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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Capítulo 33 - O EP que virou álbum, um novo personagem, velhos hábitos

O U2 voltou ao estúdio no início de 1993 para gravar um novo EP, e assim começaram a trabalhar no Factory Studio em Dublin.
Mas Bono achou um desperdício gastar tanta energia com um EP e sugeriu um novo disco, o que causou um certo arrepio em todos: será que o U2 ainda sabia gravar um disco em um curto espaço de tempo ou teriam se tornado escravos dos grande orçamentos e anos de produção? O espaço seria apenas de três meses.
O conceito estava todo na cabeça do grupo e mais uma vez convidaram Brian Eno para a produção, ao lado do engenheiro Flood.
Brian Eno logo teve que deixar a produção, pois já havia se comprometido com outro projeto. Mas Eno voltou para o final da produção e ficou espantado com a evolução das canções. Eno disse, à época, que Bono é uma espécie de "Maria Teresa das canções abandonadas": "é impressionante como ele aproveita coisas que escreveu anos atrás. Parece que ele nunca joga nada fora. Tudo que ele produz ao longo dos anos fica em sua cabeça e de repente, ele conecta algo e escreve em minutos o estava congelado há anos."
Quem dá mais algumas dicas sobre como a banda trabalha é o técnico de guitarra de Edge, Dallas: "Edge parece que nunca vai embora nesses dias. Eles chegam ao estúdio sem nada e começam a tocar e você acha que nada está acontecendo, quando de repente, uma canção aparece! E o mais incrível é que ela está quando pronta, eles vão em outra direção, como Bono cantando outra melodia a ponto de você se perguntar 'o que esses idiotas estão fazendo? a canção estava praticamente pronta!'. Mas aí você percebe que vem uma outra e ainda mais poderosa. É impressionante."
As gravações aconteceram em um ótimo clima, mas elas foram insanas. Isso porque elas se estenderam até julho, quando o grupo já estava em turnê na Europa.
O dia-a-dia do grupo era sair dos shows até 11 da noite, pegar um avião até Dublin, ir direto ao estúdio, gravar até o começo da manhã, dormir, voltar aos aeroportos, novos shows e quando tivesse um dia livre, revezavam-se em estúdio. "Foi uma loucura, mas foi uma loucura gostosa", garantiu Larry.
E, no dia 5 de julho de 1993, o mundo conhecia o novo disco da banda, Zooropa, que deixou os fãs e a crítica ainda mais surpresos. O disco vendeu 300 mil cópias em apenas uma semana no Reino Unido e foi número 1 em quase todos os países do planeta.
Quando Zooropa saiu, estranhamente não foi tocado em palco. Com arranjos complexos e sem tempo de ensaiar, o grupo foi lentamente apresentando as canções em palco. O disco chegou ser tocado integralmente nos shows finais da excursão, em Tóquio, com exceção de "The Wanderer" (única canção em álbuns do U2 que não é cantada por nenhum membro da banda, e sim por Johnny Cash) e "Daddy's Gonna Pay Your Crashed Car".
Zooropa rendeu excelentes dividendos financeiros, já que a Polygram se viu numa posição difícil, com o U2 tendo seu contrato acabado e com um novo disco pronto. Assim, os dois lados chegaram a um novo termo que tornou o U2 a banda mais rica do planeta. Embora as cifras não sejam confirmadas, estima-se que a banda fechou um contrato da ordem de US$ 200 milhões.
O novo alter ego de Bono, conhecido como Mr.Macphisto, possuía também o hábito de ligar para personalidades dos países em que estavam tocando. Um dos momentos mais marcantes foi quando, em Londres, ligou para o escritor Salman Rushdie, o autor dos livros 'Os Versos Satânicos' que causou irritação aos muçulmanos e uma ameaça de morte ao escritor.
E Rushdie surpreendeu ainda mais ao aparecer no palco do estádio de Wembley durante a apresentação. O único a lamentar o ocorrido foi Paul McGuinness já que o show estava sendo transmitido via rádio para vários países. McGuinness revelou que 10 das 310 milhões de pessoas que estavam ouvindo a apresentação, desligaram ao saberem que o escritor havia adentrado o palco.
E Macphisto não foi a única novidade do grupo. Um fato muito marcante foi a participação do jovem diretor norte-americano Bill Carter nos shows.
Bill havia passado alguns meses na Europa filmando. Ao voltar para a Europa resolveu, junto com sua namorada Corrina, se mudar para o México. Uma ligação sobre um possível emprego em Los Angeles o obrigou a mudar os planos por alguns dias. Enquanto voava, Corrina morria em um acidente de trânsito com a van de Bill. A notícia o devastou e Bill acabou indo para Sarajevo, um local onde a dor era grande, tão grande quanto ele sentia. E Bill ficou lá por seis meses.
O que ele desejava era fazer uma entrevista com o U2 quando eles estivessem em Verona, no dia 3 de julho para a Radio Televizija da Bósnia-Herzegovínia. "A televisão bósnia, com base em Sarajevo, é está muito interessada em fazer uma entrevista com os membros do U2. Nós sabemos que o grupo estará no dia 3 de julho, em Verona, Itália, e achamos que é uma oportunidade perfeita para a entrevista. Verona é um dos concertos da Europa que terá uma grande audiência na ex-Iugoslávia, já que é o único concerto que tem ingressos vendidos por aqui. Sarajevo, na antiga Iugoslávia, era o centro de artes, cultura e rock and roll. Ainda estamos tentando manter viva a cena artística, mas a falta de criatividade atual se dá pelos óbvios problemas físicos e de informações restritas."
O grupo aceitou dar a entrevista e dias depois, Bill Carter e seu amigo Aplon falaram com o grupo antes de subirem ao palco. A entrevista acabou com Bono sendo convidado por Bill a conhecer Sarajevo, convite este que deixou Bono muito interessado. Durante o show, ele dedicou "One" às pessoas de Sarajevo.
O show teve um aspecto emocional muito forte, com Macphisto tentando, sem sucesso, ligar para o Papa João Paulo II no Vaticano. Aliás, Macphisto rodou um filme promocional da turnê nas ruas do Vaticano, espantando os pombos. Mas Sarajevo não seria esquecida por Bono...
agradecimento: www.beatrix.pro.br/mofo

