intervenção militar americana machucar o povo local. The Edge desenvolveu o som agressivo depois que Bono lhe disse para "colocar El Salvador através de um amplificador".
'Mothers Of The Disappeared' foi inspirada pelas Mães da Plaza de Mayo, que tiveram seus filhos seqüestrados e desaparecidos, depois que se opuseram ao golpe de Videla e Galtieri na Argentina em 1976.
'Exit' repousa a América delirante em sua grandeza e vazia em suas contradições. Edge disse que a banda não estava conseguindo finalizar 'With Or Without You', e chegaram a descartar a inclusão da canção no álbum. Edge, testando alguns sons de uma guitarra nova, a 'Infinity Guitar', chamou a atenção de Gavin, que ouviu aquele som e disse: "É isso, é este o som!".
Com a adição desse efeito, um riff bem cortante, With Or Without You acabou sendo incluída no álbum e chegou ao topo da parada por quatro semanas na Hot 100 da revista Billboard.
A greve de 1984 da mineração britânica inspirou a letra de "Red Hill Mining Town", que Bono escreveu a partir da perspectiva de um casal afetados pela greve.
A história de um casal viciado em heroína, foi a base para "Running to Stand Still": "Escrevi sobre um casal. Escrevi a canção como um tipo de alucinação, então a letra é uma viagem. Essa história faz referência à Seven Towers, ao projeto do lugar onde cresci, chamado Ballymena Seven Towers. Ballymena foi construída nos fundos de casa, eu costumava brincar lá. Mas é lá que está o maior problema de drogas."
Ele descreve a letra de "Where The Streets Have No Name" como uma resposta à idéia de que, em Belfast, a religião de uma pessoa e a renda podem ser julgadas com base na rua em que vivem.
Bono descreveu 1986 como "um ano extremamente ruim para mim", que se refletiu nas letras do álbum. Seu casamento estava sob pressão, em parte devido ao período longo de gravação do álbum. A banda foi criticada pela imprensa irlandesa por seu envolvimento no evento do Self Aid, e seu assistente pessoal, Greg Carroll, foi morto em um acidente de motocicleta em Dublin. Bono disse: "É por isso que o deserto me atraiu como uma imagem. Esse ano foi realmente um deserto para nós."
"One Tree Hill", em homenagem à um pico vulcânico na Nova Zelândia, descreve como Bono sentiu-se no funeral de Carroll. O álbum é dedicado à sua memória.
O estilo de The Edge tocar guitarra no álbum, se tornou sua marca registrada. O álbum foi gravado no auge do metal pesado da década de 80, mas o estilo minimalista de Edge contrasta fortemente com o período destacado por técnica e velocidade. Grande parte do seu som é criado por um efeito de delay.
O recurso de 'Infinite Guitar' em 'With or Without You' foi algo inovador.
O riff na introdução de "Where The Streets Have No Name" é simplesmente uma repetição de um arpejo de seis notas, ampliado por um atraso modulado.
Um dos títulos provisórios para o álbum foi "The Desert Songs", então a banda tinha como idéia para a capa a representação do deserto. Pediram à seu fotógrafo Anton Corbijn para pesquisar locais nos Estados Unidos, que poderia captar isso.
Em Dezembro de 1986, a banda viajou com Corbijn e o designer Steve Averill em um ônibus ao redor do deserto de Mojave, na Califórnia para uma sessão de fotos de três dias. O grupo permaneceu em pequenos hotéis, em locais como Bodie, Death Valley e Zabriskie Point.
Muitas destas fotos foram utilizadas em divulgações do álbum, encartes e programações da turnê.
Corbijn relatou mais tarde a sessão de fotos no Vale da Morte: "foi tirada com uma câmera panorâmica para registrar a idéia principal: homem e meio ambiente, os irlandeses na América."
Corbijn alugou esta câmera panorâmica para captar mais de paisagens do deserto, mas sem qualquer experiência anterior com a câmera, ele não estava familiarizado com a forma de focar. Isto o levou a focalização no fundo e deixou a banda um pouco fora de foco. Corbijn disse: "Felizmente não havia muita luz".
Na noite após a sessão do primeiro dia, Corbijn disse para a banda sobre as árvores Joshua (Brevifolia Yucca), plantas rústicas e retorcidas nos desertos do sudoeste americano.
Bono consultou a Bíblia no prazer de descobrir o significado religioso da etimologia da planta; que segundo a lenda Mórmon, os primeiros colonos se referem à árvore de Josué como "a planta rezando" e disse que seus galhos representavam o Antigo Testamento, o profeta Josué, erguendo as mãos em oração.
No dia seguinte, Bono declarou que o álbum se chamaria "The Joshua Tree". Neste mesmo dia, enquanto dirigiam na Rota 190, eles avistaram uma árvore solitária, no deserto, incomum para a planta, que normalmente é encontrada em grupos. Corbijn tinha esperança de encontrar mesmo uma única árvore, pois ele pensou que teria resultado melhores do que clicar a banda entre um grupo de árvores.
Pararam o ônibus e ele fotografou a árvore solitária por aproximadamente 20 minutos, algo denominado por The Edge como "bastante espontâneo".
Com seu sotaque holandês, Anton pronunciava o nome da árvore como "Yoshua", arrancando gargalhadas da banda.
Lançado em Março de 1987, o álbum chegou imediatamente a nº 1 da parada de vendas do top britânico e ao primeiro lugar do top norte-americano, onde também figurariam os singles "With or Without You" e "I Still Haven't Found What I'm Looking For".

