Chrissy Illey em um papo com Edge e Adam - 2008
The Edge e Bono são muito próximos. Na França, eles moram em casas vizinhas e, em Dublin, conseguem ver as casas um do outro. Eles optam por passar tempo juntos, mesmo que agora tenham menos tempo juntos.
"Ele sempre gosta de voltar, o que é ótimo. O U2 deu a Bono a oportunidade e uma plataforma, então, de muitas maneiras, o trabalho de Bono é apenas uma extensão da banda. Nossa vida influencia nossa música. É um desenvolvimento natural. O interesse pelos direitos civis estava presente desde o início. Não concordamos necessariamente em todos os aspectos do trabalho dele. Por exemplo, quando ele tirou aquela foto com George Bush, eu fui contra, porque as fotografias falam muito alto. Houve certa inquietação por parte dos fãs do U2, mas, no fim das contas, acho que o que ele fez acabou sendo certo".
Você diria que seu relacionamento com ele mudou? "Não. Somos muito próximos. Ele é meu melhor amigo".
Adam Clayton não se preocupa com a possibilidade de o ativismo de Bono colocar o U2 em risco. "É difícil prever o futuro, mas não há motivo para acreditar que o ativismo de Bono o faria abandonar a banda. Acho que ele não conseguiria fazer campanha sem a banda. Para ele, seria muito menos viável ser um ativista sem o apoio da banda. Suas composições são muito influenciadas pelo que ele aprende na arena política. Não basta ele assistir ao noticiário das dez diariamente e formar suas opiniões a partir disso". Mas será que isso mudou a dinâmica? "Acho que ele sempre encontraria algo para se ocupar. Nos tempos em que estávamos carregando equipamentos na traseira de uma van e todos nos ajudávamos, ele sempre preferia conversar com alguém em vez de descarregar a van, e acho que isso não mudou muito".