domingo, 7 de novembro de 2010

U2: um dos grandes vencedores da noite do 'Billboard Touring Awards 2010'

O U2 tinha sido nomeado em três categorias no Billboard Touring Awards 2010, disputando os três prêmios com outros 2 nomes veteranos do rock mundial.
E como era de se esperar, a banda irlandesa foi uma das grandes vencedoras da cerimônia realizada na noite de 4 de novembro no New York Sheraton Hotel & Towers.
Das três categorias em que concorria, o U2 sagrou-se vencedor em duas:
Concorrendo com ACDC e Bon Jovi, o U2 foi o vencedor da categoria TOP TOUR (Tour mais lucrativa), devido aos grandes números da turnê 360°, e também levou o prêmio na categoria TOP DRAW (Maior número de ingressos vendidos), em um levantamento feito pela Billboard das maiores bilheterias do mundo entre out/2009 e set/2010.
O U2 concorria também na categoria TOP MANAGER, representado pela 'Principle Management', mas não levou o prêmio desta categoria.

sábado, 6 de novembro de 2010

The Songs Are In Your Eyes - Curiosidades da videografia e detalhes de gravações - Parte2

Red Hill Mining Town (1987)
Ela foi pensada como um single e um vídeo foi feito, dirigido pelo aclamado diretor irlandês Neil Jordan. Porém, o vídeo e o single nunca foram lançados porque a banda não gostou do resultado final. Alguns, no entanto, especulam, que Bono pediu para que ela não se tornasse uma música de trabalho, pois não conseguiria reproduzir no palco as notas altas que conseguiu em estúdio.
O clipe foi filmado em Londres, em fevereiro de 1987. Considerado por muitos como sendo o "santo graal" de vídeos de músicas inéditas e raras. O vídeo só foi lançado oficialmente na comemoração dos 20 anos do álbum 'The Joshua Tree', em 2007.
A canção foi escrita sobre a greve dos mineiros na Inglaterra que ocorreu em 1984 e que depois de terminada, deixou muitos deles desempregados, já que as empresas fecharam as portas. Bono havia lido um livro chamado 'Red Hill', do jornalista Tony Parker, sobre o tema. E daí surgiu o título da música.



Pride (In The Name Of Love) 1984
Dirigido por Donald Cammell.
Filmado no SFX Hall, Dublin, Agosto de 1984.
"O diretor de Pride, Donald Cammell, era amigo de Michael Hamlyn, e foi apresentado por ele para a banda. Donald era particularmente conhecido por escrever e co-dirigir com Nicholas Roeg, o filme cult dos anos 60 'Performance', com James Fox e Mick Jagger.
O vídeo de Pride é bastante simples e polido para a época, com parte da performance filmada no St Francis Xavier Hall (SFX Hall) em Mountjoy Square, no norte de Dublin; um dos poucos locais de concertos regulares para bandas de punk e rock em Dublin na época.
Eu me lembro principalmente da dificuldade em 1984 de gravar a ponte do pedágio 'East Link' do helicóptero, e segurando o trânsito norte-sul de Dublin no processo.
Será interessante ver o rio Liffey da mesma posição gravada do helicóptero no final do vídeo, daqui uns anos, quando a nova 'U2 Tower' ficar três vezes mais alta, ao lado da ponte do pedágio ". - James Morris