Os dois primeiros Grammys da carreira do U2 devem-se também a "The Joshua Tree" (vencendor nas categorias de "Álbum do Ano" e "Melhor Performance Rock por um Duo ou Grupo com Voz"). No Reino Unido, "The Joshua Tree" ganhou o Brit Award na categoria "Melhor Grupo Internacional".
As lojas de discos na Europa abriram à meia-noite do lançamento para acomodar a grande quantidade de fãs que faziam fila fora das lojas para comprar o álbum.
Mais de 25 milhões de cópias foram vendidas no mundo todo, e consagrou a banda como uma das melhores do mundo.
O álbum se tornou, na época, o mais vendido na história britânica, vendendo mais de 300.000 cópias em dois dias. Dominou as paradas de álbuns em 20 outros países.
Foi o primeiro álbum de um artista à vender um milhão de cópias em CD nos Estados Unidos.
Inegavelmente, uma das maiores obras-primas da história do rock.


The Joshua Tree Demo Reel

  With Or Without You (o vídeo proibido)  
 The Joshua Tree Park Anton Corbijn Movie  
 Womanfish e Trip Through Your Wires em 1986 na TV Gaga (Womanfish não entrou no álbum 'Joshua Tree' e Trip Through Wires é uma versão anterior à lançada no álbum)  
 Exit e In God's Country em 1986 no Old Grey Whistle Test (versões anteriores ao álbum)

domingo, 25 de abril de 2010

I've Got You Under My Skin - Tradução

Original de Cole Porter. Performance de Frank Sinatra & Bono, para o álbum Duets, de 1993. Lançada também como B Side do single do U2 'Stay Faraway So Close' I have got you under my skin
Eu tenho você sob a minha pele
I've got you deep in the heart of me
Eu tenho você profundamente no meu coração


So deep in my heart, you're really a part of me
Tão fundo no meu coração, você realmente é parte de mim I've got you under my skin
Eu tenho você sob minha pele

I have tried so not to give in
Eu tentei tanto, não desistir I have said to myself this affair never gonna go so well
Eu disse para mim mesmo que este caso nunca daria certo But why should I try to resist, when baby will I know so well
Então, por que eu deveria tentar resistir quando baby, eu sei muito bem
That I've got you under my skin
Que eu tenho você sob minha pele

I would sacrifice anything come what might
Eu sacrificaria o que quer que fosse For the sake of holding you near
Pela questão de ter você perto
In spite of a warning voice that comes in the night
Apesar do aviso da voz que me atormenta à noite
And repeats and it shouts in my ear
E repete e grita nos meus ouvidos:

Don't you know blue eyes, you never can win
Você não sabe, olhos azuis, que nunca pode ganhar
Use your mentality, wake up to reality
Use sua mentalidade, acorde para a realidade
But each time I do, just the thought of you
Mas cada vez que faço isso a lembrança de você Makes me stop before I begin
Me faz parar antes de começar
'Cause I've got you under my skin
Porque eu tenho você sob minha pele


(aqui uma sequência de gemidos, gritos e cantorias; tudo feito pelo 'B-Man' Bono, acompanhado por um solo de trompete)
I sacrifice anything come what might
Eu sacrificaria o que quer que fosse
For the sake of having you near
Pela questão de ter você perto
In spite of a warning voice that comes in the night
Apesar do aviso da voz que me atormenta à noite
And repeats and it shouts in my ear
E repete e grita nos meus ouvidos

Don't you know y'old fool, you never can win
Você não sabe, seu velho tolo, que você nunca poderá vencer
Use your mentality, wake up to reality
Use sua mentalidade, acorde para a realidade But each time that I do, just the thought of you
Mas cada vez que faço isso, a lembrança de você Makes me stop before I begin
Me faz parar antes de começar 'Cause I've got you under my skin
Porque tenho você sob minha pele

And I love you (I love it) E eu te amo (*Eu amo ele) *Bono canta sobre Frank Under my skin (When you're under my skin) Sob minha pele (quando você está sob minha pele)


------------------------------------------
O frontman do U2, Bono, falou carinhosamente sobre seu relacionamento com Frank Sinatra em uma de suas colunas no New York Times.
No primeiro de seus "ocasionais" editoriais para o jornal, intitulado "Notes from the Chairman", o cantor esclareceu como a música de Sinatra era capaz de unir pessoas em tempos difíceis.
Relembrando uma visita a um pub irlandês antes do ano novo, Bono escreveu: "Há uma voz nos auto-falantes que acorda todo mundo para o momento: é Frank Sinatra cantando 'My Way'".
Ele também enfatizou como Sinatra era capaz de "preencher o momento durante aquele tempo minúsculo depois de você apertar 'gravando', e torná-lo eterno".
Bono também revelou como Sinatra, que morreu em 1998, teria dito que ele "normalmente não falava com os homens que usam brincos", quando ambos gravaram o dueto de "I've Got You Under My Skin'.

sábado, 24 de abril de 2010

Spin Magazine decreta: Achtung Baby é o melhor álbum dos últimos 25 anos

Entra ano, sai ano e a popularidade do U2 continua intocável.
A banda irlandesa acabou de ter seu (excelente) disco 'Achtung Baby' eleito o melhor álbum dos últimos 25 anos.
Fazer um corte recente deixou a lista mais variada, sem os Beatles de sempre dominando tudo. Ao lado do U2 também estão The Smiths ('The Queen is Dead'), Nirvana ('Nevermind') e Radiohead ('OK Computer').
A lista traz também, para polemizar, Heavy Metal e Hip Hop.

Confira os 10 mais da Spin de 1985 para cá:
10) Nine Inch Nails, The Downward Spiral
9) Pavement, Slanted and Enchanted
8) PJ Harvey, Rid of Me
7) Guns N' Roses, Appetite for Destruction
6) Public Enemy, It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back
5) Radiohead, OK Computer
4) Nirvana, Nevermind
3) The Smiths, The Queen Is Dead
2) Prince, Sign O' the Times
1) U2, Achtung Baby


As fotos da exposição 'U2: The Early Years'

A exposição 'U2: The Early Years', do fotógrafo Colm Henry, acontece até o dia 6 de junho, em Proud Camden, no Reino Unido.
Veja no link fotos inéditas da banda, com suas respectivas legendas: http://multishow.globo.com/TVZ/Fotos/Lembra-do-mullet-do-Bono--Exposicao-exibe-fotos-ineditas-do-U2-em-inicio-de-carreira.shtml#fotogaleria=1

A exposição coincide com o aniversário de 50 anos de Bono.
Henry era fotógrafo da revista irlandesa Hot Press e começou a fotografar a banda quando eles ainda não tinham gravadora. 'Desde o primeiro momento, eu sabia que eles eram diferentes das bandas irlandesas da época', disse.