I Still Haven't Found What I'm Looking For (1987)
Dirigido por Barry Devlin.
Este vídeo foi filmado em Fremont Street, em Las Vegas, Nevada, Abril de 1987.
"Esta é o vídeo mais barato já gravado? Nosso equipamento de iluminação consistiu por dois Inkies, nós filmamos por cerca de quinze minutos de vídeo e a equipe do documentário que estavam filmando "Outside It's America" na época, fizeram isso em sua noite de folga.
Por outro lado nós tivemos 50 milhões de gigawatts de Las Vegas para completar os Inkies; aqueles quinze minutos foram gastos com o U2 sendo engraçado e ímpio , e a equipe incluía o grande Declan Quinn e Pam Yates, que passaram à ter grandes carreiras em filmes.
Barato ou não, foi divertido, foi indicado para o MTV Awards em 5 categorias e foi feito para acompanhar a minha canção favorita do U2. Todos juntos agora: "I have climbed the highest mountains...". Sorte a minha." - Barry Devlin


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

As canções que o U2 gostaria de ter escrito

Na edição especial de 20º aniversário da revista Q lançada em 2006, foi perguntado a cada membro do U2 quais as músicas que cada membro gostaria de ter escrito.
Conheça agora as escolhas de cada um:


Larry Mullen Jr:
The Chemical Brothers - Block Rockin' Beats



The Edge:
Oasis – Wonderwall



Adam Clayton:
Soul II Soul - Back To Life



Bono:
Bob Dylan e Sam Shepherd - Brownsville Girl
Massive Attack - Unfinished Sympathy


Oasis - Live Forever
Gavin Friday - The Last Song I'll Ever Sing


The Verve - Lucky Man


Emm Gryner - Almighty Love

O guia de equipamentos de Adam Clayton

Adam Clayton já apostou nos efeitos, com ênfase ao uso de slaps, e distorções. Mas o baixista prefere um som mais puro e direto do seu intrumento. Seja qual for a abordagem, o ‘jazzman’ da banda continua imprevisível e criativo.
Como baixista, Adam Clayton é reconhecido pelo seu estilo musical único e ritmos que surgem em muitos temas como "New Year's Day" e "With or Without You". O seu próprio estilo foi influenciado por muitos outros como a produção da editora discográfica Motowm ou música Reggae, e tem vindo à evoluir ao longo do tempo de carreira do U2. Ele cita músicos como Paul Simonon do The Clash como uma das influências mais fortes e diretas no seu estilo.
Sempre atento nas suas linhas de baixo, é um dos caras que melhor explora o som dos seus Fenders.
Quando Clayton se juntou ao U2, não tinha qualquer formação musical em baixo, o que permitiu que o seu estilo se desenvolvesse livremente até 1995. Contudo, à medida que a banda crescia e evoluia, o estilo foi se tornando cada vez mais complexo, um crescimento musical pessoal que é bem visível em álbuns como "The Joshua Tree" de 1987 e "Rattle and Hum" de 1988. Além do baixo, Clayton toca também guitarra e piano em algumas canções do U2.


Os baixos de Adam incluem:

Fender Precision Bass
Fender Jazz Bass
Gibson Thunderbird Bass
Gibson Les Paul Bass Triumph
Gibson Les Paul 70's Recording Bass
Lakland Joe Osborn Signature Bass
Lakland Darryl Jones Signature Bass (com Chi-Sonic pick-ups)
Auerswald Bass Custom
Epiphone Jack Casady Signature
Epiphone Rivoli bass (vista no clipe de "Get on Your Boots")
Rickenbacker 4001 Bass - Usado nos primeiros anos de U2, em 1978/1979
Status John Entwistle Bass Buzzard
Warwick
Gibson RD

Baixos utilizados na turnê 360°:

Epiphone Rivoli - natural finish: Get On Your Boots
Fender Jazz - gold sparkle finish: Walk On, Beautiful Day
Fender Jazz - red finish: Bad
Fender Precision - gold sparkle finish: Vertigo, Where The Streets Have No Name, No Line On The Horizon (most Europe, some US dates)
Fender Precision - purple sparkle finish: Breathe (on SNL), No Line On the Horizon, I'll Go Crazy [Remix]
Fender Precision - white with tortoise pkgrd: With Or Without You, Moment of Surrender, I Still Haven't Found What I'm Looking For
Gibson Les Paul Signature Bass - gold finish: Mysterious Ways
Gibson Triumph Recording Bass - white finish: One
Gibson RD Artist - natural finish: Magnificent
Warwick Reverso Adam Clayton Signature model - premiered at Brandenberg Gate show and in January 2010 at NAMM
Warwick Streamer Stage One - Electrical Storm
Warwick Styker - natural finish: Breathe, Sunday Bloody Sunday, Pride (Zabreb 8/9/09)


Amplificadores e gabinetes:

Aguilar DB 751 amplifiers -
Aguilar DB 410 cabinets (classic black) -
Aguilar DB 115 cabinets (classic black) -

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Mais uma vez, 'Spider-Man: Turn Off the Dark’ é adiado

O musical ‘Spider-Man: Turn Off the Dark’, que transpõe as aventuras do ‘Homem-Aranha’ para a Broadway, teria a sua estréia em 26 de Fevereiro deste ano, mas teve quer adiado e uma nova pré-estréia foi marcada para 14 de novembro, que foi adiada mais uma vez.
Segundo o diário norte-americano ‘The New York Times’, um ator feriu-se na semana passada ao ensaiar uma cena em que os personagens simulam voar, tal como acontece ao herói da Marvel quando salta de prédio em prédio, agarrado às teias que vai lançando.
Ao contrário do que aconteceu no acidente com o ator Kevin Aubin, que ficou com os dois pulsos quebrados, a nova vítima dos ensaios do musical preferiu que o seu nome não fosse divulgado, mas assumiu ao diário nova-iorquino que já tinha passado por outros problemas: “torci os pés ao fazer essa cena há um mês.”
Michael Cohl, produtor principal do musical, que tem a ambição de ser a sensação da Broadway em 2011, reafirmou que “todos os dias existe um esforço para fazer do espetáculo uma experiência mais segura” para quem nele participa, alegando que “múltiplos fatores técnicos e humanos” contribuíram para o incidente.
A produção de 60 milhões de dólares que já vem sendo desenvolvidahá três anos, está sob investigação da Inspeção-Geral do Trabalho do Estado de Nova Iorque, e esse novo atraso deve ser de uma ou duas semanas.
A dupla Bono e The Edge escreveram todas as faixas do musical. Os dois afirmaram estarem “muito orgulhosos” do trabalho e, principalmente, de terem encontrado um cantor como Reeve Carney, o intérprete de Peter Parker (Homem-Aranha) na peça, que terá direção de Julie Taymor.
O vocalista e o guitarrista do U2 já exibiram a faixa "Boy Falls From The Sky" com a banda da peça, e também apresentaram a canção em um show do U2 em Portugal.


http://circuitobroadway.com.br/?p=2770

O guia de equipamentos de Larry Mullen Jnr.

Depois de formar o U2 , o estilo de Larry tocar e suas técnicas começaram à se desenvolver. No início da banda, as suas contribuições foram geralmente limitadas em "fills and drum rolls", mas ele envolveu-se mais em compor mais canções, particularmente em conjunto com Adam Clayton, seu parceiro de ritmos, com quem já trabalhou em projetos solos.
Quando a banda estava para assinar contrato com a CBS Records, a gravadora mencionou em tirar Larry da banda. O U2 recusou e não assinou com a gravadora. Mullen, com seu estilo próprio de tocar bateria (quem não se lembra das batidas militares no álbum 'War'?), se tornou mais integrado nas estruturas das canções. Durante a gravação do álbum Pop em 1996, Mullen sofreu com vários problemas de coluna. A gravação foi deixada de lado durante a cirurgia. Quando ele deixou o hospital, voltou ao estúdio para encontrar o resto da banda experimentando com baterias eletrônicas, algo dirigido amplamente pelo interesse de The Edge pelo dance e hip-hop, e , dado ao seu repouso depois da operação , ele continuou com The Edge à tocar "drum machines", que contribuíram fortemente para o estilo eletrônico do álbum.
Ao longo de sua carreira, Larry tem tido problemas de tendinite. Para reduzir a inflamação e dor ele usa baquetas Pro-Mark especialmente desenhadas pra ele (Millennium II 5A). Ele usa baterias Yamaha e pratos Paiste.
O diretor de marketing internacional da Paiste (pratos musicais para baterias que são feitos à mão na Suíça), chegou a citar Larry em uma entrevista: "Existem tantos artistas que foram ou são ainda verdadeiros embaixadores para os nossos produtos. Por exemplo: o John Bonham do Led Zeppelin, o Ian Paice da banda Deep Purple, o Larry Mullen do U2, Nicko McBrain de Iron Maiden ou até mesmo o Tico Torres, do Bon Jovi, só para citar alguns nomes".
Quando o U2 estava gravando o álbum 'No Line On The Horizon' no estúdio Hanover Quay, Larry foi visto utilizando em sua bateria, pratos Zildjian.

Larry utilizou diferentes kits em diferentes turnês:
Premier Olympic (Red) / 1976-1980
Yamaha 9000 (Black, 24"bass, 18"+16"+14" toms, 14"x6" snare) / 1983-1985
Yamaha Turbo Tour Kit (Black) / Joshua Tree tour, Lovetown tour
Yamaha Maple Custom (Black) / ZOO TV
Slingerland (Marine Pearl) / Achtung Baby, All That You Can't Leave Behind Yamaha Beech Custom Absolute
Acoustic Drums: White Mica (finish)
WSD-0107
14"x7" Snare Drum
WBD-1024 24"x16" Bass Drum
WTT-1014J 14"x10" Tom
WTT-1016 16"x14" Tom (to the left of his hi-hat)
WFT-1016
16"x16" Floor Tom
WFT-1018 18"x 16" Floor Tom

Hardware:
CS-940 Cymbal Stand
(4x)
CS-945 Cymbal Stand (3x)
DFP-8210 Double Foot Pedal
DS-940 Drum Stool
FP-8210 Foot Pedal
HS-950 Hi-hat
Stand
SS-940 Snare Drum Stand

Brady Custom Drums

12" x 7" Brady Custom Snare
Ele ocupou a posição de número # 21 pela lista da Stylus Magazine's como um dos 50 maiores bateristas do Rock.
Larry Mullen tocou sintetizadores ou teclados em algumas gravações, incluindo "United Colours" do Original Soundtracks 1, de 1995.
Ele é quem tocava teclado na versão acústica de 'Yahweh' durante a Vertigo Tour.