O primeiro encontro: 'Senti que eles seram incrivelmente sérios e disciplinados. Faltava talento musical, mas isso foi superado com todas as outras caraterísticas que mostravam', revelou.

Colm Henry passou mais de 10 anos sendo o fotógrafo principal do U2: 'Estávamos aprendendo juntos e eu não era do tipo mandão, acho que eles gostaram disso. Acharam que eu poderia fazer uma boa foto'.
Não trabalhei muito com eles depois de 1990. Eles adquiriram o copyright de tudo o que fizemos depois desse período'

Bono ficava fascinado com as fotografias: 'Eu deixava que eles evoluíssem na frente da câmera. Eles ficavam bem desconfortáveis no começo.

Uma foto de Bono e Larry em Roma pode ser comprada por £495.00 na exposição em Proud Camden.


Colm Henry/ http://www.proud.co.uk/

The Edge citado no texto 'Jimi Hendrix, um mestre sem discípulos'

CRISTIANO BASTOS, especial para O Estado
Califórnia, Estados Unidos, 18 de junho de 1967. Clímax do verão do amor. No backstage do Monterey Pop Festival, Jimi Hendrix e Pete Townshend tiram cara ou coroa para saber qual banda sobe ao palco primeiro: The Who ou Experience? O Who ganha e Hendrix sente a boca amargar. Afinal, o que qualquer guitarrista do mundo poderia fazer para impressionar o público depois de um Pete Townshend no auge de sua forma? Townshend termina o show quebrando tudo, literalmente, amplificadores, bateria, tudo. E Hendrix, por mais que seus solos já tivessem força própria, sentiu que precisava de mais. Ao tocar Wild Thing, tirou um isqueiro do bolso, jogou o fluído sobre a guitarra, ateou-lhe fogo e fez lenda com sua Fender Stratocaster agonizando em chamas.

Quarenta anos após a morte de James Marshall Hendrix, em 1970 (foi encontrado na cama do quarto de um hotel onde estava com uma namorada alemã, Monika Dannemann, desacordado após ter tomado nove pílulas de Vesperax, e asfixiando-se em seu próprio vômito), o guitarrista é recolocado em cena por força de lançamentos que, ao contrário de efemérides recentes como a dos Beatles, vem com combustível inflamável, bem ao gosto de Jimi Hendrix. Em julho, a gravadora Sony vai reeditar o catálogo com quatro álbuns oficiais de Hendrix remasterizados: Are You Experienced?, Axis: Bold As Love, Cry of Love (também conhecido como The First Rays of New Rising Sun, que vem com outakes) e Eletric Ladyland. Os discos virão com um documentário contando a história das gravações dos álbuns, com direção de Bob Smeaton, o mesmo que fez Anthology, dos Beatles. E desde março, começou nos EUA a Experience Hendrix Tour 2010, com guitarristas como Joe Satriani, Kenny Wayne Shepard e o baixista Billy Cox, ex-parceiro de Hendrix.

Apesar de ter guitarristas de mãos cheias celebrando vida longa a Hendrix, os solos de guitarra não são mais os mesmos. As décadas que separam o guitarrista de Seattle de bandas como Vampire Weekend e Coldplay fazem perguntar, afinal, por onde andam as viagens em notas pelas quais Hendrix tanto batalhou? As bandas se cansaram dos solos? Ou os jovens não querem mais ouvi-los?
A resposta mais óbvia seria a de que Hendrix, mesmo enterrado há quatro décadas, teria chegado a algum lugar do futuro com seu instrumento que até hoje guitarristas não conseguiram atingir. "Ainda sinto ‘emanações espirituais’ de Hendrix toda vez que tocamos com o grupo Hendrix Experience Tour", diz ao Estado Billy Cox, baixista que tocou com Hendrix na formação Band of Gypsys.