Campanha 'Children In Need'

Children in Need é a campanha anual realizada no Reino Unido viabilizando juntar recursos para ajudar uma instituição de caridade.
O evento é apresentado pela BBC e conta com a participação de artistas e cantores, cujo um deles lança um single em que as vendas são doadas para a instituição. Sua maior arrecadação foi 9.56 milhões de dólares.
Em 1997, Bono participou da regravação da canção 'Perfect Day', de Lou Reed, juntamente com diversos artistas.
A performance foi lançada como single beneficente em novembro do mesmo ano, pela Chrysalis Records.
No single, Bono participa da versão com todos os artistas e também da versão masculina da canção.
As linhas cantadas por Bono foram gravadas por ele em Nova York, e sua participação no videoclipe foi registrada num intervalo da Popmart Tour.
Abaixo uma lista dos artistas que participaram da performance:

Perfect Day: Lou Reed, Bono, Morcheeba, David Bowie, Suzanne Vega, Elton John, Boyzone, Lesley Garrett, Burning Spear, Thomas Allen, Heather Small, Emmylou Harris, Tammy Wynette, Shane McGowan, Dr. John, Robert Cray, Huey (Fun Lovin' Criminals), Ian Broadie, Garbrielle, Evan Dando, Brett Anderson, Visual Ministry Choir, Joan Armastrading, Laurie Anderson, Heather Small, Tom Jones. Instrumentals by the Broadsky Quartet, Sheona White, Courtney Pine, Andrew Davis, BBC Symphony Orchestra. Music and words by Lou Reed (1973). All artists, the BBC and Chrysalis Records agreed to waive royalites. The proceeds of the sale of this single will benefit the BBC Children in Need Appeal.

E também a lista de quem participou no videoclipe da canção e em qual momento exato no vídeo cada um aparece:

00:25 Lou Reed
00:35 Bono (do U2)
00:39 Sky (do Morcheeba)
00:47 David Bowie
00:51 Suzanne Vega
00:56 Elton John
01:06 Boyzone
01:10 Lesley Garrett (cantor de ópera)
01:17 Burning Spear (cantor de reggae)
01:21 Bono (do U2)
01:25 Thomas Allen (cantor de ópera)
01:29 Brodsky Quartet
01:33 Heather Small (do M People)
01:39 Emmylou Harris (country)
01:44 Tammy Wynette (country)
01:48 Shane McGowan (do The Pogues)
01:52 Sheona White (jovem cantora do ano de 1997)
01:55 Dr John (R&B)
02:00 David Bowie
02:05 Robert Cray (cantor de blues)
02:09 Huey (do Fun Lovin' Criminas)
02:15 Ian Brodie (do Lightning Seeds)
02:18 Gabrielle
02:24 Dr John (R&B)
02:28 Evan Dando (do The Lemonheads)
02:34 Emmylou Harris (country)
02:39 Courtney Pine (saxofonista de jazz) & BBC Symphony Orch
02:55 Brett Anderson (do Suede)
03:03 Visual Ministery Choir
03:05 Joan Armatrading
03:08 Laurie Anderson
03:16 Heather Small (do M People)
03:25 Tom Jones
03:58 Lou Reed




'Perfect Day' integra o álbum Transformer, lançado em 1972 por Lou Reed.
A canção foi escrita para a sua ex-mulher Betty, mas também serve de exorcismo da má fase passada na companhia da heroína. O piano que serve de base e que foi providenciado pelo guitarrista Mick Ronson é simplesmente comovente e mágico.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

She's A Mystery To Me - Tradução

Mystery Girl é o último álbum gravado por Roy Orbison, postumamente lançado através da Virgin Records em 1989.
A canção 'She's a Mystery to Me' foi escrita por Bono e The Edge.
Bono produziu a canção e tocou guitarra na gravação.


Darkness falls and she
Will take me by the hand
Take me to some twilight land
Where all but love is gray
Where I can find my way
Without her as my guide

Night falls, I'm cast beneath her spell
Daylight comes, our heaven turns to hell
Am I left to burn
And burn eternally
She's a mystery to me

She's a mystery girl
She's a mystery girl

In the night of love
Words tangled in her hair
Words soon to disappear
A love so sharp it cut
Like a switchblade to my heart
Words tearing me apart

She tear again my bleeding heart
I wanna run, she's pulling me apart
Fallen angel cries
And I just melt away
She's a mystery to me

She's a mystery girl
She's a mystery girl
She's a mystery girl
She's a mystery girl

Haunted by her side
It's a darkness in her eyes
That so enslaves me
But if my love is blind
Then I don't want to see
She's a mystery to me

Night falls, I'm cast beneath her spell
Daylight comes, our heaven turns to hell
Am I left to burn
And burn eternally
She's a mystery to me

She's a mystery girl
She's a mystery girl
She's a mystery girl
She's a mystery girl

She's... a mystery girl
She's a mystery girl
She's... a mystery girl
She's a mystery girl
She's a mystery girl
She's a mystery girl


A escuridão cai e ela
Vai me levar pela mão
Leve-me para algum terreno crepúsculo
Onde tudo, exceto o amor, é cinza
Onde eu não posso encontrar meu caminho
Sem ela como minha guia

A noite cai, eu estou sob seu feitiço
A luz do dia vem, o nosso céu vira inferno
Eu sou deixado para queimar
E queimar eternamente
Ela é um mistério para mim

Ela é uma garota misteriosa
Ela é uma garota misteriosa

Na noite de amor
Palavras emaranhadas em seus cabelos
Palavras prestes à desaparecerem
Um amor tão afiado que cortou
Como um canivete ao meu coração
As palavras me dilacerando

Ela parte novamente meu coração que sangra
Eu quero correr, ela está me despedaçando
Anjo caído chora
E eu simplesmente derreto
Ela é um mistério para mim

Ela é uma garota misteriosa
Ela é uma garota misteriosa
Ela é uma garota misteriosa
Ela é uma garota misteriosa

Assombrado por seu lado
É uma escuridão em seus olhos
Que assim me escraviza
Mas se meu amor é cego
Então eu não quero ver
Ela é um mistério para mim

A noite cai, eu estou sob seu feitiço
Luz do dia vem, o nosso céu vira inferno
Eu sou deixado para queimar
E queimo eternamente
Ela é um mistério para mim

Ela é uma garota misteriosa
Ela é uma garota misteriosa
Ela é uma garota misteriosa
Ela é uma garota misteriosa

Ela é uma garota misteriosa
Ela é uma garota misteriosa
Ela é uma garota misteriosa
Ela é uma garota misteriosa
Ela é uma garota misteriosa
Ela é uma garota misteriosa


(she.... is a mystery girl.....)

“Eu tinha acabado de assistir o filme Blue Velvet e tinha ficado chapado com a trilha sonora e especialmente com a canção “In Dreams”, com Roy Orbison. Após um show no Wembley Arena, em Londres, eu estava sem conseguir dormir e comecei a ouvir a fita com essa música, sem parar, até que entrei em um estado de inconsciência e pensei que tinha acordado dentro da canção. Eu pensei que era a mais extraordinária canção feita porque quebra todas as regras da música pop. E lá estava esta fantástica voz barroca. Assim, no dia seguinte, acordei e escrevi ‘She’s A Mistery to Me’. Depois me tornei um chato e fiquei falando de Roy Orbison o dia todo e comecei a tocar a música que havia escrito para o pessoal do grupo e eles gostaram. Ou pelo menos fingiram que gostaram porque tinha parado de falar nele. Enfim, fizemos outro show no Wembley Arena e eu estava sentado nos camarins quando nosso segurança, John, bateu na porta e me disse que Roy Orbison estava lá fora e queria nos conhecer. Todo mundo começou a me encarar e eu dizia ‘um minuto aí, eu não tinha a menor idéia que ele estava vendo o nosso show. E Roy entrou e começou a dizer que tinha gostado do show, embora não soubesse dizer o motivo. Conversamos um pouco sobre música até que peguei o violão e mostrei a música para ele. Meses depois, fui até Los Angeles fazer uma visita em sua casa e sua família foi muito generosa e passamos horas maravilhosas. Roy parecia uma pessoa surpresa com o talento que tinha recebido, com aquela voz de anjo. E hoje, ele é um deles.” - Bono

1978: Novo concerto na Mount Temple Comprehensive School, agora como 'The Hype'

Em 10 de fevereiro de 1978, agora como 'The Hype', os garotos voltaram à dar um concerto na Mount Temple Comprehensive School.
Das canções tocadas, o que se sabe é que duas composições próprias da banda fizeram parte da apresentação.

Setlist:
1.Street Mission


2.The Fool



Do livro U2 BY U2:

Bono: Os membros da banda me disseram: “Você tem mais jeito para começar uma revolta do que para ser músico.” Não sei se fiquei magoado ou não, mas eles levaram a melhor. Lembro de ter pensado que se ia ser vocalista tinha que desenvolver uma personalidade pública. Estava compondo algumas músicas e uma delas chamava: ‘The Fool’. Tínhamos estudado teatro na escola e havia uma idéia Shakespeariana na minha cabeça. Queria criar uma personalidade que fosse o oposto de Ziggy Stardust, que não fosse super legal, que fosse talvez muito pouco legal e infantil e se safasse sempre ao dizer o que lhe apetecia. A letra mudava sempre que eu a cantava, mas quando tive de escrever para fazer um esboço, cheguei à conclusão de que era uma porcaria. ‘Alive in na ocean, a world of glad eyes, insane!’ isso era um verso. ‘They call me the fool. I’m gonna break all the rule.’ Meu Deus!