Outra resposta à crise dos solos pode estar na origem dos novos guitarristas. Jack White, ícone dos anos 2000 com seu White Stripes, é uma referência atual sem nunca ter colocado fogo em seu instrumento. Apesar de ter técnica de sobra e atacar a guitarra com ferocidade, não dá a mínima a viagens hendrixianas. Hendrix, por sua vez, bebeu em um lago que só fica mais raso a cada geração: o blues, gênero que fez existirem Eric Clapton, Jeff Beck e Jimmy Page. "Nosso pai tinha uma imensa coleção de álbuns de artistas de blues. Jimi ficava ouvindo e estudando dia e noite. Em cada uma das audições, ele alimentava sua inspiração", conta Janie Hendrix, irmã de Jimi. Ela lembra que, nos tempos de garoto, o irmão queria mesmo era se formar em publicidade e propaganda. "Ele adorava desenhar enquanto escutava os velhos bluesmen na vitrola."

Jack Endino, produtor de grupos como Nirvana e Mudhoney, deixa as coisas mais difíceis. Hendrix, para ele, criou um novo padrão, um caminho sem volta para quem quiser tocar ou gravar o instrumento. "Jimi realizou façanhas em estúdio que jamais haviam sido alcançadas."

A visão daquilo que é solo de guitarra transforma-se com os anos. Se a partir da metade dos 60 até o fim dos 70 significava altas e infinitas viagens, influenciadas pela aura lisérgica da época, nos 80 se diluiu em ‘clima’, criado pelas mãos leves e sábias de The Edge, do U2, que inventou uma nova função para a guitarra, à base de timbres, efeitos e acordes abertos, sem tirá-la da linha de frente.

Os anos 90 foram marcados pelo rock do não-solo feito pelo grunge de Kurt Cobain. E nos anos 2000, com a revolução da internet, o que menos preocupa os garotos é a performance acrobática de seus guitarristas. "Aqui no Reino Unido, as guitarras perderam o lugar para os sintetizadores dos anos 80. É parte do revival que está rolando agora", fala o baterista da banda inglesa Shadow Riots, Gaylord Knott, de Manchester.


A guitarra vive dias de ressaca.............

The Old Grey Whistle Test

The Old Grey Whistle Test foi um influente programa de música da rede BBC de televisão, que foi ao ar entre 1971 e 1987. Foi concebido pelo produtor Rowan Ayers.
As bandas, muitas vezes, tocavam as suas canções na frente de simples tábuas de madeira. Tal como acontece com muitas produções BBC, esta foi (pelo menos inicialmente), tanto uma questão de dinheiro como de estilo.
Este programa permitia que bandas e artistas que não estavam ainda (ou nunca estariam) nas paradas de sucesso tivessem a chance de se apresentar ao vivo, em rede de TV.


O U2 participou do programa em algumas ocasiões, e essas apresentações são consideradas clássicas. Reveja algumas delas:


1981



1987




Simple Minds v U2 "Battle of the Bands" Whistle Test 1986

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Everything You Know Is Right - III

O título do álbum é uma sátira e um tributo à Pop Music, Pop Art, cultura Pop.
Edge explicou para a revista online 'Reverberation' o significado do título do álbum POP:
" É o nosso disco mais diversificado de sempre, sonoramente e em termos de influências; e de certa forma é por isso que o título do Pop parece de algum modo adequado no final, é porque ele é uma espécie de termo amplo. Realmente não lhe amarra em um único estilo , uma idéia. É muito aberto".

No livro Bono in Conversation, o vocalista do U2 revelou que gostaria de ter Bob Dylan e Luciano Pavarotti cantando em seu funeral. Eles interpretariam, respectivamente, Death is Not the End (A Morte Não É o Fim) e La Traviata. A obra, feita em parceria com o entrevistador Michka Assayas, revela trechos de conversas do cantor com personalidades como Tony Blair, George Bush e Bill Clinton.