Adam: Naquela altura, ensaiávamos às quartas-feiras à tarde, aos sábados e aos domingos, apenas para tentar chegar ao fim de uma música. Às vezes, ensaiávamos na casa do Edge, porque os pais dele eram muito tolerantes. Podíamos passar lá o dia e beber café à vontade. Eu e o Edge reuníamo-nos lá muitas vezes e, de vez em quando, o Larry também aparecia. Ele tinha sempre que negociar com os pais, pois, às vezes, não podia sair de casa e, além disso, precisava sempre de um carro para transportar a bateria. O Bono só aparecia dependendo de arranjar ou não transporte, se pudesse vir de carona na moto ou no carro de alguém. Foi daí que surgiu ‘Street Mission’, que se tornou a nossa música de referência. Eu e o Edge compusemos os versos básicos e depois o Bono, numa das suas saídas, compôs o refrão e deu a ideia para a letra.

Bono: O mais interessante de ‘Street Mission’ era o final, um fabuloso solo de guitarra num registo temporal completamente diferente. Todas as pessoas diziam que havia regras no Punk, tais como não haver solos de guitarra. Mas nós dissemos: “Nós tocamos solos de guitarra se quisermos.” Nunca iríamos ser uma banda punk, pois estávamos interessados em outras coisas como, por exemplo, no lirismo da música do Edge.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

In the Name of Love: Africa Celebrates U2

No ano de 2008, foi lançado um álbum tributo ao U2 com uma série de músicos africanos, que resolveram homenagear Bono pelas suas campanhas contra a pobreza na África.
O disco produzido por Shawn Amos e lançado pela Shout Factory chama-se 'In the Name of Love: Africa Celebrates U2' e conta com a participação de Angelique Kidjo, Waldemar Bastos, Les Nubians, Tony Allen, African Underground All-Stars ou Sierra Leone’s Refugee All Stars, num tema em que participa também o guitarrista dos Aerosmith, Joe Perry. Parte das receitas do álbum foram entregues à Global Fund, uma associação que combate doenças como a AIDS e a tuberculose em África.


As faixas:

Angélique Kidjo - "Mysterious Ways"
Vieux Farka Tour - "Bullet the Blue Sky"

Ba Cissoko - "Sunday Bloody Sunday"
Vusi Mahlasela - "Sometimes You Can't Make It On Your Own"
Tony Allen - "Where the Streets Have No Name"
Cheikh L - "I Still Haven't Found What I'm Looking For"
Keziah Jones - "One"
Les Nubians - "With or Without You"
Soweto Gospel Choir - "Pride (in the Name of Love)"

Refugee All Stars - "Seconds"
African Underground All-Stars - "Desire"
Waldemar Bastos - "Love Is Blindness
"


Waldemar Bastos já conhecia a obra do U2, ainda que "superficialmente". Mas foi ao "investigar formas e conteúdos" que descobriu em Bono um "compositor intenso, com uma interpretação de grande profundidade". Tudo porque o músico angolano foi convidado à integrar o grupo de artistas africanos que gravaram 'In the Name of Love: Africa Celebrates U2'. Uma homenagem à banda, mas sobretudo à voz que tem sido "símbolo da vontade de mudar".
Love Is Blindness (do álbum Achtung Baby, de 1991) é o tema reinterpretado por Waldemar Bastos. Uma escolha que partiu da Shout!, editora que assinou o projeto e que reuniu nomes como Vieux Farka Touré, Angelique Kidjo, Cheikh Lô e Ba Cissoko. "Não conhecia a canção mas, depois de armazená-la no meu iPod e de ouví-la algumas vezes, percebi como torná-la minha, utilizando apenas o meu violão", revelou. Simplicidade e "elegância" para uma canção que, como ele diz, "é apenas mais uma à refletir as preocupações sociais de Bono". Ao descobrir a obra do U2, Waldemar Bastos encontrou "toneladas de som, com produções de grandes dimensões". Mas procurou concentrar a sua leitura no "sentimento das palavras, de unidade e compreensão". Não conheceu o vocalista do U2, mas aguarda para um futuro próximo o encontro com alguém com quem partilha um valor fundamental: "A música é o motor perfeito para desencadear mudanças, transformações e revoluções."
O conjunto de artistas reunidos em 'In the Name of Love' reflete "boa parte da criatividade musical que por estes dias se passeia por África", confessa Waldemar Bastos. E é também um feliz conjunto de faixas que procura despertar a atenção para uma "verdade inegável". Waldemar Bastos explica: "A música africana dispensa qualquer tipo de paternalismos. Como em qualquer cultura ou estética musical, a composição africana vive de momentos bons e outros menos interessantes. Não é uma música de coitadinhos e, neste disco, isso é bem evidente."