Segundo o livro de Bill Flanagan de 1990 'U2 At the End of the World'; Larry tomava injeções de sangue dos touros:
"Bono diz que Larry procurou vários médicos sem sucesso, até que ele foi em um alemão que trouxe uma cura holística: começou a injetar em Larry, sangue de touro. Este era o truque! O médico irlandês de Larry se recusa a aceitá-la. Ele olha para os raios X de Larry com a coluna torta e diz que é impossível, mas Larry se sente bem. Ele voa para a Alemanha para injetar sangue de touro regularmente."

Bono foi um grande jogador de xadrez quando criança. Há muitas referências em diversos livros sobre o Bono e o U2 ao fato de que Bono era "brilhante" no xadrez quando jovem. Aqui está uma citação de 1987, onde Bono fala sobre seu interesse no xadrez: "Eu nunca soube o que eu queria ser. Um dia eu acordei e queria ser um jogador de xadrez - o melhor. Eu tinha lido um livro sobre , e estudei sobre grandes mestres, e fiquei fascinado".

Em 1992, Bono ficou totalmente sem roupa no restaurante russo Nikita, em Londres. O motivo foi a mistura afrodisíaca de alimentos consumida: vodka com caviar.
"Ele foi muito simpático e muito civilizado", disse Nikita Borsi. "Acho que ele só se sentiu mais confortável com nada. Mas ele tinha uma boa razão!"

A canção que Bono canta no meio do filme 'Gangues de Nova York' se chama "Báidín Fheidhlimí". Baidin é uma palavra irlandesa para um pequeno barco, e Fheidhlimi é uma versão do nome de um menino - Phelim ou Felim. Assim, o título da música significa 'pequeno barco de Phelim'.

Os slogans utilizados na canção Zooropa:
Be All That You Can Be - Exército Americano
Be A Winner - Loteria Inglesa
Eat To Get Slimmer - Slimfast (plano de dieta)
A Bluer Kind Of White - Daz (detergente)
We're Mild And Green And Squeaky Clean - Fairy Liquid (removedor de manchas)
Better By Design - Toshiba (eletrodomésticos)
Fly The Friendly Skies - United Airlines
Through Applience Of Science - Zanussi (eletrodomésticos)
We've Got That Ring Of Confidence - Colgate (creme dental)


O videoclipe de "All I Want Is You" é claramente baseado no filme de 1932 'Freaks', que é considerado um filme de terror clássico. The Edge disse: 'O anão encontra a garota, a garota encontra anão, eles se apaixonam, mas a garota realmente ama outro cara. É baseado em um filme".

Teorias para o título de Hawkmoon 269:
TEORIA A) O "269" no título é uma referência ao número de vezes que a banda teve que mixar a música para acertar.

TEORIA B) "Hawkmoon 269" é uma referência à uma sinalização que Bono viu mostrando a cidade de Hawkmoon, que estaria 269 quilômetros à frente, enquanto viaja pela América na turnê Joshua Tree.

TEORIA C) "Hawkmoon 269" é uma referência à um dos autores preferidos de Bono, Sam Shepard.
Dois livros escritos por Sam Shepard: um de prosa, poesia e monólogos chamado 'Hawk Moon'. Outro, seu livro 'Crônicas de Motel' que foi escrito após Hawk Moon, é provavelmente responsável para o "269" (número do quarto de motel), parte do título da canção.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

2° promo de 'One Game Changes Everything' na ESPN

'United' transmite a paixão que é a Copa do Mundo, unindo diferentes culturas. Magnificent do U2, utilizada como trilha. Narração de Bono

Essential U2: Go Pop! - Documentário

Documentário sobre o álbum Pop do U2 e a turnê Popmart Tour.
Bono e Larry são entrevistados em um 'disco bus'.

MTV Europe, março de 1997. Ripado de VHS, sem legendas, em três partes.





A Entrevista Coletiva (Rio de Janeiro - Novembro - 2000)

Entrevista coletiva e fatos sobre a passagem do U2 pelo Brasil

O U2 esteve no Rio de Janeiro em uma visita promocional do CD "All That You Can´t Leave Behind", em novembro de 2000.
Adam, Bono, Larry e Edge deram uma entrevista coletiva no Copacabana Palace no Rio de Janeiro.
Uns 100 jornalistas de várias partes da América Latina estavam à espera da banda para a coletiva que eles vieram dar para a divulgação do CD.
Logo após a sessão de fotos a banda apareceu no Golden Room com Bono apertando a mão dos jornalistas que estavam na primeira fila.
Perguntados sobre o abandono da tecnologia no novo CD, The Edge disse que "na verdade nós nunca abandonamos algo que sempre esteve no nosso som desde sempre, o que aconteceu é que agora somos novamente uma banda que fica numa mesma sala tocando junta, compondo junta. Não é uma volta, é uma continuidade."
Bono disse que não existe uma volta ao passado e que a tecnologia existe há muito tempo, como por exemplo ter que colocar um microfone em um teatro para Frank Sinatra cantar. Além do mais, segundo Bono, ela ajuda eles a soarem melhores do que são.
O vocalista que esteve envolvido em projetos como o Jubileu 2000, disse que sentia uma culpa católica por ser um rock star muito bem pago, mimado e muito bem vestido e que por isso gostaria muito de ajudar o Brasil, que ele sabia estar com uma péssima economia e pessoas em total pobreza.
Bono afirmou que eles fizeram questão de voltar para reparar os erros que fizeram com que milhares de fãs assistissem ao show da banda ainda andando na rua, por conta dos congestionamentos que acabaram por atrasar o início da apresentação deles em 1998 no Rio de Janeiro. A gravação que eles fizeram para o Fantástico era dedicada a esses fãs, assim como a gravação de um videoclipe nas ruas do Cosme Velho, também pode ser considerada uma enorme homenagem.
The Edge fez questão de afirmar que eles sempre irão inventar motivos para retornar ao Brasil: "Nós não precisaríamos gravar um programa de TV. Fizemos em respeito aos fãs. Essa coletiva poderia estar tranqüilamente estar acontecendo em Londres, mas fizemos questão de vir para a América do Sul." Bono disse também que os Irlandeses são muito parecidos com os brasileiros: "Para um Irlandês, o que importa na vida é o futebol, o jeito de se vestir, a religião e o sex appeal. Eu gosto do estilo de vida de vocês."
Um jornalista argentino perguntou a The Edge quem seria o melhor jogador do mundo, Maradona ou Pelé e ele confirmando a tônica do bom humor de toda a banda - apesar da cara um pouco enfadonha de Adam Clayton - afirmou que o melhor era o Britânico George Best, arrancando gargalhadas de todos.
Mesmo com as grandes críticas em relação ao CD, inclusive Bono afirmou que são as melhores de toda a carreira do U2, um jornalista perguntou se eles estariam em final de carreira. Bono disse que Larry lhes deu o primeiro e único emprego da vida deles - uma referência ao anúncio que o baterista colou no mural do colégio a procura de músicos - e passou para ele a resposta. Larry: "Eu dei o primeiro emprego deles e só eu posso tirar. Nós estamos longe de parar, estamos fazendo o que mais gostamos e muito bem."
Edge completou dizendo que com 60 ou mais é capaz realmente deles estarem um pouco velhos, mas mesmo assim não pode afirmar que será o fim. Bono encerrou a entrevista oficialmente: "Nós tocamos juntos com espírito. O que existe entre nós é único, não pode ser mudado. Nós éramos punks em 77 e agora ainda estamos aqui tocando juntos e isso é fantástico. Nenhuma máquina pode mudar isso. O rock pode mudar o mundo, nem que seja o seu próprio."
Depois disso ele se levantou e foi cercado por quase todos os jornalistas, muitos pedindo autógrafos sem o menor pudor.


Fotos do U2 no Rio de Janeiro em 1998 e 2000:
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...