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A performance do U2 no 'Yes Campaign Concert 1998'

O 'Yes Campaign Concert' aconteceu em 18 de maio de 1998 em Belfast, no Waterfront Hall; quando os líderes David Trimble e John Hume, de partidos rivais (católicos e protetantes) subiram ao palco e deram-se as mãos unidos por Bono. O show teve como finalidade comemorar a vitória do "sim" no plebiscito que decidiu pela paz e pelo desarmamento na Irlanda do Norte que vigora até hoje.
Bono e Edge se juntaram à banda Ash e tocaram 'Don´t Let Me Down', dos Beatles, com um trecho de 'Give Peace a Chance', de Lennon.


Larry Mullen e Adam Clayton se juntaram à eles para tocarem 'One' e 'Stand By Me'.



"John Lennon sempre manifestou seu medo de ser 'let down' (decepcionado) por aqueles em quem confiava. Para esta, e outras canções em que confessava a sua preocupação em ser rejeitado, ele se inspirou em outro tema dos Beatles, 'If I Fell'.
Escrita sobre Yoko e lançada como lado B de 'Get Back' em abril de 1969, essa antiga angústia foi manifestada como um grito atormentado depois de encontrar alguém que o amava mais do que qualquer outra pessoa já tinha feito."
Em 1969, os Beatles tocaram ao vivo pela última vez. O show aconteceu no telhado dos estúdios da Apple Records, gravadora da banda. E neste concerto, John apresentou sua canção:



A gravação da canção "Give Peace a Chance" em 1969 contra a Guerra do Vietnã marcou a transformação de Lennon em um ativista anti-guerra. Foi o começo de um processo que culminou em 1972, quando a administração do presidente norte-americano Richard Nixon tentou deportá-lo dos Estados Unidos.
Embora seja escrita por John, é creditada, ainda, a Lennon & McCartney.
Lennon havia dito a frase "All we are saying is give peace a chance", espontaneamente, durante as duas semanas em que John e Yoko ficaram em uma cama, dando entrevistas e protestando contra a Guerra do Vietnã, durante a lua de mel do casal, no Amsterdam Hilton Hotel, evento conhecido como Bed-In for Peace.
Após cantá-la várias vezes, John resolveu gravá-la no dia 1º de junho, no quarto 1742, que ocupava no The Queen Elizabeth Hotel, usando quatro microfones e um gravador Ampex, de quatro canais, alugado da RCA. O single foi creditado à Plastic Ono Band.
As gravações atraíram dezenas de jornalistas e celebridades da contra-cultura, casos de Timothy Leary e Allen Ginsberg.
Além de cantar, Lennon tocou guitarra acústica, ao lado de Tommy Smothers, dos Smothers Brothers.

Sheriff Street, a rua do clipe de "Sometimes You Can't Make It On Your Own"

Sheriff Street em Dublin serviu como locação de parte do clipe de "Sometimes You Can't Make It On Your Own".
O vídeo é dirigido por Phil Joanou.

Lançado em 7 de fevereiro de 2005 pela Island Records, o clipe acompanha Bono voltando ao seu real quarto de infância na Cedarwood Road nos subúrbios do norte de Dublin.
Filmado em preto e branco e a cores, a ação se passa aos arredores dos locais da infância de Bono, passando pela Sheriff Street e os correios onde Bob trabalhava, terminando no centro da cidade no Gaiety Theatre, com uma belíssima cena já colorida do U2 tocando no teatro.
Uma segunda versão do clipe, chamada de 'Single Take Version', mostra apenas uma tomada sem cortes de Bono caminhando pelas ruas de Dublin.

Bono na época queria filmar no Gaiety Theatre, onde o pai dele cantou uma vez, então seguiram todos para lá. Com uma música tão pessoal, o diretor estava nervoso sobre como capturar o emocional e vulnerável Bono naquele momento. Phil Joanou (o diretor) ficava observando Bono caminhando pelas ruas de Dublin sozinho e cantando, com a câmera bem perto. Após um papo de uma noite toda, foi decidido gravar na casa onde Bono cresceu, e em seguida, caminhando pelas ruas, e finalmente no palco do teatro onde ele se juntaria à banda. Era uma idéia simples.
Em uma manhã fria de dezembro, Bono saiu para andar na Sheriff Street, e a gravação aconteceu sem nenhum corte, com Bono cantando ao vivo. A voz dele vinha do fundo da alma, emanava poder.
Phil Joanou disse que tudo o que ele precisou fazer foi documentar a cena de Bono, cada gota de emoção da canção, seu coração e alma na performance. Larry se virou para o diretor após a tomada final e acenou com a cabeça em silêncio. Todos sabiam que aquele momento registrado era algo especial.


"É um processo doloroso e solitário........." Amanda Hadama

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